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巴西资讯巴西贸易物流2026年7月17日

美国对巴西加征25%关税生效在即,中资出口企业需关注2400家本地供应商冲击波

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Setores atingidos por tarifaço dos EUA terão novo plano de socorro

美国7月22日起对巴西木材、机械等产品加征25%关税,巴西政府宣布救助2400家受影响企业并考虑反制,在巴中资企业需评估供应链与出口渠道的间接冲击。

为什么值得关注

2400家巴西供应商受冲击,中资制造业与贸易商需评估供应链中断风险及反制政策窗口期。

巴西联邦政府7月16日宣布,将重启针对美国加征关税受影响行业的支持计划。美国贸易代表办公室(USTR)此前确认对部分巴西产品加征25%额外关税,指控巴西存在“不公平”贸易行为,新关税将于7月22日生效。巴西政府拒绝接受美方理由,并称将研究实施国会去年通过的《互惠法》以应对单边措施。受冲击最大的出口行业包括木材、机械与电气设备、家具、陶瓷制品、鞋类和糖——这些领域也是中资企业在巴西投资或贸易的常见赛道。

据巴西外贸秘书处(Secex)估算,共有2400家国内企业直接受美国新关税影响,这些企业对美出口约占巴西对美出口总额的18%,涉及约74亿美元的交易额(基于2024年数据)。去年,这些行业对美出口已降至55亿美元。美国此次豁免了巴西对美出口一半以上的产品,如肉类、咖啡、油类和航空产品,但木材、机械、家具、陶瓷、鞋类和糖等劳动密集型与制造业品类首当其冲。巴西发展、工业、商业和服务部(MDIC)部长Márcio Elias Rosa在新闻发布会上表示,政府将优先为受损行业提供营运资金和投资信贷额度,并协助开拓其他客户和市场。副总统Geraldo Alckmin称,政府将研究如何实施国会去年通过的《互惠法》,该法规定了暂停商业让步以应对他国单边行动的标准。财政部长Dario Durigan称美方决定是“不当的外部干涉”,所有指控均不实且无数据支撑,并称关税不会影响巴西宏观经济稳定。巴西央行行长Gabriel Galípolo驳斥了美方对Pix支付系统的质疑,指出Pix并未损害信用卡市场,后者反而增长了150%。

对于在巴西的中资企业而言,此次关税冲击并非直接针对中国产品,但影响不容忽视。首先,2400家巴西本土供应商中,不少可能为中资工厂提供原材料或半成品(如木材、机械零部件、陶瓷原料),其出口受阻可能导致产能收缩、价格波动或交货延迟。其次,中资企业若在巴西生产并出口至美国(例如家具、鞋类、电气设备),需立即核查自身产品是否落入25%加征清单,并评估是否可通过调整原产地规则或转口路径规避。第三,巴西政府提供的信贷额度和市场开拓支持,中资企业可主动对接MDIC及地方商会,争取纳入救助范围或获取客户转介机会。底稿未明确提及中资企业直接受影响的具体案例,但通过供应链传导和竞争格局变化,在巴中资制造业与贸易商应保持警惕。

CBI解读:底稿数据显示,美国在巴西出口中的占比已从去年的12.1%降至2026年的9.4%,表明巴西出口市场正在多元化,中国是最大替代方向之一。但此次关税升级可能加速巴西对华出口依赖,同时也可能促使巴西在WTO或双边层面采取更积极的反制措施。CBI认为,中资企业应关注巴西《互惠法》的具体实施时间表——若巴西对美产品加征报复性关税,可能影响中资企业从美国进口的设备和原材料成本。此外,巴西央行行长主动澄清Pix支付系统争议,暗示美方施压范围可能从贸易扩展至金融支付领域,中资支付机构(如接入Pix的跨境平台)需留意后续监管动态。

待观察:1)巴西国会是否在7月22日后加速审议《互惠法》实施细则,以及首批反制清单是否涉及美国农产品或工业品;2)MDIC具体信贷额度与申请窗口何时公布,中资企业能否通过本地法人资格参与;3)美国USTR是否在7月22日生效前进行豁免谈判,或扩大征税范围至更多巴西出口品类。

CBI 观察编辑判断

底稿显示美国在巴西出口占比持续下降,巴西对华出口依赖度上升趋势明显。CBI认为,中资企业应利用巴西政府救助计划中的市场开拓支持,加速替代美国客户;同时需警惕《互惠法》反制可能带来的进口成本波动。

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信息概要

类型
风险事件
方向
巴西
分类
贸易物流
层级
编辑整理
地点
木材、机械、家具、陶瓷、鞋类、糖等行业及2400家巴西供应商
核验
待核验
对象
在巴中资企业出口商贸易商
话题
贸易政策行业趋势

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Setores atingidos por tarifaço dos EUA terão novo plano de socorro
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Setores atingidos por tarifaço dos EUA terão novo plano de socorro

