← 返回巴西资讯
巴西资讯巴西金融监管2026年8月27日

美债破40万亿推高巴西利率,在巴中资融资成本承压

分享

Guerra, tarifas e menos imposto a ricos geram dívida recorde nos EUA

美国国债首次突破40万亿美元,经济学家警告其财政状况或迫使巴西维持高利率,在巴中资企业融资和汇兑成本面临上升压力。

为什么值得关注

美债破40万亿推高巴西利率,在巴中资融资成本承压

美国国债总额近期首次突破40万亿美元,创历史新高,五个月内增长1万亿美元,远超分析师预期。巴西坎皮纳斯州立大学经济学家佩德罗·保罗·扎卢特·巴斯托斯指出,美国财政状况可能迫使巴西央行维持高利率,以防范资本外流和汇率波动。对于在巴西经营的中资企业而言,这意味着本地融资成本居高不下,汇率风险加剧,财务费用可能进一步侵蚀利润。

美国国债在五个月内从39万亿美元跃升至40万亿美元,创下历史纪录。据巴西通讯社(Agência Brasil)报道,经济学家认为,主要原因包括对富人减税、中东战争引发的通胀推高燃料价格,以及特朗普政府的进口关税政策。此外,维持近1万亿美元的高额军费开支,以及债务利息支出增至1.1万亿美元(是2021年4190亿美元的两倍多)也是重要因素。目前,市场持有的美国债务约占GDP的100%,接近1946年二战结束时的106%纪录。尽管债务规模惊人,经济学家普遍认为美国不存在无力偿债的风险,因为美国发行自己的货币且美元是主要储备货币,美联储可在必要时购买国债。唯一的违约风险是政治性的,即国会拒绝提高债务上限。

底稿未直接涉及中资企业,但通过利率和汇率渠道间接传导。巴西央行(BCB)为应对美国财政状况可能引发的资本流动,被迫维持高利率,直接推高在巴中资企业的雷亚尔融资成本。对于依赖本地信贷的制造业和基建项目,财务费用上升将压缩利润空间。同时,美元走强可能加剧雷亚尔贬值,影响出口收入兑换和进口成本。涉及行业包括基建、制造业、农业和能源,监管机构主要是巴西央行(BCB)和财政部。

底稿显示,美国债务利息支出已从2021年的4190亿美元增至1.1万亿美元,翻倍以上,主要受战争引发的通胀和特朗普政策不确定性推高国债收益率影响。CBI认为,这一趋势短期内难以逆转,因为美国财政赤字结构性问题未解,且减税政策可能延续。CBI观察,巴西央行(BCB)的利率决策将更紧密地锚定美国财政风险,而非仅关注国内通胀。中资企业应关注美债收益率曲线变化,以及巴西央行(BCB)的后续利率决议。

待观察:一是巴西央行(BCB)下次利率决议是否维持当前高利率水平;二是美国国会关于债务上限的辩论进展,若出现政治僵局可能引发市场波动;三是美债收益率是否继续上行,影响全球资本流向和雷亚尔汇率。

CBI 观察编辑判断

底稿显示美国债务利息支出翻倍至1.1万亿美元,且经济学家警告巴西或被迫维持高利率。CBI认为,中资企业应警惕巴西央行(BCB)跟随美债收益率上调利率的风险,并提前锁定融资成本。

这条资讯对你有帮助吗?

信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
金融监管
层级
编辑整理
地点
在巴中资企业,涉及基建、制造业、农业和能源行业。
核验
待核验
对象
在巴中资企业金融机构税务合规负责人
话题
金融政策行业趋势

来源信息

来源
Agência Brasil — Internacional
原文标题
Guerra, tarifas e menos imposto a ricos geram dívida recorde nos EUA
原始语言
葡萄牙语
原文链接
查看原文 →
编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Guerra, tarifas e menos imposto a ricos geram dívida recorde nos EUA

