巴西资讯巴西宏观市场2026年6月12日
巴西22都会区贫困率三连降,中资消费市场与用工成本面临结构性分化
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Salários diminuem pobreza em 22 regiões metropolitanas
巴西22个都会区2025年贫困率降至18.4%历史新低,超1000万人脱贫,人均月收入创纪录达2766雷亚尔,但区域收入差距悬殊,中资企业需关注消费市场扩容与北部/东北部用工成本上升的双重影响。
为什么值得关注
巴西22个都会区贫困率三连降,人均收入创新高,直接改变中资企业消费市场容量与用工成本结构,区域分化要求差异化策略。
巴西22个都会区贫困率连续第三年创下新低,2025年降至18.4%,为2012年有记录以来最低。根据《都会区不平等》公报,2021年至2025年间,超过1000万人脱离贫困,人均家庭月收入达到2766雷亚尔的历史新高。经济学家马塞洛·里贝罗指出,减贫主要得益于劳动报酬增加和就业机会增多,而非家庭补助计划。对于在巴西经营的中资企业而言,这意味着消费市场基础正在扩大,但区域间收入差距和结构性不平等仍将影响市场策略与用工成本。
巴西地理与统计研究所(IBGE)数据支持的《都会区不平等》公报显示,2025年巴西22个都会区贫困人口约1520万(月收入低于729雷亚尔),极端贫困人口260万(月收入低于229雷亚尔),极端贫困率降至3.2%,仅高于2013和2014年水平。研究覆盖约300个城市,居住着巴西四成人口。人均家庭月收入2766雷亚尔创历史新高,但区域差异显著:巴西利亚联邦区人均月收入4401雷亚尔,是大圣路易斯(1616雷亚尔)的2.7倍。北部和东北部都会区贫困比例仍高于南部、东南部和中部西部。
对于在巴中资企业,这一趋势直接影响消费市场格局和用工成本。南部和东南部(如圣保罗、里约热内卢、贝洛奥里藏特)人均收入较高,中高端消费品、汽车、电子产品和金融服务需求可能持续增长,适合中资品牌切入。北部和东北部(如马瑙斯、贝伦、福塔莱萨)虽然贫困率仍高,但脱贫人口基数大,基础消费品、家电、手机等品类将迎来增量需求。同时,劳动报酬增加意味着制造业、零售业和物流业的用工成本将上升,尤其是低技能岗位集中的行业。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过劳动力市场改善和消费结构变化间接传导。
CBI解读认为,数据表明巴西劳动力市场正在结构性改善,减贫动力从转移支付转向就业和工资增长,这对中资企业长期经营是积极信号。但基尼系数0.511和最高10%收入是最贫40%的16.1倍,显示收入不平等依然顽固。经济学家里贝罗指出,高利率环境下富裕阶层通过金融投资获得更高收益,加剧了不平等。CBI观察,巴西央行当前基准利率仍处高位(Selic 13.75%),金融资产收益对收入分配的扭曲短期内难以缓解。此外,北部和东北部人均收入仅为南部和东南部的60%左右,中资企业在制定区域定价、渠道和用工策略时需差异化对待。
待观察:一是2026年巴西大选前,政府是否会调整家庭补助计划(Bolsa Família)金额,这将影响低收入群体消费能力;二是巴西央行降息节奏,若利率下行,金融资产收益下降可能缩小收入差距;三是北部和东北部都会区基础设施投资计划,如马瑙斯自贸区政策延续性,将直接影响中资制造业布局。
CBI 观察编辑判断
事实:2021-2025年超1000万人脱贫,人均月收入2766雷亚尔创纪录,减贫主因是劳动报酬增加。CBI认为:这验证了巴西劳动力市场改善趋势,中资企业应关注消费升级机会,但基尼系数0.511和区域收入差距表明结构性风险仍在,需警惕高利率对收入分配的持续扭曲。
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来源信息
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- Agência Brasil — Economia
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- Salários diminuem pobreza em 22 regiões metropolitanas
- 原始语言
- 葡萄牙语
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- 编辑
- Clara Lin
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Salários diminuem pobreza em 22 regiões metropolitanas
Entre 2021 e 2025, mais de 10 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza nas regiões metropolitanas do país,. Os dados são do boletim Desigualdade nas Metrópoles, produzido em parceria pelo Observatório das Metrópoles, a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).
