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巴西资讯巴西税务合规2026年8月1日

巴西Desenrola计划两月现544个诈骗广告,在巴中资企业需警惕品牌冒用

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Falsos anúncios sobre Desenrola Brasil enganam usuários nas redes

巴西联邦政府Desenrola债务重组计划在4月至6月间遭遇544个社交平台诈骗广告,72%冒用政府或银行等品牌形象,在巴中资企业需防范品牌被滥用及用户数据安全风险。

为什么值得关注

544个诈骗广告、72%品牌冒用率、Meta被罚930万雷亚尔——在巴中资企业品牌安全和广告合规面临直接风险。

巴西里约热内卢联邦大学(UFRJ)互联网与社会网络研究实验室(Netlab)调查显示,2025年4月1日至6月14日期间,巴西联邦政府Desenrola Brasil债务重组计划在Meta旗下平台(Instagram、Facebook、WhatsApp、Threads、Messenger及Audience Network)上遭遇544个诈骗广告,来自48个不同页面。其中34个页面冒用官方计划名称发布278个广告,15个页面使用不存在的政府计划名称“Libera Brasil”发布264个广告。诈骗广告在5月该计划第二版推出后明显增多,72%的广告滥用政府或私人品牌(如新闻网站和银行)的名称和形象,38.1%包含AI生成内容。

Netlab调查覆盖了Meta公司旗下全部社交平台及Audience Network广告网络,时间跨度为2025年4月1日至6月14日。诈骗广告来自48个不同页面,其中34个页面使用官方计划名称Desenrola Brasil发布278个广告,15个页面使用不存在的政府计划名称“Libera Brasil”发布264个广告,另有1个页面混合使用两个名称。19.1%的广告链接冒充政府官方渠道,38.1%的广告使用人工智能生成内容。诈骗者通过虚假网站收集用户敏感数据,并将受害者引导至WhatsApp对话继续实施诈骗。Netlab主任Marie Santini指出,此类诈骗自2023年计划首次推出时即已出现,2023年7月巴西司法部曾要求下架广告并对Meta处以930万雷亚尔罚款,但2025年5月计划第二版推出后诈骗广告再次增多。Meta回应称已加强打击欺诈,2025年移除超过1.59亿条欺诈广告,其中92%在用户举报前已被删除,并关闭了Facebook和Instagram上1090万个与犯罪诈骗中心相关的账户。

底稿未涉及中资企业直接受影响的具体案例,但通过品牌冒用和数据泄露机制间接传导风险。在巴从事金融科技、电商、消费信贷的中资企业若使用与政府计划相似的品牌名称或与本地银行合作推广,可能被诈骗者冒用名义,损害品牌信誉并引发用户投诉。同时,巴西消费者保护机构(如Senacon)和司法部对平台广告审核的监管趋严,Meta已因同类问题被罚930万雷亚尔,未来若平台加强广告主资质审核,依赖社交平台投放的中资企业需确保广告合规性,避免因审核标准变化导致投放受阻。此外,诈骗广告收集的用户数据可能流向黑市,对在巴经营数字业务的中资企业的用户数据安全环境构成威胁。

底稿显示,Netlab调查发现72%的诈骗广告滥用政府和私人品牌形象,19.1%冒充官方渠道,38.1%使用AI生成内容,这些数据表明诈骗手段已高度技术化。CBI认为,Meta虽声称已移除1.59亿条欺诈广告并关闭1090万个账户,但Netlab在两个月内仍监测到544个广告,说明平台审核机制存在明显漏洞,单纯依赖事后删除难以根治问题。CBI观察,巴西政府2023年对Meta罚款930万雷亚尔后诈骗广告仍持续出现,反映出执法威慑力不足,未来可能推动更严格的平台监管立法。对于在巴中资企业,品牌保护应纳入合规预算,建议定期监测社交平台上冒用自身品牌或关联政府计划的广告,并建立快速投诉机制。

待观察:一是巴西司法部是否会针对Netlab本次调查结果对Meta采取新的处罚措施,参考2023年930万雷亚尔罚款先例;二是Meta在2025年下半年能否将诈骗广告投诉率维持其声称的“下降50%以上”趋势,可关注其季度安全报告;三是巴西国会是否推进数字平台广告审核责任立法,这将直接影响所有在Meta平台投放广告的企业合规成本。

CBI 观察编辑判断

事实:Netlab两个月监测到544个诈骗广告,Meta已移除1.59亿条欺诈广告。CBI认为:平台事后删除模式无法根治问题,巴西监管可能从罚款转向强制审核义务,在巴中资企业应提前将品牌监测纳入合规流程。

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信息概要

类型
风险事件
方向
巴西
分类
税务合规
层级
编辑整理
地点
在巴金融科技、电商、消费信贷中资企业,及依赖Meta平台投放广告的企业。
核验
待核验
对象
在巴中资企业平台企业金融机构
话题
合规政策法律