A dívida pública recorde nos Estados Unidos (EUA), que ultrapassou os US$ 40 trilhões pela primeira vez na história, foi motivada, principalmente, pela redução de impostos para os ricos, pela inflação causada pela guerra no Oriente Médio – que pressionou o preço dos combustíveis –, e pelas tarifas à importação do governo de Donald Trump. A avaliação é de economistas consultados pela Agência Brasil, que acrescentam como fatores para a dívida recorde: a manutenção dos elevados gastos militares, próximo a US$ 1 trilhão, e o aumento dos gastos com juros da dívida, que chegou a US$ 1,1 trilhão, montante que é mais que o dobro de 2021, quando os juros consumiram US$ 419 bilhões dos contribuintes.   Notícias relacionadas: Dívida dos EUA ultrapassa US$ 40 trilhões após governos Trump e Biden. EUA impõem tarifas de 50% sobre produtos canadenses . Entre as razões para o aumento dos juros, estaria a inflação causada pela guerra e o “risco Trump” motivado pela política agressiva da Casa Branca, que causa incertezas no mercado, como no caso do conflito tarifário com o Canadá. Os especialistas sustentam que essa política pressiona os juros cobrados pelos títulos do Tesouro estadunidense. Apesar do número impressionante de US$ 40 trilhões, que dobrou desde 2017, os economistas rejeitam que os EUA estejam em risco de insolvência, quando não se consegue pagar o que se deve. Além disso, alertam que a situação fiscal da potência econômica tende a pressionar o Brasil a manter as taxas de juros em nível elevado. Solvência  O professor do Instituto de Economia da Unicamp Pedro Paulo Zahluth Bastos destacou que o número de US$ 40 trilhões não indica risco de insolvência porque, entre outros motivos, os EUA emitem a própria moeda e têm o dólar como principal reserva monetária do planeta. “Um governo assim não quebra contra a vontade. Se o mercado não quiser esses títulos ao preço corrente, o FED [Federal Reserve, o Banco Central dos EUA] pode comprá-los. Foi o que fez em 2020, quando expandiu o balanço em quase US$ 3 trilhões em três meses. E foi o que fez entre 1942 e 1951, quando travou o juro dos títulos longos em 2,5%”, explicou. Após o anúncio da dívida pública recorde, a Secretaria de Tesouro dos EUA se apressou em comunicar o aumento das operações para compra de títulos no mercado, que deve dobrar de US$ 2 bilhões para US$ 4 bilhões a partir de 9 de setembro. O economista e doutor em história Pedro Faria ponderou à Agência Brasil que o valor de US$ 40 trilhões, em si, “não diz muita coisa” sobre a capacidade de pagamento dos EUA. “A gente sempre compara com o tamanho do país e com a realidade econômica ao redor. É uma realidade das principais economias desenvolvidas estarem em déficit desde 2008”, comentou Faria, que é associado ao Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Economista e doutor em história Pedro Faria - Pedro Faria/ Arquivo Pessoal Juros dos títulos sobem   Desde o final da 2ª Guerra Mundial, os títulos do Tesouro dos EUA são considerados o ativo “mais seguro” no mundo. Segundo o professor Pedro Bastos, ainda não há desconfiança no mercado em relação a capacidade de pagamento da dívida pelos EUA. “Os estrangeiros continuam comprando. O que subiu foi o preço cobrado, não a recusa em comprar”, pontuou, acrescentando que dois terços da dívida no mercado estão em mãos domésticas nos EUA e US$ 4,5 trilhões estão no próprio FED, o que reduz riscos de insolvência. Além disso, US$ 8 trilhões da dívida estão nas mãos do próprio governo, com US$ 32 trilhões no mercado: “O mercado detém cerca de 100% do PIB em dívida, similar ao recorde de 106% de 1946, ao fim da 2ª guerra”, acrescentou o especialista da Unicamp. O único risco de calote dos EUA seria político, quando o Congresso se recusa a autorizar o aumento do teto da dívida, mas o professor Pedro Paulo Zahluth Bastos alertou também para o problema dos gastos crescentes com juros. “O único risco ligado