巴西资讯巴西金融监管2026年4月24日
巴西银行协会支持FGC新规强化金融稳定
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Bancos apoiam novas regras do FGC após decisão do CMN
巴西国家货币委员会批准FGC新规,引入参考资产指标限制高风险融资,巴西银行协会表示积极评价,认为措施及时有助于降低风险。
为什么值得关注
新规有助于在巴金融机构防范道德风险,提升资产质量与流动性管理。
巴西国家货币委员会(CMN)在2025年1月23日批准了一项针对信用担保基金(FGC)的新规,旨在防止银行过度依赖FGC担保进行高风险融资。新规引入“参考资产”指标衡量银行资产质量和流动性,并要求持有高风险资产的银行将部分资金投资于联邦公共债券。巴西银行协会(ABBC)对此表示积极评价,认为措施及时且有助于降低风险、保护投资者并维护金融稳定。
巴西国家货币委员会(CMN)在2025年1月23日的会议上批准了一项针对信用担保基金(FGC)的新规,旨在防止银行过度依赖FGC担保进行高风险融资。新规引入了“参考资产”(Ativo de Referência, AR)指标,用于衡量银行资产的质量和流动性。若银行通过FGC担保吸收大量资金但持有高风险或难以变现的资产,则必须将部分资金投资于更安全的联邦公共债券。此举旨在限制FGC担保的过度使用,抑制激进的增长策略,并打击“道德风险”。
与此同时,CMN还扩大了流动性要求,将流动性覆盖率(LCR)指标扩展至中型银行,小型银行则采用简化版(LCRS),并逐步实施至2027年达到100%合规。目前,流动性覆盖率的初始合规比例为90%,最终合规比例为100%。FGC的覆盖上限为每CPF或企业250000巴西雷亚尔,四年累计上限为1000000巴西雷亚尔。
巴西银行协会(ABBC)对此表示积极评价,认为措施在“适时”时刻出台,有助于降低风险并维护行业稳定。ABBC指出,这些措施强化了金融体系稳健性,平衡了投资者保护与防止个别机构问题演变为系统性危机。新规出台的背景包括Banco Master倒闭事件,该银行因高收益吸引投资者但持有大量低流动性资产而无法履行承诺。ABBC认为,新规有助于避免类似危机,增强金融体系稳定性。
CBI 观察编辑判断
此次FGC新规是巴西监管层对银行激进策略的主动回应,尤其针对Banco Master事件暴露的风险。ABBC的积极表态显示行业对强化监管的共识,后续中型银行流动性合规进程值得关注。
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信息概要
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- 来源
- Agência Brasil — Economia
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- Clara Lin
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Bancos apoiam novas regras do FGC após decisão do CMN
A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) avaliou de forma positiva o endurecimento das regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), destacando que as medidas chegam em momento “oportuno” para reduzir riscos e preservar a estabilidade do setor.
Segundo a entidade, as mudanças aprimoram tanto a gestão de liquidez dos bancos quanto os mecanismos ligados ao FGC, considerado uma peça central na proteção de investidores. A avaliação é de que a decisão acompanha a evolução recente do mercado e fortalece a regulação financeira no país.
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"Além de positiva, a iniciativa é oportuna e tempestiva para responder à evolução recente do mercado, no que tange à mitigação de riscos e à preservação da estabilidade financeira", destacou a entidade em nota.
Na avaliação da ABBC, o conjunto de medidas reforça a solidez do sistema financeiro brasileiro ao equilibrar dois objetivos: proteger investidores e evitar que problemas isolados em instituições específicas se transformem em crises mais amplas.
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Aperto
Em reunião nesta quinta-feira (23), o CMN aprovou um pacote de medidas que busca evitar que bancos assumam riscos excessivos ao captar recursos com garantia do FGC, fundo que funciona como uma espécie de “seguro” para aplicações como CDBs, cobrindo até R$ 250 mil por CPF ou empresa em caso de quebra de uma instituição, limitado a R$ 1 milhão a cada quatro anos.
Um dos principais pontos da mudança é a criação de um novo indicador, chamado Ativo de Referência (AR). Esse mecanismo mede a qualidade e a liquidez dos ativos que um banco possui, a capacidade de transformar investimentos em dinheiro rapidamente.
Com a nova regra, instituições que captarem muitos recursos com proteção do FGC, mas tiverem ativos considerados de maior risco ou de difícil venda, serão obrigadas a aplicar parte desse dinheiro em títulos públicos federais, que são mais seguros. A intenção é limitar o uso excessivo da garantia do fundo e desestimular estratégias agressivas de crescimento.
Segundo a associação, a mudança atende a uma demanda antiga do setor, ao criar uma ligação direta entre o volume captado com garantia do FGC e a qualidade dos ativos dos bancos. Com isso, a tendência é reduzir práticas que envolvem captação elevada combinada com investimentos de baixa liquidez e pouca transparência.
"Como resultado, a medida contribui para restringir o uso excessivo da garantia do FGC e desestimular estratégias baseadas em crescimento acelerado, especialmente quando associadas a ativos de maior risco e menor transparência", ressaltou a nota da ABBC.
As medidas também reforçam o combate ao chamado “risco moral”, quando instituições assumem mais riscos por saberem que contam com algum tipo de proteção, como a cobertura do FGC.
Exigências
Além das mudanças no FGC, o CMN também ampliou as exigências de liquidez dos bancos, alinhando o Brasil a padrões internacionais como o acordo de Basileia 3. O principal indicador, conhecido como Razão de Cobertura de Liquidez (LCR, na sigla em inglês), mede se a instituição tem recursos suficientes para enfrentar um cenário de estresse por 30 dias.
Agora, essa exigência passa a valer também para bancos de médio porte, enquanto instituições menores terão uma versão simplificada, chamada LCRS. Segundo a ABBC, a implementação gradual das regras é importante para permitir a adaptação dos sistemas e processos internos das instituições.
O cronograma prevê que, em 2027, os bancos cumpram inicialmente 90% das exigências, chegando a 100% na etapa final.
O aperto regulatório ocorre após episódios recentes de instabilidade no sistema financeiro, como o colapso do Banco Master, liquidado pelo Banco Central do Brasil. O caso chamou atenção porque o banco oferecia rendimentos elevados para atrair investidores, mas mantinha grande parte dos recursos em ativos de baixa liquidez, o que dificultou honrar compromissos.
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