巴西资讯巴西宏观市场2026年5月13日
巴西取消50美元以下进口税,跨境电商中资平台迎利好
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Revogação da taxa das blusinhas corrige distorções, diz Amobitec
巴西政府于3月12日取消对不超过50美元国际网购征收的20%进口税,该政策反转直接利好Shein等中资跨境电商平台,但引发巴西本土工业与零售业强烈反对,中资企业需关注后续税收公平争议。
为什么值得关注
直接影响Shein等中资跨境电商平台的小额商品出口税负,涉及50美元免税额度与20%税率的关键数字,以及巴西工业与零售协会的反对立场。
巴西联邦政府于2025年3月12日宣布取消对不超过50美元的国际网购征收的20%进口税(俗称“blusinhas税”),该税自2024年8月起实施。巴西移动与技术协会(Amobitec)委托的研究显示,该税未能实现保护国内产业、促进就业的目标,反而导致国内零售价格上涨,损害低收入消费者购买力。Amobitec代表Amazon、Shein、Uber等电商平台,其执行董事André Porto表示,取消该税将扩大消费可及性,尤其是对低收入群体。对于在巴西运营的Shein等中资跨境电商平台,这一政策反转意味着小额商品出口巴西的税负成本直接归零,短期内有望提振订单量。
巴西政府于3月12日宣布取消对不超过50美元的国际网购征收的20%进口税,该税自2024年8月起实施,原旨在保护国内产业、促进就业和收入增长。但Amobitec委托Global Intelligence Analytics基于2018年至2025年联邦税务局和PNAD等官方数据的研究显示,该税未能实现预期目标:税收收益主要被国内零售商通过涨价吸收,进口低价商品需求下降,对低收入阶层消费和购买力造成负面影响。Amobitec执行董事André Porto指出,原有模式造成不平等——高收入消费者可在国际旅行中免税携带高达1000美元商品,而低收入者依赖网购。取消该税后,Amobitec预计将扩大消费可及性,特别是对低收入群体。
对于在巴西的中资企业,尤其是Shein、Alibaba等跨境电商平台,该政策直接降低了小额包裹的进口税负。此前20%的进口税增加了中资平台低价商品的终端售价,削弱了与巴西本土零售商的竞争价格优势。取消后,中资平台可恢复或扩大50美元以下商品的出口规模,尤其利好服装、配饰、小家电等品类。但需注意,巴西全国工业联合会(CNI)、零售发展研究所(IDV)、纺织服装工业协会(Abit)和纺织零售协会(Abvtex)等实体对此表示担忧,认为取消税将使外国企业在与国内生产部门的竞争中占据优势,造成税收不平等。这些机构可能推动后续立法或行政措施,例如要求对跨境电商平台征收数字服务税或加强海关监管,中资企业需密切关注相关动向。
CBI解读:底稿显示,该政策反转的核心驱动力是实证研究证明原税负未能达成保护国内产业的目标,反而伤害了低收入消费者。CBI认为,这一决策逻辑与巴西当前注重民生和消费可及性的政策倾向一致,短期内政策再次反转的可能性较低。但巴西本土工业与零售协会的强烈反对意味着,中资平台可能面临非关税壁垒,例如更严格的海关查验、原产地认证要求或消费者保护合规审查。横向对比,类似政策在墨西哥、印度等市场也曾出现反复,中资企业应做好应对贸易摩擦升级的预案。
待观察:一是巴西国会或相关部委是否在30天内提出替代性税收方案,例如针对跨境电商的“数字服务税”或“平台贡献费”;二是巴西联邦税务局是否加强对50美元以下包裹的申报审核,要求提供更详细的商品描述和价格证明;三是Shein、Shopee等主要平台在政策取消后的首月订单量变化,可作为市场反应的风向标。
CBI 观察编辑判断
事实:底稿显示原20%进口税导致国内零售涨价但未带来就业增长,Amobitec研究支持取消。CBI认为:政策反转符合巴西当前民生优先的执政逻辑,短期内再次加税概率低,但中资平台需警惕本土产业游说引发的非关税壁垒。
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信息概要
来源信息
- 来源
- Agência Brasil — Economia
- 原文标题
- Revogação da taxa das blusinhas corrige distorções, diz Amobitec
- 原始语言
- 葡萄牙语
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- 编辑
- Clara Lin
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Revogação da taxa das blusinhas corrige distorções, diz Amobitec
A decisão de revogar a tributação sobre compras internacionais de pequeno valor – a chamada taxa das blusinhas – corrige uma política que não atingiu os objetivos propostos quando foi criada, segundo avaliação da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec).
