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巴西柠檬淡季价格暴涨226%,暴雨打乱新季花期

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Preço do limão está acima da média, mesmo na entressafra

年初过量降雨压低产量,圣保罗州塔希提柠檬生产者价格6月至8月累计上涨226.4%,批发端涨幅最高达374%,预计年底新季上市后回落。

为什么值得关注

淡季价格涨226%,批发端涨374%,11月新季上市节奏和2027年初厄尔尼诺是价格能否回落的关键变量。

2026年淡季期间,巴西柠檬价格反常高企。圣保罗州柑橘带(占全国产量80%)塔希提柠檬生产者价格从6月的每箱27.2公斤32.10雷亚尔涨至8月的104.78雷亚尔,累计涨幅226.4%,较2025年8月高出71%。Ceagesp批发价从5月的每公斤1.82雷亚尔涨至9月底的8.62雷亚尔,涨幅374%。年初过量降雨影响开花与坐果,叠加出口竞争和高温内需,预计年底新季上市后价格才恢复正常。

巴西柠檬市场在2026年淡季出现罕见价格走势。Cepea/Esalq(应用经济学高级研究中心)研究员Renato Garcia Ribeiro向Agência Brasil表示,柠檬价格历史波动性极高,当前困境源于年初的特殊降雨状况,直接影响了开花。Conab(国家供应公司)调查显示,在圣保罗州柑橘带(占全国产量80%),塔希提柠檬生产者价格从6月的每箱27.2公斤32.10雷亚尔涨至7月的55.60雷亚尔,8月进一步升至104.78雷亚尔,6月至8月累计涨幅226.4%,较2025年8月同比高出71%。批发端涨幅更为剧烈:全国最大批发市场Ceagesp的价格从5月淡季初的每公斤1.82雷亚尔涨至9月底峰值的8.62雷亚尔,涨幅374%;米纳斯吉拉斯州CeasaMinas-Grande BH从2.50雷亚尔涨至8.50雷亚尔,涨幅240%。Conab解释,柠檬市场通常1月和2月为旺季高峰,3月和4月产量下降但稳定,5月底进入真正淡季,持续到9月中旬新季开始。今年突然上涨源于淡季初供应较往年下降,过量降雨影响了可商业化果实的数量和质量以及下一季的形成。年初湿度高、阴天多,增加了浅色果实数量并阻碍采收。此外,约11%产量出口(主要销往欧洲)带来国内外市场竞争,8月和9月高温又推动内需增加。Conab指出,构成下半年供应的主要开花期在7月,受到主产区Matão和Bebedouro超平均降雨影响,该开花期要到11月中旬才能产生大量果实。过量降雨还损害了之前开花期的坐果,减少了本应缓解9月和10月短缺的果实数量。受影响最严重的Bebedouro和Matão集中了柑橘带约68%的柠檬和青柠种植面积,产出的果实中88%为塔希提柠檬。其他较次要地区包括Limeira、Votuporanga和São José do Rio Preto。

原文未涉及中资企业直接影响。从贸易链条看,巴西柠檬出口约11%产量、主要销往欧洲,中国并非巴西柠檬主要出口目的地,因此本轮价格波动对在巴中资企业的直接传导有限。若中资企业涉及巴西本地食品饮料加工、餐饮供应链或批发贸易,原料成本上升可能通过Ceagesp等批发市场价格传导至采购环节,但原文未提供相关中资企业的具体敞口数据。

CBI观察:原文数据显示,本轮涨价的核心驱动是供给端——年初降雨打乱开花节奏,7月关键开花期再遭超平均降雨,导致9月和10月本应上市的果实数量减少。这与以往淡季价格温和回落的规律明显不同。CBI认为,当前价格已处于异常高位,Ceagesp价格上周开始下降,但能否持续取决于11月中旬新季果实上市量。值得区分的是,Conab技术人员认为厄尔尼诺今年对柠檬生产影响不大,7月异常降雨和风影响开花时现象强度仍较低,因此不能断言它是市场变化主因,只能说促成了这一局面。Cepea/Esalq研究员Renato Ribeiro则提示,气候条件的影响可能延续到明年,2027年初强厄尔尼诺可能增加高温和缺水,使植物受胁迫并影响春末夏初开花。

待观察:第一,11月中旬新季果实上市量是否如Conab预期形成大量供应,Ceagesp批发价能否延续上周的下降趋势;第二,2027年初厄尔尼诺强度及对圣保罗州柑橘带开花期的实际影响,可跟踪Conab和Cepea/Esalq的月度产量与价格报告;第三,巴西柠檬出口节奏变化,尤其是对欧洲市场出口量是否因高价而调整,进而影响国内供应余量。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
影响谁
贸易商在巴中资企业投资者
话题
行业趋势市场
查看原文(葡萄牙语)

