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巴西资讯巴西宏观市场2026年7月24日

巴西汽油补贴再延30天,在巴中资物流成本短期承压

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Subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina é prorrogado por 30 dias

巴西政府将每升0.44雷亚尔的汽油补贴延长30天,以应对中东冲突导致的国际油价突破100美元/桶。补贴虽抑制了终端涨幅,但柴油补贴仅延60天、乙醇混合比例上调至32%,中资企业需关注燃油成本波动及政策调整节奏。

为什么值得关注

汽油补贴延长30天直接关系在巴中资物流和制造业的燃油成本,柴油补贴仅延60天且另一项已取消,政策不确定性增加运营风险。

巴西财政部长Dario Durigan于7月23日晚签署法令,将原定7月25日到期的每升0.44雷亚尔汽油补贴延长30天,自7月26日起继续执行。该补贴自5月25日生效,旨在缓冲中东冲突对国内燃油价格的冲击。同期,柴油补贴(每升1.12雷亚尔)已由国会临时措施延长60天,而另一项每升0.35雷亚尔的柴油补贴已于7月1日废止。对于在巴西从事物流、运输及制造业的中资企业而言,补贴延长虽暂时缓解了油价上涨压力,但政策的不确定性和国际油价高位运行仍构成成本风险。

巴西政府于7月23日宣布延长汽油补贴30天,这是自5月25日以来第二次延期。财政部长Dario Durigan在当晚签署法令,补贴从7月26日起继续执行。此前,原定于7月25日到期的补贴因中东局势再度紧张而得以延续。国际基准布伦特原油本周重新突破每桶100美元,受中东冲突升级、红海油轮遇袭及美伊和谈破裂等因素推动。6月短暂下跌后,油价再度飙升,迫使经济团队重新评估补贴终止计划。补贴通过国家石油、天然气和生物燃料局(ANP)直接支付给生产商和进口商,政府承担部分汽油成本,使炼油厂或国际市场的价格上涨更温和地传导至加油站。例如,在补贴推出后,Petrobras将A型汽油批发价每升上调0.48雷亚尔,但补贴后实际涨幅降至约0.04雷亚尔。柴油方面,每升1.12雷亚尔的补贴已由第1363号临时措施延长60天,财政部长可每两个月维持、修改或终止补贴,但须提前15天通知受益人。另一项每升0.35雷亚尔的柴油补贴已于7月1日废止,当时油价约为每桶70美元。此外,国家能源政策委员会(CNPE)将汽油中无水乙醇强制混合比例从30%提高至32%,有效期180天,旨在减少对石油衍生汽油的依赖并抑制终端价格。

对于在巴西的中资企业,尤其是物流、运输、制造业和农业领域,燃油成本是运营支出的核心组成部分。汽油补贴延长30天直接降低了车队和运输车辆的加油成本,但柴油补贴仅延长60天且另一项柴油补贴已取消,意味着重卡和农机用油成本仍面临上行风险。乙醇混合比例上调至32%可能部分替代汽油需求,但乙醇价格波动及供应链稳定性需关注。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过运输费用和通胀传导,中资企业的采购成本、物流效率和终端定价均可能受到波及。巴西联邦政府、财政部、ANP及CNPE是主要监管机构,中资企业应密切关注这些部门后续的政策公告。

CBI解读:底稿显示,巴西政府延长补贴的核心驱动力是国际油价突破100美元/桶,而非国内通胀压力缓解。CBI认为,补贴政策的临时性和政治敏感性意味着其可持续性存疑——财政部长有权每两个月调整,且需提前15天通知,这为政策突变留下空间。对比7月1日取消的0.35雷亚尔柴油补贴(当时油价70美元/桶),当前100美元/桶的油价水平下,政府更倾向于维持补贴,但若油价回落至80美元以下,补贴可能迅速退出。此外,乙醇混合比例上调至32%是结构性措施,短期内可降低汽油进口依赖,但乙醇产量和价格受甘蔗收成影响,中资乙醇生产企业或迎来机会。

待观察:1)8月下旬财政部长是否发布新的补贴评估通知(需提前15天告知受益人);2)布伦特原油价格能否持续站稳100美元/桶,或出现明显回落;3)CNPE是否在180天内进一步调整乙醇混合比例,以及乙醇市场供需变化。

CBI 观察编辑判断

底稿显示补贴延长直接源于国际油价突破100美元/桶,而非国内通胀压力。CBI认为,补贴的临时性意味着若油价回落至80美元以下,政府可能迅速退出,中资企业应避免将补贴视为长期成本优势。乙醇混合比例上调至32%是结构性变化,可能利好中资乙醇生产商,但需关注甘蔗产量波动。

