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巴西资讯巴西宏观市场2026年4月6日

巴西新任财长达里甘上任15天,冻结预算并筹划柴油补贴应对财政压力

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Durigan assume Fazenda sob pressão fiscal e herda desafios de Haddad

巴西新任财政部长达里奥·达里甘上任15天内,在公共账户面临巨大压力及选举年需求的背景下,宣布冻结2026年预算16亿雷亚尔,并筹划进口柴油补贴等即时措施,同时需应对前财长哈达德遗留的结构性财政挑战及政府自身预测的598亿雷亚尔初级赤字。

为什么值得关注

新任财长的政策选择将直接影响巴西的财政可持续性、经济信心和增长前景。

巴西新任财政部长达里奥·达里甘(Dario Durigan)在上任15天后,正式接管经济团队指挥权。他面临来自公共账户的巨大压力,同时需处理从前任费尔南多·哈达德(Fernando Haddad)政府继承的结构性财政挑战,以及选举年典型的紧急需求。上任初期,达里甘已宣布冻结2026年预算中的16亿雷亚尔,并正在筹划包括进口柴油补贴在内的一系列具有即时影响的措施。 达里甘上任头几天便宣布冻结2026年预算中的16亿雷亚尔,但分析人士认为,相对于满足财政框架的需求,这一数额较为有限。此次冻结旨在将支出控制在设定的实际增长上限内,即通胀率以上不超过2.5%,以容纳强制性支出的增长。根据经济团队的官方预测,初级盈余仅为35亿雷亚尔。然而,若将司法债务(precatórios)和财政框架外的支出计算在内,政府自身预计初级赤字将达到598亿雷亚尔。在宣布预算冻结的同时,达里甘部长也在筹划具有即时影响的措施。其中一项关键举措是创建进口柴油补贴。他确认将发布一项临时措施(MP),规定为进口柴油提供每升1.20雷亚尔的补贴,预计总成本为30亿雷亚尔,由联邦和各州共同分担。该措施原定于上周出台,但因等待路易斯·伊纳西奥·卢拉·达席尔瓦(Luiz Inácio Lula da Silva)总统结束国内旅行返回而推迟至本周发布。政府此举旨在国际油价上涨的背景下遏制国内燃料价格上涨。此外,达里甘还在制定一个旨在减少家庭债务违约的一揽子计划。根据巴西中央银行的最新数据,债务违约已影响到超过27%的巴西家庭月收入。理论上,如果仅涉及信贷重组措施,该计划不会给公共账户带来直接成本;但如果政府决定扩大信贷补贴,则可能产生新的支出。另一项可能影响政府收入的措施涉及可能降低所谓的“小衫税”(blusinhas),即对价值不超过50美元的外国购物征收的20%税率。去年,该税种为政府筹集了50亿雷亚尔,对实现财政目标起到了帮助作用——前提是不考虑司法债务的影响。与此同时,达里甘也提出了诸如自动化所得税申报等结构性改革,试图简化税收制度。不过,这项措施主要旨在减少官僚作风和改进预填申报表流程,并不会直接减少政府收入。达里甘面临的挑战在很大程度上反映了其前任政府时期已观察到的局限性。热图利奥·瓦加斯基金会(FGV)的经济学博士维雷内·马特斯科(Virene Matesco)教授指出,主要问题在于政府难以履行自己设定的财政目标。她表示,“现政府无法履行其自己在财政框架中设定的目标。”马特斯科认为,财政框架的脆弱性以及公共债务占国内生产总值(GDP)比重升至78.7%,损害了对经济政策的信心,并限制了财政部长的行动能力。她还指出,强制性支出的增长和预算刚性减少了投资空间,可能造成低增长的局面。“存在财政可信度危机,”她警告说,并强调该国面临利息支出与公共投资之间的不平衡。另一方面,弗鲁米嫩塞联邦大学(UFF)的经济学家安德烈·纳西夫(André Nassif)教授认为,当前的部分困难源于哈达德政府初期设定的过于雄心勃勃的财政目标。最初,政府设定了2024年零赤字、2025年初级盈余占GDP 0.5%、2026年占1%的目标,并设有0.25个百分点的容忍幅度。初级结果代表不考虑公共债务利息的政府账户赤字或盈余。在2025年的《预算指导法》(LDO)中,政府将零赤字目标延长至2025年,并将2026年的盈余目标降至GDP的0.25%。当时,这一目标调整曾引起金融市场的不安。纳西夫教授暗示,如果政府设定更为渐进的目标,市场反应可能会有所不同。
CBI 观察编辑判断

达里甘上任初期即采取预算冻结与补贴措施并举的策略,试图在财政约束与选举年社会需求间取得平衡。然而,专家指出其行动空间受限于脆弱的财政框架、高企的公共债务及预算刚性,财政可信度危机是核心挑战。

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信息概要

类型
人事变动
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
能源行业(柴油进口与消费)、零售与跨境贸易(“小衫税”调整)、金融与信贷行业、公共投资相关领域。
核验
待核验
对象
投资者金融机构贸易商
话题
人事变动政策金融

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Durigan assume Fazenda sob pressão fiscal e herda desafios de Haddad
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
查看原文(葡萄牙语

