巴西资讯巴西宏观市场2026年5月18日
卢拉力推赤道边缘石油勘探,Petrobras圣保罗州投资370亿雷亚尔
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Lula defende exploração na Margem Equatorial com responsabilidade
巴西总统卢拉公开支持亚马逊河口盆地石油勘探,强调主权与责任,Petrobras宣布圣保罗州370亿雷亚尔投资计划,中资石油服务及工程企业需关注环境审批进展及区域政策风险。
为什么值得关注
卢拉将石油勘探与国家主权挂钩,Petrobras 370亿雷亚尔投资计划释放上游扩张信号,中资石油服务企业需关注赤道边缘环境审批进展及招标规则。
巴西总统卢拉于5月18日在圣保罗州保利尼亚炼油厂(Replan)访问时,明确支持在亚马逊河口盆地(赤道边缘)进行石油勘探,并强调勘探活动必须以负责任的方式进行。卢拉将勘探与国家主权直接挂钩,称此举可防止其他国家侵占该区域,并提及美国前总统特朗普可能声称对该区域拥有主权。Petrobras去年已获得巴西环境与可再生自然资源研究所(Ibama)的勘探研究许可。同日,Petrobras宣布将在圣保罗州投资370亿雷亚尔至2030年,其中60亿雷亚尔用于保利尼亚炼油厂扩建,预计创造3.8万个就业岗位。对于在巴西从事石油工程、设备供应及环境合规服务的中资企业,该信号意味着赤道边缘区块的招标与开发进程可能加速,但环境审批仍是关键变量。
巴西总统卢拉于5月18日在圣保罗州保利尼亚炼油厂(Replan)公开表态,支持在亚马逊河口盆地(赤道边缘)进行石油勘探。卢拉强调,勘探活动必须以负责任的方式进行,以避免环境问题,并称“没有人比我们(政府)更关心亚马逊”。他还将勘探提升至国家主权层面,认为此举可防止该区域被其他国家侵占,并直接点名美国前总统特朗普,称“不久特朗普就会认为这是他的,然后去占领”。Petrobras已于去年获得Ibama的许可,开始在赤道边缘进行勘探研究。该区域位于巴西北部,因其石油潜力被称为“新盐下”区域。同日,Petrobras宣布将在圣保罗州投资370亿雷亚尔至2030年,其中60亿雷亚尔用于保利尼亚炼油厂,该厂目前日处理能力为43.4万桶,扩产后将增至45.9万桶。卢拉还批评了BR Distribuidora(2019年)和Liquigás(2020年)的私有化,认为这是逐步瓦解Petrobras的企图,并重申Petrobras不应私有化。
对于在巴西的中资企业,该事件直接影响石油工程服务、设备供应、环境咨询及合规服务领域。赤道边缘区块的勘探开发若加速推进,将带动对钻井平台、海底设备、环境监测技术及物流服务的需求。然而,Ibama的许可仅限勘探研究阶段,后续开发许可仍需经过严格的环境影响评估,审批周期和条件存在不确定性。此外,卢拉将勘探与国家主权挂钩的表态,可能影响外国企业参与该区域项目的政策环境,中资企业需关注巴西国家能源政策委员会(CNPE)及矿业能源部后续的招标规则与本地化要求。Petrobras在圣保罗州的炼油厂扩建计划,则直接利好炼化设备、管道建设及脱碳技术供应商。
CBI解读:底稿显示,卢拉将赤道边缘勘探定位为主权行动,而非单纯商业决策,这降低了短期内该区域对外资开放的可能性。CBI认为,Petrobras作为运营主体,其投资计划(370亿雷亚尔)已明确向市场传递了上游扩张信号,但环境审批仍是最大瓶颈。对比2019-2020年盐下层油田开发周期,赤道边缘从勘探研究到商业投产通常需要5-8年,中资企业可提前布局环境合规咨询及本地化供应链,但需警惕政策反复风险。卢拉对私有化的批评也表明,Petrobras的国有属性短期内不会改变,外资参与更多以服务合同或合资形式存在。
待观察:1)Ibama是否会在2026年内批准赤道边缘的正式钻探许可,以及附加的环境补偿条件;2)Petrobras是否会在2026年下半年启动赤道边缘区块的国际招标或服务合同采购;3)巴西国会是否会在2026年大选前通过任何加速能源开发的立法,以降低环境审批门槛。
CBI 观察编辑判断
底稿显示卢拉将勘探定位为主权行动,而非纯商业决策,CBI认为这降低了短期内该区域对外资开放的可能性。Petrobras投资计划明确,但环境审批仍是最大瓶颈,中资企业可提前布局合规服务,但需警惕政策反复。
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信息概要
来源信息
- 来源
- Agência Brasil — Economia
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- Lula defende exploração na Margem Equatorial com responsabilidade
- 原始语言
- 葡萄牙语
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- 编辑
- Clara Lin
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Lula defende exploração na Margem Equatorial com responsabilidade
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (18) a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial. Durante visita à Refinaria de Paulínia (Replan), no interior paulista, Lula destacou que a atividade deverá ser feita com responsabilidade para evitar problemas ambientais.
