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巴西资讯巴西金融监管2026年7月22日

雷亚尔创一个多月新高,中资企业购汇成本短期承压

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Dólar cai para R$ 5,07, menor nível em um mês; bolsa fica estável

本周二美元兑雷亚尔跌至5.073,创6月15日以来新低,受巴西高利率和油价上涨推动;中资企业需关注购汇窗口及地缘风险对供应链的传导。

为什么值得关注

雷亚尔创一个多月新高,直接影响中资企业购汇成本、出口定价及套利收益,需关注汇率窗口与地缘风险传导。

本周二(21日),美元兑雷亚尔汇率下跌0.31%,收于5.073雷亚尔,为6月15日以来最低收盘水平。巴西高利率持续吸引套利资金流入,叠加国际油价因中东紧张局势连续第三个交易日上涨,共同支撑雷亚尔走强。年内美元兑雷亚尔已累计下跌7.57%。对于在巴西经营的中资企业而言,雷亚尔升值意味着以雷亚尔计价的进口成本上升,但出口收入结汇时可换取更多人民币或美元,需根据自身业务结构重新评估汇率风险敞口。

【核心事实】本周二,美元兑雷亚尔收于5.073,日跌幅0.31%,周跌幅0.73%,月跌幅1.73%,年跌幅7.57%。巴西股市Ibovespa指数基本持平,微跌0.03%至173,325.65点,连续第五个交易日下跌,成交额仅179亿雷亚尔,远低于今年日均水平。国际油价方面,布伦特原油上涨2%至91.01美元/桶,WTI原油上涨2.25%至84.34美元/桶,主要受胡塞武装封锁曼德海峡及美伊冲突升级影响。Petrobras普通股和优先股分别上涨1.43%和1.24%,限制了股指跌幅。

【中资企业触点】底稿未直接涉及中资企业具体影响,但通过以下机制间接传导:一是雷亚尔升值将提高中资企业在巴西采购本地原材料(如农产品、矿产)的人民币成本,但对出口巴西的中国商品(如机械、电子产品)的雷亚尔售价形成压力;二是巴西高利率环境持续吸引套利资金,中资企业若持有雷亚尔现金或短期债券,可受益于利差,但需警惕汇率波动侵蚀收益;三是中东地缘风险推高油价,巴西作为石油净出口国贸易条件改善,但中资能源企业(如参与巴西油气项目)需关注供应链中断风险。涉及监管机构包括巴西央行(BCB)和巴西国家石油管理局(ANP)。

【CBI解读】底稿数据显示,雷亚尔走强主要受结构性因素(高利率)和周期性因素(油价上涨)共同驱动。CBI认为,短期内雷亚尔仍有支撑:巴西央行维持高利率(目前Selic利率为13.75%)吸引套利交易,而中东冲突若持续,油价可能维持高位,进一步利好雷亚尔。但需注意,美元兑雷亚尔年内已累计下跌7.57%,若美联储后续释放鹰派信号或地缘风险缓和,雷亚尔可能面临回调。此外,巴西股市成交额低迷(179亿雷亚尔),反映投资者在地缘不确定性下趋于谨慎,中资企业应避免在流动性不足时进行大额资产配置。

【待观察】一是7月28日巴西央行将公布最新Selic利率决议,若维持或上调利率,雷亚尔可能继续走强;二是中东局势演变,特别是霍尔木兹海峡是否被封锁,将直接影响油价和雷亚尔走势;三是8月第一周巴西将公布7月通胀数据(IPCA),若通胀超预期,可能强化加息预期,进一步支撑雷亚尔。

CBI 观察编辑判断

底稿显示雷亚尔走强由高利率和油价上涨双轮驱动,CBI认为短期内这一逻辑仍成立,但需警惕美联储政策转向或中东局势缓和带来的回调风险。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
金融监管
层级
编辑整理
地点
在巴西经营的中资企业、进口商、出口商、能源企业
核验
待核验
对象
在巴中资企业贸易商金融机构
话题
金融