Segundo o estudo, baseado em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de pobreza em 22 metrópoles brasileiras chegou a 18,4% em 2025, “alcançando, pelo terceiro ano consecutivo, o menor valor da série histórica [desde 2012]”.
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“Foi uma redução significativa. Um patamar grande, apesar do nível de pobreza ainda se manter bastante alto no conjunto das metrópoles do Brasil”, afirma, em entrevista à Agência Brasil, o economista e sociólogo Marcelo Ribeiro, professor do Programa de Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Observatório das Metrópoles.
Para o especialista, a redução observada da pobreza tem a ver com a remuneração do trabalho e foi beneficiada com a maior oferta de ocupações no país. “Está muito vinculada com o fato de as pessoas mais pobres terem aumentado o seu nível de renda a partir do rendimento do trabalho.”
Ele descarta que a melhoria tem a ver com os programas sociais de transferência de renda. Os valores pagos pelo Bolsa Família não sofrem alteração desde março de 2023.
Renda domiciliar mensal
Conforme o boletim Desigualdade nas Metrópoles, “a renda média domiciliar per capita do conjunto das metrópoles do país alcançou novo recorde em 2025”. O valor foi de R$ 2.766.
No ano passado, havia nas regiões metropolitanas RM cerca 15,2 milhões de pessoas (15.188.817) em situação de pobreza – que contavam com até R$ 729 por mês (valor resultado da renda domiciliar mensal dividida pelo número de pessoas da família). O volume equivale ao total da população somada do Pará, da Paraíba e de Sergipe.
Desse universo, 2,6 milhões de pessoas estavam em condição de extrema pobreza: contavam com até R$ 229 por mês (renda familiar per capita mensal). O volume equivale ao total de habitantes de Fortaleza ou de Salvador.
O boletim destaca que “a taxa de extrema pobreza caiu para 3,2% no conjunto das metrópoles brasileiras. Esse nível só foi maior do que as taxas registradas em 2013 e 2014.
10% mais ricos ganham 16,1 vezes a mais que os 40% mais pobres
O boletim também avaliou a concentração de renda aferida pelo índice de Gini. Em 2025, o valor foi de 0,511 – conforme o indicador, quanto mais próximo de 1, maior o acumulo do rendimento em menor número de pessoas.
Segundo nota de divulgação do estudo, “o aumento da desigualdade [entre 2024 e 2025] também foi identificado pela razão entre os rendimentos dos 10% mais ricos e dos 40% mais pobres da população. Em 2025, os integrantes do topo da distribuição de renda receberam, em média, 16,1 vezes mais do que aqueles situados na base, reforçando a persistência das disparidades socioeconômicas nas metrópoles brasileiras.”
Para Marcelo Ribeiro, há mais de uma razão para a perpetuação da histórica desigualdade social no Brasil: o mercado de trabalho e os rendimentos de aplicações financeiras. “Para os mais ricos, o mercado de trabalho tem efeito especial. Eles estão nas ocupações de maior remuneração, pois são aquelas de maior escolarização.”
Além disso, o economista lembra que no período de análise o país conviveu “com taxas de juros muito elevadas. Somente os grupos de maior poder aquisitivo têm condições de realizar aplicações financeira. Os rendimentos deles, tanto decorrentes do trabalho quanto de aplicações financeiras, contribuíram para o aumento de renda - que foi proporcionalmente maior do que os estratos socioeconômicos mais baixos.”
Desigualdade no mapa
Ribeiro ressalta que a desigualdade tem distribuição geográfica. As metrópoles das regiões Norte e Nordeste têm proporcionalmente mais pobres do que as do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O Distrito Federal, com média de renda mensal de R$4.401, dispõe de um valor 2,7 vezes maior do que a média de renda da grande São Luís (R$ 1.616).
As regiões metropolitanas observadas foram Manaus, Belém, Macapá, São Luís, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Vale do Rio Cuiabá e Goiânia, o Distrito Federal e a Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento de Teresina (PI).
As 22 regiões metropolitanas observadas no estudo são formadas por cerca de 300 cidades. Quatro de cada dez pessoas que moram no Brasil vivem nessas áreas.
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