巴西资讯巴西宏观市场2026年5月1日
巴西拟降工时至40小时,中资制造与零售业需关注成本传导
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Com fim da escala 6x1, mulher tem mais acesso a trabalho, diz ministra
巴西妇女部长表态支持结束6x1工作制,国会正审议将最高工时从44小时降至40小时的法案,工业界预计GDP损失760亿雷亚尔、价格涨6.2%,在巴中资制造与零售企业需评估用工成本与合规风险。
为什么值得关注
巴西拟将最高工时从44小时降至40小时,直接推高在巴中资制造与零售业的用工成本,工业界预计GDP损失760亿雷亚尔、价格涨6.2%。
巴西妇女部长马尔西亚·洛佩斯(Márcia Lopes)4月29日在里约热内卢表示,结束每周仅休息一天(6x1)的工作制是“时代的要求”,将有助于女性进入劳动力市场并减轻过劳。目前,巴西国会正在审议政府提出的第1838/2026号法案,拟将每周最高工时从44小时降至40小时,并保障每周两天带薪休息且不降薪。众议院还设有两项宪法修正案(PEC 221/19和PEC 8/25)处理同一议题,并于4月29日成立了专门委员会。对于在巴中资企业,尤其是制造业和商业服务业,工时缩短将直接推高工资成本——工业界预计GDP损失760亿雷亚尔、价格涨幅6.2%,商业服务业预计工资成本增加21%、消费者价格涨幅13%。
巴西妇女部长马尔西亚·洛佩斯(Márcia Lopes)上周三(4月29日)在里约热内卢国家经济与社会发展银行(BNDES)总部接受巴西通讯社采访时表示,结束6x1工作制是“时代的要求”,将使女性有更多机会进入劳动力市场。她指出,女性因社会“大男子主义”特征而长期承受双重甚至三重工作负担,结束6x1制有助于减轻过劳、提高女性就业率并减少性别不平等。目前,国会正在审议政府提出的第1838/2026号法案,拟将每周最高工时从44小时降至40小时,保障每周两天带薪休息且不降薪。卢拉政府已要求该法案紧急审议,截至上周四(30日)下午仍在等待众议长批示。此外,众议院还设有两个宪法修正案(PEC 221/19和PEC 8/25)处理同一议题,并于4月29日成立了专门委员会。部长强调,女性是当前6x1制的主要受害者,结束该制度对边缘和黑人女性尤其有利。
对于在巴中资企业,这一改革将直接冲击用工成本与合规节奏。底稿显示,全国工业联合会(CNI)预计工时缩短将导致GDP损失760亿雷亚尔,平均价格上涨6.2%;全国商品、服务与旅游贸易联合会(CNC)则预计工资成本增加21%,消费者价格涨幅达13%。这意味着在巴中资制造业、零售业、服务业企业将面临劳动力成本上升与终端定价压力。同时,法案要求“不降薪”,即工时减少但工资不变,相当于单位工时工资上涨,企业需重新评估薪酬结构、排班制度与自动化替代方案。目前法案仍在国会审议阶段,尚未明确生效时间,但卢拉政府已要求紧急审议,中资企业应密切跟踪立法进展,提前测算成本影响。
CBI解读认为,底稿中应用经济研究所(Ipea)的研究指出,将工时降至40小时的成本与历史上最低工资调整的影响相似,表明经济有能力吸收这一变化。但CBI观察,工业界与商业服务业的测算与Ipea存在显著分歧,实际影响取决于行业劳动密集程度与议价能力。对于中资企业,尤其是用工规模较大的制造与零售企业,需关注法案在众议院的审议节奏,以及是否会有过渡期或行业豁免条款。此外,底稿未涉及中资企业直接影响,但通过工资成本与通胀传导,可能间接影响在巴中资企业的采购成本、产品定价与投资回报预期。
待观察:1)第1838/2026号法案在众议院的审议进展及可能修改;2)宪法修正案(PEC 221/19和PEC 8/25)的专门委员会是否提出替代方案;3)工业界与政府就GDP与通胀影响的分歧是否影响立法节奏。
CBI 观察编辑判断
底稿显示工业界与政府研究机构对工时缩短的经济影响存在显著分歧,CBI认为实际冲击取决于行业劳动密集度与法案是否设过渡期。中资企业应优先关注法案审议节点,而非仅依赖单一预测数据。
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信息概要
来源信息
- 来源
- Agência Brasil — Economia
- 原文标题
- Com fim da escala 6x1, mulher tem mais acesso a trabalho, diz ministra
- 原始语言
- 葡萄牙语
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- 编辑
- Clara Lin
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Com fim da escala 6x1, mulher tem mais acesso a trabalho, diz ministra
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, considera que o fim da escala de trabalho de apenas uma folga na semana, chamada de 6x1, é uma “exigência do nosso tempo” e que vai permitir que as mulheres tenham mais acesso ao mercado de trabalho.
“Elas vão cuidar melhor da saúde, das relações familiares, territoriais. Eu não tenho dúvida que é uma exigência do nosso tempo o fim da escala 6x1”, disse.
