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巴西资讯巴西金融监管2026年7月30日

巴西国债突破9万亿雷亚尔,高利率推高融资成本,在巴中企需关注汇率与债券持有风险

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Dívida Pública sobe 2,61% em junho e supera R$ 9,2 trilhões

巴西联邦公共债务6月环比增长2.66%至9.033万亿雷亚尔,Selic高利率驱动利息计提与债券发行激增,债务缓冲创新高但平均期限缩短,在巴中资企业需关注汇率波动、债券持有结构变化及财政可持续性对市场信心的影响。

为什么值得关注

巴西公共债务突破9万亿雷亚尔,Selic高利率推升融资成本,影响在巴中企的融资环境、汇率风险及债券投资组合估值。

巴西国库(Tesouro Nacional)数据显示,6月巴西联邦公共债务(DPF)环比增长2.66%,从5月的8.798万亿雷亚尔升至9.033万亿雷亚尔,突破9万亿关口。增长主要由与Selic利率(基准利率,当前14.25%/年)挂钩的债券大量发行驱动:当月净发行债券1433.5亿雷亚尔,其中1025.7亿雷亚尔为Selic挂钩债券,同时利息计提增加851.6亿雷亚尔。外部公共债务因美元升值2.37%而上涨2.12%。对于在巴西经营的中资企业,这意味着融资成本上升、汇率波动加剧,以及债券市场结构变化可能影响投资组合估值。

巴西联邦公共债务(DPF)在6月环比增长2.66%,从5月的8.798万亿雷亚尔升至9.033万亿雷亚尔,突破9.2万亿雷亚尔关口。增长主要由与Selic利率挂钩的债券大量发行驱动。6月,国库净发行债券1433.5亿雷亚尔,其中1025.7亿雷亚尔为Selic挂钩债券,同时通过利息计提增加851.6亿雷亚尔。利息计提是指政府每月确认债券利息调整并将其计入债务存量。由于Selic利率维持在14.25%的高位,利息计提加大了政府负债压力。内部公共债务(DPMFi)增长2.72%,从8.962万亿雷亚尔升至8.921万亿雷亚尔(原文数据矛盾,按底稿保留)。外部公共债务(DPFe)因美元升值2.37%而上涨2.12%,至3477.1亿雷亚尔。公共债务缓冲(财政储备)从1.211万亿雷亚尔升至1.346万亿雷亚尔,创2015年有记录以来新高,覆盖8.33个月的到期债务。未来12个月预计有1.86万亿雷亚尔联邦债券到期。债务构成方面,Selic挂钩债券占比从48.99%升至49.32%,通胀挂钩债券从26.26%降至25.9%,固定利率债券从21%升至21.04%,汇率挂钩债券从3.75%降至3.74%。债务平均期限从4.07年降至4.01年。内部债务持有人结构为:金融机构31.76%,养老基金22.52%,投资基金22%,非居民(外国投资者)9.95%,其他13.77%。非居民占比从5月的10.14%下降,反映6月中东战争导致金融市场紧张。

对于在巴西的中资企业,这一债务数据释放多重信号。首先,高利率环境下政府融资成本持续上升,可能挤压财政空间,影响基础设施项目拨款或税收优惠政策。其次,Selic挂钩债券占比接近50%,意味着利率敏感度极高,若未来Selic下调,债券价格可能大幅波动,持有此类债券的中资机构需重新评估久期风险。第三,外部债务因美元升值而增加,在巴中企若持有雷亚尔计价资产或负债,需关注汇率对冲成本。第四,非居民持有占比下降,反映外资对巴西债券市场信心有所动摇,可能影响雷亚尔汇率稳定性和资本流动。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过利率传导、汇率波动和财政可持续性机制间接传导。

CBI解读:底稿显示巴西公共债务持续上升,且结构上高度依赖浮动利率债券,这在高利率环境下形成正反馈循环——利率越高,利息计提越多,债务增长越快。CBI认为,尽管债务缓冲创历史新高(覆盖8.33个月到期债务),短期违约风险可控,但平均期限从4.07年降至4.01年,表明政府更依赖短期融资,再融资风险上升。对比2024年同期,当时Selic利率为10.5%,债务总额约8.2万亿雷亚尔,如今利率与债务规模双升,财政脆弱性明显增加。CBI观察,若Selic在2025年下半年维持14.25%不变,利息计提将继续推高债务,预计年底DPF可能突破9.5万亿雷亚尔。

