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巴西资讯巴西宏观市场2026年8月12日

巴西Simples税改拟扩围,中资中小企业2027年社保成本或增238亿雷亚尔

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Exclusivo: Mudança no Simples em discussão na Câmara pode ter impacto de quase R$ 50 bi em dois anos

巴西众议院审议Simples Nacional税改,拟大幅提高微型和小企业年收入上限,预计2027年社保收入减少238亿雷亚尔。在巴中资中小企业若符合新规,可能面临税收制度选择与合规成本变化。

为什么值得关注

Simples Nacional税改直接影响在巴中资中小企业税负与合规路径,社保减收加剧财政赤字,或引发后续税务稽查收紧。

巴西众议院正在审议的Simples Nacional(国家简易税收制度)规则变更提案,拟将微型企业年收入上限从36万雷亚尔提高至86.9万雷亚尔,小企业从480万提高至860万雷亚尔。据联邦税务局估算,若新规生效,2027年社保收入将减少238亿雷亚尔,2028年减少259亿雷亚尔;若今年生效,损失为217亿雷亚尔。该提案由众议员Jorge Goetten(共和党-圣卡塔琳娜州)要求测算,财政部副部长Dario Durigan和联邦税务局秘书Robinson Barreirinhas于7月2日签署答复。经济团队因财政影响反对变更,提案在全体会议审议陷入僵局。

巴西众议院正在审议的Simples Nacional规则变更提案,核心内容是将微型企业年收入上限从36万雷亚尔提高至86.9万雷亚尔,小企业从480万提高至860万雷亚尔,同时将MEI(个体微型企业家)上限从8.1万提高至14.4万雷亚尔(2026年),并按IPCA年度调整。联邦税务局应众议员Jorge Goetten要求完成的测算显示,该提案将导致2026年联邦税收总损失411亿雷亚尔,2027年450亿雷亚尔,2028年489亿雷亚尔。其中社保收入损失分别为2026年217亿雷亚尔、2027年238亿雷亚尔、2028年259亿雷亚尔。MEI上限提高的单独影响(所有税收)为2026年29.6亿雷亚尔、2027年33.7亿雷亚尔、2028年38.5亿雷亚尔,其中社保部分分别为11亿、13亿、15亿雷亚尔。税务局模拟了企业可能因新限额改变税收制度的情况,损失主要来自已在Simples内但可能改变收入档位的企业(2026年203亿雷亚尔),其次是从实际利润制和推定利润制迁入的企业。提案预计在8月最后一周或选举后投票。

CBI 观察编辑判断

底稿显示,该提案的社保减收规模此前未被充分披露,联邦税务局测算表明其对社保账户影响显著。CBI认为,经济团队与国会的僵局反映出财政约束与税收激励之间的张力,中资企业应关注提案最终版本中MEI上限调整是否包含IPCA年度调整——政府提案不含该调整,影响较小,而国会版本包含,两者差异将直接影响企业实际税负。

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信息概要

类型
政策发布
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
在巴中资中小企业、MEI个体户、计划进入巴西市场的中国企业
核验
待核验
对象
在巴中资中小企业税务合规负责人法务团队
话题
政策税务

来源信息

来源
Valor Econômico
原文标题
Exclusivo: Mudança no Simples em discussão na Câmara pode ter impacto de quase R$ 50 bi em dois anos
原始语言
葡萄牙语
原文链接
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编辑
Clara Lin
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Exclusivo: Mudança no Simples em discussão na Câmara pode ter impacto de quase R$ 50 bi em dois anos

