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巴西资讯巴西金融监管2026年7月1日

稳定币占巴西加密交易量80%,中资企业需关注DeCripto合规新规

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Stablecoins concentram 80% de ativos cripto declarados à Receita

巴西联邦税务局数据显示,稳定币占2025年申报加密交易量约80%,其中USDT占88.7%。2025年7月起DeCripto平台强制境内外服务商报告巴西客户交易,在巴中资企业需评估资金转移和税务合规影响。

为什么值得关注

稳定币占巴西加密交易80%,DeCripto新规2025年7月生效,中资企业跨境支付和税务合规面临直接冲击。

巴西联邦税务局(Receita Federal)最新数据显示,2025年稳定币(stablecoins)已占巴西申报加密资产交易量的约80%,其中Tether发行的USDT占稳定币交易量的88.7%,交易额约1万亿雷亚尔。2019年稳定币仅占月交易量的3.5%,2023年峰值达94.3%,2024-2025年维持在76%-80%之间。2025年11月,稳定币申报交易额达397亿雷亚尔,创历史新高。联邦税务局指出,大量稳定币交易通过境外服务商进行。2025年7月起,DeCripto平台将强制要求境内外服务商报告巴西客户交易,以加强透明度、打击逃汇、洗钱和犯罪融资。对于在巴西开展业务的中资企业,尤其是涉及跨境支付、电商和金融科技的公司,这一趋势意味着资金流动路径和合规成本可能面临重大调整。

根据巴西联邦税务局(Receita Federal)的数据,2019年8月至2025年12月,巴西共申报约1.58万亿雷亚尔的加密资产买卖操作,其中稳定币占1.13万亿雷亚尔(71.7%),同期共记录1.857亿笔稳定币交易。2025年11月单月,稳定币申报交易额达397亿雷亚尔,创历史新高。在稳定币内部,USDT占交易量的88.7%,USDC占7.1%,挂钩雷亚尔的BRZ占3.4%。联邦税务局特别指出,大量稳定币交易通过境外服务商进行,这增加了监管难度。

对于在巴西的中资企业,稳定币的广泛使用直接影响资金转移和国际支付环节。从事跨境电商、小额结算、供应链金融的企业可能已通过稳定币进行跨境资金调拨,以规避传统银行的高成本和延迟。然而,2025年7月起生效的DeCripto平台(依据2025年11月第2.291号规范性指令设立)将强制要求境内外服务商报告巴西客户交易,这意味着通过境外交易所或钱包进行的稳定币交易也将纳入巴西税务局的监控范围。中资企业若使用Binance、OKX等境外平台进行交易,需确保相关操作符合DeCripto的报告要求,否则可能面临逃汇、洗钱或税务违规风险。此外,稳定币占主导地位也意味着巴西雷亚尔与美元之间的兑换渠道正在被加密资产重塑,中资企业在巴西的定价、结算和资金回流策略可能需要重新评估。

CBI解读:底稿数据表明,稳定币在巴西加密市场已从边缘工具变为核心基础设施,其交易量占比从2019年的3.5%飙升至2025年的80%,反映出巴西市场对美元挂钩资产的强烈需求,以及传统金融体系在跨境支付效率上的不足。CBI认为,DeCripto新规是巴西政府响应经合组织(OCDE)加密资产报告框架(CARF)的举措,旨在将加密交易纳入税务和反洗钱监管体系。对于中资企业,这一变化并非突发利空,而是合规环境趋严的延续——此前巴西央行已对Pix国际版和加密资产服务商提出牌照要求。稳定币的高占比也提示中资企业,巴西市场对美元流动性高度依赖,若未来监管收紧USDT等美元稳定币的使用,可能影响企业的资金链安排。

待观察:一是2025年7月DeCripto平台正式上线后,首批境外服务商(如Binance、Coinbase)是否按要求提交巴西客户交易数据,以及巴西税务局是否会公布合规名单;二是巴西央行是否会对稳定币发行方(如Tether)提出本地化储备要求,类似其对Pix和传统支付机构的监管;三是2026年巴西大选前后,加密资产监管政策是否会出现调整,尤其是对美元挂钩稳定币的立场。

CBI 观察编辑判断

事实:底稿显示稳定币交易量占比从2019年3.5%升至2025年80%,USDT占88.7%。CBI认为,这一数据反映巴西市场对美元流动性的刚性需求,但DeCripto新规将显著提高通过境外服务商进行稳定币交易的透明度成本。中资企业需在2025年7月前完成交易对手方的合规审查。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
金融监管
层级
编辑整理
地点
在巴中资企业,特别是跨境电商、金融科技、供应链金融公司
核验
待核验
对象
在巴中资企业金融机构税务合规负责人
话题
金融税务合规

