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巴西资讯巴西金融监管2026年7月16日

巴西ESG信披监管转向灵活化,在巴中企CFO面临合规路线抉择

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Entre estratégia e transparência: o novo papel dos CFOs na agenda ESG

巴西CVM将IFRS S1/S2强制披露改为“实践或解释”模式,在巴中资企业CFO需在2026年前决定是否全面实施可持续信息披露,影响未来5-10年融资与投资者关系。

为什么值得关注

CVM第244号决议改变IFRS S1/S2强制披露要求,在巴中资企业CFO需在2026年前决定合规路线,直接影响未来5-10年融资成本与机构投资者关系。

巴西证券交易委员会(CVM)近日发布第244号决议,将此前强制执行的IFRS S1和S2可持续信息披露要求调整为“实践或解释”模式——企业可选择不披露,但须向市场说明理由。这一转变发生在许多公司已投入1-2年预算和系统建设之后,直接冲击在巴中资企业的合规路线规划。CFO成为决策核心:是继续推进全面披露以维持国际投资者信任,还是转向最低合规成本路径?

2023年,国际财务报告准则基金会(IFRS Foundation)发布IFRS S1和S2,要求上市公司在财务报表中披露与可持续性相关的风险、机会及其对财务表现的影响。巴西是首批采纳该准则的国家之一,CVM随即发布第193/2023号决议,要求上市公司按新规编制报告。CFO主导了这一进程,负责预算调整、流程和系统建设,预计实施准备需1至2年。到2026年5月,许多公司已批准预算并完成流程建设。然而,CVM随后发布第244号决议,将强制性要求改为“实践或解释”模式,允许公司不采纳但需向市场说明理由。这一灵活化趋势与美国等市场同步,但引发了投资者对信息透明度的担忧。

对于在巴西运营的中资企业,尤其是已上市或计划上市的企业,这一变化意味着合规路径出现分叉。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过投资者关系与融资渠道间接传导:养老基金、保险公司、捐赠基金等机构投资者正日益将ESG信息纳入投资决策。若中资企业选择不披露或仅部分采纳,可能面临估值折价、融资成本上升或机构股东退出风险。受影响行业包括能源、矿业、基础设施、制造业等碳排放密集型领域,这些行业在巴西的中资项目往往依赖国际银团贷款和多边开发银行融资,而后者对可持续信息披露有明确要求。

CBI解读:底稿显示,CVM第244号决议并非撤销标准,而是将合规压力从监管强制转向市场驱动。CBI认为,这一转变实际上提高了CFO的战略权重——企业需自行判断投资者对透明度的真实需求。对比美国SEC气候披露规则同样面临法律挑战,巴西的“实践或解释”模式可能成为新兴市场折中方案。但底稿数据表明,投资者(尤其是机构投资者)不会满足于仅基于“实践或解释”模式的回答,他们需要结构化定量信息来评估长期价值创造能力。

待观察:1)2026年下半年,巴西机构投资者协会是否会发布针对“实践或解释”模式的评估指引;2)CVM是否会在2027年发布第244号决议的实施细则,明确“解释”的最低标准;3)在巴中资企业是否出现首批因ESG信息披露不足而失去国际融资的案例。

CBI 观察编辑判断

事实:CVM将强制披露改为“实践或解释”模式,但机构投资者对结构化ESG信息的需求未减弱。CBI认为,这一变化将合规压力从监管转向市场,CFO的决策实际上是在短期合规成本与长期资本获取能力之间做权衡。

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信息概要

类型
监管变化
方向
巴西
分类
金融监管
层级
编辑整理
地点
在巴中资企业CFO、能源、矿业、基础设施、制造业等碳排放密集型行业
核验
待核验
对象
在巴中资企业投资者税务合规负责人
话题
金融合规政策

来源信息

来源
Valor Econômico
原文标题
Entre estratégia e transparência: o novo papel dos CFOs na agenda ESG
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Entre estratégia e transparência: o novo papel dos CFOs na agenda ESG

