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NETSCOUT:上半年全球DDoS攻击910万次,巴西占拉美近半

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Ataques de alta velocidade disparam no 1º semestre, diz NETSCOUT

NETSCOUT报告显示,2026年上半年全球记录910万次DDoS攻击,同比增长25%,1 Tbps高速攻击激增1,286%,巴西以48.74万次攻击居拉美之首。

NETSCOUT发布的分布式拒绝服务(DDoS)攻击研究报告显示,2026年1月至6月,全球共记录910万次DDoS攻击,覆盖209个国家和地区,同比增长25%;其中速度达1 Tbps的攻击数量同比激增1,286%。拉丁美洲上半年记录超过110万次攻击,巴西一国就有487,420次,几乎占拉美总量的一半。

报告指出,除攻击速度外,攻击的持续时间和商业化程度也在上升。持续时间不超过一分钟的攻击占比从1.6%升至3.1%。NETSCOUT称,商业平台提供不同类型攻击的订阅服务,且不要求客户具备技术知识,这使防火墙、负载均衡器等设备过载攻击,以及以大量数据包或每秒请求数挤占带宽的攻击更易实施。

从攻击方式看,直接路径攻击(direct-path)占64%,即攻击者直接从源头向目标发送恶意流量,不经中间服务器;反射和放大攻击占超过35%,攻击者借此隐藏身份并放大发往目标的流量规模。犯罪分子还使用住宅代理网络,以合法家庭IP地址和连接伪装恶意流量,使真实用户与入侵者难以区分。NETSCOUT在报告中称,面对这一情况,Flowspec、Blackhole Routing等传统防御机制已无法跟上大规模攻击,或可能造成不当封锁。

该公司建议调整防护策略:采用分层防御,在企业提供服务的位置部署保护机制,以保护防火墙和负载均衡器等设备,并将缓解服务部署在云端。NETSCOUT还建议运营商实施出站流量缓解机制,包括识别和处置僵尸网络、打击住宅代理滥用、识别开放反射器并验证源地址,以及建立主动的滥用响应流程;针对住宅代理被用于攻击的情况,建议企业进行行为分析。公司同时强调,运营商需为同时和重叠发生的攻击、每日流量峰值及维护窗口做好准备,而不影响服务可用性。

在巴西,无线电信企业(不含卫星)是主要目标,遭受141,400次攻击;其次是计算基础设施提供商和网页托管服务商,为50,500次;有线电信运营商以27,970次位列第三。其他进入前十的行业依次为:其他电信企业5,660次、商业银行4,240次、全服务餐厅3,210次、实体分销与物流咨询服务2,580次、玩具和爱好用品零售商2,290次、办公设备批发2,120次、本地公路货运1,860次。

巴西攻击数量较2025年下半年增长3.6%,攻击平均持续时间为59.31分钟。NETSCOUT认为,这一规模使巴西处于地区网络威胁地图的中心,既反映其数字基础设施的体量,也反映该国市场对攻击团体的吸引力。

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Ataques de alta velocidade disparam no 1º semestre, diz NETSCOUT

O número de ataques com velocidade de 1 Tbps cresceu 1.286% em 2026 em relação ao ano passado, segundo levantamento da NETSCOUT sobre ataques distribuídos de negação de serviço (Distributed Denial of Service — DDoS), nos quais o infrator tenta deixar um site, servidor ou rede indisponível. De acordo com a pesquisa, foram registrados 9,1 milhões de ataques do gênero entre janeiro e junho de 2026, em 209 países e territórios. No comparativo anual, o número é 25% maior que o registrado no primeiro semestre de 2025. Só na América Latina, foram registrados mais de 1,1 milhão de ataques no primeiro semestre. Além da velocidade, a duração e a comercialização de ataques também cresceram neste ano. A proporção de ataques com duração de um minuto ou menos passou de 1,6% para 3,1%. O estudo apontou que plataformas comerciais — oferecem assinaturas para diferentes tipos de ataques, sem exigir conhecimento técnico dos clientes — facilitaram invasões de sobrecarga de equipamentos, como firewalls e balanceadores de carga, além de ataques que enviam um grande volume de pacotes ou requisições por segundo para saturar a banda de internet. A maior parte dos ataques DDoS foi realizada por meio do método de caminho direto (direct-path), no qual o cibercriminoso envia tráfego malicioso diretamente da origem ao alvo, sem utilizar servidores intermediários. A modalidade representou 64% dos ataques registrados no período. Já os ataques por reflexão e amplificação, nos quais o invasor oculta sua identidade da vítima e multiplica o volume de tráfego enviado ao alvo, corresponderam a mais de 35% do total. Para realizar os ataques, os criminosos têm utilizado redes de proxies residenciais, que mascaram o tráfego malicioso com endereços IP e conexões domésticas legítimas, dificultando a distinção entre usuários reais e invasores. No relatório, a NETSCOUT observa que, diante desse cenário, mecanismos de defesa tradicionais, como o Flowspec e o Blackhole Routing, já não conseguem acompanhar ataques de larga escala ou podem provocar bloqueios indevidos. A empresa conclui sua análise recomendando mudanças nas estratégias de proteção. Uma das medidas sugeridas é a adoção de uma defesa em camadas, com mecanismos de proteção no local em que as empresas oferecem seus serviços, para proteger equipamentos como firewalls e balanceadores de carga. Além disso, os serviços de mitigação devem ser disponibilizados em nuvem. A NETSCOUT também recomenda que as operadoras implementem mecanismos de mitigação do tráfego de saída, incluindo a identificação e a remediação de botnets, o combate ao uso abusivo de proxies residenciais e a identificação de refletores abertos, com validação dos endereços de origem, além de processos ativos de resposta a abusos. Nos casos de uso indevido de proxies residenciais em ataques, a sugestão é que as empresas realizem análises comportamentais. Por fim, a companhia destaca a necessidade de as operadoras se prepararem para ataques simultâneos e sobrepostos, picos diários de tráfego e janelas de manutenção, sem comprometer a disponibilidade dos serviços. No Brasil Quase metade dos ataques disparados nos países latino-americanos, mais precisamente 487,42 mil ataques DDoS, aconteceram no Brasil. Trata-se de um incremento de 3,6%, comparando com o segundo semestre de 2025. A duração média desses ataques foi de 59,31 minutos. Para a NETSCOUT, o volume coloca o país no centro do mapa regional de ameaças cibernéticas, refletindo tanto a dimensão de sua infraestrutura digital quanto a atratividade do mercado para grupos de ataque. As empresas de telecomunicações sem fio (exceto satélites) foram os principais alvos no Brasil, com 141,40 mil ataques. Em seguida, estão os provedores de infraestrutura de computação e serviços de hospedagem na web, com 50,50 mil incidentes e, na terceira posição, as operadoras de telecom com fio, que registraram 27,97 mil ataques. Confira os outros segmentos que estão na lista dos dez mais atingidos no primeiro semestre deste ano: 4. Outras empresas de telecomunicações – 5,66 mil ataques 5. Bancos comerciais – 4,24 mil ataques 6. Restaurantes de serviço completo – 3,21 mil ataques 7. Serviços de consultoria em distribuição física e logística – 2,58 mil ataques 8. Varejistas de brinquedos e passatempos – 2,29 mil ataques 9. Comércio atacadista de equipamentos para escritório – 2,12 mil ataques 10. Transporte rodoviário local de cargas – 1,86 mil ataques Colaborou: Isabel Butcher

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