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巴西资讯巴西金融监管2026年5月29日

巴西股市月跌7.22%创两年新低,在巴中企需警惕汇率与资本外流风险

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Bolsa tem pior mês desde 2023, e dólar sobe 1,82% em maio

巴西B3股市5月累计下跌7.22%,美元升值1.82%重回5雷亚尔上方,外资净流出141亿雷亚尔,在巴中资企业面临汇率波动与融资成本上升的双重压力。

为什么值得关注

巴西股市创两年最大月跌幅,美元升值重回5雷亚尔,外资净流出141亿雷亚尔,直接冲击在巴中企的汇率风险与融资环境。

巴西B3证券交易所5月遭遇2023年2月以来最大月度跌幅,主要指数Ibovespa累计下跌7.22%,收于173787.49点。同期商业美元升值1.82%,重新站上5雷亚尔关口,报5.0453雷亚尔。外资撤离巴西股市是主因——截至5月27日,净流出额达141亿雷亚尔。对于在巴西经营的中国企业而言,汇率波动将直接影响利润汇回与采购成本,而股市持续走弱可能进一步抑制本地消费与投资信心。 5月29日,Ibovespa下跌0.73%,盘中最低触及172686.36点,为1月以来最低,大宗商品和银行股领跌。自4月创下约187000点的历史新高后,该指数已累计下跌约7.5%,年内涨幅收窄至7.86%。与此同时,纽约股市表现强劲,纳斯达克5月上涨8.36%,标普500上涨5.15%,显示国际资金正从巴西等新兴市场回流美国及韩国、台湾等亚洲科技股。 对于在巴中资企业,美元升值1.82%意味着以雷亚尔计价的收入在兑换成人民币或美元时将缩水,尤其对从事农产品出口、矿产贸易及制造业的企业影响直接。此外,巴西基准利率Selic暂停降息的预期增强——2026年第一季度GDP环比增长1.1%,高于预期,削弱了央行进一步宽松的理由。利率高企将推高本地融资成本,中资企业若依赖雷亚尔贷款,需重新评估债务结构。 CBI解读认为,底稿数据清晰显示巴西正经历一轮资本外流周期,其驱动因素包括全球资金偏好转向美国科技股、中东地缘政治缓和压低油价(布伦特原油月跌17.4%至91.12美元/桶),以及巴西国内政治不确定性——美国将巴西犯罪组织PCC和Comando Vermelho列为外国恐怖组织,可能影响双边关系与投资情绪。CBI观察指出,这并非巴西独有的现象,但巴西因其高利率与大宗商品依赖,对资本流动变化尤为敏感。 待观察的跟踪点包括:第一,6月美联储议息会议(6月16-17日)是否释放更鹰派信号,这将进一步影响新兴市场资金流向;第二,巴西央行下一次货币政策会议(6月18-19日)对Selic利率的决定,若维持不变或暗示加息,雷亚尔可能继续承压;第三,国际油价走势,若美伊谈判取得实质进展,布伦特原油可能跌破90美元,进一步拖累巴西石油公司及能源板块。
CBI 观察编辑判断

底稿数据显示巴西正经历资本外流周期,主因全球资金转向美国及亚洲科技股。CBI认为,巴西高利率与大宗商品依赖使其对资本流动变化尤为敏感,中资企业需关注6月美联储与巴西央行会议对汇率和利率的进一步影响。

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信息概要

类型
市场数据
方向
巴西
分类
金融监管
层级
编辑整理
地点
在巴中资企业(农产品出口、矿产贸易、制造业)、依赖雷亚尔贷款的企业
核验
待核验
对象
在巴中资企业投资者贸易商
话题
金融投资行业趋势

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Bolsa tem pior mês desde 2023, e dólar sobe 1,82% em maio
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
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Bolsa tem pior mês desde 2023, e dólar sobe 1,82% em maio

A bolsa de valores B3 fechou maio com queda acumulada de 7,22%, no pior desempenho mensal desde fevereiro de 2023. O dólar comercial avançou 1,82% no mês e voltou a encerrar acima de R$ 5, em meio à saída de investidores estrangeiros da bolsa brasileira e à mudança no fluxo global de capital. Nesta sexta-feira (29), o Ibovespa, principal índice da B3, caiu 0,73%, aos 173.787,49 pontos. A moeda estadunidense subiu R$ 0,011 (0,24%), cotada a R$ 5,0453. Notícias relacionadas: Brasil deve voltar a ser 10ª maior economia após resultado do PIB. BC regulamenta regras do CMN para limitar uso do FGC por bancos. Bancos transferem R$ 5,7 bi de valores esquecidos para o Desenrola. A bolsa brasileira acumulou a sétima semana consecutiva de perdas, em uma sequência iniciada após o Ibovespa renovar recordes históricos em abril. Desde então, o índice caiu da faixa de 187 mil pontos para a casa dos 173 mil pontos. O indicador reduziu o ganho acumulado no ano para 7,86%. Durante o pregão desta sexta-feira, o Ibovespa chegou à mínima de 172.686,36 pontos, menor nível desde janeiro, pressionado principalmente por ações ligadas a commodities (bens primários com cotação internacional) e bancos. A correção da bolsa ocorre em meio à reversão do fluxo internacional que vinha favorecendo mercados emergentes nos últimos meses. Parte dos recursos voltou a ser direcionada para ações de tecnologia nos Estados Unidos e em países asiáticos, como Coreia do Sul e Taiwan, reduzindo a atratividade relativa do mercado brasileiro. Na bolsa de Nova York, os principais índices renovaram máximas históricas. O Nasdaq acumulou alta de 8,36% em maio, enquanto o S&P 500 avançou 5,15% no período. Pressão cambial No câmbio, o dólar encerrou maio com alta de 1,82%, após ter recuado 4,36% em abril. A valorização da moeda estadunidense refletiu a saída líquida de capital estrangeiro da bolsa brasileira, estimada em R$ 14,1 bilhões no mês até o dia 27. Pela manhã, o dólar chegou à máxima de R$ 5,07, mas perdeu força ao longo do dia. Além do fluxo externo, o mercado reagiu à percepção de juros elevados por mais tempo no Brasil e nos Estados Unidos. A economia brasileira cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 ante o trimestre anterior, resultado acima das expectativas e que reforçou dúvidas sobre a continuidade do ciclo de cortes da Selic. Investidores também acompanharam desdobramentos políticos e geopolíticos, incluindo a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.  Petróleo despenca Os preços do petróleo fecharam em forte queda no mês diante da expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irã que possa reduzir tensões no Oriente Médio e normalizar o fluxo no Estreito de Ormuz. O barril do tipo Brent, referência para as negociações internacionais, caiu 17,4% em maio e encerrou esta sexta-feira cotado a US$ 91,12 por barril. O WTI, dos Estados Unidos, acumulou baixa de 16,8% no mês, fechando a US$ 87,36. A commodity chegou a operar abaixo de US$ 90 durante o pregão após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre uma possível decisão de acordo com o Irã. A perspectiva de redução dos riscos de oferta pressionou para baixo as cotações internacionais do petróleo, afetando ações da Petrobras e do setor de energia na bolsa brasileira. * Com informações da Reuters

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