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巴西资讯巴西贸易物流2026年4月7日

巴西3月贸易顺差创六年同期新低,咖啡出口锐减汽车进口激增

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Balança comercial tem superávit mais baixo para março desde 2020

巴西发展、工业、贸易和服务部4月7日数据显示,2026年3月巴西贸易顺差为64.05亿美元,同比下降17.2%,创2020年以来同期最低。顺差收窄主要受咖啡出口额同比锐减30.5%及汽车进口额大幅增加影响。

为什么值得关注

该数据揭示了巴西进出口结构的最新变化,顺差收窄可能影响其经常账户平衡与经济政策走向。

巴西发展、工业、贸易和服务部(Mdic)于2026年4月7日公布的数据显示,2026年3月巴西贸易顺差为64.05亿美元,较2025年同期的77.36亿美元下降17.2%,这是自2020年新冠疫情开始以来3月份的最低顺差水平。顺差收窄的主要原因是咖啡出口显著下降以及汽车进口大幅增加。尽管出口总额达到316.03亿美元,同比增长10%,创历史同期第二高,但进口总额以更快的速度增长20.1%,达到251.99亿美元,创下自1989年有记录以来的单月历史新高。 具体数据显示,2026年3月巴西出口总额为316.03亿美元,同比增长10%;进口总额为251.99亿美元,同比增长20.1%。出口额为历史同期第二高,仅次于2023年3月;进口额则创下自1989年有记录以来的历史新高。分行业看,农业出口额微增1.1%,但其中咖啡出口额同比锐减4.371亿美元,降幅高达30.5%,这主要是由于出口装运时间表不同导致出口量减少了31%。采掘业出口额增长36.4%,主要由原油出口推动,其出口额较2025年3月增加了19.71亿美元。制造业出口额增长5.4%。在进口方面,汽车进口额同比增加7.557亿美元是主要拉动因素,其中乘用车进口额同比激增204.2%。其他进口增长较快的品类包括其他药品(含兽药,+72.2%)以及化肥或化学肥料(+61%)。尽管3月单月顺差收窄,但2026年第一季度累计贸易顺差为141.75亿美元,同比增长47.6%。这一增长部分得益于2025年2月曾有一次性的石油平台进口,而该操作在2026年未重复。累计顺差为历史系列第三高,仅次于2024年第一季度和2023年第一季度。Mdic同时更新了2026年全年预测,预计贸易顺差为721亿美元,较2025年的681亿美元增长5.9%。该部门预计,2026年出口额将达到3642亿美元,同比增长4.6%;进口额将达到2802亿美元,同比增长4.2%。值得注意的是,由于中东战争开始后为抑制国内燃料价格上涨,巴西于3月中旬实施了12%的石油出口临时税率,预计未来几个月原油出口额将出现下降。贸易平衡的官方预测每季度更新一次,关于2026年更详细的出口、进口和贸易差额新估计将于7月公布。
CBI 观察编辑判断

3月贸易数据呈现“出口强但进口更强”的特点,顺差收窄至六年同期低点。咖啡出口的意外锐减与汽车进口的激增是主要拖累因素,而原油出口虽短期强劲,但受新征临时出口税率影响,未来增长可能承压。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
贸易物流
层级
编辑整理
地点
咖啡出口商、汽车进口商、原油出口商、化肥及药品进口商、贸易政策制定者。
核验
待核验
对象
投资者贸易商出口商
话题
贸易市场行业趋势

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Balança comercial tem superávit mais baixo para março desde 2020
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
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Balança comercial tem superávit mais baixo para março desde 2020

