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巴西资讯巴西宏观市场2026年6月18日

巴西SAF法令即将发布,中资炼厂与航司需关注2027年减排合规

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Regras sobre combustível sustentável de aviação devem sair em breve

巴西矿业和能源部宣布《可持续航空燃料法令》即将发布,该法令将明确SAF生产、进口、混合及航空运营的合规要求,2027年起航空公司须减排1%,中资炼厂和航司需提前布局。

为什么值得关注

SAF法令为巴西航空脱碳设定2027-2037年强制减排路径,中资炼厂、航司及生物燃料出口商须在6-12个月内评估合规与投资窗口。

巴西矿业和能源部生物柴油及其他生物燃料协调员Lorena Mendes de Souza在3月17日于里约热内卢举行的IBP – SAF Brasil 2026论坛上透露,规范航空公司减少二氧化碳排放的《可持续航空燃料法令》已进入总统府民事办公室最终程序,即将发布。该法令旨在监管《未来燃料法》(第14.993/2024号法律),为巴西可持续航空燃料(SAF)的生产、监管和投资提供法律确定性。法令将明确生产商、进口商、混合商和航空运营商的义务与权利,并指导国家民航局和巴西国家石油、天然气和生物燃料管理局等监管机构的行动。对于在巴西运营的中资炼厂、生物燃料企业和航空公司而言,这意味着2027年起须满足1%的航空减排目标,并逐步提升至2037年的10%。

巴西矿业和能源部生物柴油及其他生物燃料协调员Lorena Mendes de Souza在周三(17日)表示,规范航空公司减少二氧化碳排放努力的《SAF法令》即将发布。SAF是Sustainable Aviation Fuel(可持续航空燃料)的英文缩写,被视为航空业脱碳的主要途径。该法令旨在监管《未来燃料法》(第14.993/2024号法律),该法规定了国家能源转型路径,以减少导致全球变暖和气候变化的温室气体(如二氧化碳)排放。Lorena Souza透露:“我提前告知,SAF法令即将发布,目前正在总统府民事办公室等待最终程序。”她补充道:“该法令的发布将使我们能够为这项公共政策迈出非常重要的一步,为巴西生物精炼投资提供可预测性。”这些声明是在里约热内卢由巴西石油、天然气和生物燃料研究所举办的IBP – SAF Brasil 2026论坛上作出的,她通过视频会议参与。《未来燃料法》设立了国家可持续航空燃料计划,该计划鼓励SAF的研究、生产、商业化和能源利用。SAF是航空煤油与可再生原料(如植物油、动物脂肪或甘蔗/玉米乙醇)的混合物,可将燃料相关温室气体排放减少高达80%。该计划的目标之一是,从2027年起,航空公司将温室气体排放减少1%,减排幅度逐步提高,到2037年实现10%的减排。在国际层面,国际民航组织设定了到2050年实现碳中和的目标。巴西石油、天然气和生物燃料研究所下游执行主任Carlos Orlando Enrique da Silva表示,SAF是“应对能源转型最具相关性的产品”。国际航空运输协会估计,到2050年65%的减排将通过SAF实现。据国际航空运输协会巴西经理Simone Warmbrand称,2026年全球SAF产量为240万吨,占全球航空燃料使用量的0.8%。生产商、航空业和联邦监管机构都在期待SAF法令,以推动该国燃料的生产和需求。巴西国家民航局SAF专家顾问Priscilla Vieira表示期待该法令的发布,该法令将明确国家民航局作为航空公司使用SAF监管机构的职责。她透露,法令将涉及生产商、进口商、混合商和航空运营商的义务与权利。另一家期待SAF法令的监管机构是隶属于矿业和能源部的巴西国家石油、天然气和生物燃料管理局。该局技术与环境副主管Maria Auxiliadora de Arruda Arruda Nobre表示,该局将负责燃料质量监管、确保运营安全以及航班排放计算方法。在巴西,巴西国家石油公司是SAF的主要生产商和供应商,占目前所有燃料销售的92%。该公司的SAF在里约热内卢的杜克德卡希亚斯炼油厂生产,但还有进一步扩张计划。