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Dólar cai para R$ 5,07, menor nível em um mês; bolsa fica estável
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Dólar cai para R$ 5,07, menor nível em um mês; bolsa fica estável

O dólar voltou a cair nesta terça-feira (21) e fechou no menor nível desde 15 de junho, com influência dos juros altos no Brasil e da alta internacional do petróleo. A bolsa de valores encerrou praticamente estável, mas acumulou a quinta queda seguida. Impulsionado pelas tensões no Oriente Médio, o petróleo avançou pela terceira sessão consecutiva. O avanço da commodity favoreceu moedas de países exportadores do produto, como o Brasil, mantendo o real em destaque entre os emergentes. Principais números Dólar à vista: -0,31%, a R$ 5,073 (menor fechamento desde 15 de junho); Acumulado do dólar: -0,73% na semana, -1,73% no mês e -7,57% no ano; Ibovespa: -0,03%, aos 173.325,65 pontos; Petróleo Brent (setembro): +2%, a US$ 91,01 o barril; Petróleo WTI (setembro): +2,25%, a US$ 84,34 o barril. Dólar Notícias relacionadas: Houthis fecham estreito de Bab el-Mandeb em bloqueio à Arábia Saudita . Irã informa ter atacado central de dados da Amazon no Bahrein. Mercado reduz expectativa de inflação para 5,15% em 2026. O dólar comercial recuou 0,31%, para R$ 5,073, renovando o menor nível de fechamento em pouco mais de um mês, mesmo com a valorização da moeda americana diante das principais divisas globais. O movimento foi sustentado principalmente pela alta do petróleo, que melhora os termos de troca para o Brasil, exportador líquido da commodity. Também foi influenciado pelos altos juros domésticos, que continuam atraindo operações de carry trade, transferência de capitais financeiros de economias avançadas para o Brasil, para aproveitar a diferença de taxas. O real teve o segundo melhor desempenho entre moedas emergentes no dia, atrás apenas do peso colombiano. No acumulado do ano, a moeda americana registra queda de 7,57% em relação ao real. Apesar de novas incertezas envolvendo a guerra entre Estados Unidos e Irã e do anúncio de novas tarifas americanas sobre produtos canadenses, o mercado de câmbio mostrou volatilidade limitada ao longo da sessão. Bolsa O Ibovespa encerrou praticamente estável, com leve queda de 0,03%, aos 173.325,65 pontos, após oscilar entre perdas e ganhos durante todo o pregão. A liquidez permaneceu reduzida, com giro financeiro de R$ 17,9 bilhões, bem abaixo da média diária registrada neste ano. As ações da Petrobras, as mais negociadas, acompanharam a valorização do petróleo e ajudaram a limitar as perdas do índice. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) subiram 1,43%. As ações preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) valorizaram-se 1,24%. O desempenho da Bolsa brasileira voltou a destoar do exterior. Em Nova York, os principais índices acionários encerraram o dia em alta, impulsionados principalmente pelo setor de tecnologia, enquanto o mercado doméstico permaneceu pressionado pelas incertezas geopolíticas e pelo baixo volume de negócios. Petróleo Os contratos internacionais do petróleo fecharam em forte alta diante da persistência dos riscos à oferta global provocados pelo conflito no Oriente Médio. O Brent, referência para a Petrobras, avançou 2%, para US$ 91,01 o barril. O barril WTI, do Texas, subiu 2,25%, encerrando a US$ 84,34. Os preços continuaram pressionados pelas ameaças do grupo rebelde Houthi à navegação no Estreito de Bab-el-Mandeb, na saída do Mar Vermelho. A rota é estratégica para o transporte mundial de petróleo. Com o Estreito de Ormuz, na saída do Golfo Pérsico, bloqueado, o mercado também acompanhou novas ofensivas militares entre Estados Unidos e Irã e a possibilidade de interrupções no fluxo global de petróleo, mantendo elevado o prêmio de risco do produto. *com informações da Reuters.

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