巴西资讯巴西宏观市场2026年4月27日
巴西新Desenrola计划允许使用FGTS重新谈判债务
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Novo Desenrola permitirá uso do FGTS para renegociação de dívidas
巴西总统卢拉将于本周宣布Desenrola 2.0计划,允许使用服务时间保障基金(FGTS)进行债务重新谈判,政府要求银行提供最高90%折扣,预计惠及数千万人。
为什么值得关注
帮助数千万巴西家庭减轻高利率债务负担,降低违约率。
巴西总统路易斯·伊纳西奥·卢拉·达席尔瓦将于本周(2025年1月27日当周)宣布名为Desenrola 2.0的新计划,允许使用服务时间保障基金(FGTS)进行债务重新谈判。该消息由财政部长达里奥·杜里甘在圣保罗与银行家会晤后确认。计划旨在降低高利率背景下的违约率,涉及信用卡、直接消费信贷和透支等债务。
巴西新Desenrola计划(被称为Desenrola 2.0)将于本周由总统路易斯·伊纳西奥·卢拉·达席尔瓦宣布,将允许使用服务时间保障基金(FGTS)进行债务重新谈判。该信息于本周一(27日)由财政部长达里奥·杜里甘在圣保罗与银行家会晤后确认。杜里甘表示,FGTS的使用将设有限额,即提取的一定百分比,与计划内的债务支付挂钩,但不一定大于债务金额。当天上午,部长在圣保罗与银行家及巴西银行联合会主席艾萨克·西德尼会面,出席者包括BTG Pactual、Itaú Unibanco、Santander、Bradesco和Nubank银行行长;下午还与Citibank代表会晤。杜里甘称,正在完成与金融机构的谈判,以便本周向总统提交家庭债务重新谈判计划。新Desenrola计划旨在降低高利率(信用卡、直接消费信贷和透支月利率6%至10%)背景下的违约率。政府要求银行提供大幅折扣,最高可达90%,例如1万雷亚尔债务次月可能增至1.1万雷亚尔,折扣可帮助家庭摆脱债务循环。计划还将获得运营担保基金(FGO)注资。杜里甘强调,该计划是临时措施,并非定期债务重新谈判计划(Refis),预计惠及数千万人。首期Desenrola Brasil计划已使约1500万人受益,涉及532亿雷亚尔债务。当天下午,部长还会见了Equinor Brasil、Petrogal Brasil、Repsol Sinopec Brasil、Shell Brasil和TotalEnergies EP Brasil等石油天然气公司高管。
CBI 观察编辑判断
该计划通过允许使用FGTS和提供高额折扣,旨在缓解家庭债务压力,但政府强调其为临时措施,并非定期债务重新谈判计划。首期Desenrola已惠及1500万人,新计划预计覆盖更广。
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- 来源
- Agência Brasil — Economia
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- 编辑
- Clara Lin
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Novo Desenrola permitirá uso do FGTS para renegociação de dívidas
O novo programa Desenrola, que vem sendo chamado de Desenrola 2.0, deve ser anunciado esta semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vai permitir o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a renegociação das dívidas.
A informação foi confirmada nesta segunda-feira (27) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em São Paulo, após participar de reuniões com banqueiros.
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“A gente segue trabalhando com a possibilidade de usar o fundo de garantia”, disse o ministro.
Durigan adiantou, no entanto, que haverá um limite para o uso do FGTS no Desenrola.
“A limitação que vai ter para garantia do próprio fundo é um percentual do saque. Então é um saque limitado dentro do programa, vinculado ao pagamento das dívidas do programa, mas não necessariamente sendo maior do que a dívida”, explicou.
Nesta manhã, o ministro esteve reunido na capital paulista com banqueiros e com o presidente da Federação Brasileira de Bancos, Isaac Sidney. Estiveram presentes os presidentes dos bancos BTG Pactual, Itaú Unibanco, Santander, Bradesco e Nubank. À tarde, ele também se reuniu com representantes do Citibank.
“Estamos hoje concluindo as conversas com as instituições financeiras para entregar ao presidente, essa semana, o programa de renegociação das dívidas das famílias brasileiras. Estou voltando para Brasília amanhã e falarei com o presidente para que o anúncio seja feito, possivelmente, ainda esta semana pelo presidente”, disse ele a jornalistas.
De acordo com o ministro, o novo programa Desenrola pretende reduzir os níveis de inadimplência no país, em um cenário de juros ainda elevados, mas com expectativa de queda nos próximos meses. “O programa tem aquela linha geral de exigir reduções de uma dívida que as famílias brasileiras mais sofrem hoje como o cartão de crédito, o CDC (crédito direto ao consumidor) e o cheque especial”, explicou.
Ele também adiantou que o Desenrola vai ter um aporte do Fundo Garantidor de Operações (FGO). “Vai ter um aporte no FGO também, isso está previsto nas medidas que a gente vai colocar. Vai ser o suficiente para a gente garantir a renegociação de quem quiser fazer essa renegociação”, declarou.
Embora não tenha fornecido mais detalhes sobre o novo programa, o ministro disse esperar que os descontos possam alcançar até 90%.
“O que a gente está exigindo, com a contrapartida dos bancos, é que haja uma taxa de juros muito menor do que a praticada nesses três segmentos [CDC, cartão de crédito e cheque especial], que são créditos caros que as pessoas têm que tomar no Brasil. Estamos falando de taxas de juros que variam entre 6% e 10% ao mês. Então, uma dívida de R$ 10 mil, por exemplo, no mês seguinte, ela possivelmente vai ser uma dívida de R$ 11 mil. Uma família brasileira que recebe um salário médio, possivelmente não sairá desse ciclo de atualização da sua dívida. Então, com um desconto amplo, a gente vai chegar a descontos de até 90% nesse programa”, estimou.
Ele ressaltou, no entanto, que o programa não será um “Refis periódico” e ocorrerá apenas como uma medida excepcional.
“Tanto no Desenrola que aconteceu em 2023 quanto no de agora, tratam-se de medidas pontuais e as pessoas não devem contar com a recorrência desse tipo de medida. Nós estamos vivendo uma situação excepcional, as famílias têm um problema, estamos vendo uma guerra e vendo alguns impactos que muitas vezes fogem ao nosso controle. Mas é importante dizer que não se trata de um Refis recorrente”, ressaltou.
Quanto ao número de beneficiados, o ministro declarou que a expectativa do governo é de que milhões de pessoas possam ser atingidas pela nova medida. “Eu espero que a gente atinja dezenas de milhões de pessoas pelo país”, limitou-se a dizer. No primeiro programa Desenrola Brasil, cerca de 15 milhões de pessoas foram beneficiadas com a negociação de R$ 53,2 bilhões em dívidas.
Hoje à tarde o ministro ainda deve se reunir com executivos das empresas Equinor Brasil, Petrogal Brasil, Repsol Sinopec Brasil, Shell Brasil e TotalEnergies EP Brasil. Todas são do setor de petróleo e gás.
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