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巴西调查:超三分之一求职者首选正式劳动合同

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Pesquisa mostra que brasileiro prefere emprego com carteira assinada

巴西国家工业联合会最新调查显示,尽管零工经济等新工作模式兴起,但36.3%的求职者仍将受《劳动法》保护的正式劳动合同工作视为首选,尤其在年轻群体中偏好更明显,反映出巴西劳动力市场对稳定性与社会保障的持续重视。

为什么值得关注

为在巴中资企业及投资者理解当地劳动力偏好、制定人力资源策略提供关键数据参考。

巴西国家工业联合会(CNI)近期发布的一项调查揭示,在巴西劳动力市场中,传统的正式劳动合同工作模式依然占据主导吸引力。根据由Nexus研究所于2025年10月10日至15日期间对全国2008名16岁及以上人士进行的访谈,超过三分之一(36.3%)近期找工作的劳动者认为,受《劳动法》管辖、享有完整劳动权利与社会保障的正式工作是最具吸引力的选择。这一发现凸显了在新型工作形式不断涌现的背景下,巴西劳动者对工作稳定性与安全感的普遍追求。

调查数据显示,正式劳动合同(CLT)以36.3%的偏好率位居求职者选择首位,远超其他工作模式。自主经营以18.7%的比例位列第二,而非正式工作(12.3%)和数字平台工作(10.3%)的吸引力相对较低。CNI的产业与政策专家Claudia Perdigão指出,尽管数字平台工作等新模式在增长,但劳动者依然高度重视劳动权利、稳定性和社会保障,这些因素构成了正式工作的关键差异化优势。值得注意的是,年轻劳动者对正式工作的偏好尤为强烈。在25至34岁的群体中,高达41.4%的人首选CLT模式;16至24岁的年轻人中,这一比例也达到38.1%。Perdigão分析认为,这反映了年轻人在职业生涯初期对安全感和稳定性的迫切需求。与此同时,数字平台工作目前主要被视为补充收入来源。调查显示,仅30%的受访者将此类活动视作主要生计,多数人仍将其作为辅助性收入渠道。劳动力市场整体呈现出高满意度和低流动性的特点。高达95%的受访者对当前工作表示满意,其中70%感到“非常满意”。这可能解释了求职活跃度相对较低的现象:仅20%的受访者在近期寻找过其他工作。然而,年龄和在职时长显著影响流动性:16至24岁的年轻人中,有35%曾寻找新职位;而在当前岗位工作不足一年的劳动者中,这一比例升至36.7%。相比之下,60岁以上劳动者中仅6%寻找过新工作,在同一岗位工作五年以上者中该比例仅为9%。这项由CNI与Nexus研究所合作的调查,为理解巴西就业市场的深层结构和劳动者心态提供了关键数据。它表明,即便在劳动关系日益灵活化的全球趋势下,巴西劳动力市场对传统保障模式的依赖依然根深蒂固,这或将对未来的劳动政策制定与企业雇佣策略产生重要影响。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
巴西求职者、在巴中资企业、人力资源行业、数字平台企业
对象
在巴中资企业投资者平台企业
话题
市场行业趋势政策
查看原文(葡萄牙语)

Pesquisa mostra que brasileiro prefere emprego com carteira assinada

Apesar do barulho das redes sociais, o emprego com carteira assinada continua sendo a prioridade dos brasileiros ao buscar uma vaga. Segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o modelo formal, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), foi apontado como o mais atrativo por mais de um terço dos trabalhadores que procuraram emprego recentemente. De acordo com o estudo, o acesso a direitos trabalhistas e à Previdência Social continua sendo um diferencial relevante, mesmo com o avanço de novas formas de trabalho. “Embora novas modalidades de trabalho estejam crescendo, como aquelas vinculadas a plataformas digitais, o trabalhador ainda valoriza o acesso a direitos trabalhistas, estabilidade e proteção social, que continuam, portanto, sendo um diferencial relevante mesmo em contexto de maior flexibilização das relações de trabalho”, diz Claudia Perdigão, especialista em Políticas e Indústria da CNI.  Principais números da pesquisa 36,3% preferem emprego com carteira assinada (CLT); 18,7% apontam o trabalho autônomo como melhor opção; 12,3% consideram o emprego informal mais atrativo; 10,3% têm interesse em trabalho por plataformas digitais; 9,3% preferem abrir o próprio negócio; 6,6% optam por atuar como pessoa jurídica (PJ); 20% não encontraram oportunidades atrativas. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Preferência entre jovens Entre os jovens, a escolha pelo emprego formal é ainda mais forte, refletindo a busca por segurança no início da carreira. 41,4% dos trabalhadores de 25 a 34 anos preferem CLT; 38,1% dos jovens de 16 a 24 anos também priorizam o modelo. Segundo Claudia Perdigão, o emprego formal traz mais segurança para os jovens, que procuram maior estabilidade no início da carreira profissional. Renda complementar O trabalho por meio de plataformas digitais, como motorista ou entregador de empresas de aplicativo, é visto majoritariamente como complemento de renda. Segundo o levantamento, apenas 30% consideram essa atividade como principal fonte de sustento. Alta satisfação A pesquisa também aponta elevado nível de satisfação no mercado de trabalho, o que ajuda a explicar a baixa busca por novas oportunidades. 95% estão satisfeitos com o emprego atual; 70% se dizem muito satisfeitos; 4,6% estão insatisfeitos; 1,6% muito insatisfeitos. A mobilidade no mercado é limitada: 20% buscaram outro emprego recentemente; 35% dos jovens (16 a 24 anos) procuraram nova vaga; 6% dos trabalhadores com mais de 60 anos fizeram o mesmo. O tempo no emprego também influencia: 36,7% com menos de um ano no trabalho buscaram nova vaga; 9% com mais de cinco anos na mesma função fizeram o mesmo. Realizado pelo Instituto Nexus, em parceria com a CNI, o levantamento ouviu 2.008 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país. A pesquisa foi realizada de 10 a 15 de outubro de 2025, mas só foi divulgada agora.

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