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巴西资讯巴西科技平台2026年9月16日

巴西深度伪造诈骗一年激增830%,在巴中资金融与平台企业身份验证成本面临重估

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Golpes com deepfake atigem 830% no Brasil e já respondem por 1 em cada 15 fraudes do país

巴西深度伪造欺诈2024至2025年激增830%,2026年已占全国欺诈6.5%,AI诈骗一年内造成18亿雷亚尔损失。在巴中资金融、支付和平台企业依赖的静态身份验证与活体检测体系正被直接注入攻击绕过,合规与风控投入需重新评估。

为什么值得关注

830%增速、18亿雷亚尔损失、6.5%欺诈占比,直接冲击在巴中资金融与平台企业的KYC和反欺诈成本。

巴西已成为拉丁美洲AI犯罪的实验场。巴西联邦警察、Febraban(巴西银行联合会)与VU(全球数字身份与欺诈预防公司)在圣保罗Deepfake 2026活动上发布的独家调查显示,2024年至2025年间欺诈中使用合成内容激增830%,到2026年此类诈骗已占巴西所有检测到欺诈的6.5%,而2025年3月这一比例仅为0.1%。2025年7月至2026年4月,AI诈骗给银行和金融基础设施造成18亿雷亚尔损失。对在巴中资金融、支付、电商平台及数字服务企业而言,这意味着开户、放款、商户入驻等环节的身份核验成本与欺诈损失将同步上升。

调查数据勾勒出一条陡峭的曲线。2024年至2025年间,巴西欺诈中使用合成内容增长830%;2026年合成内容已占全国检测到欺诈的6.5%,而2025年3月仅为0.1%。2025年7月至2026年4月,AI诈骗给银行和金融基础设施造成18亿雷亚尔损失。2025年全年,巴西所有金融欺诈中42.5%涉及某种形式的人工智能工具。VU同期审计了110,396次活体检测,发现0.45%的生物识别流量含疑似合成内容,0.59%的攻击在到达主要活体检测前被拦截,1.04%的流量需要集成防御层干预,每次认证最多需要3次独立评估才能阻止攻击。攻击方式已从摄像头前展示假体,转向直接向应用或服务器注入合成媒体,传统PAD认证对此无能为力。2025年下半年,针对iOS系统的注入攻击激增1151%,年累计增长741%。VU CEO Sebastián Stranieri(塞巴斯蒂安·斯特拉涅里)表示,威胁模型已彻底改变,欺诈者如今是犯罪的B2B操作者,使用云服务器和现成软件。巴西的主要脆弱性在于企业坚持用静态数据验证身份——CPF、RG和出生日期已在暗网大量泄露。研究还显示,只有0.1%的人能正确识别一组内容中所有的深度伪造。

对在巴中资企业而言,冲击最直接的是金融、支付和平台类业务。巴西监管框架下,BCB(巴西中央银行)对金融机构的KYC与反欺诈义务、Febraban的自律规范,以及LGPD(巴西通用数据保护法)下的生物识别数据处理要求,共同构成合规底线。中资银行巴西子行、支付机构、跨境电商平台和数字信贷企业在开户、放款、商户入驻、大额转账等环节普遍依赖活体检测与PAD认证,而底稿显示攻击已从摄像头转向数据采集管道本身,直接注入应用或服务器,即使拥有PAD二级认证的系统也仍然脆弱。这意味着采购环节的身份验证供应商选型、技术栈中的SDK与虚拟摄像头防护、以及资金环节的反欺诈实时拦截规则,都需要重新评估。底稿未涉及中资企业直接受损案例,但通过巴西金融基础设施整体风险上升、验证成本传导和监管审查趋严三条机制间接传导。