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Falsos anúncios sobre Desenrola Brasil enganam usuários nas redes
原始语言
葡萄牙语
原文链接
查看原文 →
编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Falsos anúncios sobre Desenrola Brasil enganam usuários nas redes

Em apenas dois meses e meio, 544 falsos anúncios sobre o programa Desenrola Brasil, do governo federal, foram veiculados em redes sociais, para praticar golpes contra seus usuários. A constatação é de um levantamento do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais (Netlab), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O estudo foi feito com as redes sociais mantidas pela empresa Meta (Instagram, Facebook, WhatsApp, Threads e Messenger) além da Audience Network, através da qual, segundo os pesquisadores, a empresa veicula anúncios em aplicativos de terceiros. Notícias relacionadas: Desenrola Brasil: saiba como usar FGTS para pagar dívidas em atraso. Os pesquisadores analisaram essas plataformas entre 1º de abril e 14 de junho deste ano e revelaram que as fraudes foram feitas por 48 páginas diferentes. A maioria delas (34) usou o nome oficial do programa (Desenrola Brasil) para publicar 278 anúncios e enganar os usuários. Outras 15 páginas usavam um programa governamental inexistente, que foi chamado de Libera Brasil, para publicar 264 anúncios. Uma das páginas misturava os dois nomes para praticar sua fraude. O Desenrola Brasil foi um programa criado em 2023 com o objetivo de facilitar a renegociação de dívidas pelos consumidores. Em maio deste ano, o governo lançou uma segunda versão do programa. Segundo o Netlab, os golpes que usam anúncios falsos sobre o programa começaram logo que a primeira versão foi lançada, em 2023. Em julho daquele ano, de acordo com o grupo de pesquisa, o Ministério da Justiça determinou a retirada dos anúncios do ar e uma medida cautelar foi determinada, o que resultou em uma multa de R$ 9,3 milhões contra a Meta. Os anúncios continuaram neste ano e, em maio, ganharam força, depois do lançamento da segunda versão do Desenrola Brasil, de acordo com o Netlab. Os pesquisadores constataram que a maioria dos anúncios (72%) faz uso indevido do nome e da imagem do governo e/ou de marcas privadas como sites de notícias e bancos. Além disso, 19,1% deles promovem links que se passam por canais oficiais do governo e 38,1% apresentam conteúdo gerado por inteligência artificial. “As pessoas não sabem que tantos anúncios fraudulentos estão circulando nas redes sociais sem nenhum tipo de fiscalização, de filtro ou de sistema de segurança. Então, isso torna cada vez mais perigoso, porque as pessoas veem anúncios legítimos e ilegítimos numa mesma plataforma, misturados. Para o usuário, é muito difícil diferenciar e, claro, isso torna as pessoas cada vez mais vulneráveis”, explica a diretora do Netlab, Marie Santini. Ao atrair os usuários das redes sociais para seus sites fraudulentos, os golpistas coletam dados sigilosos e pessoais além de direcionar a vítima para conversas de WhatsApp, onde outras etapas do golpe são conduzidas. O estudo destaca que os anunciantes golpistas usam estratégias de manipulação comuns a esse tipo de anúncios fraudulentos relacionados a políticas públicas, como promessas de soluções financeiras irreais e falsa urgência para induzir cliques. Marie Santini defende que as plataformas digitais deveriam ter sistemas de controles que verificassem a legitimidade dos anunciantes e analisassem os próprios conteúdos dos anúncios. “É obrigação daquele que presta o serviço garantir segurança e qualidade para o consumidor. E o que as autoridades públicas deveriam fazer para impedir esse tipo de crime? As autoridades precisam punir as plataformas”, afirma. Meta Por meio de nota, a Meta informou que o combate a fraudes e golpes online é uma prioridade. “Estamos intensificando nossos esforços utilizando tecnologia de inteligência artificial, modelos de linguagem de grande escala (LLMs) e reconhecimento facial para detecção e remoção de conteúdos, aplicando políticas rigorosas e oferecendo ferramentas de segurança e alertas”. De acordo com a Meta, as denúncias de usuários sobre anúncios de golpes caíram mais de 50% entre meados de 2024 e final de 2025. “Em 2025, removemos mais de 159 milhões de anúncios fraudulentos por violarem nossas políticas, sendo 92% deles antes de serem denunciados, e também desativamos 10,9 milhões de contas no Facebook e Instagram associadas a centros de aplicação de golpes de criminosos”. A Meta conclui que não permite atividades fraudulentas ou que violem os Padrões da Comunidade ou de Publicidade. “Usamos uma combinação de tecnologia e revisão humana para identificar e remover conteúdos violadores, o que temos feito em relação ao Desenrola Brasil. A Meta reforça ainda que coopera e responde a requisições das autoridades brasileiras nos termos da legislação aplicável”.

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