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巴西资讯巴西宏观市场2026年7月18日

巴西财长称不会放弃对美谈判,25%关税或催生互惠措施

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Brasil não deixará de negociar tarifas impostas pelos EUA, diz Durigan

巴西财长Durigan于4月17日表示,巴西正研究针对美国25%关税的互惠措施,强调不放弃谈判,Pix支付系统不在谈判范围内,中资企业需关注双边贸易政策变化对供应链的影响。

为什么值得关注

巴西对美25%关税的互惠措施可能影响在巴中资企业的贸易成本与供应链布局,Pix支付系统被排除在谈判外,金融科技企业短期风险可控。

巴西财政部长Dario Durigan于本周五(17日)在圣保罗表示,巴西政府正在研究针对美国于本周四(16日)对巴西加征25%关税的互惠措施。Durigan强调“报复”一词不在考虑范围内,巴西不会放弃与美国谈判,并指出美国加税缺乏经济逻辑。这一表态意味着巴西与美国之间的贸易摩擦可能进一步升级,在巴中资企业需密切关注后续互惠措施对双边贸易及供应链的潜在冲击。

巴西财政部长Dario Durigan于本周五(17日)在圣保罗明确表示,巴西政府正在研究针对美国于本周四(16日)对巴西加征25%关税的互惠措施。Durigan强调,“报复”一词不在考虑范围内,巴西国会已一致通过一项保护国家利益的法律,为应对其他国家无理或单方面攻击提供了程序。他表示,其职责是确保经济稳定,正在谨慎评估国会提供的互惠程序,并将结果提交总统。Durigan认为美国征收25%关税是不公正的,巴西不会放弃谈判。他指出巴西对美贸易存在逆差,而美国对巴西的关税在经济逻辑上不合理。Durigan还称,特朗普政府忽视了行业讨论,对巴西实施了“一种普遍的惩罚”,其关于巴西不当贸易行为的论据是虚假的。此外,他明确表示Pix支付系统不在谈判范围内,美国将其视为不公平竞争是荒谬的。他认为美国加税存在政治选举动机,并批评巴西国内有人支持这种损害国家利益的行为。

对于在巴中资企业而言,这一事件的影响主要体现在贸易与供应链层面。底稿未直接涉及中资企业,但通过巴西对美贸易逆差及互惠措施机制间接传导。巴西是美国重要贸易伙伴,若巴西对美实施互惠关税,可能影响在巴中资企业从美国进口原材料或设备的成本,以及通过巴西转口至美国市场的商品竞争力。此外,Pix支付系统被排除在谈判之外,意味着中资支付或金融科技企业无需担忧短期内Pix被用作谈判筹码,但需关注美国后续可能针对Pix的单独行动。巴西监管机构如CAMEX(外贸委员会)和Receita Federal(联邦税务局)可能参与互惠措施的制定与执行,中资企业应密切关注其公告。

CBI解读:底稿显示巴西政府态度强硬,但强调“互惠”而非“报复”,表明其仍留有谈判空间。CBI认为,巴西此举意在向美国施压,同时避免贸易战全面升级。巴西对美贸易逆差的事实削弱了美国加税的合理性,巴西可能利用这一逻辑在国际场合争取支持。中资企业应警惕巴西互惠措施可能扩大至其他领域,如农产品或工业品,从而影响在巴中资企业的采购与出口计划。

待观察:1. 巴西政府将在未来几个月内公布具体的互惠措施清单及生效日期;2. 美国是否会对巴西的互惠措施作出进一步反制;3. 巴西国会通过的保护国家利益法律的具体条款是否涉及中资企业所在行业。

CBI 观察编辑判断

底稿显示巴西政府强调“互惠”而非“报复”,表明其仍留有谈判空间。CBI认为,巴西对美贸易逆差的事实削弱了美国加税的合理性,巴西可能利用这一逻辑在国际场合争取支持。

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信息概要

类型
政策发布
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
在巴中资企业、进出口贸易商、金融科技企业
核验
待核验
对象
在巴中资企业贸易商出口商
话题
政策贸易

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Brasil não deixará de negociar tarifas impostas pelos EUA, diz Durigan
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
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Brasil não deixará de negociar tarifas impostas pelos EUA, diz Durigan

