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调查:61%巴西人每月个人护理支出超100雷亚尔

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Gastos com HPC superam R$ 100 mensais para 61% dos brasileiros

Valometry调查显示,61%的巴西消费者每月在个人护理与美容(HPC)上的支出超过100雷亚尔,实体店仍是首选渠道。

Valometry公布的一项调查显示,61%的巴西消费者每月在个人护理与美容(HPC)上的支出超过100雷亚尔。该研究由Valometry与Brazil Panels合作开展,基于2026年8月进行的1113次访谈。

从支出分布看,43%的消费者每月花费101至350雷亚尔,18%花费351雷亚尔以上,另有39%将支出控制在100雷亚尔以内。D/E阶层中,54%的受访者处于两个最高支出区间;C阶层中,101至350雷亚尔区间集中了47%的消费者;A/B阶层的分布更为均衡,35%每月支出不超过100雷亚尔,33%为101至350雷亚尔,32%为351雷亚尔以上。

品牌偏好方面,88%的巴西人重视国产品牌,83%认为本地产品与全球最佳产品同样好。但进口产品仍与价格和声望挂钩:66%的受访者认为值得为其支付更高价格,64%认为进口产品更具身份象征。国产品牌在身体护理(67%)、护发(65%)和面部护理(53%)品类中更受青睐;而在彩妆这类与欲望相关的品类中,偏好进口产品者占23%,认为进口与国产等同者占30%,合计53%,超过仅偏好巴西品牌的43%。Valometry洞察与战略负责人Aluysio Athayde表示:“本地能力已不再受到质疑,因为消费者认可它。留存下来的是进口产品的象征溢价,是这个标签仍然承载的身份感。”

渠道方面,实体店以58%的偏好度领先,数字渠道和经销商分别占27%和14%。化妆品专营店以42%的提及率位居购买场所首位,药房和药店以37%居次,超市为33%,目录渠道为31%。

消费者行为还显示出怀疑态度:68%的巴西人不信任标签上的成分信息;74%曾因健康原因停用化妆品,主要避开未标明的化学化合物(24%)、除臭剂中的铝(17%)以及可能具有激素作用的物质(17%)。72%认为美容流程过于复杂,79%优先选择提供简单性和已验证功效的品牌。购买决策中,产品本身被提及最多,占33%,其次是价格(22%)、推荐(20%)、ESG(16%)和品牌(10%)。内容创作者以32%的提及率领先新产品的发现渠道,但在信任度上,皮肤科医生(24%)和家人(19%)更突出。60岁以上受访者中,54%认为网红创立的品牌可与传统品牌同等质量;23%的巴西人已使用人工智能助手研究或选择化妆品。

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信息概要

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行业趋势
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巴西
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Gastos com HPC superam R$ 100 mensais para 61% dos brasileiros

Um levantamento divulgado pela Valometry revelou que mais da metade dos consumidores brasileiros (61%) acumula gastos com HPC que ultrapassam a marca de R$ 100 mensais . Os dados fazem parte do estudo Branding Brasil Segmentos: Beleza e Cuidados Pessoais , realizado pela empresa em parceria com a Brazil Panels com base em 1.113 entrevistas feitas em agosto de 2026 . Entre os consumidores brasileiros, 43% gastam de R$ 101 a R$ 350 por mês com HPC , enquanto 18% desembolsam R$ 351 ou mais. Outros 39% mantêm as despesas em até R$ 100. Na classe D/E, 54% dos entrevistados estão nas duas faixas de maior gasto, segundo o levantamento . Na classe C, a faixa de R$ 101 a R$ 350 concentra a maior parcela dos consumidores, com 47%. Nas classes A/B, a distribuição é mais equilibrada — 35% gastam até R$ 100 por mês, 33% desembolsam de R$ 101 a R$ 350 e 32% gastam R$ 351 ou mais. Distribuição dos gastos com HPC Fonte: Valometry Distribuição dos gastos com HPC por classe Fonte: Valometry O levantamento também mostra que 88% dos brasileiros valorizam marcas nacionais e 83% consideram os produtos locais tão bons quanto os melhores do mundo. Apesar da confiança nos produtos nacionais, os importados ainda são associados a preço e prestígio , considerando que 66% dos entrevistados afirmam que vale a pena pagar mais por eles, e 64% acreditam que esses itens conferem mais status. No entanto, os produtos nacionais são preferidos nas categorias de cuidados com o corpo, com 67%, cabelo, com 65%, e rosto, com 53%, segundo o levantamento. Já nas categorias associadas ao desejo, como a maquiagem , a soma dos que preferem importados, 23%, com os que julgam ambos equivalentes, 30%, atinge 53%, superando a parcela de 43% que demonstra preferência exclusiva por marcas brasileiras. “A competência local não está mais em julgamento, pois o consumidor a reconhece. O que sobrevive é o prêmio simbólico do importado, o status que esse rótulo ainda carrega”, afirma Aluysio Athayde , head de insights e estratégia do Valometry. Levantamento analisa principais canais de venda de HPC As lojas físicas lideram os canais de compra de HPC , com 58% da preferência dos consumidores. A possibilidade de experimentar os produtos presencialmente é um dos fatores associados a essa escolha, colocando-a na frente dos canais digitais e dos revendedores, que agregam 27% e 14%, respectivamente. Principais canais de venda de HPC Fonte: Valometry As farmácias e drogarias são o segundo tipo de estabelecimento mais citado para compras de HPC , com 37% das menções. Ficam atrás das lojas especializadas em cosméticos, com 42%, e à frente dos supermercados, com 33%, e dos catálogos, com 31%. Em julho, o Panorama Farmacêutico revelou dados de uma pesquisa da Close-Up International apontando que o varejo farmacêutico está assumindo um papel crescente como canal de conveniência para o shopper de produtos de cuidados pessoais. “Nos últimos 12 meses encerrados em maio, a categoria representou 6,5% dos valores movimentados e 11% do volume de unidades comercializadas. Considerando somente não medicamentos, a representatividade vai para 21,6% em valores e 28,3% em unidades”, destaca Fernanda Rebelo , analista sênior de market insights da consultoria. Estabelecimentos mais procurados no mercado de HPC Fonte: Valometry Transparência e praticidade ganham destaque nos carrinhos O comportamento do consumidor também revela ceticismo, com 68% dos brasileiros desconfiando das informações sobre ingredientes nos rótulos . Por motivos de saúde, 74% já deixaram de usar cosméticos, evitando principalmente compostos químicos não especificados (24%), alumínio em desodorantes (17%) e substâncias com potencial efeito hormonal (17%). Além disso, 72% consideram a rotina de beleza complicada demais , e 79% priorizam marcas que oferecem simplicidade e eficácia comprovada. Na decisão de compra, o produto é o fator mais citado, com 33%, seguido por preço (22%), recomendação (20%), ESG (16%) e marca (10%). Por fim, os criadores de conteúdo lideram a descoberta de novos itens, sendo citados por 32% dos entrevistados . Na confiança, porém, destacam-se os dermatologistas, com 24%, e os familiares, com 19%. “A marca não opera sozinha. Seu valor pode estar justamente na capacidade de contaminar os demais critérios, como fazer o produto parecer melhor, sustentar um preço, dar segurança à recomendação e reduzir o risco de escolha”, adiciona o executivo. Entre os entrevistados com mais de 60 anos, 54% acreditam que marcas criadas por influenciadores podem ter a mesma qualidade das tradicionais. O levantamento também mostra que 23% dos brasileiros já utilizam assistentes de inteligência artificial para pesquisar ou escolher cosméticos .

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