巴西资讯巴西宏观市场2026年5月6日
巴西财长提“减工时不减薪”,中资制造业需关注用工成本传导
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Produtividade permite reduzir jornada sem cortar salário, diz Durigan
巴西财政部长Durigan表示,可通过提高生产率实现6x1工作制缩减且不降薪,涉及80%低收入工人;中资企业需关注未来用工合规与成本变化。
为什么值得关注
巴西财长明确将工时缩减与生产率挂钩,直接影响在巴中资制造业、物流业的用工成本与合规策略,需跟踪国会立法进程。
巴西财政部长Dario Durigan在2025年8月6日参加EBC(巴西通信公司)《Bom Dia, Ministro》节目时表示,通过采用数字和通信技术提升生产率,可以在不削减工人工资的前提下,推动每周工作6天、休息1天(6x1)的工时缩减。Durigan指出,目前每10名巴西工人中有3人每周工作6天,其中约80%收入不超过两份最低工资。政府将在国会审议相关措施时加入保护条款,确保工时减少不伴随工资下降。该表态直接涉及巴西数百万低薪工人的工作安排,对在巴中资企业尤其是劳动密集型行业的用工策略构成潜在影响。
巴西财政部长Dario Durigan在2025年8月6日(周三)参加由EBC制作的《Bom Dia, Ministro》节目时,就工时改革发表明确立场。他表示,随着全球劳动结构变化,数字和通信技术带来的生产率提升应惠及工人,而非将成本转嫁。Durigan重申政府承诺保护工人利益,确保工时缩减不会导致工资减少,并称“将在国会通过的任何措施中坚持纳入保护条款,不会出现工资削减”。底稿数据显示,目前每10名巴西工人中有3人每周工作6天,其中80%收入不超过两份最低工资,而高收入者已享有更合理的工时安排。
对于在巴西经营的中资企业,该表态释放了明确的政策信号。底稿未直接涉及中资企业具体影响,但通过以下机制间接传导:首先,若6x1工作制缩减成为法律,中资制造业、零售业、物流业等劳动密集型行业将面临用工成本上升压力——工时减少但工资不变,意味着单位工时成本增加。其次,巴西政府强调“通过新技术提高生产率”作为前提,中资企业需评估自身数字化与自动化水平是否足以对冲工时缩减带来的效率损失。第三,巴西国会相关立法进程将直接影响企业排班、加班费计算及社保缴纳等合规细节。
CBI解读认为,底稿显示巴西政府正将“生产率提升”与“工时缩减”挂钩,这一逻辑链条对中资企业既是风险也是机遇。事实层面,Durigan的表态属于政策方向性宣示,尚未形成具体法案。CBI观察,巴西近年来在劳动法改革上呈现“保护工人权益”与“降低企业负担”的拉锯,此次表态可能推动国会加速审议相关提案。横向对比,类似工时缩减政策在智利、阿根廷等南美国家已有先例,但实施中常伴随过渡期和行业豁免条款。
待观察:一是巴西国会是否在2025年下半年正式提出工时缩减法案,以及是否设置行业豁免或过渡期;二是巴西劳动部(Ministério do Trabalho)是否会出台配套的生产率评估标准;三是中资企业集中的圣保罗州、米纳斯吉拉斯州等工业区是否会率先试点或提出地方性调整。
CBI 观察编辑判断
底稿显示巴西政府将“生产率提升”作为工时缩减的前提条件,但未提供具体衡量标准。CBI认为,中资企业应提前评估自身数字化水平,并关注国会是否引入行业豁免条款,以避免用工成本被动上升。
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信息概要
来源信息
- 来源
- Agência Brasil — Economia
- 原文标题
- Produtividade permite reduzir jornada sem cortar salário, diz Durigan
- 原始语言
- 葡萄牙语
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- 编辑
- Clara Lin
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Produtividade permite reduzir jornada sem cortar salário, diz Durigan
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o aumento de produtividade obtido com o uso de novas tecnologias possibilitará que a redução da escala de trabalho 6x1 seja implementada sem que haja corte nos salários dos trabalhadores.
Durigan participou, nesta quarta-feira (6), do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
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Durante a entrevista, ele disse que mudanças estruturais no mundo do trabalho resultaram em avanços em termos de produção.
“O mundo avançou. As pessoas estão mais produtivas e há ganhos digitais, de comunicação. É preciso reconhecer isso e não passar a conta para a população”, argumentou o ministro ao reafirmar o compromisso do governo com a defesa dos interesses dos trabalhadores, de forma a garantir que a redução da escala não venha acompanhada de reduções salariais."
“Vamos fazer questão de incluir, em qualquer medida que seja aprovada no Congresso, a proteção à não redução de salário. Não vai haver redução de salário”, disse.
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O ministro lembrou que três em cada dez trabalhadores brasileiros cumprem jornada de seis dias por semana, e que a maioria recebe até dois salários mínimos.
“Estamos falando de 80% que ganham até dois salários mínimos. É o trabalhador de mais baixa renda. Quem tem mais alta renda está conseguindo escalas mais razoáveis. A ideia é reconhecer o ganho de produtividade e fazer com que a gente transecione de uma realidade em que a pessoa tem um dia para descansar, para dois dias de descanso”, argumentou.
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