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巴西资讯巴西金融监管2026年9月24日

雷亚尔单日贬1.27%破5.17,在巴中资采购与利润汇回成本抬升

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Dólar aproxima-se de R$ 5,17, com notícias do exterior e eleições

9月23日美元收于5.169雷亚尔、Ibovespa跌破186,000点,美债收益率破5%与巴西选情叠加,在巴中资企业进口采购、雷亚尔利润换汇及美元债融资成本短期承压。

为什么值得关注

雷亚尔贬至5.169,直接抬升在巴中资进口采购与美元债融资成本,涉及Receita Federal清关与PIS/COFINS税基。

2026年9月23日(周三),巴西美元商业汇率上涨1.27%至5.169雷亚尔,盘中最高触及5.177雷亚尔;Ibovespa股指下跌0.86%至185,814点,再度跌破186,000点。纽约三大股指同步收跌,美国十年期国债收益率自2007年7月以来首次突破5%,布伦特原油上涨2.84%至98.12美元/桶。对在巴中资企业而言,这一组合直接抬升以美元计价的进口采购成本与雷亚尔利润汇回成本,并推高美元债融资利率。

9月23日,巴西美元商业汇率收于5.169雷亚尔,单日上涨1.27%,盘中最高触及5.177雷亚尔。衡量美元对六种货币的DXY指数同日上涨约0.54%至101.090点,接近7月以来最高水平。巴西Ibovespa股指在连续两日上涨后收跌0.86%至185,814点,盘中最高188,772点、最低185,676点,成交额296.8亿雷亚尔。纽约方面,道琼斯指数下跌0.68%至51,512.42点,S&P 500下跌0.75%至7,706.39点,纳斯达克下跌1.13%至26,936.04点。美国9月PMI升至58.4,高于8月的56,强化了美联储维持高利率更长时间的预期;美国十年期国债收益率自2007年7月以来首次突破5%。油价在连续五日下跌后回升,布伦特原油上涨2.84%至98.12美元/桶,WTI上涨1.81%至92.16美元/桶。美国能源部称该国原油库存增加296.9万桶,而预期为减少50万桶。尽管当日下跌,Ibovespa九月累计上涨4.73%;美元对雷亚尔年内仍累计下跌5.83%。

底稿未涉及中资企业直接影响,但通过汇率、利率与风险偏好三条机制间接传导。第一,雷亚尔单日贬值1.27%意味着以美元结算的进口采购(设备、零部件、大宗原料)在雷亚尔口径下成本即时上升,涉及巴西Receita Federal(联邦税务局)进口清关与PIS/COFINS、ICMS税基的企业,当周现金流压力加大。第二,美国十年期国债收益率破5%抬高全球无风险利率,在巴中资企业若持有美元债或依赖跨境美元融资,再融资成本与利息支出将上行;同时发达经济体利率上升刺激资本从巴西等新兴市场流出,雷亚尔资产的汇兑损失风险上升。第三,Ibovespa跌破186,000点与巴西选举民调不确定性叠加,若中资企业在巴有上市子公司或股权投资,市值与估值波动加大。资金汇回环节,雷亚尔利润换美元的成本随汇率走高而下降(对换汇方有利),但若企业以美元报表合并,雷亚尔收入折算美元则缩水,需区分记账本位币。

底稿显示,本轮美元走强由美国货币海外升值、巴西选举局势及油价上涨共同推动;美国9月PMI 58.4与十年期美债收益率破5%是核心外部变量,美伊紧张局势与油价逼近100美元加剧全球通胀担忧。CBI认为,短期雷亚尔走势的主导权仍在外部——美债收益率与油价,而非巴西国内基本面;选举民调作为国内变量,其影响更多体现为波动率放大而非趋势性贬值。CBI观察,美元年内对雷亚尔仍累计下跌5.83%,说明本轮上涨更接近阶段性回补而非趋势反转,但5.17一线若持续站稳,进口依赖型中资企业的三季度成本预算需重新测算。横向看,美债收益率破5%对新兴市场风险资产的压制具有普遍性,巴西并非孤例,但巴西叠加选举周期,波动幅度可能高于同类市场。

待观察:一是美国十年期国债收益率能否稳定在5%以上,若持续,新兴市场资本流出压力将延续;二是巴西选举民调后续发布节点,任何单一民调都可能引发雷亚尔单日异动;三是布伦特原油能否突破100美元/桶,若突破,巴西国内燃料与物流成本将传导至中资制造与贸易企业。可监控指标:美元商业汇率5.17关口、Ibovespa 186,000点、布伦特100美元/桶。

