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巴西资讯巴西宏观市场2026年4月25日

巴西解读稀土战略关键矿物定义及本国优势

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Terras raras, minerais estratégicos e críticos: entenda as diferenças

巴西地质调查局详解稀土、战略矿物与关键矿物区别,指出巴西拥有全球第二大稀土储量及领先的铌、石墨、镍资源,但下游加工精炼能力不足。

为什么值得关注

巴西关键矿产资源优势显著,但下游短板影响其全球能源转型中的战略定位。

巴西地质调查局(SGB)近日发布解读,详细区分了稀土元素、战略矿物和关键矿物的定义与差异,并梳理了巴西在全球关键矿产资源中的优势地位。SGB指出,稀土元素虽名为“稀土”,但并非罕见,而是因分散分布导致开采困难;战略矿物和关键矿物的认定则因国家而异,并随技术、地缘政治等因素动态调整。巴西拥有全球第二大稀土储量(约2100万吨,占23%),以及最大铌储量、第二大石墨储量和第三大镍储量,但产业链下游加工环节薄弱,仍以初级产品出口为主。 巴西地质调查局(SGB)近日发布解读,系统阐释了稀土元素、战略矿物和关键矿物的定义与区别。稀土元素(ETR)包括17种特定化学元素:15种镧系元素(如镧、铈、钕、镝)以及钪和钇。尽管名称中有“稀土”,它们在自然界中并不一定稀少,但通常分散分布,导致经济开采困难。这些元素对尖端技术至关重要,广泛应用于风力涡轮机、电动汽车、电池、电子产品和国防系统。战略矿物被定义为对各国经济发展至关重要、并因其在高科技产品、国防和能源转型中的应用而具有重要性的矿物。关键矿物则是指供应可能面临不同风险的矿物,如生产地理集中、外部依赖、地缘政治不稳定、技术限制、供应中断和替代困难。因此,哪些矿物被视为战略或关键取决于每个国家,且清单会随时间、技术进步、地质发现、地缘政治变化和需求演变而调整。当前常见例子包括锂、钴、石墨、镍和铌。稀土可被视为关键或战略矿物,取决于具体背景;即所有稀土都可能是战略的,但并非所有战略矿物都是稀土。在巴西,SGB称巴西拥有全球第二大稀土储量,约2100万吨,占全球23%(据美国地质调查局数据)。大部分稀土集中在米纳斯吉拉斯、戈亚斯、亚马孙、巴伊亚和塞尔希培。巴西还拥有全球最大铌储量(94%,1600万吨)、第二大石墨储量(26%,7400万吨)和第三大镍储量(12%,1600万吨)。巴西矿业和能源部2021年6月18日第2号决议列出了国内战略矿物清单,分为三组:需进口的(硫、磷酸盐矿、钾矿、钼矿);用于高科技产品和工艺的(钴矿、铜矿、锡矿、石墨矿、铂族矿、锂矿、铌矿、镍矿、硅矿、铊矿、稀土矿、钛矿、钨矿、铀矿、钒矿);以及具有比较优势并产生贸易顺差的(铝矿、铜矿、铁矿、石墨矿、金矿、锰矿、铌矿、铀矿)。在全球竞争中,中国主导稀土精炼和生产,引发美欧等寻求供应商多元化。巴西成为重要参与者,但专家指出挑战在于产业链下游(如加工和精炼)发展不足,否则巴西将继续出口初级产品、进口高附加值产品。UFF教授Luiz Jardim Wanderley表示,巴西延续了历史上初级产品出口国的依赖模式,如同殖民时期的黄金、后来的铁和石油。此外,开采还涉及环境和社会问题。
CBI 观察编辑判断

巴西在稀土、铌等关键矿物储量上具有全球领先优势,但产业链下游加工精炼能力薄弱,仍延续初级产品出口模式。中国主导精炼环节,巴西若想提升价值链地位,需在加工技术、投资和产业政策上突破。

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信息概要

类型
政策发布
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
矿业公司、新能源产业链企业、中巴贸易投资者
核验
待核验
对象
在巴中资企业投资者对巴西感兴趣的普通读者
话题
政策行业趋势贸易

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Terras raras, minerais estratégicos e críticos: entenda as diferenças
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Terras raras, minerais estratégicos e críticos: entenda as diferenças

