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巴西资讯双边宏观市场2026年9月25日

美国主导15国「美洲盾牌」剑指中国拉美影响力,巴西未受邀

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Escudo das Américas usa cartéis para barrar China, dizem especialistas

美国领导15个拉美国家组成「美洲盾牌」联盟,以打击贩毒为名将24个贩毒集团列为恐怖组织,专家评估其意在遏制中国在拉美的经济影响力。巴西未受邀参与,中资企业在拉美的贸易与投资环境面临更大地缘政治压力。

为什么值得关注

15国联盟推动OEA决议,中资矿业、能源企业在拉美的供应链和投资审查风险上升,巴西立场是关键变量。

由美国领导、共15个拉美国家组成的「美洲盾牌」(Escudo das Américas)联盟,本周在第81届联合国大会期间发布文件,表示有意将提案提交至美洲国家组织(OEA),并将24个贩毒组织列为「恐怖分子」,其中包括巴西的「首都第一司令部」(PCC)和「红色司令部」(CV)。巴西未受邀参与该倡议,巴西政府对此持谨慎态度。国际关系专家评估,该联盟以打击贩毒为借口干涉拉美国家内政,并遏制中国在该地区的经济影响力。对在巴中资企业而言,这意味着拉美地缘政治风险正在制度化升级,贸易与投资决策需纳入新的变量。

「美洲盾牌」成立于2025年3月,目前由美国、阿根廷、玻利维亚、智利、哥伦比亚、哥斯达黎加、多米尼加共和国、厄瓜多尔、萨尔瓦多、圭亚那、洪都拉斯、巴拿马、巴拉圭、秘鲁以及特立尼达和多巴哥共15国组成。本周在纽约第81届联合国大会期间,该联盟发布文件,告知有意将「美洲盾牌」提案提交至美洲国家组织(OEA),并同意将24个贩毒集团列为「恐怖分子」,其中包括巴西的PCC和CV。文件还表示,一旦OEA协商机构正式会议召开,计划在部长级参与下推动通过一项决议,根据《里约条约》(TIAR,美洲国家间互助条约)促进针对毒品恐怖组织的集体行动。TIAR签署于1947年冷战背景下,规定「对一个美洲国家的侵略即构成对所有其他美洲国家的侵略」。巴西未受邀参与该倡议,巴西政府等待提案正式提交OEA后再研究是否支持或拒绝相关决议。

底稿未涉及中资企业直接受影响的具体案例,但通过以下机制间接传导:该联盟文件将打击毒品与各国间的「经济合作」措施混在一起,包括保护「关键矿产供应链」。这意味着拉美关键矿产(锂、铜、稀土等)的供应链可能被纳入美国主导的安全框架,中资企业在拉美的矿业投资、采购协议和出口通道面临更严格的审查和排他性安排。巴西作为中国在拉美最大的贸易伙伴,其未受邀状态短期内可能为中资企业保留一定政策空间,但若OEA层面通过集体行动决议,巴西的立场将受到压力。涉及行业包括矿业、能源、基础设施和农业贸易;对应巴西监管机构可能包括CAMEX(外贸委员会)、CADE(反垄断委员会)和Receita Federal(联邦税务局),在出口许可、反垄断审查和税务合规环节可能面临更复杂的地缘政治考量。

底稿显示,乌贝兰迪亚联邦大学政治学教授达尼洛·恩里科·马尔图斯切利将「美洲盾牌」定性为「在与中国的商业和技术地缘政治竞争逻辑下,美国试图对拉美国家进行殖民或帝国吞并这一进程的延续」。巴西教学、发展与研究学院国际关系教授罗布森·瓦尔德斯认为,该联盟「主要(旨在合法化)美国军队以打击有组织犯罪为借口在该地区的实际存在」,并「间接向中国发出信号,即中国与该地区国家保持关系必须重新审视」。CBI认为,该联盟的成立和向OEA提交提案的动向,标志着美国对拉美政策从双边施压转向多边制度化,中资企业在拉美的商业环境将从「市场逻辑」进一步向「安全逻辑」倾斜。CBI观察,巴西政府的谨慎态度和未受邀状态,短期内为中资企业提供了缓冲,但若OEA通过TIAR框架下的集体行动决议,巴西将面临选边压力,中资企业在巴西的长期投资布局需提前评估政治风险。

待观察:第一,OEA协商机构正式会议何时召开,以及是否通过基于TIAR的集体行动决议;第二,巴西政府在提案提交OEA后的正式立场表态,是否支持或拒绝;第三,联盟文件提及的「关键矿产供应链」保护措施是否转化为具体的贸易限制或投资审查清单。

CBI 观察编辑判断

底稿显示,专家评估该联盟以打击贩毒为名遏制中国影响力,并将关键矿产供应链保护与禁毒措施捆绑。CBI认为,这是美国将拉美安全议题与对华经济竞争挂钩的制度化尝试,中资企业在拉美的矿业和基础设施投资将面临更复杂的合规与政治审查环境。

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信息概要

类型
政策发布
方向
双边
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
矿业、能源、基础设施、农业贸易;CAMEX、CADE、Receita Federal。
核验
待核验
对象
在巴中资企业投资者贸易商
话题
政治贸易政策

