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巴西资讯巴西贸易物流2026年9月7日

巴西对美出口逆势增12.1%,中资出口商需警惕关税转道风险

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Preços maiores sustentam alta das exportações aos EUA em agosto

2026年8月巴西对美出口额同比增长12.1%至31.9亿美元,但出口量下降3.1%,1-8月累计出口量跌13.6%。同期巴西对欧盟出口激增46.4%,贸易格局加速重构,在巴中资出口商需关注关税豁免清单及市场转向信号。

为什么值得关注

巴西对美出口量累计下降13.6%叠加对欧出口激增46.4%,贸易格局重构直接影响在巴中资出口商的市场布局与合规优先级。

巴西发展、工业、商业和服务部(Mdic)9月公布的数据显示,2026年8月巴西对美出口额达31.9亿美元,同比增长12.1%,但这一增长主要由出口商品平均价格上涨8.6%推动,出口量实际下降3.1%。Mdic外贸统计与研究主任赫尔隆·布兰当(Herlon Brandão)表示,飞机、牛肉、钢铁半成品、纸浆和咖啡等产品贡献显著,其中飞机和牛肉被豁免于美国新关税。对于在巴西设有生产基地、以对美出口为渠道的中资制造企业而言,价格驱动的表面增长之下,量减价增的结构性变化更值得关注。

美国新关税生效当月的贸易数据呈现明显分化。巴西对美出口额在8月录得12.1%的同比增长,但Mdic数据显示,1月至8月累计出口量已下降13.6%,出口额下降9.7%至241.05亿美元。同期巴西自美进口额下降8.6%至273.16亿美元,巴西对美贸易逆差累计达32.11亿美元——美国是巴西主要贸易伙伴中唯一出现逆差的国家。布兰当指出,贸易波动源于关税直接影响及市场不确定性,Mdic评估约20%的巴美贸易受关税影响。8月单月,巴西自美进口增长1.1%至40.14亿美元,双边贸易逆差为8.24亿美元。

对在巴中资企业而言,这一数据传递的信号需要分层解读。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过两条机制间接传导:其一,在巴西设厂、以对美出口为目标市场的中资制造业(如钢铁半成品、钢管、纸浆加工),需关注巴西对美出口量连续下滑的趋势——若巴西本土产能因美国关税而收缩,相关供应链上的中资供应商将同步承压。其二,巴西对美出口中约20%受关税影响,意味着部分巴西出口商可能将原本输美产品转向其他市场,包括中国。中资进口商和贸易商需警惕巴西产品(如牛肉、纸浆、咖啡)对华报价可能因转售压力而出现波动。涉及巴西监管层面,出口统计与关税政策由Mdic和巴西外贸委员会(CAMEX)统筹,中资企业应跟踪CAMEX后续可能出台的出口市场多元化激励措施。

CBI解读:底稿显示,8月巴西对美出口额增长完全由价格因素(+8.6%)支撑,出口量已连续收缩,1-8月累计出口量降幅达13.6%。CBI认为,这一量价背离表明美国关税的实际冲击并未消除,而是被短期价格上行所掩盖。巴西对欧盟出口8月大幅增长46.4%至58.2亿美元,出口量增长30.3%,主要产品包括石油、铜、大豆、燃料油和牛肉,部分受益于南方共同市场与欧盟协议及中东冲突推高燃料需求。CBI观察,巴西正在加速贸易转向,但欧盟市场的吸收能力能否持续承接巴西的出口量,仍需更多欧洲进口商数据验证。布兰当本人亦表示,现在评估出口转向其他市场的影响为时尚早。

待观察的跟踪点包括:第一,美国对巴西豁免关税的产品清单(飞机、牛肉等)是否会在后续季度扩大或调整,直接影响巴西对美出口量能否止跌;第二,巴西对欧盟出口的高增长(8月同比+46.4%)是否具备持续性,尤其是南方共同市场与欧盟协议框架下的关税减让节奏;第三,巴西对美贸易逆差(1-8月累计32.11亿美元)若持续扩大,可能促使巴西政府调整汇率或贸易政策,进而影响中巴双边贸易结算与价格谈判空间。

CBI 观察编辑判断

事实层面,巴西对美出口额增长由价格驱动而非需求驱动,出口量已连续八个月收缩。CBI认为,价格支撑的出口增长不具备可持续性,一旦国际大宗商品价格回落,巴西对美出口将面临量价双杀风险。同时,巴西对欧盟出口的强劲增长(+46.4%)显示贸易流正在重构,中资企业应重新评估巴西作为对美出口跳板的价值,并关注巴西产品转销中国市场带来的竞争压力。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
贸易物流
层级
编辑整理
地点
在巴中资制造业、对美出口商、牛肉/纸浆/咖啡进口商
核验
待核验
对象
在巴中资制造业企业中巴贸易商对美出口供应链上的中资企业
话题
贸易政策行业趋势

