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巴西资讯巴西宏观市场2026年4月24日

巴西劳动部设定工资贷款总成本上限,限制隐性费用

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Ministério restringe tarifas e limita custo do crédito consignado

巴西劳动与就业部发布新规,为工人工资贷款设定间接总成本上限,限制隐性费用,建立季度监测机制,违规金融机构面临暂停处罚。

为什么值得关注

新规限制隐性费用,提高工资贷款透明度,保护工人免受高成本债务陷阱。

巴西劳动与就业部(MTE)于2026年4月24日发布决议,为工人工资贷款(consignado)设定新规则,引入间接总成本上限,旨在减少利息和隐性费用的滥用。根据新规,贷款的有效总成本(CET)不得超过合同月利率的1个百分点,例如月利率1.5%时总成本上限为2.5%。该决议已生效,主要影响2025年推出的“工人信贷”计划。 巴西劳动与就业部(MTE)于本周五(24日)发布了工资贷款管理委员会的决议,为工人工资贷款(consignado)制定新规则,以减少利息和贷款隐含费用的滥用。该措施已生效。主要变化是设立了贷款总成本的间接上限。根据新规,有效总成本(CET,包括利息和其他费用)不得超过合同月利率的1个百分点。例如,若贷款月利率为1.5%,则允许的最高总成本为每月2.5%。与设有利率上限的INSS工资贷款不同,MTE监管的工资贷款将采用这种监测系统。该措施应银行要求制定,银行此前反对利率限制。工资贷款是一种分期付款直接从工人工资中扣除的贷款模式,降低了银行风险。对于CLT正式工工资贷款,贷款可用FGTS作为担保。尽管有这种安全性,政府仍发现滥用行为:机构宣传低利率,但在合同中加入附加费用,显著提高最终贷款成本。根据新规,银行在收费方面受到明确限制,仅允许四种费用:利息、逾期罚息和滞纳金、法定税费、以及经客户明确授权的贷款保险。其他费用,如开户费或注册费,将被视为违规。该决议未设定固定利率上限,而是建立了持续监测系统。政府将跟踪市场利率,计算平均值加标准差。超出该参数的利率可能被认定为滥用。监测每季度进行一次,基于Dataprev系统记录的合同数据。坚持收取过高费用的金融机构可能面临处罚,包括暂停向工人提供工资贷款。这些变化主要影响2025年推出的“工人信贷”(Crédito do Trabalhador)计划,该计划旨在扩大CLT工人的信贷渠道。自推出以来,该计划已发放约1310亿雷亚尔贷款,惠及超过900万工人,其中910亿雷亚尔为新合同。尽管规模扩大,利率仍是问题。最新数据显示,CLT工资贷款月利率在1.63%至6.87%之间,平均总成本达每月4.48%,高于平均利率3.66%。巴西央行和Procon-SP的调查也显示金融机构间差异巨大,有时超过100%。该措施出台正值巴西债务上升之际。巴西央行2026年4月数据显示,49.7%的家庭收入用于偿债,接近历史最高纪录。月偿债率达29.3%,超过80%的家庭负债。专家警告,频繁使用信贷,尤其是低收入工人,可能加剧违约。此外,批评者指出工资贷款的利率并未反映其低风险特性,因为还款直接从工资扣除,理应收取更低利息。专家建议工人在贷款前比较不同报价,有时银行提供的个人信贷条件可能更优。新规旨在提高透明度,避免隐性收费,使消费者更容易了解实际贷款成本。
CBI 观察编辑判断

新规通过间接成本上限和季度监测机制,回应了银行反对固定利率上限的诉求,同时强化了对隐性费用的监管。在家庭债务创历史新高的背景下,该措施有助于抑制违约风险,但实际效果取决于监测执行力度。

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信息概要

类型
监管变化
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
巴西金融机构、CLT正式工、工资贷款借款人、中资银行及金融科技企业
核验
待核验
对象
在巴中资企业金融机构对巴西感兴趣的普通读者
话题
政策金融合规

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Ministério restringe tarifas e limita custo do crédito consignado
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Ministério restringe tarifas e limita custo do crédito consignado

