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巴西资讯巴西税务合规2026年6月23日

巴西工业界喊话下届政府:减税与财政平衡成核心诉求,中资制造业需关注税改走向

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Redução de impostos e equilíbrio fiscal são prioridades, aponta CNI

巴西全国工业联合会(CNI)最新调查显示,近三成工业企业将减税与税制改革列为2027-2030年政府首要议题,45%企业视减税为自身优先事项;中资制造业需警惕税改节奏对投资成本与合规压力的传导。

为什么值得关注

29%工业企业将减税列为首要议题,45%企业视减税为自身优先,直接关联中资制造业在巴西的合规成本与投资决策窗口。

巴西全国工业联合会(CNI)于7月22日公布的一项调查显示,工业企业家将减税、巩固税制改革、维持财政平衡和改善公共管理列为2027-2030年联邦政府执政的首要优先事项。该调查由Nexus数据研究与情报公司在5月7日至6月5日期间执行,覆盖全国1003家中小大型工业企业高管。29%的受访者将减税和税制改革巩固列为首要议题,22%选择财政平衡和公共管理改善,21%认为激励工业和生产最为紧迫。对于在巴西设厂或计划投资的中资制造业企业而言,这一诉求信号意味着未来三年巴西税收政策可能进入调整窗口期,直接影响合规成本与投资回报预期。

调查结果从宏观与微观两个层面揭示了巴西工业界的政策期待。在宏观议题排序中,减税与税制改革巩固以29%的支持率位居第一,财政平衡与公共管理改善(22%)紧随其后,激励工业与生产(21%)位列第三。而在企业层面,诉求更为具体:45%的受访企业将减税视为最优先事项,26%关注降息和信贷供给。过去一年,行业面临的最大问题依次为“高税负”、“劳动力短缺”和“高利率”。这一数据表明,尽管巴西国会已于2024年通过税制改革初步框架,但企业界对税负实际减轻的感受仍不充分,且对财政可持续性存在担忧。

对于在巴西的中资企业而言,这一调查结果具有直接参考价值。目前,中资企业在巴西的布局主要集中在制造业、基建和能源领域,这些行业对税负、利率和劳动力成本高度敏感。底稿虽未单独提及中资企业影响,但通过“高税负”和“高利率”两大痛点可以判断,中资制造业在巴西的运营成本压力与本地企业一致,且可能因跨境资金调度和外汇风险而进一步放大。此外,CNI主席里卡多·阿尔班(Ricardo Alban)明确主张修订连续福利金(BPC)及卫生教育领域最低宪法支出脱钩政策,这一财政调整方向若落地,将影响政府可支配支出空间,进而可能间接影响对工业的补贴或税收优惠力度。

CBI解读认为,底稿数据表明巴西工业界正在为2026年大选后的政策博弈提前定调。29%的减税诉求与45%的企业层面减税优先度之间的差距,反映出企业更关注自身税负减轻,而行业整体则兼顾财政纪律。CBI观察,这一分歧可能在未来税改细则制定中体现为不同利益集团的博弈。此外,28%的企业计划增加投资,但20%不打算投资,显示出信心分化——中资企业在评估新项目时,需密切关注2027-2030年财政框架的立法进展,尤其是税制改革第二阶段(涉及收入税和社保贡献)的讨论。

待观察的跟踪点包括:第一,巴西联邦政府是否在2025年下半年提出2026年预算草案中涉及BPC和最低支出脱钩的具体条款;第二,税制改革补充法案(PLP 68/2024)在参议院的审议进度,特别是关于制造业税收抵免和投资补贴的细则;第三,巴西央行在2025年8月及之后的货币政策会议纪要中是否提及财政风险对利率路径的影响。

CBI 观察编辑判断

底稿显示巴西工业界对税负和财政纪律的诉求高度一致,但企业层面与行业整体在优先序上存在细微差异。CBI认为,这一差异将在2026年大选前的政策辩论中放大,中资企业应重点关注税改第二阶段立法中关于制造业税收优惠的条款是否被保留或弱化。

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信息概要

类型
行业趋势
方向
巴西
分类
税务合规
层级
编辑整理
地点
在巴西设厂或计划投资的中资制造业、基建和能源企业
核验
待核验
对象
在巴中资企业税务合规负责人制造业投资者
话题
税务政策行业趋势

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Redução de impostos e equilíbrio fiscal são prioridades, aponta CNI
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Redução de impostos e equilíbrio fiscal são prioridades, aponta CNI

Empresários do ramo da indústria projetam como principais prioridades para a gestão 2027-2030 no Executivo federal políticas de natureza fiscal e tributária, como a redução de impostos, a consolidação da reforma tributária, a manutenção do equilíbrio fiscal e melhorias nas políticas de gestão pública. É o que aponta levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizado pela Nexus - Pesquisa e Inteligência de Dados e divulgado nesta segunda-feira (22). A importância dos temas mais "monetaristas" prevalece sobre as políticas industriais. A pesquisa foi feita com 1.003 executivos de empresas industriais de pequeno, médio e grande portes, em todas as regiões do país, no período de 7 de maio a 5 de junho. Notícias relacionadas: Programa de incentivo à indústria receberá mais R$ 140 bilhões em 2026. Indústria cresce 0,7% em abril, quarto mês seguido de avanço. “Quando a política fiscal e a política monetária não conversam entre si, as medidas para estimular o desenvolvimento produtivo se tornam menos efetivas. A indústria está pronta para fazer sua parte, mas precisamos de um Estado que escolha induzir o investimento produtivo, um Estado que planeje o desenvolvimento, fortaleça a produção e abra caminho para um Brasil mais próspero, inovador e de renda mais alta”, destacou em nota o presidente da CNI, Ricardo Alban.  A pesquisa aponta que 29% dos empresários industriais elegeram a redução de impostos e a consolidação da reforma tributária como temas prioritários para a próxima gestão e 22% escolheram equilíbrio fiscal e a melhoria da gestão pública, enquanto 21% consideraram pauta mais urgente para o país o incentivo à indústria e à produção.  A CNI buscou ainda informação sobre as prioridades dos entrevistados para suas empresas e para a melhoria do ambiente de negócios. Nesses itens, as políticas prioritárias para os empresários são aquelas diretamente ligadas ao "custo Brasil", sendo a redução de impostos prioridade para 45% dos que responderam. A redução de juros e a oferta de crédito aparecem como prioritárias para 26%. O incentivo à indústria e à produção aparece novamente em terceiro lugar, com 21%. Já os problemas mais sentidos pelo setor no último ano foram “alta carga tributária”, “indisponibilidade de mão de obra” e “taxa de juros elevada”, consideradas como de alto impacto pela maioria dos entrevistados. A intenção de investimentos também foi alvo da pesquisa. Para os próximos quatro anos, 41% disseram que pretendem manter o patamar atual de investimentos e 28% estão dispostos a aumentar o volume. Para 9%, há intenção de reduzir investimentos e 20% disseram que não pretendem investir no período. Os resultados da pesquisa foram apresentados nesta segunda-feira (22) a pré-candidatos, durante o evento A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis. Na ocasião, a CNI defendeu a revisão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), entre outros, e políticas de desvinculação dos mínimos constitucionais nas áreas de saúde e educação, propostas criticadas por entidades de referência nos setores.

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