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Stablecoins concentram 80% de ativos cripto declarados à Receita
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
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Stablecoins concentram 80% de ativos cripto declarados à Receita

Criptomoedas criadas para acompanhar o valor de moedas tradicionais, como o dólar e o real, as stablecoins passaram a concentrar a maior parte das operações com criptoativos declaradas à Receita Federal no Brasil. Segundo o Fisco, esses ativos responderam por cerca de 80% do volume negociado em 2025. O número representa uma mudança no perfil do mercado brasileiro às vésperas da entrada em vigor da DeCripto, nova plataforma de declaração de criptoativos instituída pela Receita. A ferramenta se tornará obrigatória a partir de julho. Notícias relacionadas: Operação contra fraude com criptomoedas apreende bens de luxo no RJ. Receita Federal diz que procura por stablecoins cresce no Brasil. Instituída pela Instrução Normativa RFB nº 2.291, de novembro de 2025, a DeCripto cria um novo modelo de prestação de informações sobre transações com criptoativos e alinha o Brasil ao padrão internacional de transparência da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), conhecido como Crypto-Asset Reporting Framework (CARF). Segundo a Receita Federal, a adoção desse padrão busca ampliar o controle sobre operações com ativos digitais, fortalecendo o combate à evasão de divisas, à lavagem de dinheiro e ao financiamento de atividades criminosas. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp O que mudou As stablecoins são criptomoedas desenvolvidas para manter um valor estável, normalmente equivalente ao de uma moeda fiduciária (moeda emitida por um banco central). Na prática, uma stablecoin atrelada ao dólar busca valer aproximadamente US$ 1, enquanto uma stablecoin vinculada ao real acompanha a cotação da moeda brasileira. Essa característica faz com que esses ativos sejam amplamente utilizados para movimentação de recursos, transferências internacionais e proteção contra a volatilidade de outras criptomoedas. Os dados históricos da Receita mostram que esse tipo de ativo deixou de ocupar um espaço secundário no mercado nacional para se tornar predominante em poucos anos. Entre agosto de 2019 e dezembro de 2025, foram declarados aproximadamente R$ 1,58 trilhão em operações de compra e venda dos principais criptoativos. Desse total, cerca de R$ 1,13 trilhão, o equivalente a 71,7%, correspondeu às stablecoins. Nos anos mais recentes, a participação mensal desses ativos permaneceu acima de 80% do volume negociado. Crescimento acelerado Em 2019, as stablecoins representavam apenas 3,5% do volume mensal declarado de criptoativos. A participação cresceu rapidamente nos anos seguintes, alcançando 79,7% em 2022. Em 2023, chegou a 91,5%, registrando um pico mensal de 94,3% em julho daquele ano. Nos anos de 2024 e 2025, apesar da valorização de outros criptoativos, a participação das stablecoins permaneceu elevada, oscilando entre 76% e 80%. O volume financeiro também aumentou significativamente. Em novembro de 2025, as operações declaradas com stablecoins atingiram R$ 39,7 bilhões, o maior valor mensal da série histórica. USDT lidera Entre as stablecoins negociadas, a USDT, emitida pela Tether e atrelada ao dólar americano, concentra quase nove em cada dez reais movimentados nesse segmento. Segundo os dados da Receita, a moeda respondeu por 88,7% de todo o volume declarado entre agosto de 2019 e dezembro de 2025, equivalente a aproximadamente R$ 1 trilhão. Na sequência aparecem a USDC, também vinculada ao dólar, com participação de 7,1%, e a BRZ, stablecoin lastreada em real, responsável por 3,4% do volume analisado. Mais operações O avanço das stablecoins também aparece na quantidade de negociações realizadas. Ao longo do período analisado, foram registradas 185,7 milhões de operações de compra e venda envolvendo esses ativos. A movimentação ganhou força principalmente a partir de 2024. Em novembro daquele ano, foram declaradas 18,2 milhões de operações com stablecoins, enquanto o mercado de criptoativos como um todo registrou 31,9 milhões de transações. Nova obrigação A Receita Federal destaca que parte relevante das operações com stablecoins ocorre por meio de prestadoras de serviços de criptoativos sediadas no exterior. Com a entrada em vigor da DeCripto, essas empresas também passarão a ter obrigação de informar operações realizadas com clientes brasileiros, desde que destinem seus serviços ao mercado nacional. A exigência alcança tanto empresas estabelecidas no Brasil quanto plataformas estrangeiras que atuem no País, conforme previsto na Lei nº 14.754/2023 e na Instrução Normativa RFB nº 2.291. Segundo a Receita, a obrigação de prestar informações é independente da existência de tributos a pagar e faz parte das medidas para ampliar a transparência das operações com ativos digitais.

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