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信息概要

类型
政策发布
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
在巴中资物流、运输、制造业及农业企业
核验
待核验
对象
在巴中资物流企业在巴中资制造业企业在巴中资农业企业
话题
政策行业趋势

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina é prorrogado por 30 dias
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina é prorrogado por 30 dias

O agravamento da guerra no Oriente Médio fez o governo prorrogar o subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina. Em vigor desde 25 de maio, o benefício acabaria no sábado (25) e foi estendido por 30 dias a partir de domingo (26). O ministro da Fazenda, Dario Durigan, assinou nesta quinta-feira (23) à noite a portaria com a extensão do subsídio, criado para reduzir os impactos do conflito guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis no Brasil.  Notícias relacionadas: Conselho eleva de 30% para 32% teor de etanol na gasolina por 180 dias. O subsídio de R$ 1,12 por litro do diesel continua em vigor. No último dia 16, o Congresso Nacional prorrogou, por 60 dias, a Medida Provisória 1.363, que instituiu a subvenção. O que é o subsídio? Chamado oficialmente de subvenção econômica, o subsídio é um incentivo pago pelo governo aos produtores e importadores de combustíveis para reduzir o impacto da alta dos preços internacionais sobre o consumidor. Na prática, o governo cobre parte do custo da gasolina, permitindo que o aumento nas refinarias ou no mercado internacional chegue de forma mais branda aos postos. O pagamento é feito diretamente aos produtores e importadores por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Por que o governo quer prorrogar? A principal razão é a nova disparada do preço do petróleo no mercado internacional. Depois de um período de queda em junho, o barril do petróleo tipo Brent voltou a ultrapassar US$ 100 nesta semana, pressionado pela retomada dos conflitos no Oriente Médio. Segundo o Ministério da Fazenda, esse cenário levou a equipe econômica a reavaliar o fim do benefício. Em nota enviada à Agência Brasil, mais cedo, a pasta já havia informado que estava em discussão "possível ato para viabilizar sua prorrogação, sem, ainda, decisão certa sobre prazo e valor", acrescentando que a medida dependeria de novas avaliações. Guerra influencia O governo havia sinalizado que poderia encerrar o subsídio da gasolina neste mês após o anúncio de um acordo preliminar de paz entre Estados Unidos e Irã, em junho, que reduziu temporariamente o preço do petróleo. No entanto, a retomada das tensões mudou o cenário. No início de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o acordo com o Irã havia fracassado e afirmou que não pretendia retomar as negociações. A escalada do conflito voltou a pressionar o mercado internacional de petróleo. Além disso, ataques a petroleiros no Mar Vermelho e os riscos para a navegação na região elevaram as preocupações sobre a oferta mundial da commodity. Impacto no Brasil O petróleo é a principal matéria-prima utilizada na produção de gasolina, diesel e querosene de aviação. Quando o barril sobe no mercado internacional, o custo dos combustíveis também tende a aumentar, pressionando a inflação e elevando despesas com transporte de passageiros e de cargas. Foi justamente para reduzir esse impacto que o governo criou as subvenções temporárias aos combustíveis. Poucos dias após o lançamento do subsídio da gasolina, por exemplo, a Petrobras elevou em R$ 0,48 por litro o preço da gasolina A vendida às distribuidoras. Com a ajuda do governo, o reajuste efetivo foi reduzido para cerca de R$ 0,04 por litro. Diesel continua O subsídio ao diesel permanece garantido. A medida provisória que instituiu o benefício de R$ 1,12 por litro foi prorrogada por mais 60 dias. Pela regra, ao fim de cada período de dois meses, o ministro da Fazenda poderá manter, alterar ou encerrar a subvenção, desde que comunique previamente os beneficiários com pelo menos 15 dias de antecedência. Outro subsídio para o diesel, de R$ 0,35, foi revogado em 1º de julho, após dois meses em vigor. Na ocasião, o barril do petróleo estava em torno de US$ 70, o que levou a equipe econômica a retirar o benefício. Outras medidas Além dos subsídios, o governo também adotou ações para reduzir os efeitos da alta do petróleo sobre os preços internos. Na semana passada, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) autorizou o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32%, medida válida inicialmente por 180 dias. A expectativa do governo é que o maior uso de biocombustível ajude a reduzir a dependência da gasolina derivada do petróleo e contribua para conter novos aumentos nos preços ao consumidor.

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