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巴西资讯巴西宏观市场2026年4月30日

巴西工人平均工资创历史新高,中资企业用工成本与消费市场双承压

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Salário médio do trabalhador amplia recorde e chega a R$ 3.722

2026年第一季度巴西工人平均月收入达3722雷亚尔,同比实际增长5.5%,最低工资上调至1621雷亚尔,就业结构变化推高平均收入,中资企业面临用工成本上升与消费市场潜力释放的双重影响。

为什么值得关注

巴西工人平均工资创历史新高,直接推高中资企业用工成本,社保合规压力上升,劳动力市场趋紧影响招聘与留人。

巴西地理与统计研究所(IBGE)3月30日公布的数据显示,2026年第一季度巴西工人平均月收入达到3722雷亚尔,较2025年同期实际增长5.5%,创下自2012年全国家庭抽样调查(Pnad)连续系列开始以来的最高纪录。这是连续第二个季度平均工资超过3700雷亚尔。IBGE家庭调查协调员Adriana Beringuy指出,部分增长可归因于2026年1月最低工资上调至1621雷亚尔,同时就业人数较2025年第四季度减少100万人,且减少主要集中在收入较低的非正式工人,从而推高了平均收入。对于在巴西经营的中资企业而言,这一数据意味着用工成本持续上升,同时工人购买力增强可能带动消费市场扩张。 2026年第一季度,巴西工人平均月收入达到3722雷亚尔,同比实际增长5.5%,创历史新高。数据来自IBGE于3月30日发布的Pnad连续系列调查。在十个经济活动组中,八个组收入稳定,商业和公共管理两个组收入显著增长。工人总收入达到3748亿雷亚尔,同比实际增长7.1%;社会保障缴款比例达到66.9%,为历史最高;失业率降至6.1%,为同期最低;非正式就业率为37.3%,相当于3810万非正式工人。 对于在巴西的中资企业,这一数据直接影响用工成本与市场策略。最低工资上调至1621雷亚尔,直接推高制造业、零售业、物流等劳动密集型行业的合规用工成本。同时,就业人数减少100万人且集中于非正式工人,意味着中资企业在招聘正式员工时可能面临更激烈的竞争,尤其是商业和公共管理领域收入显著增长,可能吸引更多劳动力向这些行业流动。另一方面,工人总收入增长7.1%以及社会保障缴款比例创历史新高,表明工人购买力增强,消费市场潜力扩大,对中资消费品、电商、汽车等企业构成利好。底稿未涉及中资企业直接影响的具体行业分布,但通过工资上涨与就业结构变化,中资企业需同时关注成本端与收入端的变化。 CBI解读:底稿显示,平均工资上涨主要由最低工资上调和低薪非正式工人退出就业市场共同推动,而非全面性薪资普涨。CBI认为,中资企业应区分行业影响:在商业和公共管理领域,薪资增长可能加剧人才争夺;在制造业和建筑业,非正式工人减少可能迫使企业提高正式员工待遇以维持产能。此外,社会保障缴款比例达历史最高,意味着企业社保负担加重,需重新评估用工合规成本。CBI观察,巴西劳动力市场呈现“量减质升”特征,中资企业应关注2026年后续季度就业人数是否持续下降,以及最低工资调整节奏对长期成本的影响。 待观察:一是2026年第二季度就业人数变化,若继续减少,可能进一步推高平均工资;二是巴西政府是否在2026年下半年再次调整最低工资,直接影响用工成本;三是商业和公共管理领域收入增长是否持续,将影响中资企业人才招聘策略。
CBI 观察编辑判断

事实:底稿显示工资上涨部分由最低工资上调和低薪非正规就业减少驱动。CBI认为,中资企业需关注商业和公共行政领域工资涨幅,这些行业与中资零售、物流、公共服务外包直接相关;同时,社保缴纳比例创新高,合规成本不可忽视。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
在巴中资企业,尤其是零售、物流、公共服务外包及制造业。
核验
待核验
对象
在巴中资企业投资者税务合规负责人
话题
行业趋势政策