O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (17), em São Paulo, que o governo brasileiro estuda medidas de reciprocidade em relação à taxação imposta pelos Estados Unidos ao Brasil nesta quinta-feira (16). “Não cabe falar em retaliação, essa é uma palavra que está fora do nosso escopo. Com o que a gente trabalha: o Congresso Nacional aprovou por unanimidade uma lei que protege os interesses nacionais oferecendo um procedimento próprio para ser utilizado em casos de ataque injustificado ou unilateral de outros países. Nós estamos tomando muito cuidado com isso e não é um cuidado em relação aos Estados Unidos, é em relação à nossa economia”, disse.  Notícias relacionadas: São Paulo e Santa Catarina sofrem 52% do impacto do tarifaço dos EUA. Entenda a Lei de Reciprocidade, que o Brasil pode adotar contra os EUA. Setores atingidos por tarifaço dos EUA terão novo plano de socorro. Segundo Durigan, seu papel é o de garantir que a economia siga estável e numa boa trajetória. “Estamos avaliando [junto com os empresários] com cautela o processo de reciprocidade que o Congresso nos ofereceu para que a gente leve ao presidente. Isso não está sendo feito de maneira açodada, portanto não cabe falar em retaliação e a reciprocidade tem sido avaliada para ser usada na medida e no tempo correto”. Segundo o ministro, a aplicação de tarifas de 25% feita pelo governo norte-americano é injusta e o governo brasileiro não vai deixar de negociar.  “Em grande medida, como [o governo dos EUA] não tem um contra-argumento, nos parece que do ponto de vista econômico do debate, o Brasil tem razão. Então, como temos razão, a gente não pode baixar a cabeça. Temos que seguir fazendo um bom debate, um bom enfrentamento. Sob a própria lógica do governo dos Estados Unidos, a tarifa para o Brasil não faz sentido”. Durigan lembrou, durante a coletiva, que o Brasil tem déficit na balança comercial com os Estados Unidos. “Hoje, os brasileiros, as famílias, as empresas, pagam para os Estados Unidos, gerando déficit comercial para o Brasil e superávit para os norte-americanos”. Por outro lado, o ministro afirmou que o Brasil conseguiu consolidar sua economia, “o que nos dá condição de proteger a nossa população, como fizemos no caso dos combustíveis”. Punição Para a imposição das novas tarifas, o ministro afirmou que o governo de Donald Trump desconsiderou qualquer tipo de debate setorial e aplicou “uma espécie de punição geral ao Brasil”. Segundo ele, “tirou-se da cartola um outro fundamento, que é o fundamento das práticas comerciais indevidas para se restituir uma tarifa sobre o Brasil. Mas essas práticas comerciais, os argumentos utilizados são falsos. Talvez eles estejam olhando para o governo anterior ainda quando falam sobre desmatamento e sobre outras coisas. É totalmente falso”. Durigan reforçou que já nesses próximos meses seguirá negociando com os representantes dos Estados Unidos.  “O esforço não deixará de ser feito. Assim que tiver a oportunidade, eu vou levar essa insatisfação e nossos argumentos, com respeito, para dizer o quanto isso é prejudicial para a relação bilateral”. Pix Durgan também garantiu que o Pix não está em negociação. A ferramenta brasileira é considerada pelo governo norte-americano uma ameaça às relações comerciais com o Brasil. “O Pix é um ponto de conflito absurdo. Pix é uma infraestrutura brasileira e não é um concorrente de mercado. Inclusive é uma infraestrutura pública aberta. Ele ampliou as transações — seja de cartão, seja à vista — no Brasil. Os Estados Unidos classificam o Pix como prática desleal, o que é um completo absurdo. Não faz nenhum sentido que se discuta o Pix numa mesa de negociação, porque o Pix não está em negociação. Ele vai ser preservado como um serviço público oferecido aos brasileiros”. Argumento político Para Durigan, "é evidente" que há um argumento político a respeito da taxação dos Estados Unidos aplicada ao Brasil.  “Como a gente ganha o argumento técnico, o argumento econômico e de comércio, não sobre outra coisa a não ser o argumento político. O mais triste é que ele é um argumento político-eleitoral e tem gente no Brasil que apoia esse tipo de medida contra o país para ter muleta eleitoral, para ter benefício eleitoral, o que joga contra os interesses nacionais. Isso é contra o interesse das empresas, dos trabalhadores, de quem fez investimento e de quem não vai mais conseguir exportar para os Estados Unidos por um capricho eleitoral”.

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