巴西资讯巴西中巴合作2026年4月20日
巴西银发经济规模达2万亿雷亚尔,催生创业与消费新机遇
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Economia prateada mostra força de consumidores e empreendedores 60+
巴西60岁及以上人口已超3300万,其创造的经济规模达2万亿雷亚尔,形成庞大的“银发经济”。为服务这一群体,从实体店铺的无障碍改造到健康、旅游、金融等细分领域的创业项目正蓬勃发展,Sebrae等机构也推出专项计划支持相关企业与创业者。
为什么值得关注
揭示巴西老龄化社会催生的庞大市场机遇,为相关企业与创业者提供明确的赛道指引。
巴西正迅速成为全球老年人口第五多的国家,其60岁及以上人口已超过3300万。根据Data8咨询公司的研究,这一群体在经济中创造了高达2万亿雷亚尔的规模,形成了极具潜力的“银发经济”。为应对这一结构性转变,巴西的商业生态正积极适应老年群体的新需求,从改善实体店铺的照明、标识、无障碍设施,到在健康、旅游、金融科技等领域催生新的创业机会。巴西小微企业服务局(Sebrae)等机构也推出了专项支持计划,助力企业开拓这一不断扩张的市场。
巴西社会的年龄结构正在发生深刻变化。随着60岁及以上人口突破3300万,一个规模庞大且消费能力可观的“银发经济”体已然形成。Data8咨询公司的研究数据显示,这一群体推动的经济规模达到了2万亿雷亚尔。这不仅仅意味着一个庞大的消费市场,也孕育着越来越多由老年人自身主导的创业活动。
要成功服务这一群体,商业模式的调整至关重要。老年消费者普遍期待更友好的购物环境,包括更好的店铺照明、清晰可见的标识、完善的无障碍设施、亲切的服务态度以及简化的购买流程。Sebrae“60+老年创业计划”的全国协调员Gilvany Isaac指出,能够提供这些差异化服务的企业家将赢得老年客户的青睐。她认为,理解这一人口结构变化并开发相应产品的企业,不仅能进入一个扩张中的市场,还将为构建更具包容性和可持续性的发展模式做出贡献。退休银行职员João Gualberto de Almeida Teixeira(70岁以上)的体验印证了这一点,他表示自己在消费时最看重服务人员的专注与面对面的真诚交流。
银发经济蕴藏着多个高潜力细分领域。Gilvany Isaac特别强调了健康与保健板块,例如针对老年人的专业健身房,其重点在于适应性训练、陪伴和功能改善,而非单纯追求美观。远程医疗和健康监测服务是另一个快速增长的利基市场。此外,专业的护理服务需求旺盛,护理人员可以作为个体微企业家(MEI)获得正规合同保障,这对供需双方都至关重要。在休闲方面,提供淡季套餐、文化路线和体验式旅行的公司具有巨大潜力。金融领域,如积极的退休规划服务,以及住房适老化改造解决方案,也都是亟待开发的市场。
值得注意的是,60岁以上人群的电子商务使用率正在增长,但他们同时也是受诈骗影响最严重的群体之一。因此,加强该群体的数字参与度和网络安全意识变得尤为关键,面向老年人的计算机和电子知识学校也随之增加。
这股银发经济浪潮也激发了新的创业活力。微企业家João Lopes在Sebrae-RJ的帮助下,于2024年6月创建了专门面向60岁以上客户的Mel Mania公司,主营蜂蜜销售。他洞察到这一群体的稳定消费力,例如一位84岁的客户每月都会固定购买。除了销售,Mel Mania还免费培训合作生产者,目前已成功让112人进入养蜂业。João Lopes将自己的事业定义为具有积极社会影响的社会企业。
在里约热内卢,Sebrae开展的“Sebrae银发经济”项目已进行到第三期,下一期课程将于5月启动。该项目旨在支持希望保持生产力的成熟人群创业,迄今已服务144人,参与者以女性为主,业务范围涵盖餐饮、创意经济、手工艺、时尚、美容及咨询服务等多个领域。这些案例表明,银发经济不仅是消费市场,更是创业和创新的一片热土。
CBI 观察编辑判断
巴西银发经济已从概念走向具体实践,覆盖消费环境改造、健康、金融、科技等多个垂直领域。Sebrae等机构的系统性支持,表明这已被视为国家层面的重要经济与社会发展议题。创业者不仅瞄准老年消费市场,更积极引导老年人成为创业主体,形成了双向驱动的生态。
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信息概要
来源信息
- 来源
- Agência Brasil — Economia
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- Economia prateada mostra força de consumidores e empreendedores 60+
- 原始语言
- 葡萄牙语
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- 编辑
- Clara Lin
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Economia prateada mostra força de consumidores e empreendedores 60+
O Brasil já soma mais de 33 milhões de pessoas com 60 anos ou mais e caminha para ser o quinto país com mais idosos do mundo. É um público que movimenta R$ 2 trilhões na economia, de acordo com estudo realizado pela consultoria Data8.
Esse potencial econômico é formado tanto por consumidores, como pelos empreendedores da chamada economia prateada, em alusão aos cabelos grisalhos.