来源信息

来源
Agência Brasil — Internacional
原文标题
Escudo das Américas usa cartéis para barrar China, dizem especialistas
原始语言
葡萄牙语
原文链接
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语)

Escudo das Américas usa cartéis para barrar China, dizem especialistas

A coalizão Escudo das Américas, liderada pelos Estados Unidos e que reúne outros 14 países latino-americanos, usa o combate aos cartéis de drogas como pretexto para interferir nos países da América Latina e barrar a influência econômica da China na região. Essa é a avaliação de especialistas em relações internacionais na América Latina consultados pela Agência Brasil, como o professor de ciência política da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Danilo Enrico Martuscelli. Notícias relacionadas: Trump rejeita limitar IA e critica governança global da tecnologia. Na ONU, Trump ameaça novamente usar força militar na América Latina. "O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, diz Lula em discurso na ONU. “O Escudo das Américas é uma retomada desse processo de tentativa de anexação colonial ou imperial dos países latino-americanos em relação aos EUA dentro de uma lógica geopolítica de disputa comercial e tecnológica com a China”, disse. Nesta semana, às margens da 81ª Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, os 15 países da coalizão divulgaram documento informando a intenção de levar a proposta do Escudo das Américas para dentro da Organização dos Estados Americanos (OEA). No documento divulgado, as nações concordaram ainda em classificar como “terroristas” 24 grupos narcotraficantes, entre eles, os brasileiros Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). O especialista Danilo Enrico Martuscelli classifica a política do segundo mandato de Donald Trump como “de agressão imperial aberta” e, ao questionar a política de combate aos cartéis da Casa Branca, lembra que o próprio Trump deu indulto ao ex-presidente de Honduras Juan Orlando Hernández, condenado a 45 anos de prisão por facilitar a importação de toneladas de cocaína para os EUA. “Uma pessoa que está comprometida a combater o narcotráfico vai dar indulto e liberar um narcotraficante? Eles querem combater o narcotráfico, mas no quintal dos outros. Internamente, o que eles fazem para controlar o controle desse crime organizado?”, questionou Danilo Martuscelli. Criado em março deste ano, o Escudo das Américas é formado atualmente por EUA, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago. Ingerência na América Latina O professor de relações internacionais do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), Robson Valdez, ponderou que o foco principal do Escudo das Américas é a possibilidade de utilizar o narcotráfico para legitimar ingerências na América Latina. “E, indiretamente, isso sinaliza para a China que a manutenção das suas relações com os países da região teria de ser revista e sob a perspectiva da política externa norte-americana”, comentou. Para Valdez, a coalizão visa “principalmente, [legitimar] a presença física de tropas americanas na região a pretexto de combater o crime organizado”. Brasil Sem ter sido convocado para participar da iniciativa, o governo brasileiro encara o Escudo das Américas com cautela, ao mesmo tempo que mantém as medidas de cooperação internacional no combate ao crime organizado com os países da região. Para Brasília, a iniciativa pode ser usada por Washington para obter alinhamentos automáticos no campo econômico, com possíveis restrições à presença da China na América Latina. Ao anunciar a coalizão, o governo Donald Trump informou que a iniciativa tem como objetivo, além do combate ao narcotráfico, “manter as ameaças externas afastadas, incluindo as influências estrangeiras malignas provenientes de fora do Hemisfério Ocidental”. Escudo na OEA No documento conjunto publicado nesta semana, o grupo informa que pretende apresentar proposta à OEA para atuação conjunta dos países no combate ao narcotráfico. “Uma vez convocada a reunião formal do Órgão de Consulta [da OEA], pretendemos participar em nível ministerial para considerar a adoção de uma resolução que promova e facilite a ação coletiva contra organizações narcoterroristas, nos termos do Tratado do Rio [TIAR, Tratado Interamericano de Assistência Recíproca]”, dizem os países. Assinado em 1947, no contexto da Guerra Fria, o TIAR prevê que “a agressão a um Estado americano constitui uma agressão a todos os demais Estados americanos”. O professor Danilo Martuscelli pondera que, ao levar o tema à OEA, o grupo liderado pelos EUA tenta pressionar os países que ainda não aderiram à proposta, como Brasil, México, Uruguai e Canadá. “O recurso à OEA tem o propósito de dar alguma legitimidade institucional a essa política de pressão imperial aberta”, disse. O governo brasileiro espera a apresentação da proposta do Escudo das Américas à OEA para estudar se apoiará ou rejeitará uma eventual resolução do organismo internacional sobre o tema. Drogas e economia O documento da Coalizão divulgado em Nova York mistura o combate às drogas com medidas de “cooperação econômica” entre os países, incluindo a proteção das “cadeias de suprimento de minerais críticos por meio de fontes diversificadas e confiáveis”. Os minerais críticos, insumos centrais na indústria da tecnologia, defesa e transição energética, são um dos principais focos da disputa comercial e tecnológica travada entre Washington e Pequim. “[Defendemos nossas economias] promovendo regulamentações de fornecedores confiáveis ​​para infraestrutura digital, aplicadas de forma não discriminatória”, acrescenta o documento conjunto. O professor de relações internacionais Robson Valdez acrescentou que o Escudo das Américas pode ser usado para impor a venda de equipamentos militares dos EUA, “o que tira dos países a autonomia de escolher os seus parceiros para compras de armamento”.

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