A queda nas exportações de café e o aumento na importação de veículos fizeram a balança comercial registrar o superávit mais baixo para meses de março em seis anos, divulgou nesta terça-feira (7) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No mês passado, as exportações superaram as importações em US$ 6,405 bilhões. O resultado representa queda de 17,2% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o superávit ficou em US$ 7,736 bilhões. O superávit é o mais baixo para meses de março desde 2020, início da pandemia de covid-19, quando o resultado ficou positivo em US$ 4,046 bilhões. Notícias relacionadas: Balança comercial tem quarto melhor resultado para fevereiro. Agro brasileiro exportará via Turquia para contornar Estreito de Ormuz. O valor das exportações e das importações ficou o seguinte: Exportações: US$ 31,603 bilhões alta de 10% em relação a março do ano passado; Importações: US$ 25,199 bilhões, alta de 20,1% na mesma comparação. O valor das exportações é o segundo maior para meses de março desde o início da série histórica, só perdendo para março de 2023. As importações registraram o maior valor da série, que teve início em 1989. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Setores Na distribuição por setores da economia, as exportações em março variaram da seguinte forma: Agropecuária: +1,1%, com queda de 2 no volume e alta de 3% no preço médio; Indústria extrativa: +36,4%, puxada pelo petróleo, com alta de 36,4% no volume e de 0,2% no preço médio; Indústria de transformação: +5,4%, com alta de 4,2% no volume e de 1% no preço médio. Produtos Os principais produtos responsáveis pela alta das exportações em março foram os seguintes: Agropecuária: animais vivos, exceto pescados ou crustáceos (+49,4%); algodão em bruto (+33,6%); e soja (+4,3%). Indústria extrativa: outros minerais brutos (+55,9%); outros minérios e concentrados de metais de base (+66,8%); e óleos brutos de petróleo (+70,4%); Indústria de transformação: carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+29%); combustíveis (+30%); e ouro não monetário (excluindo minérios de ouro e concentrados) (+92,7%). Apesar do crescimento das exportações agropecuárias, as vendas de café despencaram em março. No mês passado, o Brasil vendeu US$ 437,1 milhão a menos que em março de 2025 (-30,5%). A queda deveu-se à redução de 31% na quantidade exportada, por diferença de cronogramas de embarque. Em relação ao petróleo bruto, a alta nas exportações chega a US$ 1,971 bilhão em relação a março de 2025. Tradicionalmente, as vendas de petróleo registram forte variação mensal por causa da manutenção programada de plataformas. No entanto, a expectativa é de queda nos próximos meses por causa da alíquota temporária de 12% de Imposto de Exportação de petróleo, imposta em meados de março como medida para segurar a alta dos combustíveis após o início da guerra no Oriente Médio. Importações Em relação às importações, a alta está vinculada principalmente a veículos, cujas compras do exterior subiram US$ 755,7 milhões em março na comparação com o mesmo mês de 2025. Na divisão por categorias, os principais produtos são os seguintes: Agropecuária: pescados (+28,9%); frutas e nozes não oleaginosas (+26,6%); e soja (+782%); Indústria extrativa: minérios e concentrados de metais de base (+33,7%); carvão não aglomerado (+59,9%); e óleos brutos de petróleo (+19,4%); Indústria de transformação: outros medicamentos, incluindo veterinários (+72,2%); adubos ou fertilizantes químicos (+61%) e automóveis de passageiros (+204,2%). Acumulado Nos três primeiros meses do ano, a balança comercial registra superávit de US$ 14,175 bilhões, valor 47,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O crescimento deve-se à importação de uma plataforma de petróleo em fevereiro de 2025, operação que não se repetiu em 2026. A composição ficou a seguinte: Exportações: US$ 82,338 bilhões, alta de 7,1% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado; Importações: US$ 68,163 bilhões, alta de 1,3% na mesma comparação. O superávit acumulado é o terceiro maior da série histórica, só perdendo para o primeiro trimestre de 2024 e de 2023. Projeções O Mdic atualizou as estimativas para a balança comercial em 2026. Para este ano, a pasta projeta superávit comercial de US$ 72,1 bilhões, alta de 5,9% em relação ao resultado positivo de US$ 68,1 bilhões em 2025. Em janeiro, o ministério tinha estimado superávit de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões neste ano. Segundo o Mdic, as exportações deverão encerrar o ano em US$ 364,2 bilhões, alta de 4,6% em relação a 2025. As importações deverão chegar a US$ 280,2 bilhões em 2026, aumento de 4,2% na comparação com o ano passado. As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em julho. O recorde de superávit foi registrado em 2023, quando o resultado positivo ficou em US$ 98,9 bilhões. As estimativas do Mdic estão mais otimistas que a das instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado, a balança comercial encerrará o ano com superávit de US$ 70 bilhões.

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