Em vigor desde agosto de 2024, a taxa de 20% foi aplicada em compras internacionais online de até US$ 50. O governo federal, no entanto, voltou atrás e anunciou, na terça-feira (12), a decisão de zerar esse imposto.
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Na avaliação da Amobitec, a aplicação da taxa resultou em aumento de preços ao consumidor no varejo nacional, “sem contrapartidas claras em geração de emprego e renda”.
De acordo com o diretor-executivo da associação, André Porto, a taxa das blusinhas foi justificada, à época, como uma medida para estimular a indústria nacional, gerar empregos e aumentar a renda nos setores protegidos.
No entanto, esses efeitos não foram verificados ao longo do período de vigência.
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Aumento de preços
“O que vimos foi aumento de preços e lucros, sem contrapartida. Estudos comprovaram que não houve geração de emprego nem aumento de renda nos setores beneficiados”, disse à Agência Brasil o dirigente da entidade.
A avaliação se apoia em estudos de consultorias da Global Intelligence Analytics, que apontam ausência de ganhos em nível de emprego e indícios de reajustes acima da inflação.
Encomendado pela Amobitec, o estudo mostra que “os benefícios da medida foram absorvidos principalmente pelas empresas do varejo nacional por meio do aumento de preços em bens de consumo”.
Além disso, a medida reduziu a demanda por produtos importados de menor valor no e-commerce internacional, com impacto negativo especialmente sobre o consumo e o poder de compra das classes de menor renda.
A análise considera, segundo a associação, dados públicos de diferentes bases oficiais, como Receita Federal e PNAD, de 2018 a 2025, e os compara ao comportamento desses setores antes e após a implementação da taxação.
Acesso ao consumo
Com a retirada do tributo, a expectativa da Amobitec é de ampliação do acesso ao consumo, especialmente entre a população de menor renda.
Segundo André Porto, o modelo anterior criava uma desigualdade, já que consumidores de maior renda têm melhores condições para adquirir, durante viagens internacionais, bens no exterior, livres de taxações, enquanto os mais pobres dependem das compras online.
“A classe alta viaja e tem isenção de até US$ 1 mil. A medida justifica isenção para quem não pode viajar ao exterior”, argumentou.
Para André Porto, a revogação representa o retorno a um modelo mais alinhado a práticas internacionais, sem prejuízo relevante para a economia. “Estamos retornando a um status do qual não deveríamos ter saído”, afirmou.
A Amobitec, enquanto representante de plataformas de comércio online, reúne empresas como Amazon, 99, Alibaba, Buser, iFood, Flixbus, Lalamove, nocnoc, Shein, Uber e Zé Delivery
Críticas à revogação
A Amobitec é uma das poucas entidades que manifestaram publicamente apoio à decisão do governo federal em zerar o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50.
Confederação Nacional da Indústria (CNI), Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) são algumas das entidades que se disseram preocupadas com as consequências da revogação da taxa.
Em termos gerais, as argumentações apresentadas por essas entidades contrárias à revogação da taxa sugerem que a medida representa vantagem para empresas estrangeiras, na concorrência com o setor produtivo nacional.
As companhias dizem que, nesse contexto, as empresas brasileiras ficariam sujeitas a tributações mais altas, o que acaba por promover desigualdade tributária na concorrência com plataformas internacionais.
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