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巴西资讯巴西企业动态2026年8月7日

巴西10月石油拍卖35区块创纪录,中资油企投标窗口8月31日截止

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Leilões de petróleo em outubro terão recorde de áreas em disputa

巴西ANP宣布10月7日举行两场石油勘探招标,共35个区块创历史纪录,其中盐下层13个区块采用产量分成制。已表达意向的中资企业可继续扩大参与,未表态企业可组联合体竞标。

为什么值得关注

35个区块创纪录招标,8月31日意向截止,盐下层产量分成制涉及PPSA结算,直接关系在巴中资油企上游布局窗口。

巴西国家石油、天然气和生物燃料管理局(ANP)于本周四(6日)宣布,定于10月7日举行的两场石油勘探招标将创下竞标区域数量的历史纪录。第4轮产量分成(Partilha)招标覆盖盐下层(pré-sal)区域,提供13个区块;第6轮特许权(Concessão)招标涉及其余勘探区域,有22个区块参与竞标。完整名单已在《联邦官方公报》公布。对在巴布局油气上游的中资企业而言,8月31日前仍可向ANP补充意向声明以扩大参与范围,未完成程序的公司也可通过与已获资格企业组成联合体方式入场。

ANP于6日发布公告,确认10月7日将同日举行两场招标:第4轮产量分成招标提供盐下层13个区块,第6轮特许权招标提供其余区域22个区块,合计35个区块,创下巴西石油勘探招标区块数量纪录。所有列入名单的区块均已收到至少一家石油公司的意向声明及投标担保。截至目前,特许权拍卖的22个区块已收到12家公司意向,分成拍卖的13个区块有6家公司表达意向。ANP表示,截至8月31日,尚未或已表达意向的公司仍可对其他区块补充兴趣声明,以扩大参与范围;未在规定期限内完成程序的公司,可通过与已获资格公司组成联合体参与竞标。

对中资企业而言,本次招标涉及两个不同制度框架,需分别评估合规路径。盐下层区块适用产量分成制(Partilha),中标标准是向联邦政府提供最大份额的超额石油产量;其余区块适用特许权模式(Concessão),中标公司承担勘探风险并拥有全部产出,除签字费外还需支付特许权使用费和针对大产量油田的特别参与费。底稿未涉及中资企业直接受影响情况,但通过以下机制间接传导:参与分成制招标的中资油企需与Pré-Sal Petróleo (PPSA)对接——该国企代表联邦政府收取分成石油并负责销售;参与特许权招标的企业则直接与ANP签订合同。两类模式在资金安排、风险承担和退出机制上差异显著,中资企业需在8月31日前完成内部决策。

底稿显示,去年10月第3轮分成拍卖7个区块中成交5个,签字费接近1040亿雷亚尔,勘探阶段最低投资预计4.515亿雷亚尔;今年6月第5轮特许权拍卖签署34份合同,签字费约9.89亿雷亚尔,勘探阶段最低投资估计15亿雷亚尔。数据表明巴西油气勘探市场活跃度处于高位。CBI认为,本次35个区块的规模本身即反映ANP扩大勘探面积的意图,而盐下层目前占巴西石油和天然气产量的82%(2026年6月数据),中资企业若缺席本轮招标,将错过盐下层核心产区的增量机会。CBI同时观察到,分成制下中标企业需与PPSA进行收入分成结算,这一机制对中资企业的财务团队和法务团队提出额外合规要求,与特许权模式下的直接持有逻辑不同。

待观察事项包括:第一,8月31日意向声明截止后,ANP是否会公布最终参与企业名单及联合体构成,中资企业是否出现在名单中;第二,10月7日两场拍卖的实际成交率及签字费总额,是否延续去年第3轮分成拍卖71%的成交率;第三,盐下层区块的中标企业后续与PPSA的分成合同条款细节,特别是超额石油产量的定价机制和结算周期。

CBI 观察编辑判断

底稿显示盐下层占巴西油气产量82%,且去年分成拍卖签字费达1040亿雷亚尔,表明该区域商业价值极高。CBI认为,中资企业若在8月31日前未完成意向声明,将只能通过联合体方式参与,谈判地位可能弱化;而分成制与特许权制的合规路径差异,要求企业法务团队提前介入。

