← 返回巴西资讯
巴西资讯巴西宏观市场2026年9月23日

特朗普联大威胁对拉美动武,在巴中资需重估区域政治风险敞口

分享

Na ONU, Trump ameaça novamente usar força militar na América Latina

美国总统特朗普在第81届联合国大会演讲中公开威胁对拉美动用军事力量,并提及美企控制委内瑞拉最多21%石油。对在巴中资而言,区域政治风险溢价上升,能源、基建与贸易类项目需重新评估合同安全与合规环境。

为什么值得关注

区域政治风险溢价上升,在巴中资能源、基建、贸易类项目需重估合同安全与BCB/CADE合规审查节奏。

本周二(22日),美国总统唐纳德·特朗普在纽约联合国总部第81届联合国大会开幕式上发表近40分钟演讲,再次威胁对拉丁美洲和加勒比国家动用军事力量以保障美国利益,并称如有必要将动用无可匹敌的军事力量。他提及今年1月对委内瑞拉的入侵行动,以及与委内瑞拉代理总统德尔西·罗德里格斯达成的石油协议——该协议确保一家与五角大楼有关联的企业控制委内瑞拉最多21%的石油。巴西总统卢拉在特朗普之前发言,强调巴西不属于任何人的后院。对在巴中资企业而言,这一表态虽未直接点名中国,但区域政治风险溢价上升,能源、基建、贸易类项目的合同安全与合规环境需重新评估。

特朗普在演讲中直接将拉美贩毒集团比作ISIS恐怖组织,称卡特尔是西半球的ISIS,并表示已调动美国武装力量来消灭他们。他再次威胁古巴,古巴代表团在其发言期间退场抗议。特朗普还直接提及墨西哥,称墨西哥必须从人类公敌手中夺回对其领土的控制权。上周,美国将委内瑞拉从自2005年以来列入的未打击毒品贩运国家名单中移除。马杜罗被捕后,美国司法部撤销了其领导所谓太阳卡特尔的指控,该组织的存在在专家中并无共识。卢拉在特朗普发言前强调,拉丁美洲和加勒比地区因靠近地球上最大军事强国而承受压力,并指出我们再次目睹对外部选举进程的干涉、世界被划分为势力范围以及新殖民主义进攻,提及近期对委内瑞拉、海地和古巴的干涉案例。

底稿未涉及中资企业直接影响,但通过区域政治风险传导机制间接波及在巴中资。能源领域,特朗普提及美企控制委内瑞拉最多21%石油,若美国进一步扩大对拉美能源资产的军事与政治干预,中资企业在巴西及周边国家的油气、电力项目可能面临合同重谈、本地化要求上升及供应链扰动。基建与贸易方面,区域紧张局势可能推高航运保险与物流成本,影响中巴大宗商品贸易节奏。合规层面,若美国将拉美贩毒集团定性为恐怖组织并以此为由扩大制裁,在巴中资金融机构与贸易商需关注BCB(巴西中央银行)及CADE(巴西经济防御行政委员会)对跨境资金流动与反洗钱审查的潜在收紧。巴西监管机构Receita Federal(联邦税务局)与CAMEX(对外贸易委员会)的贸易合规要求亦可能随区域安全议题升温而调整。

底稿显示,特朗普在联大公开威胁对拉美动用军事力量,并将贩毒集团比作ISIS,分析人士警告这立场可能被用作干涉拉美国家内政的借口。CBI认为,这一表态短期内更可能体现为政治信号而非立即军事行动,但区域风险溢价已实质性上升。CBI观察,卢拉强调巴西不属于任何人的后院,表明巴西政府在外交上寻求战略自主,中资企业在巴西的合规与运营环境相对稳定,但需警惕美国对拉美施压可能间接影响巴西的对外经济政策节奏。横向对比,美国此前将委内瑞拉从反毒不力名单移除并达成石油协议,显示其正以安全议题重构拉美能源利益格局,中资在拉美的能源与基建布局需关注类似交易结构的排他性风险。

待观察:一是巴西外交部与国防部未来数周是否就美国涉拉美军事表态发布正式回应或调整区域安全合作立场;二是BCB与CADE是否在下一轮跨境资金与反洗钱合规指引中纳入区域安全风险因子;三是美国是否将更多拉美实体列入制裁清单,直接影响中资贸易商与金融机构的对手方审查。

CBI 观察编辑判断

底稿显示特朗普公开威胁对拉美动武并提及美企控制委内瑞拉最多21%石油。CBI认为,这更多是政治信号,但区域风险溢价已上升;在巴中资短期运营环境相对稳定,中长期需关注美国以安全议题重构拉美能源与贸易规则的排他性风险。

这条资讯对你有帮助吗?

