巴西资讯巴西宏观市场2026年5月30日
巴西延长航空煤油及生物柴油免税两个月,中资航企成本压力暂缓
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Governo prorroga descontos no querosene de aviação e no biodiesel
巴西政府将航空煤油和生物柴油的PIS/Cofins税收优惠延长至7月31日,航空煤油折扣99.99%,生物柴油100%免税。此举旨在抑制燃料成本飙升引发的通胀,中资航空及物流企业短期成本压力缓解,但需关注7月后政策走向。
为什么值得关注
航空煤油占航司成本45%,99.99%折扣直接降低中资航企及物流企业燃料支出;生物柴油100%免税利好中资生物柴油生产商;航班减少影响中资进出口货运时效与成本。
巴西联邦政府于5月29日发布第12.991号法令,将进口和销售航空煤油及生物柴油的PIS/Pasep和Cofins税收优惠延长两个月,至2025年7月31日。该措施由总统卢拉和财政部长杜里甘签署,航空煤油折扣系数维持0.99987(相当于99.99%折扣),生物柴油为1(100%免税)。此举是联邦政府应对中东冲突导致燃料价格飙升的紧急措施,旨在避免运输企业将成本转嫁消费者引发通胀。对于在巴西运营的中资航空、物流及生物柴油相关企业,该政策直接降低了燃料采购成本,短期内缓解了运营压力。
巴西联邦政府将进口和销售生物柴油及航空煤油的税收优惠延长两个月。该措施于5月29日在《联邦官方公报》上公布,将原本于5月31日到期的折扣延长至7月31日。由总统路易斯·伊纳西奥·卢拉·达席尔瓦和财政部长达里奥·杜里甘签署的第12.991号法令修改了两项先前法规——2004年第5.059号法令和2020年第10.527号法令——这些法规降低了针对这两种战略燃料征收的社会一体化计划(PIS/Pasep)和社会保障融资贡献(Cofins)的税率。折扣系数保持不变:航空煤油为0.99987(相当于99.99%折扣),生物柴油为1(相当于100%免税)。这些折扣是联邦政府上月初宣布的紧急措施的一部分,旨在遏制燃料价格上涨,为运输企业(尤其是商业航空)提供临时援助,以应对因中东冲突导致的燃料成本飙升,避免企业将成本转嫁给消费者从而引发通胀。
对于在巴西的中资企业,该政策直接影响航空、物流及生物柴油相关行业。航空煤油已占航司运营成本的45%,中资航企如中国国航、南航等运营巴西航线的子公司,以及中资背景的物流企业,将直接受益于99.99%的PIS/Cofins折扣,降低燃料采购支出。生物柴油100%免税则利好中资生物柴油生产商和贸易商,如涉及大豆油、棕榈油等原料加工的企业,可降低在巴西的销售成本。此外,中资航空货运企业也面临航班减少的间接影响——底稿显示,5月每日减少93个航班,6月预计每日减少121个航班,北部和东北部地区受影响最重。这可能导致运力紧张,推高货运价格,中资进出口企业需关注物流成本变化。
CBI解读:底稿数据显示,自2月以来航空煤油价格已从每升3.30雷亚尔翻倍至6.65雷亚尔,涨幅超过100%。巴西航空公司协会(Abear)主席朱利亚诺·诺曼在21日众议院听证会上主张将豁免延长至年底,但政府仅批准两个月延期。CBI认为,这表明政府试图在抑制通胀与维持财政收入之间平衡——完全免税意味着联邦政府短期内放弃大量税收收入,而中东冲突持续可能迫使政府再次延长。对于中资企业,短期成本利好明确,但7月31日后的政策不确定性需纳入下半年预算规划。底稿未涉及中资企业直接影响,但通过燃料成本传导机制,中资航企和物流企业是直接受益方,而依赖航空货运的出口企业(如农产品、电子产品)可能因航班减少面临运输瓶颈。
待观察:一是7月31日到期前,巴西政府是否再次延长或调整折扣系数,尤其是Abear游说年底豁免的结果;二是航空煤油价格走势,若中东冲突缓和,价格回落可能降低政策续期必要性;三是航班减少对北部和东北部地区中资项目物流的影响,需监控具体航线调整数据。
CBI 观察编辑判断
事实:底稿显示航空煤油价格2月至今从3.30升至6.65雷亚尔/升,涨幅超100%,政府仅延长免税两个月而非年底。CBI认为:短期利好明确,但政策不确定性高,中资企业应准备7月后成本反弹预案;航班减少趋势若持续,可能推高货运价格,影响中资出口竞争力。
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来源信息
- 来源
- Agência Brasil — Economia
- 原文标题
- Governo prorroga descontos no querosene de aviação e no biodiesel
- 原始语言
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- 编辑
- Clara Lin
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Governo prorroga descontos no querosene de aviação e no biodiesel
O governo federal prorrogou por dois meses os benefícios fiscais concedidos à importação e à venda de biodiesel e querosene de aviação. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (29) e estende até 31 de julho os descontos que, de outra forma, seriam extintos neste domingo (31).
Assinado pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira, o Decreto nº 12.991 altera dois atos normativos anteriores – os decretos nº 5.059, de 2004, e nº 10.527, de 2020 – que reduzem as alíquotas das contribuições para o Programa de Integração Social e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) que incidem sobre os dois combustíveis estratégicos.
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Os coeficientes de redução aplicados às contribuições que incidem sobre os produtos seguem os mesmos: 0,99987 para o querosene de aviação e um inteiro para o biodiesel. Isto significa que o governo federal manteve o desconto equivalente a 99,99% sobre o valor dos impostos que cobraria do querosene de aviação, enquanto a tributação sobre o biodiesel permanecerá zerada até pelo menos 31 de julho, pois o desconto equivale a 100%.
Os descontos integram um conjunto de medidas emergenciais anunciadas pelo governo federal no início do mês passado para tentar conter a alta dos preços dos combustíveis. Eles representam uma ajuda temporária para as empresas de transportes, principalmente da aviação comercial, afetadas pela alta dos preços dos combustíveis, que dispararam devido aos conflitos no Oriente Médio. Com este socorro, o governo tenta evitar que as companhias repassem para os consumidores o aumento de seus custos operacionais, o que teria forte impacto inflacionário.
Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o querosene de aviação já representa 45% dos custos operacionais do setor. Ao participar de uma audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor, da Câmara dos Deputados, no último dia 21, o presidente da entidade, Juliano Norman, defendeu que a isenção do PIS/Cofins sobre a querosene de aviação fosse prorrogada até o fim do ano. Na ocasião, especialistas apontaram que, de fevereiro para cá, o preço do produto mais que dobrou, passando de R$ 3,30 o litro para R$ 6,65/litro.
De acordo com a Abear, devido à alta do preço do querosene de aviação, as empresas aéreas estão tendo que “redesenhar” suas malhas, reduzindo inclusive a oferta de voos. A projeção para maio aponta 93 voos a menos por dia. Para junho, a previsão é de 121 voos a menos por dia. Os estados mais afetados estão nas regiões Norte e Nordeste.
“Estamos reduzindo a oferta, o tamanho do avião para não desatender os destinos. Mas a pior face da crise é o desatendimento de um destino ou quando a indústria devolve uma aeronave para o fabricante, porque a retomada não é tão simples”, afirmou Norman.
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