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巴西资讯巴西宏观市场2026年6月24日

巴西老龄化催生殡葬业转型,中资可关注预付费计划与专业化服务

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Tiago Oliva Schietti, empresário do setor cemiterial, e os impactos do envelhecimento populacional sobre o mercado funerário

巴西人口老龄化加速,殡葬行业年营业额达130亿雷亚尔,正从被动服务转向预付费等经常性收入模式,73%民众对殡葬计划感兴趣,中资企业可关注该领域的专业化与投资机会。

为什么值得关注

巴西殡葬行业年营业额130亿雷亚尔,73%民众对预付费计划感兴趣,中资可关注预付费金融产品与数字化管理系统机会。

巴西人口老龄化速度超过服务基础设施的吸纳能力。2025年,巴西老年人口约3180万,预期寿命超过76岁,年死亡人数接近130万。这一趋势正推动殡葬行业从传统的被动反应模式,转向长期规划与专业化管理。据Zurik Advisors为巴西私立公墓和火葬场工会(Sincep)进行的调查,该行业拥有超过1.1万家企业,年营业额约130亿雷亚尔。对于在巴西经营的中资企业而言,这一结构性转型意味着新的市场进入与投资机会,尤其是在预付费殡葬计划、家庭援助计划以及殡葬管理系统的数字化领域。

巴西人口老龄化速度超过其服务基础设施的历史吸纳能力。2025年,巴西老年人口约3180万,全国预期寿命超过76岁。这一人口结构变化开始对殡葬行业产生具体影响。该行业拥有超过1.1万家企业(包括殡仪馆、公墓、火葬场和计划管理公司),目前年营业额约130亿雷亚尔,数据来自Zurik Advisors为巴西私立公墓和火葬场工会(Sincep)进行的调查。这一规模不仅反映了死亡人数的增加(据IBGE,目前年死亡人数接近130万),也反映了市场组织和规划方式的变化。长期以来,巴西殡葬行业被视为被动反应型业务,现在正让位于长期规划逻辑,更接近补充医疗和保险行业的管理模式。企业家Tiago Oliva Schietti(蒂亚戈·奥利瓦·斯基埃蒂)活跃于公墓和殡葬领域,该领域现在要求长期规划和更高的运营可预测性。随着客户群体日益老龄化且更将自身死亡率视为财务规划变量,企业需要提前预测需求、规划运营能力并构建经常性服务模式。死亡人数增长对基础设施构成直接挑战:公墓容量有限,火葬场集中在少数大都市区,许多殡仪馆仍采用手动排程和文件处理流程。这种压力促使企业审查内部流程、投资管理系统并重新配置物理资源。据Tiago Oliva Schietti称,资源规划已成为中长期战略的一部分。最显著的变化之一是从一次性收入模式转向基于家庭援助计划和预付费产品的经常性收入模式。Amar Assist Insurtech的研究显示,约73%的巴西人对殡葬计划感兴趣,主要是为了避免丧亲时的官僚程序和意外开支。需求增长和财务可预测性的需求正在加速行业管理的专业化。家族企业开始采用治理、绩效指标和正式继任流程。该行业的转型悄然进行,但数字表明这是一个由不可逆人口趋势支撑的、正在实际扩张的市场。

对于在巴西的中资企业而言,殡葬行业的转型提供了多个潜在触点。首先,预付费殡葬计划与家庭援助计划类似于保险产品,中资保险公司或金融科技公司可考虑与本地殡葬企业合作,开发面向华人和本地社区的殡葬金融产品。其次,殡葬管理系统的数字化需求——如自动排程、文件处理、客户关系管理——为在巴中资软件和IT服务企业提供了B2B机会。第三,公墓和火葬场的基础设施投资,尤其是在大都市区周边,可能吸引中资建筑和地产企业的参与。底稿未直接涉及中资企业在该行业的具体案例,但通过上述机制,中资企业可间接参与这一由人口趋势驱动的市场扩张。

CBI解读:底稿显示巴西殡葬行业正经历从一次性服务向经常性收入模式的转变,73%的民众对殡葬计划感兴趣,表明市场需求旺盛。CBI认为,这一转型与巴西人口老龄化的不可逆趋势高度相关,行业年营业额130亿雷亚尔的规模已具备可观的投资吸引力。与医疗和保险行业的类比提示,殡葬行业的专业化进程可能加速,中资企业若提前布局预付费计划或数字化管理系统,有望在竞争初期占据优势。但需注意,该行业受地方监管和习俗影响较大,中资进入前应充分评估法律合规与本地合作伙伴选择。

待观察:一是巴西私立公墓和火葬场工会(Sincep)是否会推动行业标准化或新的监管框架,影响外资进入门槛;二是预付费殡葬计划的监管细则是否会在2025年后出台,类似保险产品的合规要求;三是巴西主要城市公墓容量和火葬场扩建项目的招标进展,可能成为中资基建企业的具体切入点。

CBI 观察编辑判断

事实:底稿显示巴西殡葬行业正从被动服务转向预付费等经常性收入模式,73%民众对殡葬计划感兴趣。CBI认为,这一转型与人口老龄化趋势高度相关,行业专业化加速为中资提供了金融科技和IT服务的切入点,但需关注地方监管与习俗差异。

