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巴西资讯巴西税务合规2026年7月10日

巴西原油出口税12%再延60天,在巴中资炼化企业原料成本承压

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Imposto de 12% sobre exportação de petróleo é estendido por 60 dias

巴西外贸商会决定将原油和沥青矿物出口税12%延长60天,30天后重新评估。此举旨在应对中东局势恶化导致的国际油价上涨风险,在巴中资炼油和化工企业原料采购成本短期难降。

为什么值得关注

12%原油出口税延长60天,直接推高在巴中资炼化企业原料成本,30天后评估窗口决定后续走势。

本周四(9日),巴西外贸商会执行管理委员会(Gecex-Camex)宣布,将原油和沥青矿物的出口税税率维持在12%,有效期延长60天。该措施由巴西发展、工业、贸易和服务部(Mdic)公布,将在30天后根据国际形势变化重新评估。政府明确表示,此举源于中东地缘政治局势恶化,特别是美国与伊朗紧张关系升级以及霍尔木兹海峡新出现的不稳定因素。对于在巴西从事原油采购、炼化及化工生产的中资企业而言,这意味着原料出口成本短期内不会下降,进口替代或本地采购策略需重新审视。

根据巴西外贸商会执行管理委员会(Gecex-Camex)本周四(9日)的决定,原油和沥青矿物的出口税将维持12%的税率,有效期延长60天。该税种最初于今年3月通过临时措施设立,旨在补偿政府为缓解中东冲突导致的国际油价上涨而减少的柴油联邦税。由于该税属于监管性税收,Gecex可通过行政决定维持税率,无需国会批准。政府原计划逐步降低该税直至取消,但美国与伊朗冲突重启后国际油价再次承压,布伦特原油价格近日重新逼近每桶80美元。财政部长Dario Durigan表示,政府也在重新评估燃料补贴的退出时间表,国际形势变化要求谨慎对待任何政策调整。

对于在巴西的中资企业,这一政策调整的直接影响集中在原油和沥青矿物采购端。从事炼化、化工及燃料分销的中资企业,其原料进口成本将因12%的出口税而维持高位。特别是那些依赖巴西本地原油作为原料的炼油厂和化工厂,短期内无法通过降低采购成本来改善利润空间。此外,沥青矿物出口税的维持也可能影响中资企业在道路建设、基础设施项目中的材料采购预算。底稿未涉及中资企业直接受影响的具体案例,但通过原料成本传导机制,该政策对中资炼化、化工及基建行业的成本控制构成间接压力。

CBI解读:底稿显示,巴西政府维持出口税的核心逻辑是应对中东地缘政治风险导致的国际油价上涨,而非针对特定贸易伙伴。CBI认为,这一政策短期内难以逆转,因为政府同时还在重新评估燃料补贴退出时间表,表明财政压力和政策谨慎性并存。值得注意的是,布伦特原油价格已逼近每桶80美元,若中东局势进一步恶化,30天后的重新评估可能不会带来税率下调。横向对比来看,巴西此前对原油出口征税的做法在全球主要产油国中并不常见,反映出其国内燃料供应和炼厂原料保障的优先考量。

待观察:一是30天后(约6月9日前后)Gecex-Camex对国际形势的重新评估结果,特别是布伦特原油价格是否突破80美元/桶;二是巴西财政部关于燃料补贴退出时间表的后续公告,这可能影响出口税调整节奏;三是中东局势,尤其是霍尔木兹海峡航运安全状况,将直接决定巴西政府是否继续延长该税。

CBI 观察编辑判断

底稿明确该税为监管性税收,无需国会批准,行政调整灵活。CBI认为,只要布伦特原油维持80美元/桶附近,巴西政府大概率继续维持该税,中资企业应做好原料成本中期高企的准备。

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信息概要

类型
政策发布
方向
巴西
分类
税务合规
层级
编辑整理
地点
在巴中资炼化、化工及燃料分销企业,基建项目材料采购方
核验
待核验
对象
在巴中资炼化企业在巴中资化工企业在巴中资基建企业
话题
税务政策贸易

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Imposto de 12% sobre exportação de petróleo é estendido por 60 dias
原始语言
葡萄牙语
原文链接
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Imposto de 12% sobre exportação de petróleo é estendido por 60 dias

Por mais dois meses, as exportações de petróleo bruto e minerais betuminosos (rochas e substâncias ricas em hidrocarbonetos) continuarão a ser tributadas. O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) decidiu, nesta quinta-feira (9), manter em 12% a alíquota do Imposto de Exportação sobre esses produtos. Anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a medida terá validade de até 60 dias e será reavaliada após 30 dias, diante da evolução do cenário internacional. Notícias relacionadas: Com nova alta mundial do petróleo, governo mantém desconto na gasolina. Irã diz ter atacado alvos militares dos EUA no Golfo Pérsico. Segundo o governo, a decisão foi motivada pela deterioração da situação geopolítica no Oriente Médio, especialmente após a retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã e os novos episódios de instabilidade no Estreito de Ormuz. Medida temporária Em nota, o Mdic informou que a manutenção da alíquota busca preservar o abastecimento do mercado interno de combustíveis e garantir matéria-prima para o parque de refino nacional. De acordo com a pasta, a decisão "busca a continuidade de condições adequadas de refino no país, de forma a proteger o mercado interno de possível desabastecimento de combustíveis". O ministério acrescentou que a medida foi adotada "diante de mudança recente das condições externas, especialmente após a deterioração do ambiente geopolítico no Oriente Médio, com novos episódios de tensão no Estreito de Ormuz". Contexto O imposto sobre a exportação de petróleo foi criado por meio de uma medida provisória (MP) editada em março para compensar a redução de tributos federais sobre o diesel, adotada pelo governo para amenizar os impactos da alta internacional dos combustíveis provocada pelo conflito no Oriente Médio. A medida provisória perde a validade nesta quinta. Como se trata de um tributo regulatório, o Gecex pôde manter a alíquota por decisão administrativa, sem necessidade de aprovação do Congresso Nacional. Inicialmente, a equipe econômica pretendia reduzir gradualmente a cobrança até zerar o imposto, caso o preço internacional do petróleo permanecesse em patamar mais baixo. Guerra muda cenário A estratégia, no entanto, foi revista após a retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã, que voltou a pressionar as cotações internacionais da commodity. Nos últimos dias, o barril do petróleo Brent voltou a se aproximar da marca de US$ 80, refletindo as preocupações do mercado com possíveis interrupções no fornecimento global, diante das tensões no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. Reavaliação Na manhã desta quinta-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo também reavalia o cronograma para retirada de subsídios relacionados aos combustíveis. Segundo o ministro, a mudança no cenário internacional exige cautela antes de qualquer nova alteração na política adotada para o setor. A manutenção da alíquota de 12% será reavaliada pelo Gecex dentro de 30 dias, considerando a evolução do conflito no Oriente Médio e seus efeitos sobre o mercado internacional de petróleo e combustíveis.

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