O crédito consignado concedido aos trabalhadores terá regras para reduzir abusos na cobrança de juros e nas taxas embutidas nos empréstimos. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou nesta sexta-feira (24) resolução do Comitê Gestor das Operações de Crédito Consignado, que cria uma metodologia para monitorar os juros e os encargos. A medida já está em vigor. A principal mudança é a criação de um limite indireto para o custo total do empréstimo. Pela nova regra, o chamado Custo Efetivo Total (CET), que inclui juros e demais encargos, não poderá ultrapassar em mais de 1 ponto percentual a taxa de juros mensal contratada. Na prática, isso significa que, se um empréstimo tiver juros de 1,5% ao mês, o custo total máximo permitido será de 2,5% ao mês. Notícias relacionadas: Novas regras de consignado para servidores entram em vigor. Diferentemente do consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que tem teto de juros, os consignados regulados pelo MTE terão esse sistema de acompanhamento. A metodologia atende a pedido dos bancos, que se opunham à limitação de taxas. O que muda na prática O crédito consignado é uma modalidade em que as parcelas são descontadas diretamente do salário do trabalhador, o que reduz o risco para os bancos. No caso do consignado voltado a trabalhadores com carteira assinada (CLT), o empréstimo pode ter como garantia o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Apesar dessa segurança, o governo identificou práticas consideradas abusivas: instituições anunciavam juros baixos, mas incluíam tarifas adicionais no contrato, elevando significativamente o custo final do crédito. Com a nova norma, os bancos passam a ter restrições claras sobre o que podem cobrar. Serão permitidos apenas quatro tipos de encargos: Juros remuneratórios (valor principal cobrado pelo empréstimo); Multa e juros por atraso (mora); Tributos obrigatórios; Seguro prestamista (somente se o cliente autorizar expressamente). Outras cobranças, como taxas de abertura de crédito ou tarifas de cadastro, passam a ser consideradas irregulares. Controle e fiscalização A resolução não estabelece um teto fixo para os juros, como ocorre em outras modalidades, mas cria um sistema de monitoramento contínuo. O governo vai acompanhar as taxas cobradas no mercado e calcular uma média, acrescida de um desvio padrão. Valores que ultrapassarem esse parâmetro poderão ser classificados como abusivos. Esse acompanhamento será feito a cada três meses com base em dados de contratos registrados nos sistemas da Dataprev, empresa pública de tecnologia. Instituições financeiras que insistirem em cobrar taxas consideradas excessivas poderão sofrer punições, incluindo a suspensão da oferta de crédito consignado para trabalhadores. Crédito do Trabalhador As mudanças devem afetar principalmente o chamado Crédito do Trabalhador, modalidade lançada em 2025 para ampliar o acesso ao crédito a profissionais CLT, substituindo modelos anteriores. Desde sua criação, o programa movimentou cerca de R$ 131 bilhões em empréstimos para mais de 9 milhões de trabalhadores. Desse montante, R$ 91 bilhões correspondem a novos contratos. Mesmo com a expansão, os juros continuam sendo um problema. Dados recentes mostram que as taxas do consignado CLT variam de 1,63% a 6,87% ao mês. O custo total médio chega a 4,48% mensais, acima da taxa média de juros de 3,66%. Levantamentos do Banco Central e da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor em São Paulo (Procon-SP) também apontam grande variação entre instituições financeiras. Em alguns casos, as diferenças chegam a ser superiores a 100%. Endividamento em alta A medida ocorre em um cenário de aumento do endividamento no país. Dados do Banco Central de abril de 2026 indicam cenário crítico: 49,7% da renda das famílias está comprometida com dívidas, próximo ao recorde histórico. O comprometimento mensal de renda chegou a 29,3%, com mais de 80% das famílias endividadas. Especialistas alertam que o uso frequente do crédito, especialmente por trabalhadores de baixa renda, pode agravar a inadimplência. Além disso, há críticas de que as taxas praticadas no consignado não refletem o baixo risco da modalidade. Como o pagamento é descontado diretamente do salário, o esperado seria a cobrança de juros menores. Orientação ao consumidor Diante desse cenário, especialistas recomendam que o trabalhador compare diferentes ofertas antes de contratar um empréstimo. Em alguns casos, o crédito pessoal oferecido pelo próprio banco pode apresentar condições mais vantajosas, dependendo do histórico de relacionamento com a instituição. A nova regulamentação busca justamente aumentar a transparência e evitar cobranças ocultas, tornando mais fácil para o consumidor entender quanto realmente pagará pelo crédito.

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