← 返回巴西资讯
巴西资讯巴西税务合规2026年5月22日

巴西税务与法院对自闭症教育及养老金免税现分歧,中资企业需关注合规风险

分享

Escola para TEA e previdência privada geram dúvidas no IR; saiba mais

巴西联邦税务局与联邦法院在自闭症儿童教育费用扣除及残疾退休人员私人养老金赎回免税上存在分歧,可能导致在巴中资企业面临税务稽查或需通过司法程序才能享受减免。

为什么值得关注

税务与司法分歧直接影响在巴中资企业的员工福利合规及投资成本,涉及Receita Federal监管和司法程序风险。

巴西联邦税务局(Receita Federal)与联邦法院(Justiça Federal)在两项涉及残疾人和神经多样性人群的税务问题上出现理解分歧,直接影响相关纳税人的权益。2023年,联邦法院全国统一化小组(TNU)第324号议题裁定,自闭症谱系障碍(TEA)儿童在普通学校的教育费用可作为医疗支出全额扣除(无上限),但税务局仅认可在专门教育机构就读且附有医疗证明的支出。此外,残疾退休人员赎回私人养老金(VGBL/PGBL)时,联邦法院已形成共识允许免征所得税,但税务局不自动认可,需通过司法程序。对于在巴中资企业,若雇佣或服务涉及上述人群,需警惕税务申报合规风险。 巴西联邦税务局与联邦法院在两项涉及残疾人和神经多样性人群的税务问题上存在不同理解,直接影响相关纳税人的权益。第一项是关于自闭症谱系障碍(TEA)儿童的教育费用:2023年,联邦法院全国统一化小组(TNU)第324号议题裁定,普通学校费用可作为残疾儿童(不仅限于自闭症)的医疗支出全额扣除,无年度上限。社保法专家律师Bruno Henrique解释,只要学校具有治疗和包容目的,这种扣除适用于任何类型的残疾。然而,税务局审计员José Carlos Fernandes da Fonseca指出,2018年第9.580号法令第73条规定,只有凭医疗证明支付给专门治疗残疾人的机构的费用才可扣除。这意味着,若受抚养人在普通学校就读,税务局可能不批准扣除,纳税人面临税务稽查风险。第二项是关于残疾退休人员的私人养老金(VGBL/PGBL)赎回:联邦法院已形成共识,允许对此类收入免征所得税,但税务局不自动认可,需通过司法程序。残疾人权利专家律师Thiago Helton表示,这种投资具有补充养老金性质,但税务局通常不认可豁免,纳税人需提起确认之诉。 对于在巴中资企业,这两项分歧可能通过以下机制间接传导:首先,若中资企业雇佣残疾员工或为员工提供私人养老金计划,员工在申报税务时可能面临不确定性,影响员工福利设计和企业成本。其次,中资企业若在巴西设立教育或医疗相关业务(如特殊教育机构、养老基金管理),需关注税务合规要求,避免因申报不当被稽查。底稿未明确中资企业直接受影响,但通过员工税务权益和企业合规环境,可能间接影响运营成本。 CBI解读:底稿显示,巴西税务与司法体系在残疾人税务权益上存在显著分歧,纳税人需通过司法程序才能享受法院认可的减免。CBI认为,这种分歧增加了合规成本,尤其对于计划在巴西投资教育或养老金融领域的中资企业,需提前评估法律风险。对比其他投资,私人养老金若获免税,收益率优势明显(其他投资默认税率15%),但司法程序耗时且不确定。 待观察:1. 巴西联邦税务局是否会出台新规或解释,统一对TNU第324号议题的适用标准。2. 联邦法院是否会在未来案件中进一步明确私人养老金免税的自动执行条件。3. 2024年所得税申报期(通常为3月至5月)中,税务局对相关扣除的稽查力度是否加强。
CBI 观察编辑判断

事实:底稿显示税务局与法院在两项税务问题上存在分歧,纳税人需通过司法程序才能享受减免。CBI认为,这种分歧增加了合规不确定性,尤其对计划投资教育或养老金融的中资企业,需提前咨询法律顾问并预留诉讼成本。

这条资讯对你有帮助吗?