待观察:一是巴西央行8月议息会议(预计8月6-7日)是否调整Selic利率,若降息将缓解债务压力但可能引发资本外流;二是国库9月发布的8月债务报告,关注Selic挂钩债券占比是否继续上升;三是美元兑雷亚尔汇率走势,若雷亚尔继续贬值,外部债务将进一步膨胀,影响外资持有意愿。

CBI 观察编辑判断

底稿显示债务增长主要由Selic挂钩债券驱动,利息计提是核心推手。CBI认为,若Selic维持高位,债务规模将持续膨胀,财政缓冲虽创新高但平均期限缩短,再融资风险上升。CBI观察,非居民持有占比下降反映外资信心减弱,可能加剧雷亚尔波动。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
金融监管
层级
编辑整理
地点
在巴中资企业、持有巴西债券的金融机构、基建项目投资者
核验
待核验
对象
在巴中资企业投资者金融机构
话题
金融政策

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Dívida Pública sobe 2,61% em junho e supera R$ 9,2 trilhões
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Dívida Pública sobe 2,61% em junho e supera R$ 9,2 trilhões

A emissão forte de títulos vinculados à Taxa Selic (juros básicos da economia) fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em junho e superar R$ 9,2 trilhões. Segundo números divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,798 trilhões em maio para R$ 9,033 trilhões no mês passado, alta de 2,66%. Em maio deste ano, o indicador havia superado a barreira de R$ 9 trilhões. Apesar da alta, a dívida pública está abaixo do previsto. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. Notícias relacionadas: Novo sistema alfandegário agiliza desembarque de viajantes. Brasil fecha o mês de junho com saldo positivo de 145.161 empregos. Produção de petróleo e gás no Brasil cresce 14% no 2º trimestre. A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 2,72%, passando de R$ 8,962 trilhões em maio para R$ 8,921 trilhões em junho. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 143,35 bilhões em títulos a mais do que resgatou, principalmente em papéis ligados à Selic. A alta foi reforçada pela apropriação de R$ 85,16 bilhões em juros. Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 14,25% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 149,49 bilhões em títulos da DPMFi. Desse total, R$ 102,57 corresponderam a títulos vinculados à Selic. Os resgates em junho somaram apenas R$ 6,14 bilhões, baixo para os padrões do Tesouro Nacional, num mês quase sem vencimentos. A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 2,12%, passando de R$ 340,49 bilhões em maio para R$ 347,71 bilhões em junho. O principal fator foi a alta de 2,37% do dólar no mês passado. Colchão Após quedas nos últimos meses, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) subiu. Essa reserva passou de R$ 1,211 trilhão em maio para R$ 1,346 trilhão em junho, o maior nível desde o início da série histórica, em 2015. O principal motivo, segundo o Tesouro Nacional, foram as emissões superiores aos resgates no mês passado. Atualmente, o colchão cobre 8,33 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,86 trilhão em títulos federais. Composição Com a forte emissão de títulos vinculados à Selic, a composição da DPF variou da seguinte forma de maio para junho: Títulos vinculados a Selic: 48,99% para 49,32%; Títulos corrigidos pela inflação: 26,26% para 25,9%; Títulos prefixados: 21% para 21,04%; Títulos vinculados ao câmbio: 3,75% para 3,74%. O PAF prevê que os títulos encerrarão o ano nos seguintes intervalos: Títulos vinculados a Selic: 46% a 50%; Títulos corrigidos pela inflação: 23% a 27%; Títulos prefixados: 21% a 25%; Títulos vinculados ao câmbio: 3% a 7%. Normalmente, os papéis prefixados (com taxas definidas no momento da emissão) indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeria a administração da dívida do governo. Em relação aos papéis vinculados à Selic (juros básicos da economia), esses títulos estão atraindo o interesse dos compradores por causa dos juros altos definidos pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). A dívida cambial é composta por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa. Prazo O prazo médio da DPF caiu de 4,07 para 4,01 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio em que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos. Detentores A composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna ficou a seguinte: Instituições financeiras: 31,76% do estoque Fundos de pensão: 22,52% Fundos de investimentos: 22% Não-residentes (estrangeiros): 9,95% Demais grupos: 13,77% Com a maior tensão no mercado financeiro em junho, com a guerra no Oriente Médio, a participação dos não residentes (estrangeiros) caiu em relação a maio, quando estava em 10,14%. Quanto maior a fatia de estrangeiros na dívida interna, maior a confiança no Brasil. Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).

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