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巴西资讯巴西宏观市场2026年7月10日

巴西博彩广告新规7月生效,中资平台合规成本与营销策略面临调整

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Publicidade de bets terá aviso sobre risco de dependência e perdas

巴西财政部1月9日宣布在线体育博彩广告新规,7月17日起广告须含风险警告、禁止网红诱导投注,违规最高罚营业额20%;中资博彩及关联营销平台需在6个月内完成广告合规改造。

为什么值得关注

行业|数字(罚款上限20%营业额、7月17日生效)|监管机构(巴西财政部)|合规动作(广告警告语、网红禁令)

巴西财政部长Dario Durigan于1月9日(周四)宣布,在线体育博彩公司(bets)须从2025年7月17日起执行更严格的广告规则。新规于1月10日公布,核心要求包括:广告中必须强制添加类似香烟、酒精饮料和药品的警告语(如“赌博会让你赔钱”“赌博可能导致依赖”“赌博不是投资”);禁止将博彩宣传为投资或轻松赚钱方式;禁止制造紧迫感;禁止评论员、专家或网红诱导公众投注;禁止展示历史获奖记录;禁止向儿童和青少年投放广告。违规企业面临最高营业额20%的罚款、暂停活动最长180天,严重重复违规时吊销运营许可。对于在巴西持有博彩牌照或通过 affiliate 营销获客的中资企业,这意味着广告素材、KOL合作合同及投放渠道必须在生效日前完成全面合规审查。

巴西财政部于1月9日宣布,在线体育博彩公司(bets)须从2025年7月17日起执行更严格的广告规则。新规于1月10日公布,核心要求包括:广告中必须强制添加类似香烟、酒精饮料和药品的警告语(如“赌博会让你赔钱”“赌博可能导致依赖”“赌博不是投资”);禁止将博彩宣传为投资或轻松赚钱方式;禁止制造紧迫感;禁止评论员、专家或网红诱导公众投注;禁止展示历史获奖记录;禁止向儿童和青少年投放广告。违规企业面临最高营业额20%的罚款、暂停活动最长180天,严重重复违规时吊销运营许可。

对在巴西运营的中资博彩平台(如已获得联邦授权的体育博彩公司)以及为其提供 affiliate 营销、支付结算或技术服务的中国背景企业,新规直接冲击营销获客环节。底稿显示,政府已下架5.6万个非法博彩网站、封禁约1000个网红账号,并强制约100万不符合法律限制的投注者进行自我排除。这表明监管执行力度正在加强,中资企业不仅需要调整广告内容,还需排查合作网红及推广渠道的合规性,避免因第三方违规而承担连带责任。此外,底稿提及2026年已通知37家涉嫌为非法博彩转移资金的金融科技公司,暗示支付通道的合规审查也将趋严。

CBI解读:底稿显示巴西政府正系统性地将博彩行业从“2018年法律允许但未监管”状态推向全面合规化。2023年国会通过行业一般规则,2024年成立财政部奖项与博彩秘书处,2025年开始征收授权费并实施运营规则,广告新规是其中关键一环。CBI认为,新规对中资企业的影响不仅限于广告合规本身,更可能引发获客成本上升(因网红渠道受限)、用户转化率下降(因警告语削弱冲动投注),以及品牌声誉风险(若被认定为违规)。横向对比,类似警告语要求已在香烟、酒精行业实施多年,但博彩广告的数字化、社交化属性使执行难度更高,巴西司法与公共安全部可能联合ANPD(国家数据保护局)对定向广告投放进行额外限制。

待观察:1)巴西财政部是否会在7月17日前发布更细化的广告合规指引(如警告语字体、时长、位置要求);2)联邦最高法院(STF)是否会对新规的合宪性提出挑战(尤其是对网红言论自由的限制);3)已获授权的中资博彩平台在2025年上半年财报中是否计提合规改造费用,以及用户活跃度数据变化。

CBI 观察编辑判断

底稿显示巴西博彩监管正从“法律允许但未监管”转向全面合规化,广告新规是2025年授权费征收后的第二项核心执行措施。CBI认为,中资企业需在6个月内完成广告素材、KOL合同及投放渠道的合规改造,同时关注支付通道的连带审查风险。

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信息概要

类型
政策发布
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
在巴西运营的中资博彩平台、affiliate营销公司、支付及技术服务商
核验
待核验
对象
在巴中资企业平台企业法务团队
话题
政策合规行业趋势

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Publicidade de bets terá aviso sobre risco de dependência e perdas
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
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Publicidade de bets terá aviso sobre risco de dependência e perdas