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信息概要

类型
行业趋势
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
殡葬企业、保险公司、金融科技公司、IT服务商、建筑与地产企业
核验
待核验
对象
在巴中资企业投资者金融科技公司
话题
行业趋势市场进入

来源信息

来源
Valor Econômico
原文标题
Tiago Oliva Schietti, empresário do setor cemiterial, e os impactos do envelhecimento populacional sobre o mercado funerário
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Tiago Oliva Schietti, empresário do setor cemiterial, e os impactos do envelhecimento populacional sobre o mercado funerário

O Brasil está envelhecendo em ritmo mais rápido do que sua infraestrutura de serviços historicamente conseguiu absorver. Em 2025, o país já contava com aproximadamente 31,8 milhões de pessoas idosas, e a expectativa de vida nacional superou os 76 anos. Esse deslocamento demográfico, discutido há décadas em estudos populacionais, começou a produzir efeitos concretos sobre setores que antes operavam à margem do debate econômico, entre eles, o funerário. O segmento, que reúne mais de 11 mil empresas entre funerárias, cemitérios, crematórios e administradoras de planos, movimenta hoje cerca de R$ 13 bilhões por ano no Brasil, segundo levantamento da Zurik Advisors para o Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep). Esse volume reflete não apenas o aumento do número de óbitos, hoje próximo de 1,3 milhão por ano, segundo o IBGE, mas também uma mudança na forma como esse mercado se organiza e se planeja. Da informalidade à gestão estruturada Por muito tempo, o setor funerário brasileiro foi tratado como um negócio de operação reativa: a demanda surgia, e a resposta era dada sob pressão de tempo e emoção. Esse modelo começa a ceder espaço a uma lógica de planejamento de longo prazo, mais próxima da gestão observada em setores como saúde suplementar e seguros. A mudança da pirâmide etária brasileira também começou a alterar a lógica de operação das empresas do segmento. Inserido nesse contexto, Tiago Oliva Schietti, empresário do setor cemiterial e funerário, atua em uma área que passou a exigir planejamento de longo prazo e maior previsibilidade operacional. Com uma base de clientes cada vez mais idosa e mais consciente de sua própria mortalidade como variável de planejamento financeiro, as empresas do setor precisam antecipar demanda, dimensionar capacidade operacional e estruturar modelos de atendimento recorrentes, não apenas emergencial. Capacidade operacional sob pressão O crescimento do número de óbitos anuais impõe um desafio direto de infraestrutura: cemitérios com capacidade limitada, crematórios concentrados em poucas regiões metropolitanas e funerárias que ainda operam com processos manuais de agendamento e documentação. A equação é conhecida em outros setores de serviços essenciais, demanda crescente, oferta fixa no curto prazo, mas no segmento funerário ela ganhou urgência apenas recentemente. Essa pressão tem levado empresas a revisar processos internos, investir em sistemas de gestão e repensar a alocação de recursos físicos, como número de jazigos disponíveis e capacidade de cremação. Segundo o empresário do setor cemiterial e funerário, Tiago Oliva Schietti, o dimensionamento desses recursos deixou de ser uma decisão isolada e passou a integrar o planejamento estratégico de médio e longo prazo das empresas do setor, à medida que a curva demográfica brasileira se consolida. Novos modelos de receita recorrente Um dos efeitos mais relevantes dessa transformação é a migração de um modelo de receita pontual, pago no momento do óbito, para modelos de receita recorrente, baseados em planos de assistência familiar e produtos de pré-pagamento. Tal como alude Tiago Oliva Schietti, essa mudança altera a lógica financeira das empresas, que passam a operar com fluxo de caixa mais previsível e horizonte de planejamento mais longo. Pesquisa da Amar Assist Insurtech indica que cerca de 73% dos brasileiros demonstram interesse em planos funerários, principalmente para evitar burocracia e gastos imprevistos no momento da perda. Esse interesse crescente abre espaço para produtos financeiros mais sofisticados, com diferentes faixas de cobertura e prazos, em uma lógica que se aproxima cada vez mais da estrutura de seguros tradicionais. Profissionalização como resposta estrutural A combinação entre crescimento de demanda e necessidade de previsibilidade financeira está acelerando a profissionalização da gestão no setor. Empresas familiares, historicamente predominantes no segmento, passam a adotar práticas de governança, indicadores de desempenho e processos de sucessão mais formais, movimento comum em setores que atravessam fases de consolidação. Mais do que uma resposta às pressões regulatórias e financeiras, a profissionalização passou a ser vista como condição necessária para que o setor consiga atender a uma demanda crescente com maior previsibilidade e qualidade operacional. Nesse ambiente de transformação, profissionais ligados à gestão funerária, como Tiago Oliva Schietti, acompanham um movimento que tende a se intensificar nas próximas décadas. Um setor que se redesenha silenciosamente Diferente de outros movimentos econômicos mais visíveis, a transformação do setor funerário brasileiro ocorre de forma discreta, distante dos grandes holofotes do noticiário de negócios. Ainda assim, os números indicam um mercado em expansão real, sustentado por uma tendência demográfica irreversível no curto e médio prazo. O desafio, segundo especialistas do setor, não é apenas atender ao volume crescente de demanda, mas fazê-lo com qualidade de serviço, eficiência operacional e modelos financeiros sustentáveis, uma equação que exigirá, nos próximos anos, investimento contínuo em gestão, tecnologia e capacitação profissional em toda a cadeia funerária brasileira.

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