巴西资讯巴西金融监管2026年4月22日
BRB股东批准最高881亿雷亚尔增资计划以应对危机
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Acionistas aprovam aumento de capital do BRB em até R$ 8,81 bilhões
巴西利亚银行(BRB)股东于本周三批准了上限达881亿雷亚尔的增资提案,旨在应对因收购Master Bank信贷而引发的严重财务与制度危机,同时大会批准了新任行长及两名董事的任命。
为什么值得关注
此次增资是BRB应对严重财务危机的关键举措,其进展与成效将直接影响该国有银行的稳定及巴西利亚联邦区的金融环境。
巴西利亚银行(BRB)的股东于本周三(22日)举行的特别股东大会上,批准了这家国有银行上限达881亿雷亚尔的增资提案。该提案计划以每股5.36雷亚尔的价格发行普通股和优先股进行私人认购,旨在确保银行资本充足率、扩大业务增长能力并加强资本结构。此次大规模增资是BRB应对其因收购Master Bank资产而陷入的严重财务和制度危机的关键举措。大会还批准了现任行长Nelson Antônio de Souza以及Joaquim Lima de Oliveira和Sergio Iunes Brito进入董事会的任命。
根据股东批准的提案,BRB将发行的普通股和优先股上限为881亿雷亚尔,每股发行价为5.36雷亚尔,用于私人认购。银行管理层预计,通过此次增资,银行的股本将从目前的23.44亿雷亚尔至少增加到28.8亿雷亚尔,最高可达111.6亿雷亚尔。增资旨在确保银行资本充足率处于适当水平,扩大公司的业务增长能力,并加强其资本结构,从而巩固其审慎和资产指标。为实现该提案,股东已授权银行董事会采取一切必要措施来实施增资。BRB的主要股东是持有53.7%股份的联邦区政府(GDF)。
此次增资计划是BRB应对其历史上空前的制度危机的关键一步。该危机源于联邦警察于2025年11月启动的“零合规行动”第一阶段,该行动揭露了一个金融欺诈计划,并公开了BRB因收购Master Bank的信贷而蒙受的数十亿雷亚尔损失。Master Bank的实际控制人Daniel Vorcaro自今年3月初以来一直被拘留,调查的进展导致BRB前行长Paulo Henrique Costa(PHC)被停职和逮捕。这位前高管涉嫌参与金融犯罪、腐败、洗钱和有组织犯罪。
在危机背景下,BRB近期也采取了其他措施以处置问题资产。就在本周一(20日),BRB宣布已与投资基金管理公司Quadra Capital签署谅解备忘录,以处置从Master Bank购买的资产。根据协议,Quadra Capital承诺支付30亿至40亿雷亚尔现金购买BRB从Master收购的信贷,并根据这些票据的催收结果,再支付110亿或120亿雷亚尔。信贷催收操作将由一个投资基金管理并进行资产货币化,BRB和Quadra都将持有该基金的股份。不过,该交易仍需巴西中央银行(BC)的分析与批准。
股东大会上,除了批准增资计划,还正式批准了该机构现任行长Nelson Antônio de Souza以及Joaquim Lima de Oliveira和Sergio Iunes Brito进入董事会的任命。这一系列举措,包括大规模增资、问题资产处置以及管理层调整,共同构成了BRB试图稳定资本、恢复运营能力并走出当前困境的核心战略。
CBI 观察编辑判断
BRB此次高达881亿雷亚尔的增资规模远超其当前股本,凸显了危机之深与拯救决心。增资与资产处置双管齐下,但最终效果仍需观察巴西央行的审批及市场认购情况。
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- Agência Brasil — Economia
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- Acionistas aprovam aumento de capital do BRB em até R$ 8,81 bilhões
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- Clara Lin
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Acionistas aprovam aumento de capital do BRB em até R$ 8,81 bilhões
Os acionistas do Banco de Brasília (BRB) aprovaram, nesta quarta-feira (22), a proposta de aumento de capital da instituição estatal, cujo principal acionista é o Governo do Distrito Federal (GDF), que detém 53,7% das ações.
A proposta aprovada durante a Assembleia Geral Extraordinária desta manhã prevê que o banco emita ações ordinárias e preferenciais até o limite de R$ 8,81 bilhões. Cada ação será emitida por R$ 5,36 no mercado, para subscrição privada.
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A expectativa dos dirigentes do BRB é que, com a emissão de ações, o capital social do banco passe dos atuais R$ 2,344 bilhões para, no mínimo, R$ 2,88 bilhões. Já o máximo previsto chegaria a R$ 11,16 bilhões.
Ainda de acordo com o BRB, o aumento de capital visa a assegurar níveis adequados de capitalização do banco; ampliar a capacidade de crescimento das operações da companhia e reforçar sua estrutura de capital, fortalecendo seus indicadores prudenciais e patrimoniais.
Para viabilizar a proposta, os acionistas autorizaram o Conselho de Administração do banco a tomar todas as providências necessárias ao aumento de capital.
Também foram homologadas na assembleia as nomeações do atual presidente da instituição, Nelson Antônio de Souza, e de Joaquim Lima de Oliveira e de Sergio Iunes Brito para o Conselho de Administração.
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Crise institucional
Criado em 1964, o BRB enfrenta uma crise institucional sem precedentes em sua história. Ao deflagrar a primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025, a Polícia Federal expôs um esquema de fraudes financeiras, tornando público que o BRB teve um prejuízo bilionário ao adquirir créditos do Banco Master.
O controlador do Master, Daniel Vorcaro está preso desde o início de março deste ano, e os desdobramentos da investigação resultaram no afastamento e na prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa (PHC). O ex-executivo é suspeito de envolvimento em crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Na segunda-feira (20), o BRB anunciou que assinou um memorando de entendimento com a empresa gestora de fundos de investimentos Quadra Capital para se desfazer de ativos comprados do Banco Master.
A gestora se comprometeu a pagar, à vista, entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões pelos créditos que o BRB adquiriu do Master, e mais R$ 11 bilhões ou R$ 12 bilhões, a depender dos resultados alcançados na cobrança destes títulos.
A operação de cobrança dos créditos será feita por um fundo de investimento para a gestão e monetização dos ativos, do qual o BRB e a Quadra terão ações. A negociação ainda precisa ser analisada pelo Banco Central (BC).
“Obviamente, o fundo de investimento a ser estruturado vai ter que performar. A Quadra só fará os pagamentos das parcelas restantes se o fundo obtiver retorno. Ou seja, se ela conseguir receber, dos devedores, ao menos parte considerável dos créditos que o BRB comprou do Master”, disse o economista e professor da Universidade de Brasília, César Bergo, à Agência Brasil.
Com larga experiência no setor financeiro, Bergo acredita que, se aprovado, o acordo entre BRB e a Quadra pode “atenuar” a crise do banco público, mas não resolverá a situação.
“É um negócio que possibilita ao BRB respirar um pouco, por aparelhos, mas serão necessárias outras ações. E, por isso, ele está pedindo [mais de R$ 6 bilhões] de empréstimo ao Fundo Garantidor de Créditos [FGC] e sinalizando a intenção de implementar uma administração austera, com uma possível mudança da estratégia de negócios”, finalizou Bergo.
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