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (16) que retomará o programa de apoio aos setores empresariais atingidos pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos (EUA). Ontem, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou uma tarifa adicional de 25% em parte dos produtos brasileiros alegando supostas práticas "desleais" no comércio por parte do Brasil. O governo brasileiro rejeita as justificativas usadas para a taxação. As novas tarifas passam a valer a partir do dia 22 de julho. Notícias relacionadas: Mauro Vieira afirma que EUA queriam abertura total sem contrapartida. Entenda a Lei de Reciprocidade, que o Brasil pode adotar contra os EUA. Aeronaves, óleo, café e carne estão fora do tarifaço imposto pelos EUA. "O governo, a partir de agora, tem como prioridade atender e apoiar esses setores por essa injusta, indevida e ilegal tarifação que nos foi imposta", afirmou o ministro Márcio Elias Rosa, titular da pasta Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), durante coletiva de imprensa, em Brasília, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e de outros ministros, incluindo Dario Durigan, da Fazenda. Segundo Rosa, os exportadores mais atingidos desta vez são os setores de madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis e mobiliários, produtos cerâmicos, calçados e  açúcar. Eles deverão contar com linha de crédito para capital de giro, investimentos e com apoio para escoamento de produtos a outros clientes e países. Estimativas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao MDIC, apontam um total de 2,4 mil empresas nacionais diretamente atingidas pelo tarifaço, que respondem, juntas por cerca de 18% das exportações brasileiras com destino aos EUA, o que corresponde a transações estimadas de US$ 7,4 bilhões, na comparação com números de 2024. Prejuízo No ano passado, esses mesmos setores já haviam reduzido para US$ 5,5 bilhões o volume total de exportações aos norte-americanos. Mais da metade da pauta de exportações do Brasil aos EUA, como carnes, café, óleos e itens de aviação, foi poupada da taxação por decisão norte-americana desta vez. A participação dos EUA nas exportações brasileiras, que era de 12,1%, até o ano passado, caiu para 9,4% em 2026, e o governo continuará a fomentar uma política de diversificação de mercados para esses produtos, afirmou Márcio Elias Rosa. Geraldo Alckmin disse que o governo estuda formas de aplicar a Lei de Reciprocidade - Valter Campanato/Agência Brasil O vice-presidente Geraldo Alckmin, ex-ministro do MDIC e um dos negociadores brasileiros com os EUA, afirmou que, a partir de agora, o governo vai estudar formas de aplicar a Lei da Reciprocidade. Aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional, a norma estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil. "Nós temos uma lei, a lei da reciprocidade, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional, e o governo, no momento adequado, saberá como implementá-la", disse Alckmin, que chamou o novo tarifaço de "injusto" e "descabido". Interferência externa O ministro da Fazenda classificou a decisão dos EUA com uma interferência externa indevida. "É inadmissível, do ponto de vista do governo, ter essa interferência externa, seja ela política, econômica, seja ela uma forma qualquer para afugentar e constranger o Brasil, as famílias brasileiras, os empresários e os trabalhadores brasileiros", disse Dario Durigan. Segundo o ministro, todas as alegações dos EUA são falsas e não se sustentam em dados concretos. De acordo com Durigan, o tarifaço não afetará a estabilidade macroeconômica do país e as medidas de socorro que serão tomadas pelo governo deverão ser linhas de crédito em montantes inferiores aos do ano passado, já que a lista de exceções ao tarifaço está maior desta vez.   Pix Entre os pontos questionados pelos norte-americanos, nas diversas rodadas de negociação desde o ano passado, está o Pix, o sistema brasileiro de transferências e pagamentos eletrônicos, criado pelo Banco Central (BC). Durante a coletiva de imprensa, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, foi enfático ao dizer que o Pix não se sustenta como motivo para o tarifaço, e que empresas norte-americanas de cartão de crédito, que estão entre as principais do mercado, não foram diretamente afetadas. "Seria mais ou menos como tentar dizer que, ao criar o saneamento básico, prejudicou a receita de quem tem caminhão pipa. Por mais estapafúrdio que possa parecer esse argumento, nem ele se comprovou verdade. Analisando o que aconteceu efetivamente, a partir da implementação do Pix, o mercado de cartão de crédito cresceu 150%. Quem perde espaço são os cheques e o dinheiro físico, o que é absolutamente desejável para todos". A investigação iniciada há um ano pelo USTR concluiu que certas práticas brasileiras são descabidas e oneram ou restringem o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses. Entre as medidas citadas pelo governo norte-americano estão "práticas de comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; interferência anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal". Em outras das alegações por parte do governo dos EUA contra o Brasil, estariam o aumento do desmatamento e o comércio ilegal de madeira. Os dois dados foram classificados de falsos e sem fundamento técnico pelo ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. Ele lembrou, por exemplo, que a redução do desmatamento na Amazônia foi de 50% nos últimos três anos.

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