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Salário médio do trabalhador amplia recorde e chega a R$ 3.722
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Salário médio do trabalhador amplia recorde e chega a R$ 3.722

O rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro alcançou R$ 3.722 no primeiro trimestre de 2026. Esse valor representa acréscimo real – já descontada a inflação – de 5,5% em relação ao registrado no mesmo período de 2025. É o maior registrado em toda série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. O trimestre encerrado em março é o segundo consecutivo em que o salário médio supera a casa dos R$ 3,7 mil. No período de três meses terminado em fevereiro, o rendimento foi de R$ 3.702. Na comparação com o quarto trimestre de 2025, quando o valor era de R$ 3.662, houve expansão de 1,6%. Notícias relacionadas: Desemprego no 1º trimestre é de 6,1%, o menor já registrado no período. Rendimento de trabalhador rural sobe 5,5% no 1º trimestre . Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro. A pesquisa do IBGE coleta informações de dez grupos de atividades. Em oito deles, o rendimento médio ficou estável (sem variação significativa). Em dois, houve aumento médio de salários: no comércio, alta de 3% (mais R$ 86); na administração pública, 2,5% (mais R$ 127). Causas A coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, considera que parte desse rendimento recorde pode ser atribuída ao aumento do salário mínimo, no começo de janeiro, fixado em R$ 1.621. “Pode ter uma participação já dessa questão do reajuste do salário mínimo, que é uma recomposição e até ganhos reais [acima da inflação].” No entanto, a analista destaca outro fator: no primeiro trimestre de 2026 houve redução de 1 milhão de pessoas na quantidade de trabalhadores ocupados em comparação com o quarto trimestre de 2025. A diminuição do contingente foi mais concentrada em trabalhadores informais, que ganham menos. “Então, a média de rendimento dos que estão ocupados nesse primeiro trimestre de 2026, comparativamente, é maior que a média de rendimento do quarto trimestre”, completa. Rendimentos A pesquisa do IBGE mostrou ainda que a massa de rendimento dos trabalhadores ficou em R$ 374,8 bilhões, também a maior já apurada na série histórica. Esse montante é o somatório dos salários de todos os trabalhadores, dinheiro que acaba sendo usado para consumo, pagamento de dívidas, investimentos e poupança. Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, a massa salarial cresceu 7,1% acima da inflação. Isso representa, no total, R$ 24,8 bilhões a mais na mão dos trabalhadores no intervalo de um ano. Previdência O IBGE identificou que a parcela de pessoas contribuintes para fins de previdência no primeiro trimestre de 2026 ficou em 66,9% dos trabalhadores ocupados. Esse é a maior proporção já registrada pela pesquisa e representa 68.174 milhões de trabalhadores protegidos socialmente. Ao contribuir para institutos de previdência, o trabalhador adquire garantias, como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte. O IBGE considera contribuintes os empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e por conta própria que tenham contribuído para institutos de previdência oficial federal (INSS ou Plano de Seguridade Social da União), estadual ou municipal. De acordo com Adriana Beringuy, a explicação para o recorde de participação está na queda da informalidade. “Os informais contribuem menos para a previdência.” No trimestre encerrado em março, a taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada, o que equivale a 38,1 milhões de trabalhadores informais, ou seja, sem direitos trabalhistas garantidos. No fim de 2025, a taxa era de 37,6%, enquanto no primeiro trimestre de 2025 era 38%. O IBGE esclarece que um trabalhador informal (por exemplo, um conta própria sem CNPJ) pode ser contribuinte individual do INSS. Desemprego menor A Pnad é o principal retrato do emprego no país e apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. No primeiro trimestre do ano, a taxa de desemprego ficou em 6,1%, a menor já registrada para o período. Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

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