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巴西资讯巴西宏观市场2026年4月8日

巴西央行行长呼吁参议院批准赋予央行更多自主权的宪法修正案

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Galípolo pede aprovação de PEC que prevê mais autonomia para o BC

巴西央行行长加布里埃尔·加利波洛于2024年10月8日在参议院作证时,呼吁议员们批准第65/2023号宪法修正案,该提案旨在赋予央行技术、预算和财务自主权,以解决其人员严重不足、难以有效履行监管和打击金融犯罪职责的问题。

为什么值得关注

央行运作能力直接影响巴西金融稳定、通胀控制及打击金融犯罪的效能,关乎所有市场参与者。

2024年10月8日,巴西中央银行行长加布里埃尔·加利波洛在巴西参议院为调查有组织犯罪而设立的议会调查委员会作证时,向参议员们发出呼吁,请求批准第65/2023号宪法修正案提案。该提案旨在修改联邦宪法,为巴西央行建立新的法律框架,赋予其更多的技术、预算和财务自主权。加利波洛表示,央行目前正面临人员严重短缺、资源不足的困境,这影响了其履行核心职能的能力,包括监管金融体系和协助打击洗钱及有组织犯罪。 在听证会上,加利波洛行长直言不讳地描述了巴西中央银行面临的严峻挑战。他表示,央行目前几乎在满负荷运转,高度依赖公务员的责任感,同时在招聘人员和投资新技术方面存在显著困难。他形象地描述了自己的处境:“自从我的听证会(在2024年10月)以来,我已经请求了支持、帮助,而现在,我正在请求救援。”他强调,央行需要适当的资源来履行其法定职责,并将职责的适当执行与机构自主权的重新定义紧密联系起来。为了具体说明问题的严重性,加利波洛提供了关键数据:巴西央行法律规定的职位总数为6470个,但目前仅有约3400个被实际占用。他将此规模与全球其他主要央行进行了对比:美国联邦储备系统拥有约23,000名员工,印度储备银行则有约13,000名员工。这一对比突显了巴西央行在人力资源规模上的巨大差距。加利波洛认为,在当前人员严重不足的情况下,央行几乎不可能充分监督日益复杂的金融生态系统,同时也难以有效协助打击洗钱和有组织犯罪等非法活动。他指出,有组织犯罪集团“能找到资金来获取新技术和规避系统的方法”,这要求监管机构必须具备相应的能力和资源来应对。加利波洛特别澄清了关于“自主权”的常见误解。他强调,央行绝不希望逃避对其开支的问责责任。“让央行向其负责的机构越多越好,”他表示,“但我们需要有适当的资源来履行我们的职能,并推进那些着眼于国际司法管辖范围已经滞后的法律创新。”他所呼吁的第65/2023号宪法修正案提案,正是为了解决这些结构性难题。该PEC旨在修改联邦宪法,为巴西中央银行建立一个全新的法律框架,核心是赋予其技术、运营、行政、预算和财务自主权。根据提案内容,中央银行将作为一个具有监管、监督和处置权的公共企业进行组织,同时确立国会对其实施活动的监督。正在参议院审议的文本规定,如果获得批准,该提案将使央行免于隶属于各部委或其他公共管理机构,从而使其在运作上更加高效和独立。这一改革被视为提升央行应对现代金融挑战、加强其独立性和专业能力的关键一步。
CBI 观察编辑判断

巴西央行行长以具体数据(如人员编制对比)和履职困境,为争取机构自主权提供了有力论据。此举旨在通过法律框架改革,从根本上解决资源约束问题,提升监管效能。

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信息概要

类型
政策发布
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
巴西中央银行、巴西金融体系、在巴运营的金融机构(包括中资银行)、有组织犯罪调查机构、巴西参议院。
核验
待核验
对象
投资者金融机构在巴中资企业
话题
政策金融法律

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Galípolo pede aprovação de PEC que prevê mais autonomia para o BC
原始语言
葡萄牙语
原文链接
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编辑
Clara Lin
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Galípolo pede aprovação de PEC que prevê mais autonomia para o BC

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, pediu aos senadores que aprovem a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 65/2023, que confere mais autonomia técnica, orçamentária e financeira à instituição. “Desde a minha sabatina [em outubro de 2024], eu já pedi apoio, ajuda e, agora, estou pedindo socorro”, disse Galípolo ao depor, nesta quarta-feira (8), à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, do Senado, criada para apurar a atuação, expansão e o funcionamento de facções criminosas no Brasil. Notícias relacionadas: Orientação era investigar qualquer um, “sem pirotecnia, diz Galípolo. Segundo Galípolo, o BC está funcionando quase no limite de sua capacidade operacional, dependendo “do senso de responsabilidade dos servidores públicos” e com dificuldades para contratar pessoal e investir em novas tecnologias. “Precisamos de recursos”, reivindicou, vinculando a adequada execução das tarefas a cargo do BC (entre elas, o controle da inflação e a fiscalização do sistema financeiro) a redefinição da autonomia da instituição. “Às vezes, a palavra autonomia é mal compreendida. De maneira nenhuma o BC quer se eximir da responsabilidade de prestar contas sobre qualquer centavo que gastar. Quanto mais instituições houver para o BC prestar contas, melhor […] mas precisamos ter os recursos adequados para desempenhar nossas funções e avançarmos com inovações jurídicas que, olhando para a jurisdição internacional, já estão atrasadas”, argumentou Galípolo. De acordo com o executivo, atualmente cerca de 3,4 mil dos 6.470 cargos do BC previstos em lei estão ocupados. “O BC dos Estados Unidos, o Federal Reserve, tem 23 mil servidores. O da Índia tem 13 mil”, comparou a fim de evidenciar o subdimensionamento da instituição brasileira. Para Galípolo, nas atuais circunstâncias, é quase impossível o BC supervisionar adequadamente o ecossistema financeiro e, ainda, contribuir com iniciativas de combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado, que, segundo ele, “encontra dinheiro para adquirir novas tecnologias e maneiras de burlar o sistema”. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp PEC A PEC nº 65 visa a alterar a Constituição Federal, estabelecendo um novo regime jurídico para o Banco Central, conferindo-lhe autonomia técnica, operacional, administrativa, orçamentária e financeira.  A proposta também define que o Banco Central será organizado como uma empresa pública com poder de polícia, incluindo regulação, supervisão e resolução, e estabelece a supervisão do Congresso Nacional sobre suas atividades. O texto que tramita no Senado prevê que, se aprovada, a proposta eximirá o BC da subordinação a ministérios ou outros órgãos da administração pública, de forma a torná-lo mais eficiente e independente.

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