As empresas de apostas esportivas online, as chamadas bets, terão de enquadrar-se em regras mais duras de publicidade, anunciou nesta quinta-feira (9) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. As novas normas serão publicadas nesta sexta-feira (10) e passam a valer em 17 de julho. As medidas incluem a obrigatoriedade de advertências nas campanhas publicitárias, restrições às estratégias de marketing e o reforço da fiscalização sobre empresas que atuam de forma irregular. Alertas obrigatórios Uma das portarias determina que toda publicidade de empresas autorizadas seja acompanhada de mensagens de advertência semelhantes às utilizadas em propagandas de cigarros, bebidas alcoólicas e medicamentos. Notícias relacionadas: Defensores pedem regras mais rígidas para publicidade das bets . Cazé TV expõe lacuna nas regras da publicidade de bets no país. As campanhas deverão exibir uma das seguintes mensagens: • "Ministério da Fazenda adverte: apostar faz você perder dinheiro"; • "Ministério da Fazenda adverte: apostar pode causar dependência"; •  "Ministério da Fazenda adverte: aposta não é investimento". Segundo Durigan, a iniciativa busca ampliar a conscientização da população sobre os riscos associados às apostas. Publicidade limitada A segunda portaria, elaborada em conjunto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, estabelece novas restrições para as campanhas das empresas autorizadas. Entre as medidas estão a proibição de apresentar apostas como forma de investimento ou ganho fácil de dinheiro, de criar senso de urgência para estimular apostas e de utilizar comentaristas, especialistas ou influenciadores para induzir o público a apostar. "Todos os canais estão sujeitos a essas regras. Todo comentarista está proibido de induzir. Os comentaristas ou especialistas que comentam jogos ou mesas-redondas têm, para algumas pessoas, um tom de autoridade e, ao passar uma informação, também induzem ao jogo", afirmou o ministro. Durigan também destacou que o governo pretende impedir o uso de análises técnicas como estratégia de convencimento do apostador. "Não é lícito nem regular induzir o consumidor a erro misturando o comentário de um especialista, dizendo que a melhor aposta é uma ou que o caminho é aquele, dando um verniz de respaldo técnico", declarou. As novas regras ainda proíbem a divulgação de históricos de premiações ou resultados anteriores capazes de estimular apostas. "Quando se mostra o histórico de premiação, se oculta o histórico de perdas", disse. As campanhas também não poderão direcionar publicidade para crianças e adolescentes. "Há tolerância zero à publicidade que, de alguma maneira, busque atingir criança e adolescente", reforçou. Combate às ilegais Durante a coletiva, Durigan reafirmou que o governo manterá uma atuação rigorosa contra empresas que operam sem autorização no país. "A gente faz restrições à publicidade de bets no país. Eu não preciso dizer, porque é chover no molhado, a nossa tolerância zero com as ilegais. Então, bet ilegal, em nenhuma medida está autorizada, e nem os publicitários, os veículos de comunicação estão autorizados a veicular qualquer publicidade envolvendo empresa não autorizada a operar no mercado", afirmou. Segundo o ministro, a proibição também alcança plataformas e veículos responsáveis pela divulgação das campanhas. Penalidades Empresas que desrespeitarem as novas regras poderão sofrer sanções administrativas. As penalidades previstas incluem: • multa de até 20% do faturamento da operadora; • suspensão das atividades por até 180 dias; • cassação da autorização de funcionamento em casos de reincidência grave. Fiscalização Durigan também apresentou um balanço das ações de fiscalização conduzidas pelo governo desde a regulamentação do setor. Segundo o ministro: • 56 mil sites de apostas ilegais já foram retirados do ar; • cerca de 1 mil perfis de influenciadores foram derrubados; •  aproximadamente 1 milhão de apostadores tiveram a autoexclusão determinada por estarem em desacordo com as restrições previstas na legislação. "Houve uma vedação de que beneficiários de programas do governo estão proibidos de acessar. Decisão do STF. E também das pessoas que aderem ao Desenrola", explicou. O ministro acrescentou que as próprias empresas autorizadas têm colaborado com denúncias envolvendo operadores clandestinos. Regulação Durigan também apresentou uma linha do tempo da regulamentação das apostas esportivas no Brasil: •  2018: autorização legal para funcionamento, sem regulamentação; •  2023: Congresso aprova as regras gerais do setor; •  2024: criação da Secretaria de Prêmios e Apostas, no Ministério da Fazenda; •  2025: início da cobrança de outorgas e da aplicação das regras para operação regular; •  2026: notificação de 37 fintechs suspeitas de movimentar recursos ligados a bets ilegais. Segundo o Ministério da Fazenda, o objetivo das novas medidas é reduzir práticas publicitárias consideradas abusivas, ampliar a proteção ao consumidor e reforçar o combate ao mercado ilegal de apostas no Brasil.

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