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巴西联合体信贷前8月增24.2%,专业顾问短缺拖累行业信任

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Consórcios crescem 24,2% e expõem falta de consultores

巴西联合体系统2026年前8月信贷销售额达3895.9亿雷亚尔,同比增24.2%,高利率推动消费者转向无息替代方案;但销售端专业顾问严重不足,行业呼吁强制职业认证以遏制不当销售。

为什么值得关注

3895.9亿雷亚尔销售额、24.2%增速、1355万活跃参与者,专业顾问短缺可能触发央行投诉排名上升和行业认证监管收紧。

巴西联合体管理协会(ABAC)数据显示,2026年1月至8月,巴西联合体系统信贷销售额达3895.9亿雷亚尔,同比增长24.2%,售出382万份份额,活跃参与者达1355万人。即使9月16日降息后Selic利率仍为13.75%,高融资成本推动消费者转向无息联合体购买房产、车辆和服务。但销售高速增长暴露出专业顾问短缺问题,Oficial Corretora首席执行官Luiz Antonio Weber警告,不当销售正在侵蚀市场信任,行业需强制认证。

根据巴西联合体管理协会(ABAC)数据,2026年1月至8月,巴西联合体系统信贷销售额达3895.9亿雷亚尔,较2025年同期增长24.2%;期间售出382万份份额,增长15.1%;截至8月,活跃参与者总数达1355万人。这一扩张发生在信贷昂贵的环境中——即使9月16日降息后,Selic利率仍为13.75%年利率,推高融资成本,促使消费者寻求无息替代方案购买房产、车辆和服务。

原文未涉及中资企业直接影响。从传导机制看,联合体作为巴西本地消费信贷工具,其增长反映的是巴西消费者在高利率下对融资替代方案的需求变化,对在巴中资企业的直接影响有限。若中资企业涉及巴西本地汽车、房产或服务销售,可关注联合体渠道的客户支付能力变化,但原文未提供相关数据支撑。

CBI 解读:联合体销售24.2%的增速与Selic 13.75%的高利率环境直接相关。原文显示,Oficial Corretora首席执行官Luiz Antonio Weber明确指出,融资更贵更难,联合体越来越被视为战略和财务规划工具。但这一增长的质量存疑——Weber警告,许多投诉源于信息失误、说明不足和预期未对齐,更专业的销售人员可避免这些问题。当份额销售未考虑客户财务现实和目标时,客户会感到受损甚至受骗,导致市场信任丧失。CBI 观察,这一矛盾并非巴西独有:任何高速扩张的销售驱动型金融产品,若前端顾问能力跟不上,后端投诉和信任危机往往滞后爆发。ABAC已有培训举措,但Weber主张的强制认证、最低培训和更严格的中介授权控制,意味着行业可能面临类似房地产经纪(CRECI)和保险经纪(Susep)的监管路径。管理公司受巴西中央银行监管,央行每半年发布投诉排名,这一公开机制可能成为行业整肃的催化剂。

待观察:第一,巴西中央银行下一期联合体行业投诉排名发布时间及投诉量变化;第二,ABAC或相关监管机构是否就强制职业认证提出具体立法或监管提案;第三,Selic利率后续走势对联合体销售增速的边际影响。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
金融监管
层级
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影响谁
在巴中资企业金融机构投资者
话题
金融行业趋势
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Consórcios crescem 24,2% e expõem falta de consultores