à dívida hoje é o de juros longos mais altos. Mas a causa imediata não é o tamanho da dívida. É a inflação, puxada pelo petróleo do conflito no Oriente Médio e pelas tarifas”, explicou. Em apenas cinco meses, a dívida cresceu US$ 1 trilhão, superando as expectativas de analistas. O Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA (CBO) calculava chegar aos US$ 40 trilhões apenas em 2027. Corte de imposto no topo Professor do Instituto de Economia da Unicamp Pedro Paulo Zahluth Bastos - Antoninho Perri/SEC Unicamp A política econômica focada no corte de impostos para os ricos, adotada nos dois mandatos de Trump, motivou parte do aumento do endividamento ao reduzir a arrecadação, explicou o economista Pedro Faria.   “O Trump aposta nessa política característica dos republicanos, que é tirar a tributação dos ricos sob a justificativa de tentar expandir a economia. O que se vê é um aumento do endividamento dos EUA no governo Trump 2 por conta dessa abordagem de política econômica”, explicou. Em 2025, o governo Trump aprovou projeto com mais corte de impostos para ricos que aumentaram a previsão do déficit dos EUA em US$ 4,7 trilhões em 10 anos, ao mesmo tempo que cortou US$ 1 trilhão da saúde pública nesse período. O professor da Unicamp Pedro Bastos acrescentou que a menor tributação dos ricos nos EUA tem contribuído ainda para concentrar a renda do país, sendo a dívida recorde um sintoma do conflito pela distribuição dessa riqueza dentro dos EUA. “A receita do imposto sobre lucros caiu 23% neste ano fiscal. Já os juros vão para quem tem títulos: fundos, bancos e as famílias mais ricas. O 1% mais rico detém metade das ações do país”, comentou Bastos. O especialista da Unicamp argumentou que os EUA não gastam demais, mas arrecadam de menos. A carga tributária nos EUA é de cerca de 25% do PIB, contra 34% na média da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que reúne países entre os mais desenvolvidos do mundo). Risco Trump Para o especialista Pedro Faria, do Instituto Economias, o que pode preocupar o Tesouro dos EUA é a tendência, observada entre governos, Estados e empresas em todo o mundo, de reduzir o uso de títulos dos EUA como opção para manter a liquidez da economia. “Diversos governos têm reduzido o estoque de títulos dos EUA, como Brasil e China. Isso porque veem a política econômica da Casa Branca como errática e não muito racional. Os agentes econômicos têm medo de se expor a sanções ou ter os ativos congelados, como ocorreu diversas vezes”, comentou. Para o economista da Unicamp Pedro Bastos, os juros mais altos cobrados pelos títulos dos EUA é a resposta do mercado aos ataques do governo Trump aos pilares que dão confiança a esses papéis: um FED autônomo, tribunais judiciais independentes e aliados sendo tratados como aliados. “Por exemplo, o uso do acesso ao mercado americano como chantagem [tarifaços]. Os bancos centrais compram ouro em ritmo recorde desde 2022 por isso, não pelo tamanho da dívida. Se a dívida um dia virar problema, não será por chegar a US$ 40 trilhões ou US$ 50 trilhões. Será porque a política destruiu o que a tornava desejada”, completou. Para o especialista, é o “risco Trump” que pressiona o rendimento dos títulos públicos de 30 anos dos EUA, que alcançaram 5,33% em 18 de agosto, o maior nível desde 2007. Esse nível de juros dos títulos longos é o que pressiona os gastos com a dívida do país norte-americano.   Apesar dos juros mais altos cobrados pelos títulos de longo prazo do Tesouro dos EUA, Bastos avalia que o mercado segue investindo nos papéis do Estado do país norte-americano. “A China reduziu o estoque de títulos dos EUA de US$ 1,3 trilhão, em 2013, para US$ 700 bilhões, e nada aconteceu. O dólar ainda responde por 57% das reservas mundiais, o euro por 20% e o yuan por 2%”, ponderou.

觉得有价值?

分享给需要了解巴西市场的朋友

帮助更多中国企业看懂巴西,做成生意

China Brazil Insight · 中巴合作价值链中的信息节点

这条资讯影响你的业务吗?

CBI 提供从信息到行动的完整支持