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Márcia Lopes conversou com exclusividade com a Agência Brasil, na última quarta-feira (29), após participar de um evento na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.
Os comentários sobre a mudança na jornada de trabalho acontecem no momento em que o Congresso Nacional analisa o Projeto de Lei (PL) 1838/2026, de iniciativa do governo federal, que reduz o limite máximo da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado semanal sem redução salarial.
O governo Lula pediu regime de urgência na tramitação do PL, que até a tarde de quinta-feira (30) ainda aguardava despacho do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para ser analisado pela Casa.
Tramitam ainda na Câmara duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC), PEC 221/19 e PEC 8/25, que também tratam do fim da escala 6x1. Na última quarta-feira (29) a Casa legislativa instaurou uma comissão especial para analisar as matérias.
Prejudicadas pela 6x1
Ao defender a visão favorável ao fim da escala 6x1, a ministra Márcia Lopes é categórica ao afirmar que as mulheres são as principais prejudicadas pela escala atual de trabalho.
“Não há dúvida disso”, afirma.
A ministra aponta que as mulheres sempre se sentiram sobrecarregadas, entre outros motivos, pela característica “machista” da sociedade.
“Às mulheres, historicamente, foi imputado a elas, dupla, tripla jornadas de trabalho. A elas sempre coube, além do trabalho remunerado, uma grande parte do seu tempo com trabalho não remunerado”, explica.
“Quando elas terminam uma etapa do dia de trabalho, apesar do cansaço, elas dão início a outras etapas, seja estudando, cuidando das suas casas, dos filhos, dos afazeres”, completa.
Mais do que colaborar para combater a sobrecarga de trabalho das mulheres, Márcia Lopes acredita que o fim da escala 6x1 é uma forma de melhorar a empregabilidade das mulheres e reduzir a desigualdade de gênero no mundo do trabalho.
“Ao alcançar o fim da escala 6x1 e trabalhar pela igualdade salarial, as mulheres vão tendo muito mais chance de acessar o trabalho e de conquistar espaços e condições de trabalho melhores”, diz ela, enfatizando entre as beneficiadas as mulheres periféricas e negras.
Desigualdade salarial
Dados do 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, na última segunda-feira (27), revelou que as brasileiras recebem, em média, 21,3% a menos que os homens no setor privado com 100 ou mais empregados. Ou seja, para cada R$ 1000 de salário de um homem, a mulher recebe R$ 787.
A Lei nº 14.611, de julho de 2023, reforça a igualdade salarial entre homens e mulheres para mesma função. Empresas com 100 ou mais empregados devem adotar medidas para garantir essa igualdade, incluindo a divulgação dos salários.
Reflexos positivos
Para a ministra das Mulheres, o fim da escala de apenas um dia de descanso na semana resultará em efeitos positivos para as próprias empresas, como a redução do absenteísmo (faltas, atrasos e saídas antecipadas), e para a economia do país.
“Traz muito mais dignidade, traz tempo livre que será utilizado para, inclusive, ir ao cinema, visitar museu, poder se alimentar melhor, organizar a sua comunidade, o seu território, de poder empreender”, lista.
Estudos sobre impacto
Diversos estudos tentam estimar os efeitos da redução de jornada de trabalho no país. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta prejuízo para a competitividade do setor e calcula uma perda de R$ 76 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país e altas nos preços de 6,2%, em média.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) assinala que a redução da jornada aumentaria os custos sobre a folha salarial em 21% e pressão inflacionária, com o repasse de preços ao consumidor chegando a 13%.
Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), instituição do Ministério do Planejamento e Orçamento, defende que os custos de uma eventual redução da jornada para 40 horas semanais seriam similares aos impactos observados em reajustes históricos do salário mínimo, o que indica uma capacidade de absorção da medida pelo mercado de trabalho.
Pressão popular
A ministra Márcia Lopes, que também preside o Conselho Nacional de Direito da Mulher – fórum que leva a participação da sociedade civil para dentro do governo – relatou à Agência Brasil que grupos de mulheres já buscaram articulação com os presidentes Hugo Motta, da Câmara, e Davi Alcolumbre, do Senado, para pressionar pela aprovação do fim da escala 6x1.“
As mulheres são fortes, são mobilizadas e já estão fazendo isso”, disse.
“Claro que tem posicionamentos contrários, isso faz parte da democracia, mas eu tenho impressão que, muito em breve, vamos conquistar mais esse direito no Brasil”, conclui.
As declarações da ministra foram depois da participação em um evento, no qual o BNDES anunciou R$ 80 milhões para iniciativas que beneficiam mulheres empreendedoras e o “trabalho do cuidado” nas periferias.
São exemplos de iniciativas de cuidado as cozinhas comunitárias, lavanderias públicas e cuidadotecas.
Para a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, que também esteve no encontro, o fim da escala 6x1 é intimamente ligado à melhoria da condição de vida das mulheres.
“A luta para que a gente mude essa situação da escala 6x1 é exatamente ter direito a se cuidar, ter direito ao fim de semana, ao autocuidado”, disse.
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