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巴西资讯巴西宏观市场2026年8月29日

巴西7月新增就业骤降57%,中资企业用工成本与消费市场双承压

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Brasil cria 58,5 mil postos de trabalho em julho, aponta Caged

巴西7月新增正式就业仅5.86万,环比降57.3%,创2020年以来同期最低。就业降温意味着消费动能减弱,在巴中资企业需关注用工成本、市场需求及政策走向。

为什么值得关注

巴西就业市场急剧降温,直接影响在巴中资企业的用工成本、消费市场需求及货币政策预期,是评估巴西营商环境的关键指标。

巴西劳动就业部发布的《就业与失业人员总登记册》(Caged)数据显示,2026年7月巴西新增正式就业岗位58,568个,较6月的137,044个减少57.3%,较2025年7月的133,932个下降56.3%,为2020年以来同期最低水平。截至7月底,巴西正式就业劳动者总数达48,082,866人,环比仅增0.12%。就业市场急剧降温,直接关系到在巴中资企业的用工环境与消费市场走势。

巴西劳动就业部7月Caged数据显示,当月新增正式就业岗位58,568个,环比骤降57.3%,同比降56.3%,创2020年以来同期新低。分行业看,服务业新增24,098个岗位,建筑业新增12,691个,农业新增12,523个,工业新增11,315个,而商业则减少8,114个岗位。分地区看,东南部新增21,668个,东北部新增18,973个,中西部新增9,943个,北部新增8,375个,南部减少628个。圣保罗州新增17,814个岗位居首,但圣埃斯皮里图州(-2,605)、南里奥格兰德州(-903)、托坎廷斯州(-366)、圣卡塔琳娜州(-248)和联邦区(-134)出现负增长。1-7月累计新增岗位972,203个,较2025年同期的1,229,107个明显收窄。

对在巴中资企业而言,就业数据降温的传导路径清晰。商业岗位减少8,114个,直接反映零售与批发环节需求收缩,对从事消费品、跨境电商的中资企业意味着终端动销压力上升。服务业虽仍新增2.4万岗位,但增速放缓,物流、餐饮、信息技术等中资常布局领域的人力成本可能趋于稳定,但招聘周期或拉长。建筑业新增1.27万岗位,与基建相关的工程机械、建材出口中资企业可视为积极信号。农业新增1.25万岗位,对大豆、玉米等农产品贸易链条上的中资企业而言,产地用工稳定有利于供应链连续性。此外,就业市场降温可能促使巴西央行在后续议息会议上重新评估利率路径,这将影响中资企业的融资成本与项目投资回报测算。底稿未涉及中资企业直接影响的具体案例,但通过消费需求、用工成本与货币政策三条机制间接传导。

底稿显示,7月就业数据为2020年以来同期最低,且商业部门净减岗,表明高利率环境对劳动力市场的压制效应正在显现。CBI认为,就业是巴西经济政策的滞后指标,连续两个月新增岗位大幅收窄(6月13.7万→7月5.86万),已构成趋势性拐点信号。对比2025年同期,今年1-7月累计新增岗位减少约25.7万,降幅达20.9%,说明就业动能衰减并非单月扰动。CBI观察,巴西政府可能面临稳就业与控通胀的政策两难——若就业持续恶化,财政刺激或宽松货币政策出台概率上升,这将影响雷亚尔汇率走势,进而改变中巴贸易的结算成本与利润空间。

后续需跟踪三个关键节点:一是巴西央行下一次货币政策会议(预计2026年9月)对利率的调整方向,这将直接决定企业融资成本;二是8月Caged数据能否止跌,若连续第三个月低于6万,就业市场降温将被确认;三是商业部门岗位变化是否持续为负,这将影响中资零售与电商企业对巴西市场的扩张节奏。

CBI 观察编辑判断

底稿显示7月新增就业创2020年以来同期最低,商业部门净减岗8,114个,就业动能衰减已成事实。CBI认为,高利率对劳动力市场的压制正在显现,若8月数据继续走弱,巴西央行可能提前转向宽松,这将利好中资企业的融资环境,但需警惕雷亚尔贬值对进口成本的冲击。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
宏观市场
层级
编辑整理
地点
中资零售、电商、物流、基建及农业贸易企业
核验
待核验
对象
在巴中资企业投资者贸易商
话题
行业趋势政策

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Brasil cria 58,5 mil postos de trabalho em julho, aponta Caged
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
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Brasil cria 58,5 mil postos de trabalho em julho, aponta Caged

Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que 58.568 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em julho. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. O saldo é 57,3% menor em relação a junho, quando o país criou 137.044 empregos. Notícias relacionadas: Governo sanciona lei que permite reduzir tributos sobre combustíveis. Transparência salarial: empregadores devem atualizar dados até segunda. Apesar de liminar, Camex prorroga imposto sobre exportação de petróleo. A criação de empregos caiu 56,3% em comparação a julho do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 133.932 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores. Em relação aos meses de julho desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020. Acumulado De janeiro a julho, o Caged registrou queda de 20,9% no acumulado de vagas formais: 972.203 (sete meses de 2026); 1.229.107 (sete meses de 2025). Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores. Setores Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em julho. Serviços: +24.098 postos; Construção civil: +12.691; Agropecuária: +12.523; Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): +11.315 Um setor demitiu mais do que contratou em julho: Comércio: -8.114 postos Tradicionalmente, o mês de julho é fraco para o comércio, principalmente para o varejo, que dispensou 3.674 pessoas a mais do que admitiu. Destaques Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de transporte, armazenagem e correio, com a abertura de 18.150 postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 12.235 vagas. O setor de educação, no entanto, fechou 7.352 postos. Na construção civil, o destaque positivo ficou com o segmento de obras de infraestrutura, que abriu 7.087 empregos formais. Em segundo, vêm os serviços especializados para construção, com 4.253 postos. Na indústria, o maior gerador de empregos foi a fabricação de produtos alimentícios, com 6.994 vagas, seguida por fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (+3.440) e fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (+1.950). Regiões e estados Quatro das cinco regiões registraram abertura de vagas formais em julho. Veja abaixo o desempenho de cada região: Sudeste: +21.668 postos Nordeste: +18.973 Centro-Oeste: +9.943 Norte: +8.375 Sul: -628 Na divisão por unidades da federação, 22 registraram saldo positivo e cinco demitiram mais do que contrataram. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (+17.814), Mato Groso (+5.766) e Minas Gerais (+5.199). As unidades da federação que eliminaram empregos formais em julho foram Espírito Santo (-2.605), Rio Grande do Sul (-903), Tocantins (-366), Santa Catarina (-248) e Distrito Federal (-134). Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Espírito Santo, as demissões decorrem do fim da safra de café. No Tocantins, estão relacionadas ao comércio e à agropecuária. No Rio Grande do Sul, concentraram-se na indústria do fumo e no comércio. Carteira assinada Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou julho em 48.082.866, alta de 0,12% em relação a junho e de 1,02% em relação ao mesmo mês do ano passado.

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