Com a criação das normas internacionais IFRS S1 e S2, em 2023, o papel do CFO nas organizações ganhou ainda mais relevância e protagonismo. As novas diretrizes buscam incorporar às demonstrações financeiras das companhias abertas, informações capazes de responder às crescentes demandas dos investidores sobre como as empresas identificam, mensuram e monitoram riscos e oportunidades relacionados à sustentabilidade e seus possíveis impactos no desempenho financeiro futuro e, consequentemente, na geração de valor. O IFRS S1 estabelece como as empresas devem identificar e divulgar informações relacionadas à sustentabilidade de forma ampla, considerando aspectos que podem afetar o fluxo de caixa, o custo de capital, a geração de valor e até mesmo a continuidade do negócio. Dentro dessas diretrizes, a análise contempla diferentes dimensões, como: capital e direito humano, cadeias de suprimentos, segurança cibernética, dependência de recursos naturais, impactos sobre a biodiversidade e mudanças do clima. Já o IFRS S2 é direcionado especificamente às questões climáticas e apresenta uma abordagem mais detalhada, com indicadores preestabelecidos de mensuração, como emissões de carbono associadas às atividades empresariais, metas climáticas de longo prazo, investimentos necessários, riscos físicos (como secas, inundações, incêndios e furacões), riscos de transição, etc. O papel do CFO nessa jornada O Brasil foi um dos pioneiros na adoção das normas IFRS S1 e S2. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), inclusive, publicou a Resolução 193/2023, estabelecendo diretrizes para a implementação das novas regras pelas companhias. Os CFOs assumiram a liderança desse processo, afinal, o tema passou a estar diretamente relacionado à área financeira, não apenas pelas implicações contábeis, mas também pela necessidade de adequação orçamentária para desenvolver processos, sistemas e estruturas internas. A estimativa é de que uma implementação consistente demande entre um e dois anos de preparação. Em maio de 2026, muitas empresas já haviam aprovado os orçamentos necessários e estruturado seus processos para a publicação das demonstrações financeiras em conformidade com as novas regras. Entretanto, o mercado foi surpreendido por uma nova decisão da CVM: a Resolução 244, que alterou o cronograma de implementação e substituiu a obrigatoriedade anterior pelo modelo “pratique ou explique”. Com a mudança, a adoção deixou de ser compulsória, passando a estimular a implementação das boas práticas, mas permitindo que as companhias justifiquem ao mercado eventuais decisões de não adoção. Como responder aos investidores? Na minha visão, esta Resolução reflete um movimento de flexibilização observado globalmente, especialmente nos EUA e em outros mercados, em um momento em que o debate sobre sustentabilidade corporativa enfrenta desafios. Esse movimento ocorre justamente quando observamos, nos últimos anos, o aumento da frequência e da intensidade de eventos climáticos extremos, com impactos econômicos e sociais cada vez mais evidentes. A questão que se coloca é: como responder aos investidores? Sabemos que existem desafios relevantes para as empresas na elaboração desses relatórios, como a obtenção de dados confiáveis, a integração de informações e sistemas, o desenvolvimento de competências técnicas em sustentabilidade e finanças e a própria mensuração quantitativa dos impactos. A dúvida é se investidores, especialmente aqueles altamente qualificados, como fundos de pensão, seguradoras, fundos patrimoniais (endowments) e grandes nomes institucionais, irão se satisfazer com respostas baseadas apenas no modelo “pratique ou explique”. Sob a ótica desses investidores, ao avaliar uma empresa, não é apenas o resultado imediato que importa, mas também sua capacidade de geração de valor no longo prazo, sua estratégia para capturar oportunidades e seus planos para identificar, mensurar e mitigar riscos. Em um ambiente cada vez mais desafiador, esses fatores demonstram a capacidade de uma organização de permanecer competitiva, atualizada e sustentável financeiramente. Sem informações estruturadas, o investidor pode não ter visibilidade sobre a estratégia da companhia, suas preocupações e as medidas adotadas. Mesmo quando há conhecimento qualitativo sobre esses aspectos, a ausência de dados quantitativos limita a compreensão sobre o impacto financeiro dessas decisões. Justamente o objetivo central dos IFRS S1 e S2. Mais uma vez, o CFO volta ao centro dessa discussão. Caberá a ele tomar uma decisão estratégica: seguir com a implementação completa dos IFRS S1 e S2, mesmo diante da flexibilização regulatória e dos impactos no orçamento de curto prazo, ou optar por uma adoção parcial das práticas. Acredito que este seja um momento decisivo para os líderes financeiros. As consequências dessa escolha, porém, serão percebidas ao longo dos próximos cinco, dez anos ou mais, refletindo-se na capacidade das organizações de gerar ou destruir valor. Os temas relacionados à sustentabilidade, especialmente as mudanças climáticas e seus impactos econômicos, continuarão fazendo parte da agenda estratégica das empresas. A capacidade de antecipar riscos, identificar oportunidades e demonstrar transparência ao mercado será cada vez mais um diferencial competitivo. Sobre a autora Rosana Passos de Pádua é Conselheira de Administração do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo (IBEF-SP).  A executiva também faz parte da Governança de instituições como: Itaúsa, Mapfre, Brasilseg, Hmobi, Faber-Castell, CIEE, Engeform e André Guimarães. (*) Disclaimer: Este artigo reflete a opinião do autor, e não do jornal Valor Econômico. O jornal não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações.

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