Durigan assume Fazenda sob pressão fiscal e herda desafios de Haddad

Há quinze dias no cargo, o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, assumiu o comando da equipe econômica em meio a um cenário de forte pressão sobre as contas públicas. Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, ele assume o comando da área econômica combinando desafios fiscais estruturais herdados da gestão de Fernando Haddad com demandas emergenciais típicas de um ano eleitoral. Notícias relacionadas: Oxfam estima em US$ 3,55 tri riqueza escondida em paraísos fiscais. ANP habilita 5 empresas à 1ª fase do programa de subvenção ao diesel. Logo nos primeiros dias à frente da pasta, Durigan anunciou um bloqueio de R$ 1,6 bilhão no Orçamento de 2026, valor considerado modesto por analistas diante da necessidade de cumprir o arcabouço fiscal. O bloqueio foi necessário para acomodar o avanço de despesas obrigatórias dentro do limite de crescimento real de gastos, fixado em até 2,5% acima da inflação. Oficialmente, a equipe econômica projeta um superávit primário de apenas R$ 3,5 bilhões. No entanto, ao incluir precatórios e gastos fora do arcabouço fiscal, o próprio governo prevê déficit primário de R$ 59,8 bilhões. Pressão por gastos Ao mesmo tempo em que anuncia o bloqueio de gastos, o ministro articula medidas de impacto imediato, como a criação de um subsídio ao diesel importado e um pacote ainda em elaboração para reduzir a inadimplência das famílias. Entre as primeiras iniciativas, Durigan confirmou a edição de uma medida provisória que prevê subsídio de R$ 1,20 por litro para o diesel importado, com custo estimado de R$ 3 bilhões, dividido entre União e estados. Originalmente prevista para a semana passada, a medida provisória (MP) de subvenção ao diesel sai nesta semana porque o ministro esperava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornar das recentes viagens pelo Brasil. O governo busca segurar a alta dos combustíveis em meio à elevação dos preços internacionais do petróleo. Inadimplência O novo ministro também trabalha na formulação de políticas para enfrentar o avanço da inadimplência, que já compromete mais de 27% da renda mensal das famílias brasileiras, segundo dados recentes do Banco Central. Em tese, o pacote não gerará custo para as contas públicas se envolver apenas medidas de renegociação de crédito, mas pode criar despesas caso o governo decida ampliar os subsídios ao crédito. Taxa das blusinhas Outra medida que pode pressionar os gastos do governo seria uma possível redução, durante a campanha eleitoral, da taxa das blusinhas, como ficou conhecida a alíquota em 20% de compras do exterior de até US$ 50. No ano passado, o governo arrecadou R$ 5 bilhões com o tributo, ajudando a cumprir a meta fiscal – ao desconsiderar os precatórios. Imposto de Renda Paralelamente, o novo ministro da Fazenda propôs mudanças estruturais, como a automatização da declaração do Imposto de Renda, numa tentativa de simplificar o sistema tributário. Essa medida, no entanto, não diminui as receitas do governo, porque envolve apenas a redução da burocracia e a evolução da atual declaração prepreenchida do Imposto de Renda. Desafios de credibilidade Os desafios enfrentados por Durigan refletem, em grande medida, limitações já observadas na gestão anterior. Para a doutora em Economia Virene Matesco, professora da Fundação Getulio Vargas (FGV), o principal problema está na dificuldade que o governo tem de cumprir as próprias metas fiscais. “O governo atual não consegue cumprir as metas que ele mesmo estabeleceu no arcabouço”, afirmou, ao analisar o desempenho recente das contas públicas. Segundo Matesco, a fragilidade do arcabouço fiscal e o crescimento da dívida pública, que saltou para 78,7% do PIB, comprometem a confiança na política econômica e limitam a capacidade de ação do ministro. Ela também aponta que o avanço dos gastos obrigatórios e a rigidez orçamentária reduzem o espaço para investimentos, criando um cenário de baixo crescimento. “Existe uma crise de credibilidade fiscal”, alertou, destacando que o país enfrenta um desequilíbrio entre despesas com juros e investimentos públicos. Baixo crescimento Já o economista André Nassif, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), avalia que parte das dificuldades atuais decorre de metas fiscais excessivamente ambiciosas definidas no início da gestão Haddad. Originalmente, o governo tinha estabelecido meta de déficit zero em 2024 e superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 e de 1% do PIB em 2026, também com a margem de tolerância de 0,25 ponto percentual. O resultado primário representa o déficit ou superávit nas contas do governo sem os juros da dívida pública. Na LDO de 2025, o governo prolongou a meta de déficit zero para 2025 e reduziu para 0,25% do PIB a meta de superávit para 2026 . Na época, a mudança das metas gerou mal-estar no marcado financeiro. “O mercado entenderia se o governo estabelecesse meta de pequeno déficit em 2025, zerando o resultado primário em 2026. O importante era que houvesse um compromisso em reduzir o rombo”, afirmou. Pouco investimento Para Nassif, o aperto fiscal acabou limitando investimentos públicos, que seguem em patamar baixo, cerca de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), insuficiente para sustentar um crescimento econômico mais robusto. Ele também ressalta que o país segue preso a um ciclo de crescimento irregular. “O país não está entregando crescimento econômico. Continuamos no ‘stop and go’”, disse. Segundo o professor, com medidas emergenciais já em andamento e margem fiscal estreita, o novo ministro terá como principal desafio reconstruir a credibilidade das contas públicas sem comprometer o crescimento econômico. A equação permanece em aberto desde a gestão anterior.

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