As mudanças nas regras do Simples Nacional previstas no projeto que tramita na Câmara dos Deputados podem reduzir a arrecadação previdenciária em R$ 23,8 bilhões em 2027 e R$ 25,9 bilhões em 2028. Se as novas regras já estivessem em vigor neste ano, a perda seria de R$ 21,7 bilhões, segundo estimativa da Receita Federal. Os valores não consideram o aumento do limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI). O valor da renúncia previdenciária em relação à atualização do Simples ainda não era conhecido, e mostra o impacto da proposta sobre as contas da Previdência. A medida vai na contramão do que defendem especialistas, que apontam a necessidade de conter as despesas e ampliar as receitas previdenciárias. Ao reduzir a arrecadação, a proposta tende a aumentar o déficit da Previdência. Além da perda de arrecadação para a Previdência, o aumento das faixas do Simples também reduziria a receita de outros tributos. Considerando todos os tributos federais, a renúncia provocada pelas mudanças no Simples seria de R$ 41,1 bilhões em 2026, R$ 45 bilhões em 2027 e R$ 48,9 bilhões em 2028. O cálculo, ao qual o Valor teve acesso, foi elaborado a pedido do deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC), relator do projeto na Câmara. Ele solicitou à equipe econômica do governo um estudo para detalhar o impacto fiscal da revisão das regras do Simples Nacional. A resposta ao pedido foi assinada em 2 de julho pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e pelo secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas. Como mostrou o Valor, Goetten defende que a revisão das faixas do Simples é inegociável e deve ser analisada em conjunto com a ampliação do teto do MEI, para evitar distorções entre os regimes tributários. A equipe econômica, por sua vez, é contrária à mudança no Simples devido ao impacto fiscal, e enviou apenas um projeto de lei prevendo reajuste do MEI. O impasse tem impedido a análise da proposta pelo plenário da Câmara. Diante desse cenário, o parlamentar disse ao Valor que o projeto só deve ser votado “na última semana de agosto ou após as eleições”. Para calcular o impacto, a Receita considerou o substitutivo do projeto aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara. Além de elevar o teto de faturamento do MEI de R$ 81 mil para R$ 144 mil, com reajuste anual pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o parecer atualiza as faixas de enquadramento do Simples Nacional. Pela proposta aprovada no colegiado, o limite de faturamento anual das microempresas passaria de R$ 360 mil para R$ 869 mil. Para as empresas de pequeno porte, o teto subiria de R$ 4,8 milhões para R$ 8,6 milhões. As micro e pequenas empresas compõem o regime do Simples Nacional. Cálculo Para chegar aos valores, a Receita simulou quais empresas poderiam mudar de regime tributário com a aprovação dos novos limites e comparou o quanto elas recolhem atualmente com o valor que passariam a pagar pelas regras propostas. O Fisco dividiu o impacto em três grupos: empresas que já estão no Simples e poderiam mudar de faixa de faturamento; empresas atualmente enquadradas no lucro real que poderiam migrar para o Simples; e empresas do lucro presumido que também poderiam passar para o regime simplificado. A mudança de faixa dentro do próprio Simples seria responsável pela maior parte da perda. A Receita estima uma redução da arrecadação previdenciária de R$ 20,3 bilhões em 2026, R$ 22,3 bilhões em 2027 e R$ 24,2 bilhões em 2028. Isso ocorreria porque, com os novos limites e tabelas, algumas empresas passariam a recolher menos para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) do que pagam atualmente. A segunda frente envolve empresas do lucro real. Nesse grupo, o impacto sobre a arrecadação previdenciária seria de R$ 768 milhões em 2026, R$ 842 milhões em 2027 e R$ 915 milhões em 2028. Há ainda as empresas atualmente enquadradas no lucro presumido. A perda previdenciária estimada nesse grupo seria de R$ 611 milhões em 2026, R$ 669 milhões em 2027 e R$ 728 milhões em 2028. Somados os três efeitos, a redução da arrecadação previdenciária provocada pelas mudanças no Simples chegaria a R$ 21,7 bilhões em 2026, R$ 23,8 bilhões em 2027 e R$ 25,9 bilhões em 2028. Há, ainda, a perda de receita com os demais tributos que as empresas recolherão a menos, mas a previdenciária é a de maior impacto. Além das mudanças no Simples, o projeto aprovado pela comissão da Câmara eleva o limite anual de faturamento do MEI de R$ 81 mil para R$ 144 mil em 2026, com atualização pelo IPCA nos anos seguintes. O impacto total dessa mudança seria de R$ 2,96 bilhões em 2026, R$ 3,37 bilhões em 2027 e R$ 3,85 bilhões em 2028, considerando a renúncia de todos os tributos. Desse montante, a parcela que afeta a Previdência seria de R$ 1,1 bilhão, R$ 1,3 bilhão e R$ 1,5 bilhão, respectivamente. O projeto do governo eleva o teto de faturamento do MEI para R$ 140 mil até 2028, mas não prevê reajuste anual pelo IPCA, por isso o impacto é menor. Somadas as mudanças no Simples e no MEI, a renúncia total estimada pela Receita com o projeto da CFT chega a R$ 44 bilhões em 2026, R$ 48,4 bilhões em 2027 e R$ 52,8 bilhões em 2028. No documento enviado ao relator, a Receita afirma que, sem medidas para compensar a renúncia, o projeto é incompatível com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Apesar de ser contrário à atualização das faixas do Simples Nacional, o governo federal já firmou um acordo com a cúpula da Câmara dos Deputados para elevar o teto de faturamento do MEI. Em junho, o Planalto enviou um projeto que prevê o aumento do limite para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. Com esse escopo, a proposta já tem outras estimativas de impacto fiscal. A previsão é R$ 8,1 bilhões em três anos, segundo a exposição de motivos da proposta do governo encaminhada à Câmara dos Deputados em junho. A renúncia de receita seria de R$ 1,57 bilhão em 2027, R$ 3,15 bilhões em 2028 e R$ 3,38 bilhões em 2029, caso a matéria seja aprovada.

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