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信息概要

类型
政策发布
方向
巴西
分类
企业动态
层级
编辑整理
地点
在巴布局油气上游的中资油企、拟参与竞标的国际石油公司、PPSA及ANP。
核验
待核验
对象
在巴中资石油企业能源领域投资者法务团队
话题
投资政策行业趋势

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Leilões de petróleo em outubro terão recorde de áreas em disputa
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Leilões de petróleo em outubro terão recorde de áreas em disputa

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) afirmou nesta quinta-feira (6) que as licitações de exploração de petróleo no país marcadas para outubro terão número recorde de áreas em disputa. A Agência é a responsável por organizar esses leilões. Dois certames estão marcados para 7 de outubro: o chamado 4º Ciclo de Partilha, que abrange áreas do pré-sal, vai ofertar 13 blocos. O do 6º Ciclo de Concessão, que licita as demais áreas de exploração, tem 22 setores em disputa. Notícias relacionadas: Senado aprova uso do Fundo do Pré-Sal para dívidas do agro. Petrobras compra 50% do bloco Itaimbezinho, no pré-sal de Campos. A relação completa das áreas de partilha e de concessão foi publicada no Diário Oficial da União. Foram incluídos setores ou blocos que receberam declaração de interesse de pelo menos uma empresa de petróleo, desde que a companhia também tenha manifestado garantia de oferta. Os 22 setores do leilão de concessão receberam, até o momento, declaração de interesse com garantia de oferta de 12 empresas. Os 13 blocos do leilão de partilha têm a manifestação de seis empresas. Próximos passos A ANP explica que, até 31 de agosto, empresas que ainda não tenham ou que já tenham declarado interesse podem ainda demonstrar interesse em outros setores ou blocos, ampliando a participação nos leilões. As que não cumprirem esse procedimento até o fim do prazo podem participar da disputa por meio de consórcio com empresas que se habilitaram. Leilões anteriores Em outubro do ano passado, o 3º Ciclo da Oferta de Partilha terminou com cinco dos sete blocos em disputa arrematados. Na ocasião os bônus de assinatura chegaram a quase 104 bilhões e previsão de investimento mínimo na fase de exploração de R$ 451,5 milhões. O leilão do 5º Ciclo da Oferta de Concessão ocorreu em junho de 2025, com assinatura de 34 contratos de concessão de blocos. A arrecadação de bônus de assinatura foi de cerca de R$ 989 milhões, com investimentos mínimos estimados em R$ 1,5 bilhão na fase de exploração. Partilha x concessão Descoberto há 20 anos, o petróleo do pré-sal mostrou-se tão significativo para o potencial de produção brasileiro que levou o governo a mudar, em 2010, o regime que autorizava as empresas a explorar a riqueza submersa. Dessa forma, nas áreas de pré-sal vigora o regime de partilha. Nesse modelo, a produção de óleo excedente (saldo após pagamento dos custos) é dividida entre a empresa e a União. Quando ocorre leilão em uma área, a companhia vencedora é aquela que oferece a maior parcela do óleo à União. Essa regra é diferente do modelo de concessão, válido nos demais blocos de óleo e gás. No modelo tradicional, o risco de investir e encontrar, ou não, petróleo é da concessionária, que se torna dona de todo o óleo e gás que venham a ser descobertos. Em contrapartida, além do bônus de assinatura ao arrematar o leilão, a petrolífera paga royalties e participação especial (no caso de campos de grande produção) ao governo. Junto com o modelo de partilha, foi criada uma estatal, a Pré-Sal Petróleo (PPSA), sediada no Rio de Janeiro e vinculada ao Ministério de Minas e Energia, que representa a União no recebimento das receitas. Ou seja, a PPSA vende o petróleo entregue pelas petroleiras à União. O Polígono do Pré-Sal, no litoral do Sudeste, concentra os principais campos de produção do petróleo no país. Em junho de 2026, dado mais recente da ANP, os campos do pré-sal – sob uma espessa camada de sal, que pode chegar a 7 mil metros de profundidade – responderam por 82% da produção nacional de petróleo e gás.

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