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巴西资讯巴西贸易物流2026年8月22日

卢拉致电特朗普称关税指控无据,巴美贸易摩擦现缓和窗口

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Lula liga para Trump e diz que alegações para tarifaço são infundadas

巴西总统卢拉与特朗普通话1小时20分钟,称美方关税指控无依据,双方同意恢复谈判。对在巴中资企业而言,关税政策走向和双边关系缓和可能影响对美出口及合规预期。

为什么值得关注

巴美关税谈判重启窗口,直接影响在巴中资企业对美出口及合规预期。

本周五(21日)上午,巴西总统卢拉(Luiz Inácio Lula da Silva)致电美国总统特朗普,通话持续1小时20分钟,巴西总统府称气氛“友好”。卢拉明确表示,美国近期对巴西加征新关税所依据的指控“毫无根据”,并强调关税对两国均产生负面影响,对话是“最佳出路”。特朗普同意保持强劲商业纽带的必要性,并提议双方外交团队近期再次会晤。此次通话是巴美贸易摩擦升级背景下的首次高层直接沟通,对在巴中资企业而言,双边关税走向及谈判进程将直接影响其出口成本和合规策略。

卢拉在通话中逐条反驳了美方加征关税的理由,包括森林砍伐、优惠协定、知识产权、反腐、Pix支付系统、乙醇以及进口涉及强迫劳动的产品等。他未具体展开细节,但强调这些指控缺乏事实依据。特朗普则认可保持强劲商业纽带的重要性,并同意指派外交团队近期会晤。在安全议题上,卢拉重申巴西愿与美国合作打击有组织犯罪,并介绍了巴西的成果:通过金融窒息手段查获约170亿雷亚尔,以及《反帮派法》和亚马逊国际警察合作中心的建立。特朗普表示愿加强合作,并将指派高官推进。此外,两国总统还讨论了乌克兰和中东冲突,同意应紧急寻求俄乌冲突的谈判解决方案。卢拉对联合国安理会的无所作为表示遗憾,并建议召开安理会特别会议。

CBI 观察编辑判断

底稿显示卢拉主动致电并明确反驳关税指控,表明巴西政府正寻求缓和贸易摩擦。CBI认为,特朗普同意再次会晤,暗示美方可能愿意在部分议题上让步,但具体关税调整仍需观察后续谈判细节。

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信息概要

类型
政策发布
方向
巴西
分类
贸易物流
层级
编辑整理
地点
在巴中资企业、巴西出口商、依赖巴美贸易的制造业与农业
核验
待核验
对象
在巴中资企业出口商税务合规负责人
话题
贸易政策政治

来源信息

来源
Agência Brasil — Internacional
原文标题
Lula liga para Trump e diz que alegações para tarifaço são infundadas
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Lula liga para Trump e diz que alegações para tarifaço são infundadas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou, na manhã desta sexta-feira (21), para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para defender a retomada das negociações comerciais bilaterais e discutir a contenção de conflitos internacionais. Durante a conversa de 1 hora e 20 minutos, classificada pelo Planalto como cordial, Lula afirmou que as alegações americanas que motivaram a recente imposição de novas tarifas contra o Brasil são infundadas  O governo norte-americano fundamentou as medidas alegando desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado.  Notícias relacionadas: Lula diz que só acatará indicação de embaixador dos EUA após eleições. Lula quer mostrar a Trump números de queda do desmatamento na Amazônia. Lula afirmou que as tarifas afetam negativamente o Brasil e os Estados Unidos e enfatizou que o diálogo é o melhor caminho para ambos os países. Trump concordou com a necessidade de preservar os vínculos comerciais fortes e propôs o reencontro breve de suas equipes diplomáticas. Na pauta de segurança, Lula reiterou o interesse brasileiro na cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado. O presidente argumentou que grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas. Ele afirmou ainda que o Brasil tem instrumentos para enfrentar essas organizações. Entre as estratégias está a asfixia financeira que já resultou na apreensão de cerca de R$ 17 bilhões. Lula apresentou ainda os avanços brasileiros no combate ao crime organizado — destacando a Lei Antifacção e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus. Trump se dispôs a reforçar a cooperação bilateral e afirmou que indicará funcionários de alto escalão para dar andamento às tratativas. Os dois presidentes também conversaram sobre os principais conflitos globais, em especial as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. Ambos concordaram sobre a urgência de encontrar uma solução negociada para o conflito entre Rússia e Ucrânia, que já se estende por quase cinco anos. Já o presidente Trump teceu considerações sobre as perspectivas estadunidenses de resolução do conflito com o Irã.  O presidente brasileiro lamentou a inoperância do Conselho de Segurança da ONU diante dos conflitos e sugeriu a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para buscar saídas diplomáticas. "Os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos", declarou Lula.

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