CBI 观察编辑判断

底稿显示美元上涨1.27%、美债收益率破5%、PMI 58.4,均为事实数据。CBI认为,本轮雷亚尔贬值主因在外部利率与油价,选举民调放大波动;美元年内仍累计跌5.83%,提示当前更可能是阶段性回补而非趋势反转。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
金融监管
层级
编辑整理
地点
在巴中资进口贸易、制造、基建、能源企业及持有美元债或巴西股权的投资者
核验
待核验
对象
在巴中资企业贸易商金融机构
话题
金融市场政治

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Dólar aproxima-se de R$ 5,17, com notícias do exterior e eleições
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
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Dólar aproxima-se de R$ 5,17, com notícias do exterior e eleições

O dólar fechou em forte alta nesta quarta-feira (23), pressionado pela valorização da moeda estadunidense no exterior, pelo cenário eleitoral no Brasil e pela alta do petróleo. A divisa subiu mais de 1%, aproximando-se de R$ 5,17. A bolsa recuou quase 1%, voltando a ficar abaixo dos 186 mil pontos. Em Nova York, os principais índices também terminaram o dia em baixa, diante da alta dos juros dos Treasuries (títulos públicos estadunidenses) e das tensões no Oriente Médio. O petróleo subiu quase 3%, voltando a encostar nos US$ 100. Principais números Dólar comercial: R$ 5,169 (+1,27%); Ibovespa: 185.814 pontos (-0,86%); Petróleo tipo Brent: US$ 98,12 (+2,84%); Petróleo tipo WTI: US$ 92,16 (+1,81%). Dólar em alta Notícias relacionadas: TCU recomenda análise de alternativas à caducidade da Enel em SP. ANP aplicou R$ 200 milhões em multas por alta abusiva de combustíveis. Saiba como dar entrada em inventário extrajudicial. O dólar comercial à vista ganhou força ao longo da sessão e chegou a R$ 5,177 na máxima do dia, por volta das 14h40. A moeda começou os negócios em alta, acompanhando a valorização do dólar no exterior. Nas horas finais de negociação desacelerou, até fechar a R$ 5,169, com ganho de 1,27%. No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana ante uma cesta de seis divisas, subiu cerca de 0,54%, para 101,090 pontos, próximo dos maiores níveis desde julho. Dados de atividade dos Estados Unidos contribuíram para o movimento. O índice de gerentes de compras (PMI) avançou para 58,4 em setembro, ante 56 em agosto. Leituras acima de 50 indicam expansão da atividade. Os dados reforçaram as expectativas de juros elevados nos Estados Unidos por mais tempo. Com isso, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano subiram, aumentando a atratividade dos ativos denominados em dólar. No Brasil, o mercado também reagiu a novas pesquisas eleitorais. No ano, o dólar ainda acumula queda de 5,83% em relação ao real. Bolsa brasileira Após duas sessões de alta, o Ibovespa fechou em queda de 0,86%, aos 185.814 pontos. O índice oscilou entre a máxima de 188.772 pontos e a mínima de 185.676 pontos. O volume financeiro somou R$ 29,68 bilhões. O ambiente externo foi o principal fator de pressão sobre os ativos de risco, com a alta dos Treasuries, os dados econômicos fortes dos Estados Unidos e o avanço do petróleo. A pesquisa eleitoral também permaneceu no radar dos investidores. Apesar da queda no dia, o Ibovespa acumula alta de 4,73% em setembro. Nova York Em Wall Street, o movimento também foi negativo. O Dow Jones (índice das empresas industriais) caiu 0,68%, aos 51.512,42 pontos. O S&P 500 (das 500 maiores empresas) recuou 0,75%, aos 7.706,39 pontos. O Nasdaq (das empresas de tecnologia) teve baixa de 1,13%, aos 26.936,04 pontos. A alta dos rendimentos dos títulos estadunidenses pesou principalmente sobre ações de tecnologia, que são mais sensíveis às expectativas de juros. O rendimento dos papéis de dez anos ultrapassou 5% ao ano pela primeira vez desde julho de 2007. Taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil. O cenário também foi influenciado pelas tensões entre Estados Unidos e Irã e pela alta do petróleo, fatores que aumentam as preocupações com a inflação global. Petróleo avança O petróleo voltou a subir após cinco sessões consecutivas de queda, em meio à falta de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo Brent, referência internacional, avançou 2,84%, para US$ 98,12 por barril. O WTI, do Texas, subiu 1,81%, para US$ 92,16. A ausência de progresso nas negociações reduziu as expectativas de uma solução de curto prazo para o conflito no Oriente Médio. Notícias sobre uma possível restrição às exportações de diesel dos Estados Unidos também contribuíram para a alta, embora a Casa Branca tenha negado a existência de um plano nesse sentido. O Departamento de Energia dos EUA informou ainda que os estoques de petróleo do país aumentaram 2,969 milhões de barris na semana, contrariando a expectativa de queda de 500 mil barris. * com informações da Reuters

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