Para atender a esse público, os modelos de negócio precisam adaptar-se a novas demandas. Eles querem melhor iluminação nas lojas, sinalização visível, acessibilidade, atendimento acolhedor e processo de compra simplificado. O empreendedor que oferece esses diferenciais acaba tendo a preferência do público mais velho, afirma a gestora nacional do programa Empreendedorismo Sênior 60+ do Sebrae, Gilvany Isaac.
“Eu acho que a Economia Prateada reflete a transformação estrutural da sociedade brasileira. Os empreendimentos que compreenderem essa mudança e desenvolverem produtos alinhados a essa realidade, não apenas vão acessar o mercado de expansão, mas também contribuirão para o modelo de desenvolvimento mais inclusivo, sustentável e conectado à longevidade”, afirma Gilvany.
O bancário aposentado João Gualberto de Almeida Teixeira, pertence ao público 70+. Ele conta que o que sente mais falta no atendimento é, primordialmente, atenção.
“Tenho notado que a pessoa vai a algum local e os atendentes estão distraídos, olhando outras coisas, e não dão atenção para o que você merece e, principalmente, precisa. É você estar sendo atendido com atenção, quer dizer, olho no olho. Isso é fundamental”, afirmou.
Economia prateada, a economia liderada por pessoas com 60+. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Segmentos
Entre os segmentos com maior potencial para o público 60+, Gilvany destaca o de saúde e bem-estar, como academias especializadas. “Treino adaptado, acompanhamento, foco na funcionalidade e não apenas na estética”, aponta.
Outro nicho são os negócios da telemedicina e serviços de monitoramento remoto de saúde. “Os cuidadores também vêm com uma força muito grande porque podem ser microempreendedores individuais (MEI) e ter um CNPJ, o que vai ser muito importante para as famílias que querem o conforto de um contrato, bem como para os próprios cuidadores”, diz.
Outro segmento com amplo potencial para atender a população é o de turismo e lazer – especialmente empresas que oferecem pacotes fora da alta temporada, com roteiro cultural e viagens de experiência. Ela destaca ainda os serviços na área financeira, como planejamento para aposentadoria ativa, além da habitação adaptada.
“Estamos falando de arquitetura e de soluções de acessibilidade de moradias, que fazem uma adaptação em residências para dar um conforto melhor para pessoa idosa”, exemplifica.
Gilvany ressalta ainda, do lado dos consumidores 60+, um movimento crescente no comércio eletrônico. Eles compram mais pela internet, mas é preciso incrementar o engajamento digital desse público, que hoje constitui a parcela da população que mais recebe golpes. Há um crescimento de escolas de computação e de conhecimento eletrônico voltadas para esse segmento.
Mel Mania
O microempreendedor João Lopes procurou o Sebrae-RJ para saber como formatar o seu negócio para atende especificamente o público 60+. Em junho de 2024 criou a Mel Mania, que comercializa a substância. Aos 54 anos, João viu nesse público uma forte oportunidade de negócio.
“O meu público é totalmente 60+. Eu tenho um cliente com 84 anos que compra mensalmente, como se fosse uma assinatura. A família toda consome, mas ele é a porta de entrada”, explica.
Além da venda do mel, para todo o país, a empresa capacita, sem custos, pessoas que contam com espaços ociosos para a produção do produto. João oferece instrumentos, suporte e depois compra a produção dos parceiros. A Mel Mania já inseriu 112 pessoas na apicultura.
“Depois que eu passei pelo Sebrae, descobri que sou empreendedor social, porque o meu negócio gera impacto positivo na sociedade. Quem compra o meu mel sabe que está gerando renda para as pessoas”, diz.
O microempreendedor João Lopes fala sobre a produção de mel da Mel Mania - Rovena Rosa/Agência Brasil
Capacitação
Economia prateada, a economia liderada por pessoas com 60+. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
No Rio de Janeiro, o Sebrae desenvolve um projeto para atender justamente a população mais madura que deseja permanecer produtiva. O Sebrae Economia Prateada está em sua terceira edição e a próxima turma terá início em maio. Ao todo, 144 pessoas já foram atendidas pelo projeto.
O perfil dos participantes é majoritariamente feminino e envolve segmentos multissetoriais.
“Há muita gente empreendendo na área de gastronomia, economia criativa, artesanato, moda, beleza e, também, em negócios ligados à consultoria na prestação de serviços”, explica a gestora do projeto e analista do Sebrae RJ, Juliana Lima.
Do lado dos consumidores seniores, Juliana Lima ressaltou a existência de um mercado em forte expansão, uma vez que o envelhecer no Brasil se transformou. “O perfil desse idoso, mudou. Hoje ele não fica mais em casa, como antigamente. São ativos, viajam, namoram, estudam, estão preocupados com a beleza, em viver bem”.
O projeto Sebrae Economia Prateada trabalha em parceria com outras instituições, como o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o governo do estado, para ampliar o público atendido. Os chamados empreendedores sêniores representavam, em outubro do ano passado, 16% do total de donos de negócios no estado do Rio de Janeiro.
“A população está envelhecendo mais ativa, mas o mercado tem uma barreira. Por conta do etarismo no trabalho formal, o sênior precisa do empreendedorismo para gerar algum tipo de renda”.
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