← 返回巴西资讯
巴西资讯巴西宏观市场2026年8月22日

巴西青年仅44%持正式合同,中资企业招工合规风险分化

分享

Desigualdades marcam formalização do trabalho entre jovens brasileiros

Itaú基金会调查显示巴西青年就业正规化存在阶层、种族和区域不平等,中资企业在巴用工需关注不同地区、族裔青年的合同合规差异及未来创业意愿变化。

为什么值得关注

巴西青年仅44%持正式合同,区域、种族、阶层差异显著,直接影响中资企业在巴用工合规成本与招聘渠道选择。

Itaú基金会与Datafolha、Locomotiva研究所联合发布的“青年与工作世界”调查显示,巴西16至29岁青年中仅44%持有正式工作合同(carteira assinada),15%为无合同雇员,13%为个体经营者,10%从事非正规工作。该调查于5月11日至23日访谈全国1816名青年,6月21日在圣保罗伊比拉普埃拉公园Trampos do Futuro活动上公布。对在巴中资企业而言,这意味着不同地区、族裔和阶层的青年劳动力在用工合规成本与招聘渠道上存在显著差异。

调查显示,巴西青年就业正规化程度远非均质。在70%有工作的受访青年中,44%拥有正式合同,但这一比例在阶层、种族和区域间落差明显:A/B阶层青年正规就业率为43%,D/E阶层为35%;白人青年为49%,黑人青年为41%。区域差距更为突出,南部地区正规就业率达58%,东南部为55%,而北部仅29%,东北部仅20%。D/E阶层中21%无合同工作,是A/B阶层(13%)的1.6倍;12%的黑人青年依赖零工,白人青年为5%。教育水平同样关键,仅受过小学教育的青年中34%从事零工,而受过高等教育的仅3%。

对在巴中资企业而言,上述数据直接影响用工策略。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过劳动力市场机制间接传导:在南部和东南部设厂的中资制造业企业,面对的青年求职者更习惯正式合同,合规成本相对可预期;而在北部和东北部布局物流、农业或零售业务的中资企业,可能遇到更多无合同或零工状态的青年劳动力,需在招聘时更审慎核验其此前就业形态,避免因承接非正规用工关系而引发劳动诉讼风险。此外,96%的青年认为熟人推荐有助于找工作,77%通过推荐获得当前工作,25至29岁年龄段该比例升至81%——这意味着中资企业若仅依赖公开招聘平台,可能错失大量青年劳动力,需建立本地化推荐渠道。

CBI认为,这份调查对中资企业的核心启示在于巴西青年劳动力市场并非单一整体。数据表明,正规就业机会高度集中于南部和东南部、白人和高学历群体,而D/E阶层、黑人青年和低学历青年更依赖零工和非正规工作。CBI观察,随着巴西政府近年来推动劳工改革和正规化激励,中资企业在用工合规上应区分区域策略:在东北部等正规化程度较低地区,可考虑与当地SENAI等职业培训机构合作,将非正规青年劳动力纳入正式培训体系后再雇佣,既降低合规风险,也契合巴西社会对青年就业公平的诉求。

调查还揭示了青年就业意愿的长期变化:30%的青年目前希望获得正式合同工作,但未来五年该比例降至16%;希望自主创业的比例从28%升至42%。有子女青年(50%)、南部地区(49%)、中西部(48%)和内陆地区(45%)青年未来五年创业意愿更高。91%的青年认为五年后财务状况会更好,88%相信会比父母条件更好,但仅46%认为未来能获得好工作机会。青年最希望进入的领域是健康(25%)、科技(22%)和商业。对中资企业而言,这意味着在巴西招聘青年员工时,需设计清晰的职业晋升通道和可能的内部创业机制,否则在员工工作三至五年后可能面临较高流失率。

CBI 观察编辑判断

事实层面,调查清晰呈现了巴西青年就业正规化的结构性不平等,南部与东北部正规就业率相差38个百分点。CBI认为,中资企业若在东北部或北部投资,应预判当地青年劳动力更习惯非正规就业形态,需在劳动合同签订和社保缴纳上投入更多管理精力;同时,青年创业意愿五年内从28%升至42%,提示中资企业需重视员工保留机制,避免人才在积累经验后流失。

这条资讯对你有帮助吗?