信息概要

类型
政策发布|司法判决
方向
巴西
分类
税务合规
层级
编辑整理
地点
在巴中资企业、残疾员工、教育及养老金融行业
核验
待核验
对象
在巴中资企业税务合规负责人法务团队
话题
税务法律政策

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Escola para TEA e previdência privada geram dúvidas no IR; saiba mais
原始语言
葡萄牙语
原文链接
查看原文 →
编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Escola para TEA e previdência privada geram dúvidas no IR; saiba mais

Quando se fala em Imposto de Renda, existem temas que geram divergência entre os entendimentos da Receita Federal e da Justiça Federal. O podcast VideBula, da Radioagência Nacional, explica como ocorrem entendimentos diferentes sobre dois temas relacionados às pessoas com deficiência, doenças raras e neurodivergências: a escola como despesa de saúde e a previdência privada. Antes mesmo do período de entrega da declaração do IR, diversos anúncios em redes sociais afirmavam ser possível deduzir integralmente os gastos de educação de dependentes dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA). O tema é polêmico, uma vez que as despesas com educação só podem ser deduzidas em R$ 3.561,50 por dependente. Mas, uma decisão judicial de 2023, abriu caminho para que esses gastos fossem considerados despesas de saúde, que não têm limite máximo. Notícias relacionadas: IR: como declarar planos de saúde e dependentes sem cair na malha. Entenda o que pode ou não ser deduzido como despesa médica no IR. Receita pagará R$ 16 bilhões no maior lote de restituição da história. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Detalhes jurídicos O Tema 324 da Turma Nacional de Uniformização (TNU), órgão da Justiça Federal, entende que a escola regular pode ser deduzida integralmente como despesa médica de crianças com deficiência em geral, não apenas autismo.  "Essa dedução se enquadra para qualquer tipo de deficiência, desde que a escola seja um objeto terapêutico, um objeto de inclusão”, explica o advogado especialista em direito previdenciário Bruno Henrique. Ou seja, a presença da criança na escola deixa de ser apenas educativa e passa a ser considerada como parte do tratamento. A Receita Federal, entretanto, só reconhece como tratamento se a criança estiver matriculada em uma escola especializada. "O decreto 9.580 de 2018, no artigo 73, diz que são considerados dedutíveis como despesa médica os pagamentos referentes à instrução de pessoa com deficiência física ou mental, desde que seja atestado em laudo médico e que o pagamento seja efetuado para uma entidade destinada ao tratamento de pessoas com deficiência física e mental", diz o auditor-fiscal da Receita José Carlos Fernandes da Fonseca. Segundo ele, "se for uma escola normal, não vai caber essa dedução”. Em qualquer dos entendimentos, seja da Justiça Federal ou da Receita, a possibilidade de cair na malha fina com a declaração das mensalidades escolares como despesas de saúde é real. Isso porque os valores serão altos e a dedução não é automática nesses casos. Mas, com a apresentação de documentos comprobatórios como laudos médicos e relatórios pedagógicos, o benefício pode ser concedido pela Receita quando o dependente for aluno de escola especializada. Para dependentes com deficiência matriculados em escolas regulares, a saída provavelmente será o processo judicial.  "A Receita Federal vai pedir comprovação e dizer que essa dedução está errada. Você vai precisar demonstrar e terá que apresentar uma defesa administrativa ou até mesmo uma discussão judicial pautada no Tema 324 da TNU, que é o precedente que nós temos. Nesse caso, o Poder Judiciário segue esse entendimento porque é uma tese já formada na jurisprudência", orienta o advogado especialista em Direitos das Pessoas com Deficiência, Thiago Helton. Previdência privada com imposto zero Existe um outro direito tributário pouco conhecido para pessoas com deficiência que já se aposentaram e conseguiram a isenção sobre os rendimentos: o resgate com imposto zero sobre investimentos em previdência privada. De acordo com o advogado Thiago Helton, é possível estender a isenção para rendimentos de previdência privada nas modalidades VGBL ou PGBL. “[O investimento] tem natureza de complemento da aposentadoria. E esse é um entendimento já pacífico pelos tribunais federais", completa. Assim como na questão da escola para TEA, a isenção da previdência privada também é ponto de discordância entre Receita Federal e Justiça. O benefício não é automático e exige processo judicial. "A gente acaba fazendo uma provocação junto à instituição que controla o plano e normalmente eles vão desconhecer. Aí você entra com uma ação declaratória", detalha Helton. A decisão judicial traz uma vantagem significativa em comparação com outros investimentos. "É um direito que pouquíssimas pessoas sabem no Brasil e que acaba tornando esse um veículo de investimento muito legal. Vai ser um investimento que você vai fazer e não vai pagar imposto nenhum. Em qualquer outro tipo de investimento, você pagaria pelo menos 15% ao governo", explica. Confira todos os episódios do podcast VideBula, inclusive o especial sobre o Imposto de Renda

觉得有价值?

分享给需要了解巴西市场的朋友

帮助更多中国企业看懂巴西,做成生意

China Brazil Insight · 中巴合作价值链中的信息节点

这条资讯影响你的业务吗?

CBI 提供从信息到行动的完整支持