O sistema de consórcios somou R$ 389,59 bilhões em créditos comercializados de janeiro a agosto de 2026, volume 24,2% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). No período, foram vendidas 3,82 milhões de cotas, alta de 15,1%, e o total de participantes ativos chegou a 13,55 milhões em agosto. A expansão ocorre em um ambiente de crédito caro. Mesmo após o corte de 16 de setembro, a taxa Selic permanece em 13,75% ao ano, nível que encarece financiamentos e leva consumidores a buscar alternativas sem incidência de juros para adquirir imóveis, veículos e serviços. O avanço das vendas, porém, traz à tona uma questão menos visível: a escassez de profissionais preparados para orientar o cliente antes da assinatura do contrato. Para Luiz Antonio Weber, CEO da Oficial Corretora, o desempenho do setor tem relação direta com o custo do dinheiro. "O crescimento da procura por consórcios está muito ligado ao alto custo do crédito e às taxas de juros elevadas. Com o financiamento mais caro e mais difícil, o consórcio passou a ser visto cada vez mais como uma ferramenta de estratégia e planejamento financeiro", afirma. O executivo observa que esse movimento altera o perfil exigido de quem atua no atendimento. "Hoje, não basta apenas vender uma cota. O mercado exige alguém capaz de entender o objetivo do cliente e orientar a contratação de forma mais consultiva", diz. Conhecimento além da cota Segundo Weber, o ponto de partida é verificar se a modalidade atende de fato à necessidade do consumidor. "O consórcio é uma excelente ferramenta, mas pode não ser a melhor opção para quem precisa de algo muito imediato", pondera. Ele acrescenta que o consultor deve dominar noções de matemática financeira para demonstrar cenários, custos e viabilidade da operação, além de conhecer o grupo ofertado, a administradora e todo o processo de pós-contemplação. As administradoras são supervisionadas pelo Banco Central, que publica semestralmente um ranking de reclamações dedicado ao segmento. Na avaliação do CEO, boa parte das queixas decorre de falhas de informação, esclarecimentos insuficientes e expectativas mal alinhadas. "Na prática, muitas dessas situações poderiam ser evitadas com um profissional mais preparado, que explicasse de maneira correta como o consórcio funciona antes da assinatura. Por isso, informação e transparência são fundamentais para uma venda responsável", acentua. Confiança em risco Quando a cota é vendida sem considerar a realidade financeira e os objetivos do cliente, o principal efeito, conforme Weber, é a sensação de prejuízo ou até de engano. "Isso gera um efeito muito prejudicial para todo o mercado: a perda de confiança. Hoje, bons profissionais acabam sofrendo também com a atuação de pessoas mal-intencionadas, inclusive com casos de falsas ofertas de cartas contempladas ou promessas que não existem na prática", alerta. O executivo lembra que a credibilidade abalada não se restringe ao vendedor envolvido, mas atinge a imagem de todo o setor. "Por isso, uma venda mal conduzida pode gerar um prejuízo muito maior do que uma simples reclamação: ela pode comprometer a confiança do consumidor no próprio mercado de consórcios", avalia. Certificação em debate Representante comercial há quase 20 anos, com registro no Conselho Regional dos Representantes Comerciais (CORE) e no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI), Weber defende que o consórcio siga a lógica de outras atividades de intermediação, como a corretagem de imóveis e a de seguros, esta vinculada à Superintendência de Seguros Privados (Susep). "Para atuar como corretor de imóveis, existe a exigência do CRECI. Para atuar como corretor de seguros, existe habilitação e registro específicos junto à Susep. Então, na minha visão, não faz sentido que um produto financeiro como o consórcio, que envolve compromissos de longo prazo e pode gerar um grande prejuízo ao consumidor quando vendido de forma inadequada, não tenha uma certificação profissional mais rígida para quem o comercializa", argumenta. Ele aponta a existência de operações com recrutamento massificado, alta rotatividade e discursos de enriquecimento rápido, em modelos que, em alguns casos, lembram estruturas de marketing multinível. "O problema é que essas pessoas podem passar um ou dois meses no mercado, fazer promessas que não deveriam ser feitas, gerar frustração no consumidor e depois simplesmente deixar a atividade. Quem permanece no mercado, constrói carreira e trabalha de forma séria acaba pagando a conta desse comportamento", assinala. "A ABAC já possui iniciativas importantes de capacitação, mas acredito que precisamos ir além: ter uma certificação obrigatória, formação mínima e maior controle sobre quem está autorizado a intermediar uma operação de consórcio. Isso protegeria o consumidor, valorizaria os bons profissionais e elevaria o nível de todo o setor", propõe. Formação prática e união da categoria Outro desafio citado pelo CEO é a entrada de pessoas sem o preparo necessário. "Na minha visão, o profissional não deveria simplesmente chegar e começar a vender. Precisaria passar por uma formação prática, quase como um estágio, acompanhando profissionais mais experientes, entendendo o produto, o atendimento e o pós-venda antes de assumir sozinho uma negociação", explica. Weber também defende maior troca de conhecimento entre corretores, diante de um público amplo que ainda não conhece o produto. "Se conseguirmos unir mais os profissionais e elevar o nível de preparação de quem entra no mercado, todo mundo ganha: o cliente, o corretor, as administradoras e o próprio sistema de consórcios", conclui. Com recorde de negócios no acumulado do ano, o setor entra no último trimestre de 2026 diante da tarefa de acompanhar a expansão comercial com profissionais aptos a orientar compromissos de longo prazo. A discussão sobre certificação e formação mínima ganha espaço justamente quando mais brasileiros recorrem ao consórcio como alternativa ao crédito tradicional. Para mais informações, basta acessar: http://www.corretoraoficial.com.br

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