信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
在巴中资企业,尤其是制造业、物流、农业及零售行业
核验
待核验
对象
在巴中资企业人力资源负责人制造业与服务业投资者
话题
行业趋势市场进入

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Desigualdades marcam formalização do trabalho entre jovens brasileiros
原始语言
葡萄牙语
原文链接
查看原文 →
编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Desigualdades marcam formalização do trabalho entre jovens brasileiros

A formalização no mercado de trabalho entre os jovens brasileiros de 16 a 29 anos é marcada por desigualdades, descreve a pesquisa Juventudes e o Mundo do Trabalho, realizada pela Fundação Itaú com apoio técnico do Datafolha e do Instituto Locomotiva. Divulgada nesta sexta-feira (21) durante o evento Trampos do Futuro, realizado no Pavilhão da Fundação Bienal de São Paulo, no Parque do Ibirapuera, a sondagem ouviu 1.816 jovens de todo o país, entre os dias 11 e 23 de maio deste ano. Notícias relacionadas: Brasileira defende mais influência dos jovens nas decisões da COP17. Com envelhecimento da população, eleitorado jovem recua 22% em 16 anos. Estudo mostra jovens conscientes de que internet precisa melhorar. A pesquisa detalha que, entre os 70% de jovens que declararam estar trabalhando, 44% têm carteira assinada. Há ainda 15% de assalariados sem registro formal, 13% de autônomos e freelancers, 10% em trabalhos informais e 8% como estagiários e aprendizes remunerados. O levantamento mostra também que 20% dos jovens de 16 a 29 anos estão em busca de trabalho no Brasil atualmente. Outros 29% buscaram trabalho nos últimos seis meses e 61% tentaram uma nova colocação no último ano.  Desigualdades sociais, regionais e raciais Os jovens das classes A/B correspondem a 43% dos que trabalham em empregos formais, enquanto os das classes D/E são 35%. Por outro lado, 21% dos jovens das classes D/E trabalham sem registro, percentual que é de 13% nas classes A/B. A formalização é mais frequente entre os jovens do Sul (58%) e do Sudeste (55%) do que no Norte (29%) e no Nordeste (20%).  Quando é observada a raça, há 49% de jovens brancos com emprego formal. Entre os negros, são 41%. Já o percentual de jovens negros que dependem de bicos informais é de 12%, enquanto o de brancos é de 5%. Trabalhar em bicos é a realidade de 34% dos jovens de 16 a 29 anos que estudaram até o ensino fundamental. Entre os que têm nível superior, só 3% têm esse tipo de ocupação.   Entregadores de aplicativo trabalham na região do Centro do Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Dificuldades para conseguir um emprego Quase metade (49%) dos entrevistados disseram que a falta de experiência é a principal dificuldade para conseguir um emprego, seguida da quantidade de pessoas que disputam uma mesma vaga (39%). Para 96% dos jovens, conhecer alguém em uma empresa ou ser indicado por familiares ou amigos ajuda a conseguir um emprego atualmente. Essa percepção é confirmada pelo fato de que 77% afirmaram ter conseguido seu emprego atual por meio de uma indicação. Entre os mais velhos (25 a 29 anos), o índice sobe para 81%. Aqueles que nunca tiveram uma oportunidade por indicação totalizam 23%. A indicação para o trabalho é considerada decisiva para 32% da classe A/B e para 16% para a D/E.  Planos para o futuro A pesquisa revela que 30% dos jovens brasileiros consideram que um emprego com carteira assinada é o que eles querem atualmente.  Contudo, em uma avaliação para os próximos cinco anos, esse percentual cai para 16%, enquanto a preferência por um trabalho autônomo cresce de 28% para 42%. A gerente do Observatório da Fundação Itaú, Carla Chiamareli, avalia que a mudança faz parte do processo de amadurecimento.  “O jovem entende que tem que começar a vida profissional com estabilidade para adquirir experiência e, depois, ele pode escolher estar dentro de uma empresa ou não”, disse à Agência Brasil. “Eu não acho que eles não queiram ter um trabalho estável mas, talvez, desejem ter outras formas de trabalhar”.  Carla entende que o fato de o jovem preferir o trabalho de carteira assinada no presente e o por conta própria no futuro compõe uma linha de pensamento de que a experiência atual vai fazê-lo ter sucesso adiante. Nesse sentido, o trabalho autônomo não significa um trabalho precário. “Ele é um trabalho de sucesso, é ter uma empresa, ser dono de um negócio. Eu acho que faz parte do sonhar. O que me deixa feliz é ver que, hoje, a maioria quer esse trabalho estável, bem remunerado, com garantias e, ao mesmo tempo, tem uma visão da saúde mental”. O interesse pelo trabalho por conta própria nos próximos cinco anos é mais elevado entre jovens com filhos (50%), residentes nas regiões Sul (49%) e Centro-Oeste (48%) e no interior (45%), além dos jovens brancos (45%).  Já o desejo por um emprego com carteira assinada é relativamente mais frequente entre pessoas das classes D/E (23%), jovens com ensino fundamental (22%) e juventudes negras (18%). Para 91% dos jovens brasileiros, sua situação financeira estará melhor daqui a cinco anos. Outros 88% confiam que terão uma condição financeira melhor que a dos pais e concordam que hoje é preciso estudar mais para conseguir um bom trabalho. Já 46% acreditam que conseguirão uma boa oportunidade de trabalho no futuro. Entre as áreas em que os jovens gostariam de trabalhar futuramente, a saúde aparece em primeiro lugar, com 25%. Em seguida, vêm tecnologia, com 22%; comércio e trabalho administrativo (19% cada); educação (16%); beleza e estética (14%) e comunicação e redes sociais (13%). Prioridades O salário é apontado por 64% dos jovens como o fator prioritário na escolha de um trabalho, seguido por benefícios, plano de carreira e ambiente de trabalho agradável (31% cada).  Ao mesmo tempo, 62% dos jovens afirmaram que aceitariam ganhar um pouco menos para trabalhar em um ambiente mais saudável, com menos pressão e estresse. Entre os jovens que trabalham ou já trabalharam, 69% já saíram de um emprego por vontade própria. Entre os principais motivos para essa decisão, 43% citaram falta de respeito ou tratamento inadequado de líderes ou chefes.  Outras razões foram jornadas longas ou acúmulo de funções (36%); excesso de cobrança ou pressão por resultados (32%); falta de oportunidade de crescimento ou de plano de carreira (28%); e dificuldade de conciliar trabalho e estudo (16%). Estudo e trabalho De acordo com o levantamento, 48% dos jovens ouvidos pelos pesquisadores estudam, 32% conciliam trabalho e estudo, 39% apenas trabalham e 13% não estudam nem trabalham.  Metade (50%) dos entrevistados afirmaram ser responsáveis por cuidar da casa, além de trabalhar ou estudar. Essas atribuições domésticas são mais acumuladas pelas mulheres (60%) do que pelos homens (40%).  O mesmo acontece com relação ao cuidado com idosos, crianças e outras pessoas, desempenhado por 28% das mulheres e 14% dos homens.   <img src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://imagens.ebc.com.br/UPQyaknI83ov5sG5lTUS-1aX8ns=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/06/25/img_7264.jpg_0.jpg?itok=L80tfoZF" alt="Brasília (DF), 25/06/2026 – Alunos do ensino médio do CED 16, na Ceilândia, aproveitam o segundo semestre letivo para intensificar a preparação em sala de aula visando o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vestibulares, Programa de Avaliação Seriada (PAS/UnB) e outros processos seletivos de ingresso no ensino superior Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil" title="Rafa Neddermeyer/Agência Brasil"> <img