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巴西资讯巴西贸易物流2026年7月15日

美拟对巴西加征最高25%关税,中资出口商150亿美元市场面临冲击

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Brasil chama tarifa dos EUA de "injusta" em nova reunião

美国可能对巴西加征25%特别附加税及12.5%强迫劳动附加税,涉及4200种产品、150亿美元出口额,中资在巴企业需关注飞机、农产品、工业原料等品类风险。

为什么值得关注

美方拟对巴西加征最高25%关税,直接冲击4200种产品、150亿美元出口额,中资在巴企业需在48小时内评估供应链风险。

巴西政府本周二(14日)在与美国贸易代表Jamieson Greer的高级别会议上,再次将美方拟对巴西产品加征新关税的行为定性为“不公”。这是自5月7日两国总统决定成立贸易对话工作组以来的第五次磋商。美方拟议的两项关税——针对巴西产品的25%特别附加税,以及基于强迫劳动调查的12.5%附加税(该调查同时适用于其他59个经济体)——若落地,将直接影响约4200种巴西对美出口产品,涉及约150亿美元出口额。对于在巴西设厂或通过巴西转口中资企业而言,生铁、木框架、乙醇等品类首当其冲。

巴西发展、工业、商业和服务部(Mdic)在会后声明中重申,美国贸易代表办公室(USTR)的建议缺乏技术依据,不构成设置新贸易壁垒的理由。巴西总统卢拉已指示保持与华盛顿对话,寻求谈判解决方案。然而,巴西政府内部人士评估,尽管初期谈判有进展,美方立场近几周趋于强硬。这些潜在关税源于USTR依据美国《贸易法》第301条进行的调查,美方指控巴西在数字贸易、Pix电子支付系统、知识产权、乙醇市场准入及打击非法砍伐等环境问题上损害其商业利益。巴西政府认为这些指控均不构成采取贸易措施的理由。调查结论和最终决定将于周三(15日)公布,届时美方将公布受附加税影响的产品最终清单,初步建议中包括飞机、农产品和工业原料。巴西国家工业联合会(CNI)调查显示,约4200种巴西对美出口产品可能受影响,涉及约150亿美元出口额,包括生铁、木框架和乙醇。巴西政府表示在等待美方决定的同时,将继续外交谈判,并保留采取反制措施的可能性。

对于在巴西的中资企业,尤其是从事对美出口或通过巴西转口贸易的企业,需重点关注以下行业:飞机零部件、农产品(如大豆、肉类)、工业原料(生铁、木框架)以及乙醇。若25%附加税落地,中资在巴企业可能面临订单取消、库存积压或被迫转移市场的风险。此外,12.5%的强迫劳动附加税虽针对59个经济体,但巴西作为主要出口国之一,中资供应链若涉及相关产品,需提前排查合规风险。巴西发展、工业、商业和服务部(Mdic)及巴西外交部(MRE)是主要谈判方,但最终决定权在USTR。

CBI解读:底稿显示,美方指控巴西在数字贸易、Pix支付系统、知识产权、乙醇市场准入及环境问题上的行为损害其商业利益,这些领域恰好也是中资在巴西布局较多的方向。CBI认为,尽管巴西政府强调谈判解决,但美方立场趋于强硬,且301调查程序已进入最终阶段,关税落地概率较高。对比2018年中美贸易摩擦经验,类似关税一旦实施,往往伴随供应链重构和转口贸易萎缩。中资企业应参考此前中美贸易战中的应对策略,如提前锁定替代市场(如欧盟、东南亚)、调整出口产品结构或与巴西本地行业协会(如CNI)沟通,争取在最终清单公布前进行游说。

待观察:1. 周三(15日)USTR公布的最终产品清单是否包含飞机、农产品、工业原料等初步建议品类;2. 巴西政府是否在清单公布后启动反制措施(如对美农产品加税),以及反制范围是否涉及中资在巴利益;3. 美方强迫劳动调查的12.5%附加税是否在60天内正式生效,以及59个经济体名单是否调整。