CBI认为,这组数据的核心信号不是诈骗金额本身,而是攻击面从“人”转向“管道”。底稿显示,传统PAD认证覆盖的是呈现攻击,而直接注入攻击绕过摄像头,针对应用和服务器,这恰好是多数中资企业身份验证架构的薄弱环节。数据表明,0.45%的生物识别流量含疑似合成内容,1.04%需要集成防御层干预,说明单点验证已不足,多层独立评估正在成为必要成本。横向看,巴西并非孤例,但830%的增速和6.5%的占比使其成为拉美AI犯罪的实验场,监管跟进速度将决定合规成本曲线。CBI观察,在巴中资金融与平台企业若仍以静态数据加单次活体检测作为主要防线,2026至2027年的欺诈损失和监管问询概率将显著上升。

待观察:一是BCB是否在2026年内就生物识别与直接注入攻击发布新的KYC或反欺诈指引;二是Febraban是否更新自律规范,要求成员机构采用多层活体检测;三是VU等供应商披露的注入攻击拦截率与iOS攻击增速是否在2026年下半年继续走高,可作为在巴中资企业评估供应商的量化跟踪点。

CBI 观察编辑判断

底稿显示攻击已从摄像头转向应用和服务器注入,传统PAD认证失效;CBI认为,在巴中资金融与平台企业若维持静态数据加单次活体检测的架构,2026至2027年欺诈损失与监管问询概率将上升。

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信息概要

类型
风险事件
方向
巴西
分类
科技平台
层级
编辑整理
地点
在巴中资银行、支付机构、跨境电商平台、数字信贷企业、身份验证供应商
核验
待核验
对象
在巴中资金融机构平台企业法务团队
话题
科技金融治安

来源信息

来源
TI Inside
原文标题
Golpes com deepfake atigem 830% no Brasil e já respondem por 1 em cada 15 fraudes do país
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
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Golpes com deepfake atigem 830% no Brasil e já respondem por 1 em cada 15 fraudes do país