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Preços maiores sustentam alta das exportações aos EUA em agosto
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Preços maiores sustentam alta das exportações aos EUA em agosto

No mês em que entraram em vigor as novas tarifas do governo Donald Trump, a alta dos preços médios ajudou a sustentar o crescimento das vendas brasileiras aos Estados Unidos. As exportações somaram US$ 3,190 bilhões no mês, alta de 12,1% em relação a agosto de 2025, quando totalizaram US$ 2,845 bilhões. Segundo o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Herlon Brandão, o aumento foi determinado principalmente pela valorização dos produtos vendidos aos estadunidenses. Notícias relacionadas: Cota chinesa faz exportação de carne bovina recuar 27,1% em agosto. Desembargador mantém cobrança de imposto de exportação de petróleo. Balança comercial tem superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto. "Esse aumento das exportações brasileiras no mês está calcado pelo crescimento de preços da exportação para os Estados Unidos, de 8,6%", disse Brandão ao informar os dados da balança comercial de agosto. Entre os produtos que mais contribuíram para o crescimento das vendas em valor estão aeronaves e outros equipamentos, carne bovina, produtos inacabados de ferro ou aço, cal, cimento e materiais de construção, tubos de ferro ou aço, celulose e café. Aeronaves e carne bovina estão entre os produtos que foram excetuados das novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos. Efeito das tarifas Apesar da alta de 8,6% no preço médio, as exportações brasileiras aos Estados Unidos recuaram 3,1% em volume em agosto. No acumulado de janeiro a agosto, a queda chega a 13,6% em volume e a 9,7% em valor, para US$ 24,105 bilhões. As importações brasileiras de produtos estadunidenses também diminuíram no acumulado do ano. Elas somaram US$ 27,316 bilhões entre janeiro e agosto, queda de 8,6% ante o mesmo período de 2025. Com isso, o déficit comercial brasileiro com os Estados Unidos chegou a US$ 3,211 bilhões no período. Somente em agosto, as compras brasileiras dos Estados Unidos cresceram 1,1%, para US$ 4,014 bilhões, levando a um déficit de US$ 824 milhões no comércio bilateral. Brandão afirmou que as oscilações são esperadas diante das diferentes interferências que atingem o comércio entre os dois países. "Dadas as múltiplas interferências no comércio com os Estados Unidos, temos observado uma grande oscilação nesse fluxo, então, é esperado que tenham essas oscilações, por conta dessas interferências, não só dados os produtos diretamente afetados, quanto pelas incertezas que essas interferências geram nos agentes da economia", avaliou. Segundo o Mdic, pouco mais de 20% do comércio brasileiro com os Estados Unidos foi afetado pelas tarifas.  Brandão ressaltou que ainda é cedo para medir os efeitos de um eventual redirecionamento das exportações brasileiras para outros mercados. "Nós precisamos de um pouco mais de tempo para falar com mais segurança sobre esse efeito do redirecionamento", afirmou. União Europeia Enquanto as vendas aos Estados Unidos oscilaram sob o efeito das tarifas, as exportações brasileiras para a União Europeia tiveram forte avanço em agosto.  O valor exportado para o bloco somou US$ 5,82 bilhões, crescimento de 46,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. O volume embarcado aumentou 30,3%. Entre os principais produtos vendidos aos europeus estão petróleo, cobre, soja, óleos combustíveis, café, tabaco e carne bovina. Para Brandão, o desempenho reúne diferentes fatores, entre eles as condições de mercado e os efeitos do acordo entre Mercosul e União Europeia. "São produtos que o Brasil é muito competitivo e que tem uma demanda internacional crescente", disse o diretor. "São vários fatores. Temos relatos de exportadores que já estão se beneficiando do acordo [Mercosul-UE] nesse período, mas também tem as condições de mercado e de oferta influenciando", explicou. Entre essas condições, Brandão citou o aumento da demanda por combustíveis em razão do conflito no Oriente Médio e a maior procura por cobre associada ao aquecimento do setor de tecnologia. O diretor ponderou, porém, que ainda faltam dados completos fornecidos pelos importadores europeus para dimensionar com precisão o efeito do acordo sobre as exportações brasileiras. Balança comercial A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,39 bilhões em agosto, alta de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2025.  Entre os principais parceiros comerciais, os Estados Unidos foram o único a apresentar déficit para o Brasil, de US$ 824 milhões. De janeiro a agosto, o saldo comercial brasileiro acumulou superávit de US$ 55,32 bilhões, crescimento de 28,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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