信息概要

类型
风险事件
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
在巴中资能源企业、基建承包商、贸易商、金融机构
核验
待核验
对象
在巴中资企业能源与基建投资者贸易商与出口商
话题
政治公共事件

来源信息

来源
Agência Brasil — Internacional
原文标题
Na ONU, Trump ameaça novamente usar força militar na América Latina
原始语言
葡萄牙语
原文链接
查看原文 →
编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Na ONU, Trump ameaça novamente usar força militar na América Latina

Em discurso de quase 40 minutos na sede das Nações Unidas (ONU), o presidente dos Estados Unidos (EUA) Donald Trump voltou a fazer ameaças de uso da força militar em países da América Latina e Caribe para garantir os interesses da Casa Branca na região. “Nossas ações na Venezuela provam que os EUA não permitirão mais que ameaças à América [EUA] ganhem terreno em qualquer parte do Hemisfério Ocidental. E, se necessário, usaremos nosso poderio militar inigualável para garantir os interesses nacionais vitais dos EUA”, disse. Notícias relacionadas: "O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, diz Lula em discurso na ONU. ONU vive momento crítico, diz Lula ao citar indignação com guerras. Secretário-geral da ONU alerta para avanço de guerras e riscos da IA. Trump participou, nesta terça-feira (22), da abertura da 81º Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Ele discursou logo após o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que ressaltou, entre outros temas, que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”. O presidente dos EUA Donald Trump destacou, em seu discurso na ONU, a invasão ilegal promovida contra a Venezuela, em janeiro deste ano. Ele comemorou o “acordo” petroleiro firmado com a presidente encarregada Delcy Rodríguez, que garante o controle de até 21% do petróleo da Venezuela a uma empresa ligada ao Pentágono. “Foi uma guerra, mas talvez seja o maior negócio já realizado. Ao vencedor pertencem os espólios; todos vocês já ouviram isso”, comentou Trump. Os EUA invadiram a Venezuela e sequestraram o presidente Nicolás Maduro alegando que Caracas seria um “narcoestado”, argumento rejeitado por especialistas. Após a prisão de Maduro, o Departamento de Justiça dos EUA retirou a acusação de que ele lideraria o suposto “Cartel de Los Soles”. A existência desse grupo não é consenso entre especialistas. Na semana passada, os EUA retiraram a Venezuela da lista de países que não combatem o narcotráfico, onde estava desde 2005. Trump ainda voltou a fazer ameaças a Cuba. A delegação da ilha caribenha se retirou do plenário da ONU durante a fala do presidente dos EUA em sinal de protesto. Trump compara cartéis ao ISIS Ainda durante o discurso na ONU, Trump voltou a comparar os cartéis de drogas da América Latina a organizações terroristas. Segundo ele, esses cartéis são semelhantes ao ISIS, grupo terrorista com origem no Iraque e na Síria. “Acionei as Forças Armadas dos Estados Unidos para eliminá-los. Os cartéis são o ISIS do Hemisfério Ocidental”, disse. Além do Trump, secretários de Estado dos EUA têm feito essa comparação para justificar possíveis ações militares em países da região. Analistas vem alertando que essa posição da Casa Branca pode ser usada como “pretexto” para interferir na política interna dos países latino-americanos. Trump fez menções diretas ao México. Disse que tem boas relações com o governo de Claudia Sheinbaum, mas que é inaceitável que os EUA façam fronteira com um país que é o “epicentro da violência dos cartéis”. “Portanto, o México deve retomar o controle de seu território das mãos dos inimigos da humanidade”, afirmou o presidente dos EUA. A presidenta mexicana vem elevando o tom contra medidas dos EUA que considera ingerência em assuntos internos. Claudia Sheinbaum têm defendido que a luta contra os cartéis não pode servir de “desculpa” para intervenções externas. Lula Antes da fala de Trump, o presidente Lula destacou que a América Latina e o Caribe vivem sob pressão por estarem próximas da maior potência militar do planeta. “Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais, a divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais”, destacou, ao citar os casos recentes de interferências na Venezuela, Haiti e Cuba.

觉得有价值?

分享给需要了解巴西市场的朋友

帮助更多中国企业看懂巴西,做成生意

China Brazil Insight · 中巴合作价值链中的信息节点

这条资讯影响你的业务吗?

CBI 提供从信息到行动的完整支持