Preço do limão está acima da média, mesmo na entressafra

Mesmo em período de entressafra, o limão está caro para o consumidor além da média. A razão está na pouca produção, e quem tem cobra pela dificuldade em garantir a colheita. "O limão tem como uma de suas características ter uma volatilidade muito alta em seu histórico de preços, diferente do que estamos acostumados a ver em outras plantas. O momento atual é um período bem precário, com uma condição especial de chuvas que afetou a florada no começo do ano", explicou à Agência Brasil o pesquisador Renato Garcia Ribeiro, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq). Notícias relacionadas: Cesta básica ficou mais barata em 25 capitais em agosto. Safra de cana-de-açúcar deve crescer 4,7% em relação ao ano de 2025. Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que no cinturão cítrico paulista, de onde sai 80% da produção nacional, a média do preço pago ao produtor do limão tahiti passou de R$ 32,10 pela caixa de 27,2 kg em junho para R$ 55,60 em julho e R$ 104,78 em agosto. O aumento acumulado no período foi de 226,4%. Ao comparar o preço da caixa de 27,2 kg paga ao produtor em agosto deste ano ao de agosto de 2025, a diferença foi 71% maior para o corrente ano. O preço do atacado no maior entreposto do país, o Ceagesp, na capital paulista, teve aumento de 374%, cotado a R$ 1,82 o quilo no início da entressafra, em maio, e indo para R$ 8,62 no pico em fins de setembro, e de 240% na CeasaMinas - Grande BH, onde a variação foi de R$ 2,50 para R$ 8,50. “Normalmente, o mercado do limão funciona da seguinte maneira: em janeiro e fevereiro há o pico da safra. Em março e abril a produção cai, mas fica estável, com a entrada na entressafra propriamente dita em fins de maio. Esse período se estende até meados de setembro, quando começa a entrar a nova safra”, explicou a Conab. O aumento repentino se deu pela queda na oferta do começo da entressafra, em relação aos anos anteriores, pois o excesso de chuvas afetou a quantidade e qualidade comercializável e a formação da próxima safra. A umidade maior no começo do ano, assim como o aumento de dias nublados, aumentaram a quantidade das frutas mais claras e dificultaram a colheita. Somam-se a esses fatores a competição entre o mercado interno e externo - vendemos cerca de 11% da safra, principalmente para a Europa - e o aumento da demanda interna com o calor em agosto e setembro. "A principal florada para compor a oferta no segundo semestre, ocorrida em julho, foi afetada por chuvas acima da média que caíram nas principais regiões produtoras [Matão e Bebedouro], e essa florada somente deve gerar volume relevante da fruta a partir de meados de novembro", esclarece a Conab.  Além disso, aponta a central, esse excesso de chuvas prejudicou também o pegamento de frutos de floradas anteriores, reduzindo justamente a quantidade da fruta que deveria aliviar a escassez em setembro e outubro. As regiões mais impactadas foram Bebedouro e Matão, municípios que concentram aproximadamente 68% da área de produção dos limões e limas do cinturão. Dos frutos produzidos, 88% é de limão tahiti . Outras áreas com menor relevância foram Limeira, Votuporanga e São José do Rio Preto. A normalização dos preços da fruta está prevista para o fim do ano, com a chegada da nova safra.  Na última semana, os preços na Ceagesp começaram a diminuir, mas não é possível afirmar que se manterão nesta tendência.  "O impacto maior foi no volume de produção. Tivemos anos anteriores bons, mas houve impacto da condição climática, que deve se estender para o próximo ano", estima o pesquisador Renato Ribeiro, do Cepea/Esalq.  Há, ainda, segundo especialistas no tema, o risco para a próxima safra, pois o cenário de El Niño forte no começo de 2027 pode aumentar o calor e o déficit hídrico, estressando as plantas e afetando a florada no final da primavera e início do verão.  Os técnicos da Conab consideram que o El Niño teve pouco impacto na produção de limão este ano.  "Mesmo no mês de julho, quando chuvas e ventos anormais afetaram a florada, o fenômeno era de intensidade ainda baixa. Então não podemos afirmar que foi a causa principal das alterações ocorridas nesse mercado. Podemos dizer que contribuiu para essa configuração, mas não foi o fator principal", avaliam.

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