"Ninguém tem mais cuidado com a Amazônia do que nós [do governo]”, disse.
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Para Lula, a exploração também é importante por uma questão de soberania nacional e para evitar que essa área seja invadida por outros países.
“Daqui a pouco o Trump [presidente dos Estados Unidos] acha que é dele e vai lá. Ele [Trump] achou que o Canadá era dele, ele achou que a Groenlândia era dele. Ele achou que o Golfo do México era dele. Quem garante que ele não vá dizer que a Margem Equatorial é dele também? Então nós vamos ocupar e explorar petróleo com a maior responsabilidade para fazer com que esse dinheiro possa ser revertido para garantir o futuro desse país”, declarou.
A Petrobras obteve, no ano passado, a licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para iniciar a operação de pesquisa exploratória na Margem Equatorial. A região, localizada no norte do país, é apontada como novo pré-sal devido ao seu potencial petrolífero.
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Presidente Lula durante visita às instalações da Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo Foto: Ricardo Stuckert / PR
Críticas à privatização
Em seu discurso em Paulínia (SP), Lula também criticou as privatizações da BR Distribuidora, em 2019, e da Liquigás, em 2020. Para ele, essas vendas foram uma tentativa de acabar com a Petrobras.
“A BR foi privatizada porque os sonhos que eles tinham de privatizar a Petrobras seriam altamente recusados pelo povo, então eles resolveram vender os pedacinhos. É que nem aquele rolo de mortadela grande que se vê pendurado na padaria. Vende 100 gramas hoje, 200 gramas amanhã. Chega um dia, o rolo desaparece. O que eles queriam fazer com a Petrobras era isso”, falou o presidente.
Para o presidente, a Petrobras precisa ser encarada como um patrimônio brasileiro e não deve ser privatizada. Segundo Lula, se a Petrobras já fosse uma empresa privada, os brasileiros iriam sentir ainda mais no bolso o peso da Guerra no Oriente Médio.
“A Petrobras está ganhando mais dinheiro exportando petróleo e o petróleo subiu por causa da Guerra do Irã. Então, esse dinheiro a mais que a Petrobras está ganhando, estamos cobrando do imposto da exportação do petróleo para que a gente possa subsidiar o preço do diesel e da gasolina para não sobrar no bolso do brasileiro e no [bolso do] motorista de caminhão ou de carro. Estamos tirando dinheiro do Orçamento do governo para não permitir que esse prejuízo chegue ao povo brasileiro porque ele não tem culpa da guerra do Irã. A guerra do Irã é culpa do Trump”, afirmou o presidente.
Investimentos da Petrobras
Lula esteve no interior paulista para visitar a Refinaria de Paulínia (Replan), a maior do país, e acompanhou o anúncio de R$ 37 bilhões de investimentos da Petrobras no estado de São Paulo até 2030.
Segundo a Petrobras, esses recursos serão destinados ao fortalecimento do refino e biorrefino, logística, exploração e produção, descarbonização e geração de energia sustentável e devem gerar 38 mil postos de trabalho diretos e indiretos.
Cerca de R$ 6 bilhões desse valor serão aplicados na Replan, que é a responsável pelo abastecimento de mais de 30% do território brasileiro e que tem capacidade atual de 434 mil barris de petróleo por dia. Com o projeto de ampliação do processamento, o volume deve subir para 459 mil barris por dia.
“E nessa Replan estamos andando, a passos largos, para até o final do ano, fazer combustível de aviação com até 5% de renováveis”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
Segundo ela, a empresa está destinando recursos para melhorar a produção do Campo de Mexilhão, na Bacia de Santos, que é um campo de gás. Magda também declarou que a Petrobras pretende anunciar, em breve, a viabilidade comercial de uma nova descoberta no bloco Aram, no pré-sal da Bacia de Santos.
“Já é uma reserva e já já vamos declarar a sua comercialidade, interligando o primeiro poço de Aram a produzir deste pré-sal e de mais um pré-sal aqui do estado de São Paulo. Vamos ter dois poços a produzir em mais um pré-sal aqui no estado de São Paulo”, disse.
A presidente da Petrobras destacou ainda a participação da empresa na segurança energética do país, principalmente neste momento de conflitos externos.
“A Petrobras é responsável pelo abastecimento de 75% do diesel do território nacional. Mas temos projetos para chegar a 85%. E, no âmbito dessa discussão sobre segurança energética, nos perguntamos por que não 100%. E nos comprometemos, junto ao presidente Lula, a sermos autossuficientes em diesel até 2030 neste país”, falou a presidente da Petrobras.
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