CBI 观察编辑判断

底稿显示美方立场近几周趋于强硬,且301调查程序已进入最终阶段,关税落地概率较高。CBI认为,中资企业应参考2018年中美贸易战经验,提前布局替代市场或调整出口结构,而非等待谈判结果。

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信息概要

类型
风险事件
方向
巴西
分类
贸易物流
层级
编辑整理
地点
在巴西设厂或通过巴西转口的中资企业,涉及飞机零部件、大豆、肉类、生铁、木框架、乙醇等行业
核验
待核验
对象
在巴中资企业出口商贸易商
话题
贸易政策政治

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Brasil chama tarifa dos EUA de "injusta" em nova reunião
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Brasil chama tarifa dos EUA de "injusta" em nova reunião

O governo brasileiro voltou a classificar como "injusta" a possível imposição de novas tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais durante reunião de alto nível realizada nesta terça-feira (14) com o representante estadunidense de Comércio, Jamieson Greer. O encontro ocorreu na véspera do prazo final para a decisão da administração do presidente Donald Trump sobre a adoção das sobretaxas. Em nota, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) informou que essa foi a quinta reunião entre autoridades dos dois países desde 7 de maio, quando os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump decidiram criar um grupo de trabalho voltado ao diálogo comercial. Crítica às tarifas Notícias relacionadas: Nova MP poderá ser editada, se EUA confirmarem tarifaço. Sem previsão de acordo, prazo para tarifaço dos EUA vence esta quarta. No comunicado, o Mdic destacou que o governo brasileiro reiterou que as recomendações do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) não têm fundamento técnico e não justificam a adoção de novas barreiras comerciais. As críticas envolvem tanto a proposta de sobretaxa de 25% específica para produtos brasileiros quanto a tarifa adicional de 12,5% relacionada à investigação sobre trabalho forçado, aplicável também a outras 59 economias. "O governo brasileiro reiterou que a aplicação de qualquer sobretaxa se mostra injusta e não é o caminho para que possamos formular um acordo bilateral mutuamente adequado", afirmou a pasta. Negociação mantida Além do Mdic, participaram da reunião representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e da Assessoria Especial da Presidência da República. Segundo o governo, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é manter o diálogo com Washington e buscar uma solução negociada para evitar a adoção das tarifas. Nos bastidores, interlocutores do governo avaliam que, embora as negociações tenham registrado avanços nos primeiros meses, a posição americana se tornou mais rígida nas últimas semanas. Investigação americana As possíveis tarifas decorrem da investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. O governo americano acusa o Brasil de adotar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais dos EUA em áreas como comércio digital, sistema de pagamentos eletrônicos como o Pix, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais, como o combate ao desmatamento ilegal. O governo brasileiro sustenta que nenhuma dessas alegações justifica a imposição das medidas comerciais. Decisão iminente O prazo para a conclusão da investigação e o anúncio da decisão termina nesta quarta-feira (15), quando o governo dos Estados Unidos também deverá divulgar a lista definitiva dos produtos que poderão ser atingidos pelas sobretaxas. Entre os bens citados nas recomendações preliminares estão aeronaves, produtos agropecuários e insumos industriais. Impacto esperado Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que cerca de 4,2 mil produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos poderão ser afetados caso as tarifas sejam confirmadas. Juntos, esses produtos representam aproximadamente US$ 15 bilhões em exportações brasileiras. Entre os itens potencialmente atingidos estão ferro-gusa, molduras de madeira e álcool etílico. Enquanto aguarda a decisão americana, o governo brasileiro mantém as negociações diplomáticas e afirma que continuará defendendo uma solução baseada no diálogo, sem abandonar a possibilidade de adotar medidas de resposta caso as sobretaxas sejam efetivamente implementadas.

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