巴西资讯巴西宏观市场2026年5月6日
巴西燃油最低库存豁免再延两月,中资进口商短期成本压力缓解
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Postos de combustíveis têm mais 2 meses para operar sem estoque mínimo
ANP将生产商和分销商免维持汽油、柴油最低库存的临时措施延长至6月30日,旨在平抑因伊朗战争引发的油价飙升。对依赖进口柴油的巴西市场及在巴中资贸易商而言,供应流动性增加,但价格传导风险仍存。
为什么值得关注
ANP豁免延长直接影响在巴中资燃油进口商和下游用户的合规成本与供应安全,窗口期至6月30日。
巴西国家石油、天然气和生物燃料管理局(ANP)于4月6日宣布,将生产商和分销商无需维持汽油和柴油最低库存的临时豁免措施延长两个月,至2025年6月30日。该措施最初于3月19日实施,原定4月30日到期,旨在保障国内供应并遏制因伊朗战争引发的石油衍生品价格上涨。ANP通过公函于4月17日正式通知相关企业。对于在巴西从事燃油进口、分销及下游化工的中资企业而言,这一政策直接降低了短期合规成本和库存资金占用,但需警惕豁免到期后政策回摆及国际油价波动风险。
【核心事实】ANP此次延长豁免,依据的是2023年第949号决议中关于生产商和分销商需维持每周A类汽油和A类柴油(S10和S500)库存的要求。A类燃料指炼油厂产出的未混合燃料。豁免期间,企业无需维持最低库存量,旨在“使库存更接近消费端,扩大市场供应流动性”。背景是2月28日美国和以色列对伊朗的袭击导致霍尔木兹海峡石油运输中断——该海峡每日运输全球约20%的石油产量。过去两个月,布伦特原油从约70美元/桶飙升至约120美元/桶,4月6日午后回落至约100美元/桶。巴西约30%的柴油消费依赖进口,国际价格飙升直接传导至国内市场。ANP表示,该措施是联邦政府一揽子行动的一部分,其他措施包括免征税收和对生产商及进口商提供补贴。
【中资企业触点】底稿未直接涉及中资企业,但通过以下机制间接传导:第一,在巴西从事柴油、汽油进口的中资贸易商(如中石化巴西、中石油国际事业巴西公司)可暂时免于承担最低库存的仓储和资金成本,降低运营压力。第二,依赖燃油作为原料或运输成本的制造业、农业和物流中资企业(如比亚迪巴西工厂、徐工巴西、中粮巴西)将受益于短期供应充足带来的价格稳定。第三,若豁免到期后未再延长,中资企业需重新评估库存合规成本,尤其是进口占比高的柴油品类。此外,ANP和联邦政府可能继续通过税收减免和补贴平抑价格,中资企业应关注相关补贴申请窗口。
【CBI解读】底稿显示,豁免延长直接回应的是地缘政治冲击下的短期供应紧张,而非巴西国内结构性产能不足。CBI认为,这一政策对中资企业的利好具有时效性:豁免期内(至6月30日),进口商可灵活调配库存,避免因强制囤货而承担高价风险。但需注意,布伦特原油价格已从120美元/桶高点回落至100美元/桶,若冲突缓和、海峡运输恢复,豁免的必要性可能下降。横向对比2023年ANP曾因炼厂检修实施类似豁免,彼时到期后未续期。此次延长两个月,暗示联邦政府判断供应压力至少持续至二季度末。中资企业应利用窗口期优化采购节奏,避免在豁免到期前集中补库推高价格。
【待观察】第一,6月30日豁免到期前,ANP是否会发布新的决议或评估报告,以及联邦政府是否同步调整燃油税和补贴政策。第二,霍尔木兹海峡航运恢复进度及布伦特原油价格能否稳定在100美元/桶以下——若价格再度突破120美元/桶,豁免可能进一步延长。第三,巴西柴油进口依赖度(30%)是否因国内炼厂开工率变化而上升,进而影响ANP后续库存监管态度。
CBI 观察编辑判断
事实:ANP将豁免延长两个月至6月30日,布伦特原油从70美元/桶涨至120美元/桶后回落至100美元/桶。CBI认为:该政策是短期对冲地缘风险的工具,中资企业应视其为采购节奏调整窗口,而非长期利好;若冲突缓解,豁免到期后不续期的概率较高。
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- 来源
- Agência Brasil — Economia
- 原文标题
- Postos de combustíveis têm mais 2 meses para operar sem estoque mínimo
- 原始语言
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- 编辑
- Clara Lin
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Postos de combustíveis têm mais 2 meses para operar sem estoque mínimo
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor no país, prorrogou por dois meses, até 30 de junho, a flexibilização para que produtores e distribuidores fiquem desobrigados de manter estoques mínimos de gasolina e óleo diesel.
A medida foi tomada inicialmente no dia 19 de março, com validade até 30 de abril, como uma forma de buscar a garantia do abastecimento no país e conter a escalada do preço de derivados de petróleo, desencadeada com a guerra no Irã.
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Sem a obrigatoriedade de manter estoque mínimo de diesel e gasolina, produtores e distribuidores podem oferecer mais combustíveis ao mercado consumidor, diminuindo a pressão de demanda sobre os derivados de petróleo e, consequentemente, menos impulso para alta de preços.
“A flexibilização visa aproximar os estoques da ponta de consumo e ampliar a fluidez de suprimento ao mercado”, diz a ANP, órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia.
Pela Resolução 949/2023 da agência, produtores e distribuidores precisam manter estoques semanais de gasolina A e do diesel A (S10 e S500). A classificação A se refere ao combustível que sai das refinarias, ou seja, antes de ser misturado ao etanol (caso da gasolina) e ao biodiesel (caso do óleo).
Apesar de ter divulgado à imprensa a prorrogação da flexibilização nesta quarta-feira (6), a ANP esclareceu que produtores e distribuidoras foram comunicados por meio de ofício no último dia 17.
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Choque de preços
A medida excepcional faz parte de um pacote de ações da ANP e do governo federal para frear o aumento de preços dos derivados no Brasil. A escalada se iniciou com o ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro.
Por causa do conflito, o transporte de óleo sofreu interrupções no Estreito de Ormuz, passagem marítima no sul do Irã que liga os golfos Pérsico e de Omã. Por lá transitavam, antes da guerra, cerca de 20% da produção mundial de petróleo. O bloqueio de Ormuz tem sido uma das retaliações exercidas pelo Irã.
Com menos óleo circulando pela cadeia de logística, o preço do barril do óleo cru e dos derivados vivenciou uma trajetória de alta nos últimos dois meses. No período, o barril do Brent (referência internacional) saltou de aproximadamente US$ 70 e chegou a ser negociado ao redor de US$ 120. Na tarde desta quarta-feira, beira os US$ 100.
Como o petróleo é uma commodity – mercadoria negociada em preços internacionais ─, a escassez representa aumento de preço até em países produtores, como é o caso do Brasil.
Além disso, o Brasil, no caso do diesel, importa cerca de 30% do consumo doméstico.
Entre outras medidas adotadas pelo governo brasileiro estão a isenção de cobrança de tributos e subsídio a produtores e importadores.
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