对于在巴西的中资企业,该法令的直接影响集中在两个领域:一是生物燃料生产与贸易,中资炼厂或乙醇生产企业可考虑进入SAF供应链,但需关注巴西国家石油、天然气和生物燃料管理局(ANP)即将出台的质量与运营安全标准;二是航空运营,中资航司(如国航、南航、东航的巴西航线或合资公司)须从2027年起满足1%的减排要求,这意味着需采购SAF或购买碳信用。法令还将明确进口商的义务,可能影响中资SAF出口至巴西的合规成本。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过巴西国家石油公司92%的市场份额可见,新进入者面临较高的竞争壁垒。

CBI解读:底稿显示,SAF法令的核心是为《未来燃料法》提供执行细则,其发布将结束巴西SAF市场近两年的政策真空期。数据表明,全球SAF产量仅占航空燃料使用量的0.8%,而巴西国家石油公司已占据92%的本地市场份额,中资企业若想切入,需在原料端(如甘蔗乙醇、玉米乙醇)或技术合作上寻找差异化路径。CBI认为,法令中“生产商、进口商、混合商和航空运营商的义务与权利”的具体条款,将决定中资企业是以原料出口、技术授权还是合资建厂的方式参与。此外,2027年1%的减排目标看似温和,但考虑到巴西国内航空燃料年消费量约70亿升,1%对应约7000万升SAF需求,而当前全球产量仅240万吨(约30亿升),巴西本地供应缺口明显,这为中资SAF项目提供了窗口期。

待观察:一是法令正式文本中关于进口SAF的碳核算方法是否与国际民航组织标准一致,这将影响中资出口商的合规成本;二是巴西国家石油、天然气和生物燃料管理局(ANP)将在法令发布后多久出台燃料质量与运营安全细则,预计在2026年下半年;三是2027年1%减排目标是否会有过渡期或罚款机制,这直接影响航司采购决策。

CBI 观察编辑判断

底稿显示巴西国家石油公司已占SAF市场92%份额,新进入者面临高壁垒,但2027年1%减排目标对应的本地供应缺口(约7000万升)为中资项目提供机会。CBI认为,法令中进口商义务条款将决定中资SAF出口的竞争力,需重点关注碳核算方法是否与国际接轨。

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信息概要

类型
政策发布
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
中资炼厂、生物燃料企业、航空公司及SAF进口商
核验
待核验
对象
在巴中资炼厂与生物燃料企业在巴中资航空公司中资SAF出口商与贸易商
话题
政策行业趋势

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Regras sobre combustível sustentável de aviação devem sair em breve
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Regras sobre combustível sustentável de aviação devem sair em breve

