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巴西资讯巴西宏观市场2026年9月22日

巴西大选冲刺押注反卢拉情绪,在巴中资需重估政策延续性风险

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Campanha de Flávio Bolsonaro aposta em sentimento 'anti-Lula e anti-STF' na reta final da campanha

弗拉维奥·博索纳罗竞选团队在首轮投票前十余天押注反卢拉与反最高法院情绪,卢拉政府负面评价达42%。若政权更迭,在巴中资企业的税收、监管与项目延续性面临重估。

为什么值得关注

巴西大选结果将直接影响CBS税制改革、外资准入与ANEEL/Receita Federal监管框架的延续性,在巴中资企业需提前重估政治周期风险。

距离巴西首轮总统投票不到十余天,PL党候选人弗拉维奥·博索纳罗的竞选团队正押注一种"反卢拉和反最高法院(STF)"的叠加情绪。Quaest于周一(21日)发布的民调显示,42%选民对卢拉政府持负面评价,正面评价33%。竞选团队内部将卢拉的高排斥率与2022年雅伊尔·博索纳罗疫情末期寻求连任时的处境相类比,认为弗拉维奥的潜在胜利将主要由排斥情绪主导。对在巴中资企业而言,这意味着此前基于卢拉政府延续性所做的税务、监管与项目规划,需要重新评估政治周期风险。

巴西总统选举进入冲刺阶段。PL党候选人弗拉维奥·博索纳罗的竞选团队正在押注一种"反卢拉和反最高法院"的情绪组合。据Valor Econômico报道,竞选团队内部评估认为当前形势对候选人有利,其核心判断是:卢拉面临的高排斥率可与2022年前总统雅伊尔·博索纳罗在疫情末期寻求连任失败时的处境相比——当年巴西新冠死亡人数近70万,大量选民因博索纳罗对疫苗和隔离措施的蔑视态度而拒绝他。

如今,弗拉维奥团队将卢拉的主要弱点锁定在许多家庭对食品及其他商品价格的不满。底稿数据显示,2026年通胀预期为4.90%的年率,尽管失业率屡创历史新低,竞选团队仍称存在与购买力下降相关的普遍不满。Quaest周一(21日)发布的民调显示,42%选民对政府持负面评价,33%正面,23%一般,未决定者2%。作为对比,2022年9月21日同一机构民调显示,雅伊尔·博索纳罗负面评价39%、正面31%、一般27%。

与此同时,最高法院危机被视为对卢拉连任的持续消耗。近几日针对STF成员的接连指控占据新闻头条,尤其是卢拉选择不对指控主要目标——STF大法官亚历山大·德·莫赖斯——进行公开批评。莫赖斯据称收到已被捕的前银行家丹尼尔·沃尔卡罗超过50条信息。竞选团队一名成员对记者表示:"获胜的将是反卢拉和反最高法院的力量。"

从在巴中资企业的视角看,底稿未涉及中资企业直接影响,但通过政策延续性机制间接传导。卢拉政府任内推动的税制改革(含CBS税率框架)、绿色转型补贴及部分行业监管框架,若因政权更迭而调整,将直接影响在巴中资制造业、能源与基建企业的合规成本与项目回报预期。尤其值得关注的是,弗拉维奥·博索纳罗所属PL党的政策取向与其父雅伊尔·博索纳罗时期存在延续性,可能对国有企业私有化节奏、外资准入条件及环境许可审批产生影响。涉及巴西联邦税务局(Receita Federal)、矿产与能源部(MME)、巴西国家电力局(ANEEL)等机构的监管政策,均可能随政治周期出现方向性调整。

CBI观察:底稿显示,弗拉维奥竞选团队所做的民调、追踪和社交网络监测显示首轮几乎持平、次轮博索纳罗领先卢拉。数据表明,东北部地区被视为本次选举最大变化——卢拉此前在该地区的优势已大为缩小。CBI认为,这一判断若成立,意味着巴西政治版图正在发生结构性位移,中资企业不宜将当前政策框架视为长期常量。横向对比2022年选举周期,当时市场对博索纳罗连任概率的误判曾导致部分外资在选后被迫调整布局。CBI建议在巴中资企业将政治周期风险纳入未来12至18个月的预算与合规规划,而非仅依赖当前民调均值。