src="https://imagens.ebc.com.br/UPQyaknI83ov5sG5lTUS-1aX8ns=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/06/25/img_7264.jpg_0.jpg?itok=L80tfoZF" alt="Brasília (DF), 25/06/2026 – Alunos do ensino médio do CED 16, na Ceilândia, aproveitam o segundo semestre letivo para intensificar a preparação em sala de aula visando o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vestibulares, Programa de Avaliação Seriada (PAS/UnB) e outros processos seletivos de ingresso no ensino superior Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil" title="Rafa Neddermeyer/Agência Brasil"> Alunos do ensino médio do CED 16, na Ceilândia, aproveitam o segundo semestre letivo para intensificar a preparação em sala de aula visando o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Entre os jovens que estudam, foi constatado que 41% cursam educação superior, 27% estão no ensino médio, 18% fazem cursos livres e 11% cursam o ensino técnico.  O diploma de curso superior é considerado importante para conquistar trabalho por 85% dos jovens, com destaque entre os da Região Norte (91%).  Mas, para 91% dos entrevistados, cursos técnicos e profissionalizantes constituem um caminho mais rápido e eficiente para obter emprego. Para 60%, programas de apoio à inserção no mundo do trabalho devem contemplar cursos práticos e não apenas teóricos.  Competências socioemocionais Carla Chiamareli acredita que, em toda a trajetória educacional, falta preparar o jovem para saber como se configura e se organiza o mundo do trabalho. “Hoje, a educação está muito focada em desenvolver competências de matérias como português e matemática, que são essenciais, são componentes tradicionais, mas acaba investindo pouco nas competências socioemocionais”, comentou. Ela considera que a escola deve ensinar resiliência, capacidade de se frustrar e adaptabilidade, que “são competências que a gente aprende com a vida mas que têm também de estar dentro do currículo”. A gerente do Observatório Fundação Itaú acredita que a escola e a universidade têm que modificar seus currículos, para que tragam situações mais reais de aprendizagem. Medo da inteligência artificial Nove em cada dez jovens acreditam que a inteligência artificial (IA) vai eliminar muitas vagas de trabalho e 50% têm medo de perder espaço por conta dos avanços tecnológicos. O temor é mais frequente entre jovens com ensino fundamental (62%), integrantes das classes D/E (63%), pessoas com filhos (57%) e mulheres (55%). Entre jovens da classe A/B, o receio cai para 39%. Carla Chiamareli concordou que a IA vai substituir funções básicas, o que atemoriza os jovens brasileiros em geral, mas destacou que muitos dos entrevistados declararam ter esperança de que, mesmo que as substituições venham a ser feitas, eles ainda têm espaço para oportunidades de trabalho. Praticamente todos (97%) declararam que usam a inteligência artificial (IA) e a internet para aprender e crescer profissionalmente.  Mais oportunidades Na avaliação de Carla Chiamareli, a pesquisa traz um convite para as empresas começarem a repensar suas estruturas e abraçarem os jovens brasileiros.  Ela lembrou que o Brasil tem a Lei de Aprendizagem Profissional nº 10.097/2000, que exige que empresas de médio e grande porte contratem jovens de 14 a 24 anos como aprendizes, o que lhes garante inclusão social e o primeiro emprego. Apesar disso, ela destacou que existe uma margem de 40% de empresas que poderiam ter jovens em seus quadros, especialmente de renda mais baixa. “Eu vejo que esses dados trazem uma janela de oportunidade muito boa para as empresas pensarem políticas intersetoriais entre educação e trabalho”, disse.

觉得有价值?

分享给需要了解巴西市场的朋友

帮助更多中国企业看懂巴西,做成生意

China Brazil Insight · 中巴合作价值链中的信息节点

这条资讯影响你的业务吗?

CBI 提供从信息到行动的完整支持