O chamado Decreto do SAF, que vai ditar as regras para o esforço das companhias aéreas reduzirem as emissões de gás carbônico (CO₂), está em “vias de ser publicado”, afirmou nesta quarta-feira (17) a coordenadora-geral de Biodiesel e Outros Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Lorena Mendes de Souza.   SAF é a sigla em inglês para Sustainable Aviation Fuel (Combustível Sustentável de Aviação), apontado como principal caminho para descarbonização do setor de aviação.   Notícias relacionadas: Petrobras reduz preço do querosene de aviação em 14,2% . Governo prorroga descontos no querosene de aviação e no biodiesel. O decreto tem como objetivo regulamentar a Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/2024), que traça rotas para a transição energética no país, diminuindo a emissão de gases do efeito estufa - como o CO₂ - causadores do aquecimento global e, consequentemente, das mudanças climáticas.  “Aproveito para avisar, de antemão, que o Decreto do SAF está em vias de ser publicado, está no Ministério da Casa Civil da Presidência da República, aguardando os trâmites finais”, revelou Lorena Souza.  “Com essa publicação, a gente consegue dar um passo muito importante para essa política pública, para previsibilidade dos investimentos em biorrefino no Brasil”, completou.   As declarações foram durante o evento Fórum IBP – SAF Brasil 2026, promovido no Rio de Janeiro pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), que representa empresas do setor. Ela participou por videoconferência.  >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Combustível do futuro A Lei do Combustível do Futuro instituiu o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), um conjunto de políticas que incentiva a pesquisa, produção, comercialização e uso energético do SAF.   O SAF é uma mistura do querosene da aviação com matérias-primas renováveis, como óleos vegetais, gordura animal ou etanol de cana-de-açúcar ou de milho. Essa mistura permite cortar em até 80% as emissões de gases do efeito estufa associadas ao combustível.  Uma das metas do programa é que, a partir de 2027, as companhias aéreas reduzam em 1% as emissões de gases do efeito estufa. O grau de diminuição é escalonado, de forma que o setor chegue em 2037 com regressão de 10% das emissões.   No cenário internacional, a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO, na sigla em inglês) determinou como meta a neutralidade de emissões até 2050, ou seja, sequestrar ou recompensar a quantidade de gases emitidos.   De acordo com o diretor-executivo de Downstream (fluxo final de um processo) do IBP, Carlos Orlando Enrique da Silva, o SAF é o “produto que aparece com maior relevância para enfrentar essa transição energética”.  A Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA, na sigla em inglês) estima que 65% das reduções de emissões até 2050 serão alcançadas pelo SAF. Segundo a gerente para Brasil da Iata, Simone Warmbrand, em 2026, a produção do SAF no mundo está em 2,4 milhões de toneladas, 0,8% do uso global de combustíveis na aviação.  Interessados à espera O Decreto do SAF é esperado por produtores, pelo setor de aviação e por agências reguladoras federais, como forma de destravar produção e demanda do combustível no país.  A assessora especializada em SAF Priscilla Vieira, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mostrou expectativa para a publicação do decreto, que traçará qual deve ser a atuação da Anac como reguladora do uso de SAF pelas empresas aéreas.    “A Anac trabalha contra o relógio. Tudo depende da assinatura e publicação do decreto. Esperamos que saia essa semana”, afirmou.     Ela antecipou que o decreto apresentará pontos como obrigações e direitos de produtores, importadores, agentes misturadores e operadores aéreos. A Anac precisa da publicação para regulamentar o texto.  Outra agência reguladora que espera pelo Decreto do SAF é a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ligada ao MME.  “Tem algumas dúvidas que estou esperando o decreto para esclarecer”, disse a superintendente adjunta de Tecnologia e Meio Ambiente da ANP, Maria Auxiliadora de Arruda Nobre. Ela adiantou que caberá à ANP questões como regulação da qualidade do combustível, garantindo segurança operacional, e metodologia de cálculo das emissões dos voos.  A superintendente reforçou a visão de que o SAF é o caminho para transição energética nos ares, diferentemente da indústria automotiva, na qual a eletrificação é apontada como promissora.   A assessora na Anac Priscilla Vieira e a superintendente adjunta em tecnologia e meio ambiente da ANP, Auxiliadora Nobre durante o Fórum IBP – SAF Brasil 2026 Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Petrobras  No Brasil, a Petrobras é a principal produtora e fornecedora do SAF, representando 92% de todo o combustível vendido atualmente. O SAF da companhia é produzido na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, mas há planos para estender a outras unidades.  O gerente executivo de Gestão Integrada da Transição Energética da Petrobras, William Vella Nozaki, participou do encontro e transmitiu um recado da presidente da companhia, Magda Chambriard.   “Ela me disse: ‘assim como o conjunto do setor aéreo e energético, estamos ansiosos pela publicação do decreto’”, reproduziu.   Participaram do encontro empresas do setor agro e energético, como Raízen (etanol), Bugen (agronegócio) e Vibra (distribuidora).    Nozaki acrescentou que Chambriard garantiu que “qualquer que seja o texto do decreto, estaremos juntos na busca por uma solução que envolva caminhos para rastreabilidade, para certificação e para uma eficiência tanto de preços quanto fiscal, para que essa alternativa de transição energética seja também uma alternativa de segurança energética para o país”.  Além da Petrobras, uma empresa que busca produção do SAF é a Acelen Renováveis, do grupo privado que já é dono da refinaria de Mataripe (antiga Landulpho Alves), em São Francisco do Conde, na Bahia.  A Acelen vai desenvolver o SAF a partir da macaúba, uma planta nativa brasileira adaptada ao cerrado.  Preço  Uma das preocupações com o combustível sustentável de aviação é o custo, mais alto que o tradicional querosene fóssil de aviação.   A assessora da Anac Priscilla Vieira acredita que a Lei Combustível do Futuro pode ter o efeito de criar demanda, de forma que o preço final do SAF seja mais acessível.  “Criou uma demanda para trazer previsibilidade para os produtores de combustível. Os produtores vão investir, vão trazer investimento do mercado financeiro para conseguir começar a produzir”, disse.  "A oferta entra, a pressão da demanda cai um pouco, então o preço talvez acomode um pouquinho, mais para baixo do que a gente tem hoje, com uma pressão de demanda muito alta”, finalizou.

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