O Brasil se tornou o laboratório latino-americano do crime feito por Inteligência Artificial. Com ferramentas de deepfake cada vez mais baratas e acessíveis na nuvem, fraudadores brasileiros deixaram de precisar de qualquer conhecimento técnico para clonar rostos e vozes — e transformaram esse golpe em uma verdadeira linha de produção. O resultado está nos números: o uso de conteúdo sintético em fraudes saltou 830% entre 2024 e 2025 e, em 2026, já responde por 6,5% de todas as fraudes detectadas no país, um salto assustador frente aos 0,1% registrados em março de 2025, segundo dados inéditos da Polícia Federal, da Febraban e de levantamentos próprios da VU, companhia global de identidade digital e prevenção de fraudes. Os números foram apresentados durante o Evento Deepfake 2026, realizado pela VU em parceria com a Globant, em São Paulo, nesta terça-feira (15). Segundo o levantamento, os golpes com IA já causaram um prejuízo de R$1,8 bilhão contra bancos e a infraestrutura financeira nacional entre julho de 2025 e abril de 2026. Mais grave ainda: 42,5% de todas as fraudes financeiras registradas no Brasil em 2025 já contaram com algum tipo de ferramenta de Inteligência Artificial. O dado mais alarmante, porém, é sobre nós mesmos: estudos mostram que apenas 0,1% das pessoas conseguem identificar corretamente todos os deepfakes em um conjunto de conteúdos reais. Ou seja, o olho humano, nossa última linha de defesa intuitiva, não é suficiente para combater este mal. “O modelo de ameaça mudou radicalmente. O fraudador hoje não precisa de conhecimento técnico avançado, ele atua como um operador B2B do crime, usando servidores na nuvem e softwares prontos. No Brasil, o principal vetor de vulnerabilidade é a teimosia das empresas em validar identidades com dados estáticos: CPF, RG e data de nascimento já estão massivamente vazados na dark web, e usá-los como camada de segurança é o mesmo que deixar a porta aberta. É urgente migrar para arquiteturas de proteção dinâmicas, baseadas em contexto, comportamento e orquestração B2B”, explica Sebastián Stranieri, CEO e fundador da VU. A nova fronteira do crime: quando o golpe nem passa mais pela câmera A apresentação técnica da VU revelou uma virada silenciosa — e perigosa — na indústria da fraude: o ataque migrou da câmera para o próprio pipeline de captura dos dados. Hoje, dois tipos de ameaça coexistem, e apenas uma delas está sob controle: Ataques de apresentação: o criminoso mostra uma foto impressa, uma tela ou uma máscara 2D/3D diante da câmera física. É o método mais conhecido, e também o único efetivamente coberto pelas certificações tradicionais de PAD (ISO/IEC 30107-3, iBeta Nível 1 e 2). Ataques de Injeção Direta: o criminoso simplesmente ignora a câmera. Usando câmeras virtuais, emuladores, hooks de SDK ou engenharia de rede, ele injeta a mídia sintética diretamente no aplicativo ou no servidor. É o ponto cego do mercado: mesmo sistemas com certificação PAD Nível 2 — o padrão-ouro da indústria — continuam vulneráveis, porque o sensor original sequer chega a “ver” a fraude. O tamanho do problema é explosivo: no segundo semestre de 2025, os ataques de injeção contra sistemas iOS dispararam impressionantes +1.151% (+741% no acumulado do ano). Entre os novos métodos mapeados pela VU no mercado brasileiro estão: Câmeras virtuais e “fazendas” de dispositivos: softwares como OBS e ManyCam, combinados a ambientes virtualizados, rodam centenas de sessões automatizadas de onboarding fraudulento ao mesmo tempo. Face swap e voz clonada em tempo real: criminosos sincronizam fala e expressões ao vivo em vídeo chamadas de validação e usam poucos segundos de áudio extraído de redes sociais para aplicar o golpe do “Pix urgente” por meio de call centers inteiramente clonados. O golpe do falso entregador: criminosos batem à porta da vítima com uma entrega falsa e pedem uma “biometria facial no celular” para liberar o pacote. Na realidade, o rosto capturado ali, ao vivo, está sendo usado em segundo plano para validar um empréstimo bancário em nome da vítima. O raio-X do ataque real: o que a VU encontrou dentro do tráfego biométrico Para ir além da teoria, a VU auditou 110.396 avaliações de prova de vida em apenas 6 dias, dentro de um ambiente real de pagamentos digitais em grande escala. O resultado é o retrato mais fiel já obtido da ameaça em tráfego biométrico genuíno e não simulado: 0,45% do tráfego biométrico total continha conteúdo sintético presumido — 1 em cada 220 avaliações. 0,59% dos ataques foram barrados antes mesmo de chegar à prova de vida primária, sem alcançar filtros especializados. 1,04% do tráfego exigiu a intervenção de alguma camada de defesa integrada — prova cabal de que nenhuma camada isolada de proteção é suficiente. Até 3 avaliações independentes por autenticação são necessárias para impedir que o ataque sustente o engano ao longo de todo o processo. A resposta da VU: uma defesa em 5 camadas para blindar a receita das empresas Diante desse cenário, a VU defende que conter o avanço do crime cibernético, e proteger a conversão e a receita das empresas, exige uma defesa integrada, construída em 5 pilares: Anti-spoofing: verifica se o rosto apresentado é real e não uma foto, tela ou máscara. Liveness Ativo: exige um gesto dinâmico, piscar, virar o rosto, para confirmar presença real. Liveness Passivo: analisa o rosto de forma transparente, sem exigir nenhuma ação manual do usuário. Autenticação Baseada em Risco: ajusta o nível de verificação de forma dinâmica, conforme o risco calculado de cada transação. Autenticação Robusta (Orquestração): combina múltiplos fatores, contexto e sinais para eliminar pontos únicos de falha. “O fraudador real quase sempre deixa um rastro: seja no dispositivo, na rede, no comportamento anômalo ou no reuso do mesmo rosto em sessões em outros bancos. Ao atuar como orquestradora central de inteligência e segurança B2B, a VU protege o cidadão e garante jornadas digitais fluidas para as organizações.”, finaliza Stranieri.

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