待观察:第一,Quaest及其他主要民调机构在首轮投票前最后一周发布的次轮模拟对决数据,尤其是东北部样本变化;第二,STF针对莫赖斯与沃尔卡罗信息案的后续程序性动作,是否进一步升级为机构危机;第三,若弗拉维奥·博索纳罗进入次轮,其竞选纲领中涉及税制、外资与国企的具体政策表述是否出现实质性调整。

CBI 观察编辑判断

底稿显示弗拉维奥团队内部民调与Quaest数据均指向首轮胶着、次轮博索纳罗领先,且东北部优势缩小。CBI认为,这并非单纯的选举策略表态,而是巴西政治版图结构性位移的信号,中资企业应将政策延续性风险从"尾部风险"上调为"基准情景之一"。

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信息概要

类型
行业趋势
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
在巴中资制造业、能源、基建企业;涉及税务、监管、外资准入及环境许可领域。
核验
待核验
对象
在巴中资企业投资者税务合规负责人
话题
政治行业趋势

来源信息

来源
Valor Econômico
原文标题
Campanha de Flávio Bolsonaro aposta em sentimento 'anti-Lula e anti-STF' na reta final da campanha
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
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Campanha de Flávio Bolsonaro aposta em sentimento 'anti-Lula e anti-STF' na reta final da campanha

A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e a insatisfação com a gestão Lula têm levado a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência a apostar em um sentimento "anti-Lula e anti-Supremo" na reta final das eleições. A avaliação interna é de um momento favorável para o presidenciável. Nos bastidores da campanha do candidato do PL, uma leitura é que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta hoje uma rejeição comparável à que o ex-presidente Jair Bolsonaro enfrentou no final da pandemia quando tentou, sem sucesso, ser reeleito. Na disputa de 2022, grande parte dos eleitores rejeitou o então presidente pelas declarações de desdém e pelas medidas adotadas em relação à vacinação contra covid-19 e em relação ao isolamento. Naquele ano, o Brasil computava quase 700 mil mortos pela doença. Agora, na interpretação da campanha de Flávio Bolsonaro, Lula teria como ponto fraco e como grande fonte de rejeição o incômodo de muitas famílias com os preços dos alimentos e de outros itens. A inflação deve fechar em torno de 4,90% ao ano em 2026. O desemprego tem batido taxas mínimas recordes. Mesmo assim, a campanha de Bolsonaro fala em um sentimento de insatisfação que afeta muitas famílias em relação à perda do poder de compra. Segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21), 42% dos eleitores avaliam o governo de forma negativa, enquanto 33% fazem uma avaliação positiva. Para 23%, a gestão está regular, enquanto os indecisos somam 2%. Em 21 de setembro de 2022, pesquisa Quaest apontava que Jair Bolsonaro tinha 39% de avaliação negativa, 31% de avaliação positiva e 27% de regular. Para integrantes da campanha, esse descontentamento com o governo Lula estaria se unindo a outro: a crise no STF. A sucessão de denúncias contra membros da corte que dominou o noticiário nos últimos dias tem sido visto pela equipe que realiza a campanha de Bolsonaro como fonte duradoura de desgastes para a campanha à reeleição de Lula. Especialmente porque Lula escolheu não fazer críticas abertas ao principal alvo das denúncias: o ministro do STF Alexandre de Moraes, que teria recebido mais de 50 mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso. Um entendimento na campanha de Flávio Bolsonaro é que uma eventual vitória dele será, em grande medida, uma vitória dominada pelo sentimento de rejeição. “Quem vai ganhar é o anti-Lula e o anti-STF”, disse um dos membros da equipe à reportagem. As pesquisas, trakings e monitoramento das redes feitos pela campanha de Bolsonaro apontam estariam mostrando uma curva muito parecida à dos institutos de pesquisa: uma situação de quase empate no primeiro turno e Bolsonaro à frende de Lula no segundo. A região Nordeste aparece, nas medições e monitoramentos de sua campanha, como a grande mudança destas eleições. Embora a campanha de Bolsonaro veja uma vitória de Lula na região, a avaliação no momento é que a vantagem que o presidente já teve por lá é hoje bem menor. Em pouco mais de dez dias até o primeiro turno, Flávio Bolsonaro deverá insistir em produzir duas imagens de si mesmo para os eleitores. Uma delas é a de um político mais ponderado, que se diz pronto para o cargo; e outra é a de um político jovem, que anda pelas ruas, entre eleitores, trajando jeans e camiseta — num reforço ao contraste etário com Lula.

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