Conhecidos pelo potencial para impulsionar a transição energética, terras raras, minerais estratégicos e minerais críticos vêm ganhando cada vez mais protagonismo global. Embora frequentemente tratados como sinônimos, os três conceitos cumprem papéis diferentes na geopolítica e na economia global. Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), órgão do governo federal responsável por avaliar o potencial mineral do país, Elementos Terras Raras (ETR) são um grupo específico de 17 elementos químicos da tabela periódica: 15 lantanídeos (como lantânio, cério, neodímio e disprósio), escândio e ítrio. Notícias relacionadas: Ministro diz que país não quer apenas exportar minerais críticos. STF mantém lei que limita compra de terras por empresas estrangeiras. Brasil e Alemanha firmam acordo sobre minerais críticos e terras raras. Apesar do nome, não são necessariamente raros na natureza, mas costumam estar dispersos, o que dificulta a exploração econômica. São essenciais para tecnologias de ponta, como turbinas eólicas, carros elétricos, baterias, eletrônicos e sistemas de defesa. Minerais estratégicos são aqueles considerados essenciais para o desenvolvimento econômico dos países e que tenham importância pela sua aplicação em produtos e processos de alta tecnologia, defesa e transição energética. Minerais críticos são aqueles cujo suprimento pode envolver diferentes riscos de abastecimento: concentração geográfica da produção, dependência externa, instabilidade geopolítica, limitações tecnológicas, interrupção no fornecimento e dificuldade de substituição. Por isso, a definição de quais minerais são estratégicos ou críticos depende de cada país. A lista também pode mudar conforme o tempo, de acordo com avanços tecnológicos, descobertas geológicas, mudanças geopolíticas e evolução da demanda. Porém, alguns exemplos mais comuns atualmente são: lítio, cobalto, grafita, níquel e nióbio. Terras raras podem ser consideradas minerais críticos ou estratégicos, dependendo do contexto. Ou seja, toda terra rara pode ser estratégica, mas nem todo mineral estratégico é terra rara. Situação no Brasil Segundo o SGB, o Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, com cerca de 21 milhões de toneladas. Isso representa cerca de 23% das reservas globais, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). A maior parte das terras raras no Brasil está concentrada em Minas Gerais, Goiás, Amazonas, Bahia e Sergipe. Esses estados têm os principais tipos de depósitos com potencial econômico. Entre os minerais que costumam ser considerados críticos ou estratégicos na maior parte dos países, o Brasil se destaca por ter as maiores reservas de nióbio do mundo (94%), com 16 milhões de toneladas. Também é o segundo no ranking global de reservas de grafita (26%), com 74 milhões de toneladas, e o terceiro quando se trata de reservas de níquel (12%), com 16 milhões de toneladas. O país tem uma lista de minerais considerados estratégicos para o desenvolvimento interno. Ela foi publicada na Resolução nº 2, de 18 de junho de 2021, do Ministério de Minas e Energia. Esses minerais são divididos em três grupos: Precisam ser importados: enxofre, minério de fosfato, minério de potássio e minério de molibdênio. Usados em produtos e processos de alta tecnologia: minério de cobalto, minério de cobre, minério de estanho, minério de grafita, minérios do grupo da platina, minério de lítio, minério de nióbio, minério de níquel, minério de silício, minério de tálio, minério de terras raras, minério de titânio, minério de tungstênio, minério de urânio e minério de vanádio. Minerais com vantagem comparativa e geração de superávit na balança comercial: minério de alumínio, minério de cobre, minério de ferro, minério de grafita, minério de ouro, minério de manganês, minério de nióbio e minério de urânio. Disputa global Esses recursos se tornaram centrais na disputa geopolítica global. Hoje, a China lidera amplamente o refino e a produção de terras raras, o que gera preocupação em outras potências, como Estados Unidos e União Europeia, que buscam diversificar fornecedores. Nesse cenário, o Brasil aparece como um ator relevante. Especialistas apontam que o desafio brasileiro não está apenas na extração. A cadeia produtiva desses minerais envolve etapas complexas, como beneficiamento e refino, que ainda são pouco desenvolvidas no país. Sem isso, o Brasil tende a continuar importando produtos de maior valor agregado, analisa o professor de Geografia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Luiz Jardim Wanderley, que é especialista na interseção entre política, economia e mineração. “O Brasil mantém o mesmo padrão de dependência que teve ao longo de sua história. Foi assim com o ouro colonial, passando pelo ferro e até o petróleo. Servindo para o mundo como um país primário-exportador. A gente exporta muitos minerais e os consome muito pouco no mercado nacional”, diz Jardim. Além da dimensão econômica, há também questões ambientais e sociais. A exploração desses recursos gera impactos significativos nos lugares onde ocorre. “Não existe mineração sustentável. Toda mineração causa impactos ambientais pesados, como o comprometimento de recursos hídricos. Também causa pressão econômica nos municípios em que ocorre: aumento da pobreza, desigualdade e violência urbana. O que temos hoje é um modelo completamente insustentável de mineração”, avalia o geógrafo. “É possível fazer um modelo um pouco menos degradante. Mas, ainda assim, continuariam sendo feitos grandes buracos para extrair esses minérios. Continuariam a desmontar montanhas e a afetar cursos de água. Precisamos pensar com muita calma se realmente vale a pena, já que perdemos muitos recursos naturais e os efeitos socioambientais são significativos”, complementa.

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